Um bom momento de encostar na parede
E um péssimo momento para ser uma colegial japonesa. Nada pessoal, por mais que os cientistas (japoneses, CLARO) do laboratório Hirose-Fukushima do Instituto de Tecnologia de Tóquio tenham em mente atos impublicáveis com japinhas inocentes, a escolha de movimentos naturais baseados em animais existentes não é nem de longe preguiça. As várias formas de locomoção usadas por animais estão muito melhor adaptadas ao nosso meio-ambiente do que qualquer tipo de roda, esteira ou hovercraft.
É uma briga injusta, eles tem uma vantagem de centenas de milhões de anos, hardware e software evoluindo, sob pena de extinção, ideias um pouco menos eficientes implacavelmente exterminadas por alternativas melhor adaptadas, num processo contínuo baseado puramente em função, capaz de produzir casos como o golfinho e o tubarão, espécies totalmente diferentes mas visualmente bem semelhantes. Problemas iguais, soluções parecidas.
O tentáculo acima é na verdade mais demoníaco do que uma simples cobra. É anfíbio e modular. Cada segmento é independente, tem noção espacial de sua posição em relação aos outros, qual sua ordem na movimentação e se for seccionado, assume nova função. Portanto quando atacado não adianta cortar o tentáculo com uma katana, seus problemas terão se multiplicado por dois. Continue lendo »
O futuro da Internet está nos nossos olhos
Ler o artigo The Future of the Internet, escrito por Dan Redding e publicado na Smashing Magazine, é o mesmo que fazer uma viagem para o futuro na tentativa de prever os caminhos que a Internet tomará daqui para frente. Algo impossível de se fazer com precisão, mas ainda assim um divertido e instigante exercício.
O artigo passeia por vários pontos importantes, uns mais, outros menos, alguns realmente futuristas, como a possível relação entre a Rede e viagens temporais (essas, de verdade, não como as do exercício mental que o próprio artigo é). Entre todos esses tópicos, dois me chamaram a atenção pela aplicabilidade que teriam, caso fossem reais — e, ao que tudo indica, em pouco tempo eles serão tecnicamente viáveis.
O primeiro refere-se à “Web of Things”, ou, mantendo o padrão, “Web das Coisas”. Em termos simples, esse conceito leva à Internet informações sobre tudo via dispositivos de rastreamento, permitindo aos usuários saber o que acontece com essas coisas em tempo real e, inclusive, interagir entre elas. Adeus cachorrinhos sumidos, carros roubados e outras mazelas hoje tão comuns. Combinado com uma interface 3D a la SecondLife, seria mais ou menos uma recriação virtual extremamente realista do nosso mundo real, com tudo acontecendo igualzinho nos dois “universos”, em tempo real. Há muito a ser discutido em relação a isso, especialmente quando a palavra “privacidade” vem à tona, mas algumas empresas, como a AT&T, já pesquisam o tema.
Salsas e Caretas (LV – edição especial)
Como vocês sabem, a “coluna” costuma sair aos domingos. Ou sábados. Mas hoje é um dia “especial”: este pobre escriba está praticamente morto, com uma gripe que insiste em fazer doer a cabeça, a garganta e o corpo. Não tem posição para dormir e, já já, vai tomar uma outra injeção.
Então, entre um trabalho e outro, resolvi publicar esta “edição especial” por um motivo muito simples: fazer um pedido a vocês. Mas deixemos para o final… enquanto isso…
Bailão do Meio Bit
João: “Somos a dupla João Toledo e Paulinho, através da música sertaneja raiz revivemos grandes compositores e relembramos canções que marcaram época. Convidamos para visitar nosso site www.joaotoledoepaulinho.com.br . Em setembro estaremos gravando um CD com um novo repertório. Contamos com a sua sugestão de músicas. Em caso de dúvidas entre em contato.”
A Fabiane está dando pulinhos de ansiedade. Parece uma colegial. Disse que vocês podem mandar dois CDs que ela quer presentear o namorado. Ah! As sugestões de músicas: “Casal de Namorados” do Amado Batista!
Dicionário MB da Língua Portuguesa
Fernando: “Curioso. Acho que hoje, o Meio Bit mudou para melhor. Sabe o porquê: o grau de pernosticidade dos articulistas diminuiu sensivelmente. Parabéns.”
Data venia, não sabeis o que falais. Eu sabolho. E tenho dito.
Ai, que meda!
Josélio: “A minha sugestão é a arespeita da moderação dos comentários… os dois comentários: silvestreandre Puts! Que azar! Mas também… não existe lugar pro cara estar. Parada gay.. uheueh!
Corrigindo(já que não dá pra editar): Mas também… não existe PIOR lugar pro cara estar Me parecem xenofobos, descabidos e fora do tema! Gsotaria de saber a posição de vcs quanto a isto!”
Mas não foi xenofobia nenhuma, Flipper. Se a parada gay fosse em Juiz de Fora, teria o mesmo comentário… agora, quanto à nossa posição sobre isso… marca uma consulta com o Leo que ele te explica timtim por timtim. Ah! Seja educado e leve flores.
Reserva de Mercado djá!
Leandro: “Quando é que vai sair alguma matéria no Meiobit falando do Glubbe? Afinal de contas temos que prezar pelas iniciativas brasileiras.”
Outra? Lembrando que: se “fabricado na Amazônia” fosse garantia de qualidade, hoje a CCE fabricaria o MC2010 (alguém aí, além do Ricardo, usou o MC1000)?
