App do dia: My Data Manager
Uma das curiosidades mórbidas de donos de smartphone é o quanto eles comem de tráfego de dados. Em tempos de planos ilimitados de 2GB/mês, é uma preocupação válida. Será que Drawsomething é um devorador de bytes? Será que um videozinho do youtube mobile é mesmo o monstro que falam? (dica: é)
App do Dia: Pocket, ex-Read it Later
Mais do que escrever, a habilidade essencial para quem vive de fuçar a internet catando coisas legais para kibar publicar é organizar o material coletado. Descobri que quebra muito o ritmo, principalmente se você utiliza um tablet, parar a navegação para copiar a URL da página para algum lugar.
Há um monte de serviços que se propõe a resolver isso, mas a maioria se concentra em armazenar o conteúdo, o que é excelente no tablet, mas overkill no PC.
Com várias extensões para a maioria dos browsers, uma versão web sem frescuras e integração com tudo que é aplicação mobile das mais diversas plataformas, o Read It Later é excelente por exemplo para ler notícias no Flipboard, salvar com dois cliques e continuar lendo sem interromper a experiência.
A única desvantagem dele é que era pago, mas até isso resolveram. Como não conseguiram funciona no modelo de negócios cobrando $5 pela aplicação, decidiram colocar tudo de graça. Não me pergunte como, funciona lá pras bandas deles.
O funcionamento é o mais simples possível: Você se cadastra, vai nos programas agregadores que costuma usar, configura username e senha (ou configura um email autorizado a enviar URLs) e pronto. Mais de 300 aplicações mobile possuem suporte ao Pocket (falei que o Read It Later mudou de nome, né?). Se quiser nem precisa baixar o cliente no seu dispositivo móvel.
No computador você acessa www.getpocket.com, e suas URLs salvas serão automagicamente combinadas, formando um layout de revista (de nada, Flipboard). OU, se você usar uma extensão do browser, terá sempre uma lista prática com as URLs salvas no cantinho da tela.
Você pode marcar como lida, ela some da lista, ou no caso da versão mobile ou web da “página”, mas permanecem num arquivo morto, que é essencial e já salvou minha vida várias vezes.
Dá para escolher se você quer o conteúdo completo, somente as fotos salvas ou somente os vídeos.
A leitura é feita naquele modo limpo, como o Reader do Safari, torna o download muito mais rápido e aproveita totalmente a área do dispositivo ou do browser.
Se eu já recomendava antes, recomendo mais ainda.
Would you like to know more?
- Onde achar: Aqui, no GetPocket.com
- Roda em quê: iPhone, iPad, Android, Windows Phone, Blackberry, WebOS e até Symbian S60
- Quanto custa: Zica, Nada, zeroth
- Qual a melhor extensão pra Chrome? Essa diaba impronunciável aqui.
Grindr – Aplicativo gay faz sucesso na App Store
Depois do Cardoso declarar que teria o maior orgulho de dizer que o Meio Bit é o primeiro blog de tecnologia com um autor openly gay (e que não é ele), resolvi trazer uma pauta voltada ao público, ou mesmo para quem se interessa sobre a App Store. Existe um aplicativo para relacionamento entre homossexuais chamado Grindr, que já possui mais de 3 milhões de usuários em todo mundo em 192 países.
Obviamente dizer que o Grindr é apenas uma rede social para relacionamento sério e amizade é pra vender e ser aceito na App Store. Grande parte dos que entram na rede procuram sexo loucamente. Talvez a principal razão seja o lance da geolocalização, é possível encontrar com um parceiro que está a metros de você. E olha, aqui em Recife existe uma grande aderência do aplicativo (sério, achei que aqui no Brasil ele não ia pegar, como o WhosHere que é sucesso lá nos Estados Unidos e é voltado para todos os públicos), imagina em São Paulo, por exemplo (vou fazer o teste quando for pra Campus Party).
Desde que o aplicativo se lançou para iPhone, outras versões também sugiram como para Android, Blackberry e iPad. Sem falar que eles possuem uma versão paga que é baseada em assinatura, ou seja, você paga eternamente (ou até achar o amor da sua vida).
O mais curioso é que existe usuários em locais em que a homossexualidade é crime, como o Irã. E outras em que é visto com outros olhos, como Afeganistão, Etiópia, Haiti, Iraque, Ruanda, Sri Lanka e Yemen. No total em todos os países, são cerca de 8 mil novos usuários por dia.
Obviamente eles não informam o quanto ganham por essa versão Xtra, como eles chamam. Mas considerando que até o aplicativo é pago, e ainda existe uma assinatura, eu não duvido que esteja na casa dos milhões. Ah, e para quem não sabe, o público consumidor gay é bem mais “fiel” do que o heterossexual, por isso que existem ações voltadas ao público.
Ah vá, você pensou que tudo isso, de ser “gay-friendly” era apenas por apoiar a causa? Focar no público homossexual é ótimo, mas tem que conhecer bem o seu público para não fazer besteira e cair nos clichê. Eu mesmo, por exemplo, não sou afeminado, gosto das músicas que “todos” os gays gostam, mas se eu ouvir Jamie Cullum ou Alexander Rybak tocando na minha frente, eu viro outro. Ou o modo de se vestir, à lá Restart, ou como eles encaram o mundo, ou tudo.
