iPhone – Custo-Brasil ou Ganância-Brasil?
Na verdade em conversas com blogueiros e jornalistas sulamericanos, descobri que o problema é geral: Em nosso subcontinente (e nunca o sub esteve tão enfatizado) a promessa de Steve Jobs, de um iPhone a US$200,00 não se cumpriu.
A culpa, apesar da gritaria dos freetards e applehaters, não é da Apple, e sim da GANÂNCIA das operadoras, que transformaram a Lei da Oferta e da Procura na Lei do “É Hype? Mete a Faca”.
Livre Mercado sim, ágio não, e o que está acontecendo é a cobrança de um Imposto do iPhone, para ter o privilégio de possuir um aparelho que já está sendo vendido em supermercado varejão nos EUA, os otários pagam mais de VINTE VEZES o preço de um aparelho com muito mais recursos.
Vejamos as “ofertas” em uma loja da Vivo no Centervale, em São José dos Campos:
Primeiro Caso: Um MARAVILHOSO Nokia E71, igualzinho ao meu, no plano 350+, que custa por volta de R$190/mês sai pela bagatela de R$49,00. Isso mesmo, minha senhora. Quarenta e nove realetas e mais nada. DE GRAÇA praticamente.

Segundo Caso: Um Nokia N95, maravilhoso telefone multimídia, boa câmera (depois da do LG Renoir a do 95 não é mais maaaaaaravilhosa, mas faz parte, as coisas evoluem. Menos no Kansas) saída pra TV, GPS, etc, etc. Condições? As mesmas do E71, R$49,00 no plano 350+.

Terceiro Caso: iPhone 3G de 8GB (nem é o de 16GB) no plano 350+ custa… R$1.199,00. Pombas, o LG Renoir no plano PRÉ-PAGO está estimado na casa de R$1300,00. Com todos os subsídios, em um dos planos mais caros, o iPhone custa mais de MIL REAIS?

Isso equivale a VINTE E QUATRO NOKIAS E71. VINTE E QUATRO. Vou repetir:

E com isso tudo você não ganha uma iTunes Store para comprar música, não ganha uma App Store para comprar JOGOS e não ganha acesso sequer ao conteúdo GRATUITO da iTunes Store dos EUA.
Se esse foi o melhor acordo que a Apple conseguiu por aqui, não deveria ter entrado no mercado latinoamericano. Nossas operadoras com mentalidade pré-revolução industrial não estão preparadas para ganhar com serviços, ainda vivem de esfolar os clientes desde a venda (ou a pré-venda, lembram da taxa de reserva de iPhone?) e se eu gostasse de ser esfolado teria passado na farmácia antes e comprado KY.
Não será a hora de um Foleo 2?
Quando o Palm Foleo foi anunciado, todo mundo o criticou, por que ele não era poderoso como um notebook “de verdade”. Curiosamente, logo depois do falecimento do Foleo apareceu o monte de netbooks que temos hoje em dia. E eles tem feito muito sucesso.
Claro que o original seria um fracasso comparado com um netbook, mesmo o Eee mais básico. O hardware do Foleo era muito fraco (um ARM rodando a 416MHz, 128MB de RAM e 256Mb para armazenamento), prometia 5 horas de duração da bateria – o mesmo dos netbooks de hoje – e era muito mais caro que o Eee (U$$599 contra U$$299).
Mas com a ARM querendo entrar na área dos netbooks, trabalhando com a Adobe para trazer o Flash para a plataforma e prometendo processadores tão rápidos como os Atoms e consumindo menos energia, um novo Foleo, usando um processador ARM Cortex, poderia ser bem interessante.
Hoje, boa parte dos componentes usados no Foleo já estão bem mais baratos – um MSI Wind com tela de 10″, 1GB de RAM e HD de 120GB sai por U$$349. A Palm poderia fazer um Foleo pelo mesmo preço – ou até menos, já que um processador ARM custa menos do que um Atom.
O Foleo competindo com um Wind pelo mesmo preço pode parecer suicídio, porque o Wind pode rodar Windows e praticamente todos os seus aplicativos. Mas pelo que foi mostrado, o Foleo tem uma boa interface e cumpre bem a maioria das tarefas mais comuns: Internet, processador de texto e planilha. Se juntar a isso a promessa da ARM de uma bateria que dure quase uma semana de uso e semanas em standby, com certeza valeria a pena para muitos.