Idéia genial (em 2002)…
Nei: “Compre seu espaço de ícone no site “themillionicon.com“. O objetivo do projeto é alcançar um milhão de ícones publicados. Apenas US$10 por ano com as medidas 20x20px, formatos png, jpg, gif estático ou animado. Obrigado.”
Não sei como você ainda não vendeu o site para a Google…
Manutenção de qualidade
Fernanda: “ Empresa pioneira em Manutenção MP03 à MP20, I Pood, Câmeras Digitais e Filmadoras. O Conserto fica pronto no mesmo dia. Trabalhamos com as principais Marcas do Mercado. Temos peças disponíveis e Estrutura para receber Lojista e cliente final Site: WWW.********.com.br”
Nota-se de longe a qualidade do serviço…
Troféu S&C!
Chegou a hora da mais aguardada premiação do Meio Bit! Eu sei que estão todos ansiosos, por isso não me delongarei (pernosticioquê?): o ganhador foi o Pryderi.
Calma.
Depois da recente discussão sobre artigos traduzidos, criacionismo, religião, banimento e usuários indesejados, o troféu vai, merecidamente, para a exposição clara dada pelo André. Ofensiva? Não achei. Bem humorada? Ei! Vocês não estão acostumados com o Cardoso?
Portanto, desta vez o troféu foi merecido, no sentido mais estrito da palavra.
Pois bem, meu “pedido” a vocês é o seguinte: não alimentem os trolls. É muito, muito, muito chato ter que voltar a moderar os comentários… mas, se o nível dos leitores continuar a cair, não teremos opção. E, claro, vamos cobrar a mais por isso. É óbvio que determinados assuntos causarão polêmica, somente uma salsa completa não enxergaria isso… portanto, vamos deixar que os burros comam a grama.
That’s all, folks!
P.S.: Será que na semana que vem os ganhadores (via Twitter) do Office 2010 estarão na coluna?
Secadora de gadgets molhados
No Japão (onde mais?) inventaram uma caixa que promete secar e trazer de volta do céu dos gadgets aparelhos que, por um motivo ou outro, tenham caído em privadas, baldes cheios e outros recipientes com água que, definitivamente, não combinam com circuitos eletrônicos. Disponível em filiais da Yodobashi Cameras, uma cadeia de lojas japonesa, a Dryer Box tem como função recuperar gadgets molhados acidentalmente — ou não.
O procedimento consiste em deixar o gadget dentro da caixa por aproximadamente meia hora. Não há informações oficiais sobre o funcionamento dela, mas segundo a Wired, é apenas um secador de cabelo gigante, jogando ar quente em cima do aparelho até ele ficar completamente seco, o que significa que, se antes do tratamento a água ferrou os componentes, nem a Dryer Box salva; caso contrário, ela pode dar vida nova ao gadget, e caso isso aconteça, a loja cobra uma taxa de US$ 12,00. Se não resolver, a sessão é gratuita.
Para quem não está em Tóquio, a dica é deixar o aparelho “secando” sob o sol, ou pegar emprestado o secador de cabelo da irmã/namorada/esposa. Demora mais, mas é gratuito e tem (mais ou menos) a mesma eficácia.
Aliás, você, leitor, já salvou algum gadget molhado?
Key Hero: torne-se um astro da… digitação
Guitar Hero surgiu com suas guitarras de plástico para preencher o vazio de músicos frustrados e permitir que pessoas sem coordenação suficiente para tocar guitarra de verdade pudessem se sentir como rock stars. Depois dele, vieram novas versões, um concorrente à altura, outros instrumentos entraram na dança e, hoje, a mesma fórmula da primeira versão do game da Activision é usada para fins menos comuns, como o Vuvuzela Hero e o Pole Dance Hero (
).
A última novidade do qualquer-coisa Hero, extraoficial, claro, é o Key Hero. A ideia fundamental da brincadeira é a mesma: seguir à risca os comandos exibidos na tela. A diferença é que esse tem aplicação prática e pode ajudá-lo a melhorar drasticamente suas habilidades com o teclado (do computador, não o musical). É um jogo de digitação com estatísticas detalhadas e trechos extraídos de grandes obras, tudo em inglês.
Os trechos selecionados, não por acaso, são complicados, principalmente para quem escreve praticamente apenas em português. Mas, quanto maior o desafio, mais enriquecedora a experiência é, então, deixe a preguiça de lado e arrisque uns acord… digo, umas tecladas no Key Hero
Via Download Squad.
[Post do leitor] Relato sobre o FISL 11
[No fim do mês passado rolou a 11ª edição do FISL, um dos (se não o) maiores eventos de software livre do Brasil. Nosso intrépido leitor Lucas Timm compareceu ao evento e tomou para si a missão de relatá-lo a nós, aqui do Meio Bit. Apreciem e sintam-se motivados a, em 2011, participar da festa também!]
Fui ao FISL 2010. Pra quem não sabe, o Fórum Internacional de Software Livre é um evento realizado em Porto Alegre que convida, anualmente, uma pá de personalidades do mundo software livre. O evento aconteceu em Porto Alegre entre os dias 21 a 24 de julho. Em anos anteriores, era comum a presença do grande GNU/mor Richard Stallman, mas nessa vez ele não deu as caras por aqui. No entanto, estavam presentes John “Maddog” Hall (como sempre), Wietse Venema, Scott Chacon, etc.





