Franquias esquecidas
Certa vez escrevi um texto para o Meio Bit falando sobre cinco jogos que eu gostaria de ver refeitos. Relembrando alguns clássicos do Mega Drive com um amigo esses dias, decidi citar mais cinco títulos que foram esquecidos pelo tempo. Quero ressaltar que com exceção de um dos jogos citados, a lista foi montada com base apenas no saudosismo, portanto, a menos que algo mude no futuro, não espere por um remake desses jogos tão cedo. Então, vamos começar.
Ao contrário do que acontece hoje, durante a década de 80 os arcades reinavam entre os gamers. Com um hardware muito poderoso, invariavelmente, os fliperamas eram capazes de executar games mais belos que nos consoles. Uma das empresas com mais prestígio na época era a Namco e uma de suas criações mais idolatradas pelos jogadores atendia pelo nome Rolling Thunder.
Várias plataformas receberam conversões do jogo, mas uma das melhores é a terceira versão da franquia para o Mega Drive. Rolling Thunder era um jogo de ação onde você controlava um agente secreto que busca acabar com uma organização terrorista. Com bons gráficos, dificuldade alta e jogabilidade viciante, é de se estranhar a Namco ter esquecido da franquia.
Quem também parece ter deixado de lado outro sucesso dos arcades foi a Sega com o competente ESWAT: Cyber Police. Tendo sido um dos primeiros lançamentos do Mega Drive, o jogo se popularizou no Brasil graças ao console da empresa. Com uma ótima conversão, sendo que contava com novas fases e armas, o jogo mostrava o potencial do aparelho e deixou saudades com seu estilo parecido com o do Rolling Thunder.
Definitivamente a Sega é a empresa que mais gosta de matar antigas franquias. Super Hang On, Alex Kidd, Streets of Rage, Kid Chameleon, etc, etc, etc… A lista é imensa e para citar mais um clássico que nasceu no arcade e que depois apareceu no Mega Drive, alguns de vocês devem lembrar do Alien Storm.
Muito antes de Gordon Freeman tentar salvar a terra, um trio de heróis já realizava a façanha lutando contra seres de outro planeta nesta espécie de beat ‘em up. Embora a versão do Mega Drive fosse visivelmente inferior a dos fliperamas, o jogo impressionava e possuia duas fases inéditas.
A Climax conseguiu fazer um rpg com batalhas em tempo real e que embora poucos admitam, era tão divertido quanto o The Legend of Zelda: A Link to the Past. Esse jogo se chamava Landstalker e divertiu os donos de um Mega Drive por muitos anos. Embora um remake do jogo tenha sido anunciado para o PSP (quase chorei ao ver este vídeo), não se ouviu mais falar no assunto e os fãs aguardam ansiosamente por uma confirmação.
Por último mas não menos importante, cito um dos maiores clássicos da década de 90: Battletoads. Um dos mais difíceis games já lançados, a aventura dos sapos lutadores sempre volta a memória dos jogadores e sendo bem feito, tenho certeza que seria um sucesso estrondoso de vendas.
Você deve ter notado que todos este jogos foram feitos em 2d e fica difícil imaginar como ficariam em três dimensões. De toda forma, como sonhar não custa nada, fico imaginando eles refeitos em 2d mesmo e com o poderio dos novos consoles. Quem sabe um dia…
Confira alguns vídeos mostrando a jogabilidade dos jogos citados no artigo:
- ESWAT
Snes ainda agradando
Quem o japonês é um dos povos mais apaixonados por videogames ninguém duvida, mas você já parou para pensar onde vão parar tantos consoles vendidos? Pois bem, uma empresa de consultoria chamada Oricon fez uma pesquisa em outubro passado perguntando quais consoles as pessoas possuiam.
O resulto foi relativamente surpreendente, não pelas primeiras e segundas posições, ocupadas pelo PS2 e DS respectivamente, mas pelo terceiro colocado, o saudoso Snes, com 42,5%. Isso mesmo, quase metade das pessoas entrevistadas afirmaram possuir um Super Famicon em casa. Só para ter uma idéia, o Nintendo Wii aparece na 10ª posição com "apenas" 16,4%.
O resultado revela ainda que o preferido das mulheres é o Nintendo DS, dos homens o PS2 e para as pessoas com mais de 40 anos, o portátil da Nintendo ainda é a melhor opção. nas divisões entre os adolescentes, acima de 20 anos e acima de 30 anos, o resultado é sempre o mesmo, PS2 em primeiro e DS em segundo.
No mínimo a pesquisa mostra que os japoneses guardam seus consoles antigos e que o Snes foi um verdadeiro sucesso de vendas em terras nipônicas.
[via Kotaku]
Top 10 – Jogos mais difíceis do NES
O site Retrojunk fez uma lista bem interessante, mostrando os 10 games mais difíceis do NES:
1 – Silver Surfer
2 – Battletoads
3 – Ghosts n Goblins
4 – Mega Man
5 – Double Dragon 3: The Sacred Stones
6 – The Karate Kid
7 – Yo! Noid
8 – Teenage Mutant Ninja Turtles
9 – Bart vs. the Space Mutants
10 – Top Gun
Bom, realmente antigamente os desenvolvedores não se preocupavam muito em diminuir a dificuldade dos jogos, e tinha muitos games difíceis. Hoje os games acabaram ficando mais fáceis, já que um jogo altamente difícil poderia receber muitas críticas e ter poucas vendagens (apesar de que sempre tem exceções).
