Twitter compra o Tweetie; nova safra de apps móveis a caminho
O Twitter ainda não gera um centavo de lucro, mas com o dinheiro recebido de investidores, a empresa parece estar dando os passos corretos. Ontem foi um dia cheio na área móvel do Twitter, com o anúncio do app oficial para Blackberry junto ao novo blog de mobilidade e, aos quarenta e cinco do segundo tempo, uma bomba: a compra do Tweetie, da Atebites/Loren Brichter.
O Tweetie é o app do Twitter para iPhone mais popular do mercado. Com a compra, o programa muda de nome, passando a se chamar Twitter for iPhone, e gratuito (antes, custava US$ 2,99). Essas mudanças chegarão à App Store em poucas semanas. Brichter, criador do Tweetie, foi contratado pelo Twitter, e será um membro-chaves na área de mobilidade da empresa. O primeiro plano pós-contratação é uma adaptação do Tweetie para o iPad.
Espera-se que esse começo bastante agitado seja o sinal de melhorias drásticas e apps oficiais para várias plataformas. Resta saber como essa mudança, ou ampliação de foco do Twitter, afetará programas de terceiros, que existem em grande número e, em poucos casos, grande qualidade.
Lenovo pode adquirir Palm
Não é de hoje que a Palm vai mal das pernas. Nem mesmo os recentes acertos da empresa, como a dupla Palm Pre e webOS, e o iminente lançamento das versões GSM do próprio Pre e do Pixi, parecem capazes de salvá-la do buraco. Numa situação assim, a organização torna-se vulnerável, a pressão dos investidores é grande, e a possibilidade de venda é real. E, nesse caso específico, parece que essa última pode mesmo acontecer.
Ontem surgiram rumores de que a chinesa Lenovo estaria de olho na Palm. Só isso, sem confirmação de ninguém, já serviu para levantar as ações da Palm em 20%, hoje no mesmo patamar em que estavam às vésperas do lançamento do Pre.
O CEO da Lenovo, Yang Yuanqing, não comentou o caso, mas antes desse rumor vir à tona, ele havia dito a um jornal alemão que “procurava criar um negócio em Internet móvel através da aquisição de outras empresas”. Shaw Wu, do Kaufman Bros., um banco de investimentos, diz que a possibilidade da Palm ser vendida existe, porém a Lenovo não é a única potencial compradora. Na briga, poderiam muito bem entrar HP e Cisco.
Como tudo ainda está no campo da especulação, é difícil fazer qualquer tipo de previsão até mesmo sobre a venda em si. Mas, é como dizem: onde há fumaça, há fogo…
Fonte: MarketWatch.
Sprint e HTC apresentam smartphone 4G nos EUA
Ontem a operadora Sprint e a fabricante HTC apresentaram um novo smartphone nos EUA. Poderia ser “só mais um” super telefone, com processador Qualcomm Snapdragon (QSD8650) de 1 GHz, tela sensível a toques capacitiva de 4,3” (800×480), saída HDMI, bússola digital, GPS, câmera de 8 mega pixels com dual flash, Bluetooth 2.1, tudo isso rodando Android 2.1, mas um detalhe faz a diferença: 4G.
O HTC EVO 4G opera na rede 4G WiMAX, da Sprint, atualmente disponível, segundo nota do BetaNews, em 27 estados americanos. Durante a apresentação, na CTIA, foram feitas demonstrações do poder da conexão 4G WiMAX. Vídeos de alta qualidade e streaming HD ao vivo passam no celular sem gargalos ou falhas. O EVO ainda funciona como hotspot 4G para até oito dispositivos. É um sonho muito distante para nós, brasileiros, mas que começará a se popularizar nos EUA em pouco tempo.
Sobre o aparelho em si, o EVO é provavelmente o smartphone mais poderoso do mercado, passando inclusive o também recém-anunciado Samsung Galaxy S. Por fora, ele lembra bastante o parrudo HTC HD2 (Windows Mobile 6.5), e embaixo da carcaça, além dos recursos citados acima, traz também 1 GB de ROM, 512 MB de RAM e bateria íons de Lítio de de 1500mAh.
