Fantasia, um MMO para o iPhone
A Lemon e a Com2uS, duas empresas coreanas, revelaram ter fechado um acordo para lançar no ocidente o Fantasia, um MMO que rodará sem a necessidade de instalação, podendo rodar em web sites, softwares de mensagem instantâneas e aparelhos móveis, incluindo o iPhone/iPod Touch e um detalhe interessante é a possibilidade dos servidores serem unificados, permitindo que jogadores de uma plataforma encontrem os de outra.
Assim como é comum nos jogos do gênero, ele terá batalhas entre jogadores, animais de estimação, troca de itens e mensagens, guildas e missões. No total, o jogo consumiu 4.5 milhões de dólares e precisou de quatro anos para ser concluído. O beta fechado deverá começar na segunda metade desse ano e seu lançamento deverá ocorrer ainda no início de 2011.
Conhecido por ser um excelente devorador de tempo, os MMOs não parecem fazer tanto sucesso em outras plataformas como faz nos computadores e só depois de conhecer esse título me dei conta de como as empresas estão subestimando os celulares. Com a relativa popularização da conexão 3G, o que na teoria permitiria que os usuários estivessem online por todo o tempo, é de se estranhar que mais produtoras não estejam investindo em jogos assim para os telefones móveis. Pense bem, se o World of Wacraft já é esse monstro que todos conhecemos, imagine se pudéssemos jogar na fila do banco, dentro do ônibus, enquanto esperamos no médico…
Torchlight: 500 mil cópias e venda do estúdio

A vida de uma produtora pequena não deve ser nada fácil. Além de normalmente não contar com cofres cheios de dinheiro para financiar a produção de seus jogos, elas precisam lutar para publicar suas criações e ainda precisam tentar buscar um espaço sob o holofote da mídia, principalmente quando não possuem um vasto portfólio. Por esses motivos eu costumo ficar muito feliz quando vejo o trabalho dessas pessoas sendo reconhecido, seja com o grande número de vendas de um jogo ou com a aquisição desses estúdios por outras empresas e hoje fiquei sabendo que ambas as coisas aconteceram com a Runic Games, a criadora do Torchlight.
Com pouco mais de seis meses de seu lançamento, o jogo que segue o mesmo estilo consagrado pelo clássico Diablo conseguiu atingir a marca de 500 mil cópias vendidas, um número muito longe do alcançado por grandes produções como o CoD: Modern Warfare 2 e e o que certamente veremos com o StarCraft II, mas sem dúvida um feito a ser comemorado por se tratar de um jogo que foi lançado quase que sem o apoio maciço da imprensa e que teve muitas de suas cópias vendidas graças ao boca-a-boca, sem falar na ausência do prometido modo para mais de um jogador.
A outra boa notícia sobre a produtora veio através do anúncio de que a Perfect World adquiriu a maior parte das ações da Runic ao pagar 8.4 milhões de dólares. A empresa chinesa que fez a aquisição é especializada na publicação de MMOs e embora essas compras sempre devam ser visto com uma certa cautela, é importante dizer que eles já eram os responsáveis pela distribuição mundial do Torchlight e como a produtora há tempos planeja um jogo massivo online baseado na franquia, é provável que esse negócio acabe sendo muito vantajoso, tanto para a Runic quanto para os jogadores.
Isso tudo me faz lembrar que preciso começar a jogar o Torchlight, que ganhei de presente de uma pessoa que gosto e admiro muito e que como forma de agradecimento só pediu que eu jogasse e aproveitasse o game, o que (por favor, acredite) ainda não o fiz devido a terrível falta de tempo
Capcom planejando Mega Man MMO

O ano fiscal passado não foi nada bom para a Capcom. Depois de ver seu faturamento cair 73%, a produtora japonesa anunciou que a estratégia para reverter o quadro no período atual passa pela diminuição no tempo de produção dos jogos, a criação de novas franquias e a revitalização de antigas marcas e neste último ponto reside uma possível boa notícia para os fãs do Mega Man.
A Capcom teria fechado um acordo com a Neowiz Games, empresa sul-coreana criadora do Fifa Online, para que esta desenvolva um MMO baseado no universo do robô azul. Nenhum outro detalhe sobre o jogo foi revelado, mas como os japoneses fizeram o registro da marca Mega Man Universe nos Estados Unidos há pouco tempo, acredita-se que este deva ser o seu nome, o que indicaria inclusive seu lançamento no ocidente.
Embora a ideia de termos um jogo massivo online sobre a marca possa parecer absurda a princípio, basta lembrar que o herói já se aventurou por mundos abertos na série Mega Man Legends e que se não eram tão bons quanto os games em 2D dimensões, ao menos divertiam bastante e dada a quantidade de personagens que a franquia possui, acredito que um bom jogo poderia ser feito dessa maneira.