O Grindr por ser um aplicativo voltado ao público gay, já fez sucesso em si. E com o notificações de eventos e de causas (como aquela que era a favor do casamento gay nos Estados Unidos), faz mais sucesso ainda (perdi de ir a um evento deles durante o SXSW). Sem falar que, só quem entra no Grindr é gay ou bissexual, ou seja, as pessoas sentem-se mais à vontade de mostrar seus rostos e muitos não são assumidos. Ou você ficou curioso com o artigo, vai pegar seu Android/iPhone e baixar o Grindr, ah vá. Para o público geral, existe uma ferramenta da mesma empresa chamada Blendr.
Não sou gay, meu namorado é que é. Ah, precisava terminar esse artigo com uma frase clichê e imbecil, inventada por gays que são quase assumidos e querem criar polêmica. Aos gays que lêem o Meio Bit (eu sei que tem, que eu sou amigo de vários), um artigo pra vocês. Para o público hétero que lê o MB, não sintam-se incomodados com essa invasão gay no site, prometo que quando meu tripé chegar, vocês terão ótimos reviews
App do Dia: 4sqwifi–achador de Access Point–com senha–e nem é ráquer!
A reação de todo mundo assim que descobre a função do 4sqwifi –lista access points próximos, junto com suas senhas- é automática, óbvia e compreensível. Todo mundo arma um sorriso maroto e solta um “ah vá…”.
É compreensível mas injusto. Não há nada de malicioso na aplicação nem na forma com que ela coleta esses dados aparentemente sigilosos.
É um hábito entre usuários do Foursquare indicar no campo de dicas de um local se há wifi disponível, e se for necessário, a password.
Claro que com gente cadastrando até a casa do cachorro a quantidade de ruído no Foursquare torna inviável sair procurando nos estabelecimentos próximos, um a um até achar quem tenha WIFI.
O 4sqwifi automatiza essa busca, listando apenas os locais que tenham a string “wifi” no campo busca. Aqui um exemplo de um access point camarada encontrado por ele:
Claro, as senhas podem ter mudado, ou o local pode ter wifi mas não está listado. Nenhum software é perfeito (exceto o XTreeGold) e não vai ser uma App gratuita que quebrará essa regra, mas estando ciente das limitações o 4sqwifi passa a ser um grande pequeno adianto.
Agora o alerta: Um monte de gente cadastra o access point de casa e libera o acesso, na pura camaradagem, mas um monte de gente também monta estrutura de honeypot para monitorar seu tráfego e roubar suas senhas. Usar um access point desconhecido é um convite ao desastre.
O 4sqwifi é digrátis e está disponível direto no iTunes.
Eu sou livre, e você está morto. BANG!
Refugiados nas montagens os insurgentes do Taliban travavam combates diários com as tropas da Coalisão, mas naquele dia os dois guerrilheiros que montavam um ninho de metralhadoras em uma montanha não estavam preocupados. Não havia nenhuma movimentação até onde a vista alcançava, nenhum som de combate trazido pelo vento. Aliás, nem ventava. O clima estava calmo. Calmo demais.
De pé um dos guerrilheiros sentiu uma dor lacinante, curvou-se para a frente ferido de morte, sem nenhum som, quase como se tivesse ofendido mortalmente Allah. Seu companheiro virou ao ouvir o grito de morte, pegou sua AK74 e começou a se virar, apenas para sentir uma dor igualmente terrível e cair. Aquela equipe de metralhadora não mais atingiria soldados aliados.
Eles nunca saberão, mas sua morte foi decidida a 2475 metros dali.Deitado em uma posição camuflada o Sargento Atirador de Elite Craig Harrison e seu observador viram a equipe inimiga. O alcance nominal do rifle L114A3 é inferior a 1500 metros, mas as condições estavam ideais, valia a pena tentar.
Nokia vem em paz, sempre e anuncia Anna, update do Symbian para alguns modelos
Uma das poucas coisas chatas do Symbian era que as atualizações, raras e aleatórias nunca traziam nenhuma mudança percebível pelo usuário. Nem um ícone novo, nem um fundo diferente, nada. Por mais que racionalmente soubéssemos que coisas foram atualizadas, sem ver mudança, fica estranho.
Desta vez a Nokia fez direito. A atualização do Symbian para o N8, C7, E7 e C6-01 traz um teclado virtual vertical, melhoria no navegador, novos ícones e vários outros recursos.
Dá para atualizar via OVI Suite ou direto do telefone. Nunca atualizei um modelo novo, mas até o N97 era traumático ver telas piscando, pixels borrados e resets assustadores. Imagino que a Nokia tenha se livrado disso.
A atualização parece ter sido feita para irritar profundamente donos de iPhone, pois cada vez que mudam uma vírgula a Apple nos entuba 600MB, e no caso do Symbian Anna, uma atualização significativa é considerada grande para os padrões Symbian e tem pífios 27MB. Chupa Apple!
Fonte: Slashgear

