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Projeto Pink: A Microsoft vai lançar um celular?


Em Homens de Preto o personagem de Tommy lee Jones ensina a um desnorteado Will Smith que a Verdade está nos tablóides. Eles publicam as notícias em primeira-mão, ainda distorcidas, enquanto a mídia “séria” sanitiza, limpa, edita e atende aos desígnios dos “Poderosos”.

Pode parecer uma visão simplista, teoria da conspiração rasteira, mas há um fundo de verdade. Vejam por exemplo o Projeto Pink, da Microsoft. Em uma matéria do Inquirer, um tablóide de reputação duvidosa (mesmo entre tablóides) foi relevado que a Microsoft estaria produzindo um celular utilizando a tecnologia Tegra, da nVidia.

Um monte de gente deixou pra lá, afinal de contas o vídeo de exemplo da matéria foi uma paródia feita pela própria Microsoft, do O-Phone.

Só que alguns dias depois a notícia começou a aparecer em outros sites, de gente com mais credibilidade, como o Microsoft Watch.

A princípio a idéia é suicida. A Microsoft depende de seus parceiros, como HTC e Palm para lançarem aparelhos com Windows Mobile. Mas… será mesmo?

Se por um lado a parceria com mercado de hardware rendeu a posição invejável da empresa hoje, também rendeu muitos problemas.

Vejamos:

* Bloatware via Drivers – Windows tem que suportar todo mundo. São literalmente milhões de combinações de hardware, a maior parte do desenvolvimento de qualquer coisa na Microsoft é teste. Imagine quantas placas de vídeo de fabricantes diferentes existem. Agora imagine testar a combinação delas com N placas-mãe, só para ter certeza de que seu software vai funcionar. A Apple não tem esse problema. Precisa testar em UMA plataforma.

* Pressões dos parceiros – O Bill Gates pode ser poderoso o bastante para mandar ninjas atrás do Stallman, mas quando o papo é com Intel, HP, etc, o bicho pega. Já foi relevado que a Microsoft foi pressionada pelos fabricantes para liberar a certificação Vista-Ready para máquinas de desempenho rasteiro, para não afetar as vendas. No mercado mobile então, a coisa mais difícil do mundo é conseguir atualizações e correções do Windows Mobile. Os fabricantes não se interessam e a Microsoft não pode disponibilizar diretamente os programas, dada a customização exigida para cada aparelho

* Depreciação da marca – Quando o pessoal baba em um SonyEricsson Xperia X1 ninguém lembra que é um aparelho Windows Mobile. A Microsoft só vai aparecer quando alguém photoshopar uma tela azul no telefone. Exemplo: No último trimestre as vendas de aparelhos Windows Mobile cresceram 43%. Mas só se fala de iPhone.

A lição aprendida com o iPhone é que é possível para um player novo no mercado ocupar uma posição respeitável em pouco tempo. O pessoal do mimimi “odeio Apple” chora, resmunga mas foram 6,9 milhões de iPhones vendidos no 3o trimestre de 2008 e há uma previsão de 40 milhões de aparelhos para 2009. Claro, tem gente que ainda insiste que iPhone é moda passageira, bla bla bla mas diante dos números só dá pra apontar pra eles e sentir pena. Provavelmente votam no PSTU também.

Uma outra consideração estratégica: A Microsoft está investindo tudo na Nuvem, o futuro para ela será online, mas para acessar esse futuro, enquanto não sai a Interface Neural Matrix ou supositório RFID WIMAX, terá que ser acessado via dispositivos convencionais.

Controlar o dispositivo de acesso é meio-caminho andado. Vide o Google, que pretende distribuir o Chrome pré-instalado em computadores novos. A mesma “coisa feia” que a Microsoft faz com o Internet Explorer e rendeu tanta aporrinhação na Justiça.

Quando seu SdruvsPhone ligar e mostrar páginas iniciais, serviços-padrão, lojas e recursos, que mostre por padrão os meus serviços, as minhas páginas. A Apple sabe disso. Experimente criar uma aplicação para o iPhone oferecendo uma loja concorrente da AppStore. Aposto a virgindade retrofuricular do Marcellus que nem do formulário de envio essa aplicação passa.