A grande questão, porém, ficou sem resposta: quando sai? O CEO da Sprint, Dan Hesse, limitou-se em dizer que ele sairá no verão (americano, correspondente ao nosso inverno), mas não foi muito além…
Windows Phone Marketplace: O Brasil na linha de frente
No último dia da Mix 2010 em Las Vegas, foi anunciado que o Brasil faria parte dos 30 primeiros países do Windows Phone Marketplace. Em outras palavras, um aplicativo desenvolvido no Brasil poderá ser vendido na Europa e receber o dinheiro em depósito em conta.
Segundo algumas pessoas com quem conversei, foi uma luta para incluir o país, já que não temos as leis tributárias mais simples do mundo. Mas talvez tenha pesado o fato de termos um excelente mercado consumidor na área de dispositivos móveis. Adicione também o fato do país ter um talento para desenvolver software de qualidade e mais barato que Europa, EUA e Japão.
Para se ter uma ideia, de toda a América Latina, apenas o Brasil participa. Argentina e México ficam de fora, pelo menos, no lançamento do serviço.
Mas de que adianta ter um ótimo produto, se você não consegue vendê-lo? Entra em cena o Windows Phone Marketplace. Se você prefere a notícia direto da fonte, assista o vídeo da Mix. Para o resumo, continue lendo.
Developers, Developers, Developers!
Criar software para o Windows Phone é mais simples do que se possa imaginar. Se você conhece C# e .Net, já andou mais da metade do caminho. Games, use XNA, o mesmo para XBox. Para aplicativos, Silverlight, o mesmo para Web e Desktop. E o custo total do software: R$ 0,00 (zero).
Está esperando o quê? Faça o download do kit de desenvolvimento para Windows Phone 7.
Mas as notícias boas não param por aí. O Miguel de Icaza anunciou alguns de seus projetos e o resultado é que o mesmo código usado para Windows Phone 7 irá rodar em Android, iPhone, Wii e PS3. Para provar isso, já existem na Apple Store mais de 600 jogos sendo vendidos, feitos em C# e .Net. Mas isso é assunto para outro post.
Para enviar o aplicativo ou jogo para avaliação é feito direto do Visual Studio, que gera um arquivo XAP que nada mais é que um zip renomeado com tudo o que é preciso para o programa rodar no Windows Phone.
Guidelines – Boas Práticas
Numa das palestras, foi pedido para os desenvolvedores considerarem duas coisas:
- Aplicar melhores práticas ao empacotar o software.
- Usar licenças trial para efetivar as vendas, ou seja, implementar a API IsTrial().
Obviamente o Windows Phone não será terra de ninguém desktop. A mensagem foi clara: é um telefone. E por causa disso, é proibido alterar ou interferir com a funcionalidade de telefonia. Faça isso e seu aplicativo será reprovado nos testes.
Os aplicativos devem ser bem comportados. Isso significa:
- Validação técnica: consumo de energia, crashes, software malicioso (spywares, etc), interferência com o telefone.
- Validação de regras: padrões altos de bons aplicativos. (esse foi o mais subjetivo, mas talvez eles não queiram tantos aplicativos de pum como no iPhone)
- Validação de mercado: se for localizado na Alemanha, os termos de uso, manual, menus devem estar localizados. As leis locais também. Por exemplo, seu game Pracinhas Inglórios não poderá usar a suástica se for vendido na Alemanha.
Para saber mais, visite o site oficial para desenvolvedores.
Agora só quem resolve o problema da Palm é o Woody Harrelson
De um (grande) tempo para cá a Palm tem feito lançamento em cima de lançamento e todos podem ser descritos como “Meh”. Desde cometer o mesmo erro da Apple, tentando forçar um sistema operacional 100% web até o papel ridículo que foi o Palm Fuleiro (aka Foleo), aquele teclado/monitor glorificado de US$600 que foi anunciado em coletiva e uma semana depois teve a venda cancelada.