Para quem ainda joga muito os games do NES (ou já jogou muito os games do console na época) via emuladores, o que vocês acham da lista?
[Via Retrojunk (imagem também)]
Wii, XBox 360, Halo 3 e Atari
Esses dias, fui convidado por um amigo a jogar umas partidas de video-game. Como somos fãs de jogos mais antigos, imaginava passar a tarde com os clássicos shoot’em up do Neo Geo ou alguns variados do M.A.M.E. (Raiden!). Para minha surpresa, ele havia comprado um XBox 360 e um Wii! Horas de diversão garantida!
Depois de passar por uns… 20 jogos, avaliando a jogabilidade, o som, a parte gráfica e, claro, me divertindo a valer, cheguei à conclusão de que sou mesmo um jogador limitado: meu negócio é 2D. Ou, no máximo, simuladores de corrida ou espaciais. Portanto, não vou avaliar aqui os jogos nem ponderar sobre as capacidades dos consoles: isso já foi feito à exaustão. Talvez valha a pena falar do Bioshock e do HALO 3, mas o Dori se encarrega disso daqui a alguns dias. Aliás, quem sabe nós não sorteamos o HALO 3 se vocês votarem no Meio Bit como melhor blog de tecnologia lá no Prêmio iBest?
O que quero enfatizar é que a nova geração de consoles perdeu algo fundamental: o imediatismo da diversão. No Atari 2600 (ok, sou velho mesmo) e nos Nintendinhos diversos, bastava juntar os amigos, espetar o cartucho e ligar. Simples assim. Nada de esperar o carregamento, longos filmes, aberturas demoradas (que nem sempre podem ser canceladas), configuração de "profiles" ou conexão a alguma rede. Era diversão imediata, pura e simplesmente.
Mas como não quero passar por um velho rabugento, também tenho elogios a fazer ao XBox 360. Apesar de preferir o Wii, que tem jogos com espírito mais divertido e leve, o console da Microsoft subiu no meu conceito. Claro que o exemplar que estava à disposição não era um modelo básico: tinha joysticks wireless e saída HDMI (se bem que já nem sei, pois me perco facilmente entre as variações de consoles) e o telão de… muitas polegas juntamente com o som surround 5.1 ajudaram bastante. Apesar do aquecimento exagerado, o potencial gráfico impressiona e o som é praticamente perfeito.
Dou como exemplo HALO 3: não gosto muito de jogos em primeira pessoa e ter dois controles analógicos, mais os botões, é muito para a minha mente simples (lembram do joystick do Atari 2600? UM botão era tudo de que se precisava…). Mas a qualidade gráfica e sonora me cativaram e arrisquei algumas partidas. A dublagem (sim, o jogo é em português, original) comete o pecado de carregar demais no sotaque carioca mas ajuda a aliviar o cérebro do trabalho extra da tradução. Novato que sou, morri facilmente várias e várias vezes, mas confesso que me diverti muito. O jogo tem mesmo uma ótima produção e os detalhes da paisagem são de cair o queixo.
Sei que a maioria aqui já sabe disso, mas o objetivo é mostrar ao público leigo que vai comprar seu console de última geração ou ao àquele que tem dúvidas quanto à escolha, o que pode esperar. Sem contar os que estão afastados dos consoles há algum tempo e têm considerado a volta como uma opção mais barata à atualização constante do PC (que é o meu caso também).
Já o Wii leva uma óbvia desvantagem na parte gráfica, incomparavelmente menos refinada. Mas tem a vantagem de ser mais "família", empolgar mais gente. Por exemplo, enquanto jogávamos XBox 360, éramos três. Quando passamos para o Wii, mulheres e crianças fizeram fila! Então, se a idéia é brincar descompromissadamente, o console da Nintendo é a escolha ideal.
No final das contas, porém, o Atari era o que me dava mais prazer: era só plugar o cartucho e jogar. E rodamos o Stella para passarmos mais algumas horas embalados por River Raid, H.E.R.O., Sea Quest e Yars’ Revenge.
Os melhores jogos do Dreamcast
Não escondo de ninguém que o Dreamcast foi um dos meus consoles favoritos. Na minha opnião o videogame possui a melhor relação "jogos bons x jogos ruins" de todos os tempos e lamento muito não ter tido mais sucesso.
Quem já teve o último console lançado pela Sega e quiser matar a saudade ou está pensando em comprar um já que o preço atualmente não é tão caro, recomendo dar uma olhada na lista criada pelo site PlanetDreamcast com os melhores jogos do aparelho.
O interessante é que a lista está dividida por gênero, o que facilita a busca e a torna mais abrangente.
Mais criações de Lego
Depois desse post, vamos a mais um com montagens de Lego baseados em games. Agora temos um blog inteiro só dedicado a essas montagens:
O ruim é que muitas montagens do blog são dificílimas de descobrir.
[Via GoNintendo]