É esse controle que a Microsoft quer. A Google tem, com o Android. A Apple tem, com o iPhone. A HTC não tem, por causa da diversidade de aparelhos que produz.

Quem controla o meio de acesso, controla a nuvem, e por enquanto há uma grande sombra de uma maçã por lá.

A Microsoft vai conseguir morder essa fruta? Não sei. Tenho minhas dúvidas.

Eles conseguem produzir coisas muito legais, o Windows 7 me fará comprar um monitor  multitouch com certeza, mas no geral, como disse o Steve Jobs, eles têm muito mau gosto. O Zune por exemplo é um excelente player, com bem mais recursos que o iPod, mas mesmo que a interface seja bonita (e é) o aparelho em si é feio. Eu perdôo o marrom-cocô do Ubuntu, afinal todos os designers bom bom-gosto e simpatia por Software Livre são atirados do alto da mesma montanha que usavam para matar crianças aleijadas em Esparta, mas a Microsoft NÃO poderia cometer um aparelho tão sem tesão.

Lançar um iPhone-killer não é fácil. Ninguém conseguiu ainda. A Microsoft lançar algo que vença o iPhone em termos de efeito-UAU, facilidade de uso e funcionalidade é algo mais complicado ainda. É contra a filosofia da empresa. Eles não sabem fazer coisas simples, não sabem chegar em um momento e dizer “chega, não vamos colocar tal funcionalidade, não vamos colocar tal compatibilidade”.

Se se reinventarem, se pegarem as idéias da Microsoft Research e as adotarem em produto, se jogarem gasolina e incendiarem o prédio do marketing, podem conseguir.

Senão teremos mais um Origami, Bob ou Newton por aí. (é, a Apple também erra)

TV Mobile indo de mal a pior


Um relatório da Jupiter Research descobriu que a penetração da TV Mobile, via celular, está na casa de 1%, a adesão é mínima e para piorar o interesse geral do público é 50% do que era em 2006.

Era de se esperar. Esse tipo de serviço de ponta é voltado para o pessoal mais antenado (sem trocadilhos), e esses, digo, nós, não queremos mais saber do velho modelo de distribuição onde somos batatas sentadas em um sofá, recebendo unilateralmente a mídia enviada pelas emissoras.

Nós somos a geração YouTube, a geração web. Nós consumimos nossa mídia de forma assíncrona, sob demanda. Vemos o que queremos, na hora que queremos, seja via YouTube, seja via torrent, seja via streaming.

Claro, esse serviço ainda é muito falho, a banda é minúscula (ainda mais fora do 1o Mundo) e o conteúdo oficial ainda é escasso. Mas mesmo esse gostinho, essa amostra-grátis do futuro já é o bastante para nos fazer abominar o modelo tradicional.

Trazer para o celular um modelo que nós não queremos em casa, não faz sentido. E se esse modelo vem com preço caro, pouca oferta de conteúdo e qualidade sofrível (vide os primeiros experimentos da TIM), menos chance ainda de vingar.

japafone

O que funcionará e muito bem é a exibição de conteúdo sob demanda. Acessar de seu celular um episódio de sua série favorita, na hora, com boa qualidade, sem download é algo que vale uma assinatura bem gordinha.

15% dos entrevistados na pesquisa disseram que se interessariam em conteúdo gravado, sob demanda. Ainda é baixo, mas bem maior do que o 1% geral.

Então permanece o dilema: Temos o conteúdo, temos os meios mas não temos o modelo para unir essas duas pontas, pois as emissoras não querem abrir mão de cobrar caro por cada segundo de programação, nem de decidir quando nós podemos assisti-la. Já as operadoras insistem em cobrar por tráfego ou minutagem, além de morder uma boa fatia da parte dos criadores de conteúdo.

No meio estamos nós, querendo consumir conteúdo com a mesma facilidade que consumimos em nossos computadores, mas sendo obrigados a engolir um modelo ultrapassado, que até nas televisões está saindo de moda.

Resultado? Danem-se os projetos de “tv móvel”. Ainda é muito melhor ter um telefone com tela decente, boa memória e atuchá-lo com seus filmes e séries preferidos, seja via iTunes, seja via Bit Torrent. Nós queremos o serviço, queremos pagar por ele. Não querem oferecer? Roam-se.

