Giroscópios: iPhone 4 corrige imperdoável falha de projeto do iPad
Quando publicamos o post denunciando a terrível falha do iPad mostrando como ele era limitado e ao contrário do Linux restringia por design o usuário, forçando-o a passar toda sua existência miserável na superfície da Terra, não achamos que Steve Jobs resolveria o problema tão rápido.
Só que resolveu. O iPad 1.0 não funciona em ausência de gravidade, mas o iPhone 4, por utilizar um giroscópio, não terá problemas quanto a isso.
O conceito de giroscópio é extremamente simples: Baseia-se da preservação de momento angular, um dos princípios básicos da Mecânica. Da mesma forma que demanda energia parar um objeto em movimento retilíneo, alterar o ângulo de rotação de um objeto também exige. Continue lendo »
Fragmentação: O Rick Deckard dos Andróides
O Google aprendeu muita coisa em pouco tempo, com o desenvolvimento do Android. Está protegendo sua marca com uma ferocidade digna da Apple, vende uma imagem de amiga do Open Source sem perder as rédeas do projeto como a IBM e conseguiu entregar produtos pela metade faltando vários componentes essenciais e mesmo assim ninguém ligou, como a Microsoft.
Só falta desaprenderem uma coisa: Usuários de celular NÃO são geeks, o Android inicialmente foi adotado pela “cumunidade” como iPhone Killer, Microsoft Destructor, Novell Apocaliptor, Google Smash-ah não, Google é bonzinho. Mas como os aparelhos acabaram saindo realmente bons, o público em geral gostou, hoje é comum ver gente na rua falando que quer um celular Android.
O que não dá certo é esse público leigo ser penalizado com uma filosofia de desenvolvimento de projeto Open Source esquizofrênico.Em dezenove meses foram SEIS grandes revisões de software. Isso é lindo, maravilhoso, odara quando é algo que se resolve pelo Windows Update, mas no mundo dos celulares não é assim que a banda toca. Continue lendo »
eBooks – Triunfo do Egoismo
Esqueça DRM. Esqueça formatos incompatíveis. Imagine que você tem o leitor de eBooks perfeito. Imagine que todos os seus livros estão lá. Todos os seus gibis, todas as suas revistas semanais. Meus parabéns, mesmo com botão do Facebook “Recomende este livro” você tem a mídia mais egoísta da história da Humanidade.
Até então chegávamos na casa de um amigo e o que ele estava lendo aparecia nas estantes, aparecia na mesa da sala, aparecia até no bidê do banheiro, excelente lugar para guardar gibis.
Com os eBooks isso tudo perde razão de ser. Pense quantas vezes você viu um conhecido (ou mesmo desconhecido) lendo algo, se interessou, esticou o pescoço e viu o título. Você com certeza já recebeu um exemplar de uma revista que não lia com um artigo marcado com post-it, leu e em seguida folheou o resto da revista.
A mídia eletrônica em teoria oferece ferramentas sociais, mas não precisamos necessariamente de recomendações formais. NEM precisamos necessariamente recomendar formalmente algo. A rigor NÃO recomendamos. Existe uma diferença entre “leia sim, é ótimo, recomendo” e “é legalzinho”. Uma revista deixada em cima de uma mesa diz apenas que você a compra, mais nada. Durante Séculos foi mais que suficiente como recomendação.
Mais ainda: É socialmente aceito que você olhe a estante de livros de um amigo, mas não é correto futucar o iPad ou o Kindle dele atrás do que está lendo, não mais do que é listar os bookmarks do navegador para ver que sites anda visitando.
Algo que muita gente não pensou: As novas formas de distribuição da mídia impressa necessariamente trarão atreladas novas formas de divulgação, aposentando e inviabilizando muitas das formas antigas. Nós teremos que nos adaptar, pois a maior parte dessas formas de divulgação não depende das editoras, mas dos leitores. Há alternativa? Não, é o preço a pagar pelos eBooks.
10 8 motivos para empolgar-se com o Nokia N8
Dia desses a Nokia anunciou seu próximo top de linha, ou quase isso, o Nokia N8. Lá se vão alguns anos desde que a fabricante finlandesa emplacou seu último hit, o N95. Desde então, entre erros e acertos, tivemos algumas aberrações como o N97 e nenhum tão impactante e adorado como o hoje veterano N95.
Calejados e desconfiados, é difícil ver alguém totalmente empolgado com o N8. O smartphone tem especificações legais, mas ante as decepções recentes, é difícil não ficar com um pé atrás. Joe Wilcox, redator do BetaNews, é um desses poucos que contam os dias para pôr as mãos no N8. Ele listou, num artigo, dez motivos para empolgar-se com o Nokia N8, e à parte alguns exageros, como dizer que o aparelho “pode mudar tudo”, e algumas justificativas específicas para o mercado americano, como as frequências/operadoras suportadas, vale a pena conferir as ideias do cara – algumas fazem sentido e passaram batidas por todos nós.

