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iPad 3–Mesmo Hype, mesma encheção de saco

Por: em 06/03/12 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Artigo, Artigo


Obama-ipad-briefing

dica: não é um Playbook

O estado da mídia de tecnologia –e isso é mundial, não falo de Brasil- é preocupante. Há um desespero por novidade que se Steve Jobs anunciasse a cura do câncer (too soon?) e não encerrasse a apresentação com um One More Thing, teria colunista dizendo que a Apple foi fraca e se restringiu a um único lançamento.

Não sei se a empresa está perdendo a mão nos vazamentos ou o jornalismo está ficando melhor, mas vazou bastante coisa do iPad 3, o suposto (primeiro uso correto do termo em MESES, aliás) lançamento que será feito amanhã em um evento da Apple.

Juntando vazamento com especulação, os blogs e sites de notícias fizeram a festa, com os resultados patéticos de sempre. Tem gente dizendo que o iPad 3 com 2048 x 1536 de resolução não atinge os 300dpi da Retina Display (o que é verdade) mas tratam como se fosse um FAIL absurdo. Pelo visto o mercado está cheio de tablets xing-ling com essa resolução e eu não estou sabendo.

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Hands-on Nokia N950 (Ou: Como o futuro da Nokia poderia ser)


O Nokia N950 é o “kit de desenvolvimento” do Nokia N9, o primeiro e último celular com MeeGo a ser vendido pela fabricante finlandesa.

Um aparelho voltado para desenvolvedores, o N950  não será vendido, portando seu objetivo passa longe de ser alvo de uma análise tradicional. A Nokia não proibe que se fale a respeito dele, mas pede que o tom negativo seja evitado exatamente pela natureza beta tanto do software quanto do hardware.

Claro, devo admitir que é realmente difícil achar pontos negativos nele…
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Vai um Playbook aí, freguesa? É pra acabar, leva três paga dois! (é, chegou a esse ponto)

Por: em 31/10/11 na(s) categoria(s): Artigo, Artigo, Celular, Computação móvel


peixao

O estado dos iPad Killers é lastimável, mas como provavelmente disse Marvin, nada é tão ruim que não possa piorar. O Motorola Xoom, que seria o fim da Apple (ao menos na cabeça dos fanboys) no 3o Trimestre de 2011 entregou para as lojas 100 mil unidades. O Playbook da RIM no 2o Trimestres entregou 200 mil. Notem, entregar para as lojas não é vender. Eles não divulgam unidades vendidas, quem faz isso é a Apple, que no 3o Trimestre vendeu 11,1 milhões de iPads.

Agora para tentar salvar a pátria a RIM apelou para uma estratégia de fim de feira. Aceitando a inevitabilidade da xepa, transformaram seu carro-chefe, seu produto mais caro e motivo de orgulho em peixe velho.

Compre dois Playbooks e leve um terceiro INTEIRAMENTE GRÁTIS!

Mas calma, não ligue ainda, para os primeiros 834723472398 que ligarem você vai levar além desse incrível tablet que todo mundo quer se não tiver opção de injeção no olho um kit completo de acessórios, com um carregador extra, uma capa de couro e um cabo HDMI de 2m!

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QR Code e o impossível conceito de utilidade relativa


qrcodedomalEm ciência é comum dois grupos pesquisarem soluções radicalmente diferentes para um mesmo problema. Há cientistas desenvolvendo órgãos artificiais mecânicos, outros pesquisam crescimento em laboratório. Como Plutônio não vende em farmácia (talvez em 1985) não dá para viajar no tempo e saber qual tecnologia será a mais bem-sucedida, e investir todos os esforços nela.

Também há uma tendência geek muito ruim em adotar soluções complicadas, achando que são necessariamente melhores. Boa parte dos casos de House se resolveriam antes do primeiro comercial, se os pacientes passassem por um Raio-X, mas em nome da dramaturgia, só fazem exames de US$10 mil.

Os códigos QR são um exemplo interessante dessas duas tendências. Um lado meu detesta. Acho que são feios na página, não entendo a dificuldade de digitar uma URL ou acessar o site diretamente do celular, mas essa é uma visão limitada e cronologicamente restrita.