 

Fonte: Picturephoning

HP Pavilion TouchSmart tx2: multitouch para o resto de nós?


A HP tem mostrado força no mercado, com resultados surpreendentes para esses tempos de crise. Já na parte técnica, quando todos esperam que a Apple lance um “Tablet Mac” com “multitouch”, ela sai na frente com o modelo TouchSmart tx2.

hpmultitouch1

Com preço inicial de US$ 1.150,00 (lá, claro), o TabletPC vem com a seguinte configuração:

  • AMD Turion X2 2,1GHz (indo até 2,4GHz);
  • 3GB RAM DDR2 (máximo de 8GB);
  • tela multitouch de 12”, 1280 x 800 pixels, iluminação por LEDs;
  • GPU ATI Radeon HD3200 com 64MB de memória;
  • HD SATA 250GB, 5400 rpm (máximo de 400GB);
  • gravador de DVD;
  • 3 portas USB;
  • conector ExpressCard;
  • bateria de 6 ou 8 células;
  • Modem, Wi-Fi, Bluetooth, Webcam, leitor de digitais.

stylus_tx2chassisO peso é de 2,1kg e as dimensões são 20,8 x 30,6 x 3,8 cm. Há um conjunto de programas no “pacote”, inclusive o Spore (mas, hei! É apenas o “Creature Creator”!).

Por um equipamento assim, talvez eu até me acostume a uma tela de 12”

[via Laptoping]

Quanto menor, melhor?


Há algum tempo, escrevi um artigo intitulado “Crise e Oportunidade“. Seguindo meu próprio conselho, vasculhei as lojas virtuais à procura de um laptop para a namorada.

Requisitos: pequeno, leve, bonito e barato. Ah! E capaz de rodar o SQL Server, uma base de testes de um sistema ERP, além do MS Visual Studio. Fácil de achar, não é mesmo?

Como a crise econômica elevou os juros (e os preços), a coisa não parecia muito promissora. Mas como quem procura sempre acha, acabamos decidindo por um laptop da Toshiba (STI), modelo IS1253 D1587: Core Duo T2300 (1,66GHz), 2GB RAM DDR2 667, 120GB de HD SATA 5400 rpm, GPU Intel GMA950, tela de 12” (1280 x 800 pixels)gravador de DVD, Fax/Modem, Wi-Fi, Ethernet, Express Card, 3 portas USB 2.0, leitor de cartões SD/MMC/Memory Stick, Windows Vista Home Premium e 1,85kg por R$ 2.200,00, em parcelas a perder de vista, sem juros.

Havia duas grande dúvidas: o desempenho do Core Duo de 1,66GHz e a “comodidade” de uma tela de 12 polegadas.

A primeira foi sanada rapidamente: para um laptop, o processador está de bom tamanho. Compactação de arquivos de áudio e vídeo, efeitos da interface “Aero” e o ato de assistir DVDs rodaram sem maiores problemas, nem “saltos”. O portátil esquenta (quase a ponto de não ser possível deixá-lo sobre o colo) e a ventoinha faz um barulho irritante quando ligada (o que é intermitente), mas, no geral, o sistema agrada. Segundo o Windows Vista, bateu os 3,1 pontos.

Já o problema da tela é um pouco mais complicado. É inegável que é muito mais prático levá-lo de um lado a outro que um “trambolho” de 15,4” e quase 3kg. Mas é difícil se acostumar a uma tela tão diminuta. As letras (apesar de bem legíveis, a qualidade da tela impressiona) me forçam a “espremer” os olhos ou aumentá-las.

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Reparem as manchas de gordura… uma “skin” é altamente recomendável. Sob ele, um modelo Toshiba A205, de 15,4”.

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O teclado também é menor, claro, mas a adaptação é mais fácil e rápida. As teclas são porosas, mas agradáveis. No entanto, é cansativo ficar horas digitando… um teclado USB ou Wireless é muito bem-vindo. Uma curiosidade: a entrada para fone de ouvido é iluminada por dentro, facilitando muito na hora de encaixar o plug no escuro.

Depois de duas semanas de uso, já decidi: para mim, nada abaixo de 14” é aceitável. Pode ser bonitinho e leve, mas para trabalhar com desenvolvimento e navegar na Internet, nada melhor que uma tela grande e teclas mais espaçadas.