Nokia N8.
Symbian^3
É, o Symbian velho de guerra. Um dos mais antigos sistemas móveis do mercado, agora em nova versão, mais adequada às necessidades atuais – leia-se suporte a redes sociais. Mas, além de Facebook e Twitter, a nova encarnação do Symbian trará novidades no gerenciamento de redes e memória, recursos como saída HDMI e uma interface remodelada. Continue lendo »
Microsoft lança KIN, o Twilight Phone
Durante muito tempo uma febre tomou conta da juventude nos EUA, e não foi a volta do Sarampo, graças à Jenny McCarthy e o pessoal anti-vacina. A culpa foi do Sidekick, um celular criado para um público específico, com teclado qwerty e uma finalidade específica: Ser uma excelente ferramenta para envio e recepção de SMS, evoluindo posteriormente para uma plataforma voltada para Instant Messengers em geral.
Em 2008 a Microsoft adquiriu a empresa, acumulando know-how no processo, mas ninguém sabia o que ela faria com o produto. Lançar um telefone próprio seria fora de questão, mas então vazaram informações sobre o Projeto Pink, um “Celular da Microsoft”

Ontem a empresa apresentou o KIN, e devo dizer que conseguiram o melhor de dois mundos: Lançaram um telefone próprio SEM melindrar os parceiros de hardware.
O KIN por incrível que pareça não é o primeiro celular com Windows Phone 7, embora a interface seja bem parecida. De qualquer jeito, você vai odiar. Eu vou odiar, o leitor médio do MeioBit vai odiar. Motivo? Não somos o target.

O alvo é o público jovem, abaixo dos 25 anos, que não acha a menor graça no iPhone e considera o Blackberry coisa de velho. É o pessoal que, como dito na apresentação, vai a shows com milhares de pessoas ou a festas e se não puder postar no Facebook, se considera “isolado dos amigos”.
Não são geeks, não querem ser geeks, são os legítimos usuários das redes sociais, muito mais preocupados em mandar as fotos da balada (em português carioca “balada” é conhecido como “night”) e conversar com os amigos do que ficar instalando Apps Flatulentas da *Store.

Os dois aparelhos apresentam uma tela dinâmica com as últimas atualizações de seus contatos, independente da rede social. O conceito é integrar pessoas com pessoas, não pessoas com redes sociais. Por isso o foco de compartilhamento é entre contatos.
Tudo é feito através de arrastar e soltar, o botão verde central é o ponto de compartilhamento. Ali você solta o conteúdo, em seguida arrasta as pessoas (ou as redes) para as quais deseja mandar o conteúdo, e o telefone faz o resto.
Ambos trazem câmeras com flashs de LED, prometido como 9 vezes mais potente que o melhor do mercado, pensado para o uso em discotecas, boates ou seja lá onde os jovens vão. O KIN 1 traz uma câmera de 5 megapixels e filma e SD, já o KIN 2 traz uma câmera de 8 Megapixels e filma em HD, 720p. O primeiro tem 4GB de memória, contra 8GB do segundo.
Não há aplicações específicas para cada rede social, você as configura nas preferências, depois é só usar a interface unificada.
As fotos são enviadas com informação de geolocalização para o Facebook, MySpace ou Flickr, e é possível visualizá-las num Bing Maps. Não dá pra subir fotos para o Twitter. Não que dê normalmente, sem usar serviços de terceiros.
A filosofia de Cloud Computing se faz presente na figura do KIN Studio, um website que guarda tudo que você faz com o telefone. Todas as mensagens trocadas, fotos, contatos, vídeos, tudo. A visualização é feita via uma timeline, e esse arquivo faz com que um KIN perdido (curiosamente nunca usam o termo “roubado”nas apresentações) seja facilmente substituído e o novo repovoado com conteúdo.