Os poucos consumidores que QUEREM Smartphones da Palm não estão encontrando, a empresa diz que está produzindo mais (mas ninguém vê) e nem parceiros como a Sprint, com 80 milhões de usuários estão conseguindo grandes vendas.
Agora a Palm tomou mais uma carcada. Depois de apresentar seu balanço trimestral, onde as perdas previstas de 43 centavos por ação se revelaram 61 centavos por ação, o Mercado pulou fora. Foram 19% de queda na última Sexta-Feira, no momento em que este artigo da CNN foi escrito, as ações estavam valendo US$4,59. Vejam AGORA como está o estado da Palm:
US$4,16 por ação, –25,99% nos últimos 5 dias e –58,82% em relação ao ano passado. Se você investiu US$100,00 na Palm um ano atrás, bem, você é burro.
Dois analistas financeiros chegaram a definir como preço-alvo das ações da Palm o descomunal valor de US$0,00. Um deles, Ilya Grozovsky, obviamente judeu e por isso bem mais versado que eu em finanças é categórico:
“A Palm está essencialmente acelerando em uma espiral mortal”
Peter Misek (adivinhem), outro analista respeitável, não acredita que a afirmação da Palm de que possui US$500 milhões em dinheiro vivo nas mãos vá acalmar o Mercado. Dados os gastos da empresa em marketing e treinamento de força de vendas (o problema, diagnosticado pela Palm) a grana só dura um ano.
Quais as chances de nesse meio-tempo a Palm se sair com algo revolucionário que salvará a empresa?
Registro da marca Nexus One: NEGADO!
Antigamente as empresas criavam os produtos, registravam os nomes, conseguiam os direitos e então lançavam tudo. Hoje não há mais tempo hábil NEM é viável registrar uma marca muito antes do lançamento, as informações são públicas. Se todo mundo soubesse que a Apple havia registrado iPhone, o impacto da 1a aparição pública seria muito reduzido.
O lado ruim é que podem ocorrer confitos, como iPhone, que era marca registrada da Cisco, e foi alegremente licenciada APÓS o lançamento do telefone da Apple, por uma quantia extorsiva.
Também podem ocorrer casos como o Nexus One, do Google. Sò agora o processo de registro da marca chegou a seu fim, e para desespero da empresa de Mountain View, Nexus era uma marca registrada pela Integra Telecom, e no entendimento do Escritório de Patentes dos EUA haveria espaço para confusão por parte dos consumidores.
Pra piorar ainda estão sendo processado pelos herdeiros de Philip K. Dick, um dos papas da Ficção Científica e autor do livro que foi adaptado para os cinemas com o título de Blade Runner.
A família não gostou de ver o Google ganhando dinheiro com um negócio chamando Android rodando em um troço chamado Nexus One.
Embora defenda o direito autoral e propriedade intelectual, não posso deixar de achar que os parentes do Philip K. Dick fumaram cigarrinho de artista. A menção mais antiga ao termo “Android” é de 1270, em 1863 já era usado com sentido de robôs mecânicos imitando humanos. (fonte: Wiki de verdade)
Será uma tentativa de faturar uns pacovás, como a LucasArts faturou da Motorola, ao licenciar o termo “Droid”?
Agora o Google tem um problema. Se mantiverem o nome, nada impede que a Integra Telecom processe. Se não processar, nada impede que alguma fábrica xing-ling lance seu próprio Nexus One, ou até um Nexus Two.
De quem é a culpa? De todo mundo. Nós consumidores não temos mais paciência, queremos tudo pra ontem e produtos seguem ciclos loucos de lançamento. Ninguém quer esperar 3 anos por um celular novo ou um Netbook realmente otimizado.
Em software ainda dá para se livrar colocando “Beta”, mas quem compraria um celular nas mesmas condições?
Fonte: Oregon Live