[via Gamespot]
Blizzard no Brasil e StarCraft II em português
Demorou, mas parece que agora os fãs da Blizzard finalmente verão a empresa chegar ao território nacional. Ao montar seu escritório em São Paulo, eles esperam aproximar-se dos consumidores brasileiros, já que segundo Steve Huot, diretor da divisão que cuida da América Latina “o Brasil é um dos maiores mercados para a Blizzard, tanto pela grande população quanto por ser o 5º mercado de PCs do mundo“.
Com a vinda confirmada, a expectativa era que o popular World of Warcraft fosse lançado oficialmente no país, com servidores por aqui e cobrança facilitada, mas como a produtora prefere ainda não falar sobre o assunto, os jogadores terão que se contentar com o primeiro título que será comercializado no país, o StarCraft II e as novidades são as melhores possíveis.
Além da pretensão de ter um lançamento simultâneo com o dos Estado Unidos, ou mais próximo possível, o game de estratégia em tempo real será localizado para nosso idioma e não pense que que será um trabalho feito de qualquer maneira. O SCII brasileiro terá dublagem, sincronia labial e todos os textos em português, incluindo gráficos que apareçam ao longo da aventura, como placas encontradas nos cenários. A empresa garantiu ainda que as teclas de atalho seguirão o modelo adotado pela versão americana, algo que não ocorreu na primeira edição do jogo.
Apesar da notícia num primeiro momento não atingir os jogadores do MMO da companhia, ela é muito boa pois indica que eles estão acreditando no nosso mercado. A tradução do StarCraft II tem tudo para se tornar um marco no ramo e se o número de vendas for bom – o que é quase certo – podemos esperar um trabalho semelhante para quando o Diablo III chegar as prateleiras. Nesse meio tempo, quem sabe eles não se empolgam e fazem algo semelhante com o World of Warcraft?
[via Uol Jogos]
Blizzard e seu cavalo de ouro
Mesmo que você não goste ou não tenha tempo/paciência para se dedicar a um MMO, há de reconhecer a relevância do World of Warcraft para a indústria, ou pelo menos para a Blizzard. O jogo se tornou uma verdadeira galinha dos ovos de ouro para a empresa e além de uma série de produtos licenciados como, camisetas, livros e revistas, eles também passaram a vender bichos de estimação virtuais para os jogadores.
O negócio ia bem, rendendo alguns trocados para a companhia, até que ela disponibilizou uma montaria conhecida como “O Corcel Celestial”, um cavalo feito com a poeira das estrelas e cujos ossos representam uma constelação. Mas se o número de vendas das primeiras quatro horas já não fosse bastante impressionante, cerca de 80 mil unidades, é o valor cobrado pelo pangaré equino que me fez ficar de queixo caído: US$ 25,00! Como os jogadores parecem não ter se importar em abri as carteiras, isso significa que a Blizzard ganhou 2 milhões de dólares com o item.
Talvez eu não seja a melhor pessoa para tecer uma crítica ao assunto, já que não sou um jogador, muito menos fã do jogo, mas me parece um exagero a produtora cobrar um valor tão alto por um item que com exceção do visual, pouco adiciona ai game, principalmente porque estamos falando de um título que requer uma mensalidade para ser jogado. É verdade que ninguém é obrigado a investir no cavalinho, mas acho que dessa vez a Blizzard abusou da paixão de seus fãs.
[via 1UP]
Bioshock poderá virar um MMO
Mudar o gênero de uma série consagrada não pode ser considerado uma novidade. Nos já vimos o Mario se arriscando nos RPGs, o Final Fantasy dar seus tiros em um FPS ou trocar socos em jogos de luta e mais recentemente soubemos que o Master Chief por pouco não teve ajuda de centenas de outros jogadores. Mesmo assim, acho que certas franquias funcionam muito bem da maneira como foram idealizadas e tentar novos rumos acaba parecendo apenas uma tentativa das produtoras sugarem até a última gota dessas marcas (leia-se: ganhar mais dinheiro).
Um bom exemplo já circula como rumor há um bom tempo pela internet, dando conta de que a Take-Two estaria muito interessada em criar um MMO baseado no universo do Bioshock. Com o anúncio de que a empresa está trabalhando em um novo XCOM, o blog Destructoid teria ouvido de uma fonte que o projeto do multyplayer massivo voltou à tona, por isso, não estranhe se em breve a notícia for confirmada.
Mesmo não tendo jogado o segundo jogo e não podendo dar minha opinião sobre seu modo online, acho que a experiência de vivida na cidade submersa de Rapture é essencialmente solitária, fazendo com que nós, os jogadores, possamos ser manipulados e nos sentirmos um tanto quanto impotentes ao longo de toda a aventura. Embora a possibilidade de jogar como um cientista louco, um Big Daddy, uma pessoa comum ou uma Little Sister, travando batalhas contra os outros jogadores pareça interessante, acho que com um MMO eles nunca conseguirão alcançar a atmosfera presente no primeiro jogo.