Também vem incluído um cliente de email, um navegador web (que permite compartilhar sites ou trechos de páginas) e a parte de multimídia, que assim como o resto do mundo Windows Phone 7, utiliza o Zune. Yes, Virginia, o KIN ainda por cima é um Zune. Mas não se decepcione com os 4GB ou 8GB, o KIN faz streaming WIFI e 3G de conteúdo do Zune Marketplace, se você tem um Zune Pass tem acesso a literalmente TUDO que há lá.
A Interface é fluida, muito semelhante à apresentada no lançamento do Windows Phone 7, e rodando em cima de plataforma Tegra, dá pra entender a fuidez:
Já há um considerável número de críticas se acumulando (afinal foi lançamento da Microsoft) entre elas a de que ele não permite visualizar vídeos do YouTube (o que realmente é problemático), mas também há discussões sobre a ausência de uma aplicação de mapas e uma de agenda de compromissos, e sem perceber caimos no velho problema de reinventar o smartphone.
Não é um smartphone, não tem calendário pois adolescentes não agendam seus compromissos no computador. Também não tem (estranho terem deixado essa de fora) aplicações do Office, pois somente pedagogas delirantes achariam que os usuários fariam dever de casa no celular.
O Gizmodo estima que o modelo mais caro custará menos de US$150,00, bem dentro da faixa ideal para o público-alvo.
A atitude mais ousada e questionável é a ausência de instant messengers. Será que as redes sociais “mataram” os IMs, como “mataram” o email? Não tenho dados.
Dará certo? Não sei, o conceito é bom mas a quantidade de “defeitos” nubla as projeções, é como analisar Crepúsculo depois de ter lido Bram Stoker e Neil Gaiman. Racionalmente não se sustenta mas não quer dizer que não tenha uma legião enorme de fãs.
O tempo dirá se a Microsoft acertou mais uma vez ou lançou o primeiro mico em muito tempo.
Bem-vindo ao Open Source, Google. Android com Bing
O Android está sendo um excelente experimento, a adoção por parte dos fabricante está sendo boa, mesmo com o Google cometendo alguns erros primários, como o lançamento de um aparelho de marca própria. (isso desagradou muita gente)
Os celulares disponíveis com Android vão do medíocre ao excelente, o Motorola que o Nick Ellis está usando é tão bom que o fez desistir do iPhone. E ainda falam que a macfagagem é um caminho sem volta.
Aparentemente tudo está dando certo para o Google, certo?
Mais ou menos. A Motorola por exemplo acaba de anunciar um acordo com a Microsoft; irá incluir os serviços Bing em seu novo smartphone a ser vendido no mercado chinês. Podem fazer isso? Claro, o telefone é deles, o sistema operacional é open source. O Google não pode fazer absolutamente nada.
Pior; o Google não ganha nada com o Android, a idéia de geração de receita é estimular o uso dos serviços online da empresa, como Mapas e Busca. Ao fazer um acordo como esse a Microsoft tirou o leitinho da boca do Sergey. Lembrem-se, o Windows Mobile Phone tem custo de licenciamento, então mesmo que você compre um aparelho WM apenas para o Stallman quebrar, a Microsoft já terá faturado uns caraminguás.
Se o futuro estiver mesmo na Nuvem como todos acreditam, produzir um sistema operacional mobile open source que sequer amortize seus custos deixa de ser algo atraente e se torna uma despesa a mais, você está a mercê da concorrência que pode perfeitamente produzir serviços agregados MAIS atraentes que os seus.
Por quanto tempo o Google continuará investindo no Android se o Bing ou o Yahoo(caso ressuscite) se tornarem majoritários?
Talvez o lançamento do Nexus One seja uma espécie de Plano B, para garantir uma renda real e ao mesmo tempo se tornar uma plataforma de referência, uma forma de apresentar uma versão kosher do Android.
Do jeito que está o Google tem um sistema operacional mobile bem-sucedido (o que é estrategicamente crucial) mas o fato de ser open source adicionou uma camada de complexidade. Para dar dinheiro o sistema tem que ser bom e os SERVIÇOS do Google tem que apresentar igualmente qualidade. Só isso garante que uma Motorola não mude as aplicações para o pacote Bing.
Então o modelo Open Source não presta para sistemas operacionais mobile?
Outro dia um freetard sofrendo de alucinações colocou em um mapa de aplicações o Open Source como a metodologia dominante no mercado mobile (usando o Symbian como argumento, como se ele tivesse conquistado seu share já open). Não é preciso delirar assim. Basta seguir os blogs de tecnologia, é fato que Androids NÃO são openmokos e tuxphones. Funcionam bem, vendem bem.
A questão estratégica é que dado o modelo de monetização indireto do sistema operacional mobile open source, quem se aventurar tem que ser competente não em uma, mas em duas áreas de expertise: SO E Serviços. Quem entrar achando que open source significa mão-de-obra gratuita descobrirá que o modelo é MUITO mais cruel e darwinista do que imaginam.
Claro, apesar das evidências fotográficas o Google não é uma quitanda, então a menos que façam algo muito errado, ainda veremos por muito tempo o único robô que parece mais uma lata de lixo do que o R2D2. A menos que a maior praga que atinge projetos Open Source, a fragmentação de versões não seja resolvida, e rápido.