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AMD espera que as APUs (inclusive as da Intel) matem o mais lucrativo mercado de placas de vídeo da nVidia?


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Kwik-E-Mart: juntamos CPU e GPU para dar aquele descontinho camarada no pacote.

No mercado de processadores gráficos dedicados, a fatia de mercado com maior volume de vendas é, de longe, o segmento de entrada (low-end): a maioria dos consumidores compravam placa de vídeo apenas para que a tela utilizada (TV, monitor, etc…) exibisse o que o computador estava a fazer, não necessariamente jogos.

Muitas placas-mãe traziam uma IGP bem simplória que compartilhava os canais de dados da memória principal e tais processadores gráficos low-end obtinham desempenho sofrível perante uma placa de vídeo qualquer.

Não raro o pessoal comprava uma humilde placa de vídeo com Radeon 9250/X300 ou GeForce 5200/6200 da vida só para poder desativar a IGP (no caso da Intel, as GMAs sempre foram desprezadas) e utilizar a memória do processador central a 100 %. 8-)

Houve uma época em que podíamos colocar as IGPs como o nível mais baixo do processamento gráfico via hardware… Entretanto, após a aquisição da ATi pela AMD, a Intel investiu pesado em seus processadores gráficos e, embora não tenha lançado quaisquer modelos comerciais de GPUs dedicadas em placas de vídeo, conseguiu a primazia de unir o processador central ao processador gráfico.

Num primeiro momento, tal união era realizada colocando-se os dois chips num mesmo encapsulamento. Logo depois vieram as primeiras APUs propriamente ditas da Intel, que juntavam CPU e GPU numa mesma pastilha de silício. Embora mais fraca economicamente, a AMD não ficou muito para trás e acabou por colocar suas primeiras APUs, tanto no mercado mobile quanto nos desktops. Continue lendo »

Xoom: Rooteou? No upgrade for you!

Por: em 03/03/11 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Artigo, Celular, Mercado, Mobile


soupnazi

Confesso que é divertido demonizar a Motorola nessa história do Xoom, ainda mais com a incrível sucessão de hahadas que a empresa vem fazendo, mas sejamos sinceros: A Apple não é exatamente a maior amiga dos Jailbreaks, e por mais que a Microsoft seja legal ao chamar o hacker do PS3 para trabalhar com o Windows Phone 7. todos sabemos que se ela estivesse em uma posição de monopólio agiria igual a Sony. Igual a Apple e Igual a Motorola.

Todo o discurso Open Source do Android é muito bonito no papel, mas está batendo de frente com uma realidade nova: Telefonia é fundamentalmente diferente do mercado de sistemas operacionais desktop. No último caso os fabricantes tem pouquíssima influência na gênese do sistema. A Dell pode sugerir ou até exigir várias coisas, mas não vai decidir quais protocolos o Internet Explorer vai suportar.

NENHUM fabricante de hardware pia no desenvolvimento do Linux. No máximo colaboram com drivers e especificações.

Já na telefonia o bicho pega. A Apple, como conta uma excelente e detalhada matéria da Wired sofreu na mão das operadoras, que impuseram um monte de exigências ao projeto do iPhone. Muitas foram rejeitas, outras acatadas. São as regras do jogo, quem quer trabalhar nesse mercado tem que aceitá-las.

Quando o Google entrou chegou a ser engraçado acompanhar a reação dos ingênuos que imaginavam um mundo de pôneis e unicórnios onde seus celulares seriam liiiiivres, poderiam fazer tudo, sem medo das restrições fascistas impostas pelas empresas malvadas como a Apple.

O problema é que as operadoras não aceitariam um Android livre como o desejado pelos entusiastas. Os fabricantes por sua vez, eternos sofredores da síndrome do Não Inventado Aqui odeiam a idéia do controle sobre o Android ficar inteiramente nas mãos do Google. Exigem e conseguem a inclusão de camadas e camadas de bloatware, crapware e motoblurcancerware.

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