Pelé acha que ainda não é hora de tecnologia no futebol, entende?
Não é que o Rei seja contra tecnologia em si, ele diz que se tivesse as chuteiras de hoje em seu tempo, teria feito o dobro de gols, alegação e tanto, mas com 1281 no currículo, ele pode.
A questão toda é o uso da tecnologia para determinar se um gol foi válido, se a bola saiu ou não ou se algum argentino maldito meteu a mão e desviou uma cobrança de falta.
Essa tecnologia não é nova, é usada em Tênis, Paredão, Vôlei e outros esportes disponíveis no Telejogo, mas ainda não é algo aprovado no futebol. O nobre esporte bretão talvez seja a modalidade mais avessa a inovações tecnológicas, mantendo-se fiel a suas 17 regras, basicamente o mesmo esporte que era em 1863 quando estas foram definidas.
As alterações são menores, como determinar que o juiz indique quantos minutos de acréscimo dará ao final de uma partida. Isso foi legal, acabou com oba-oba de juiz esticar 15 minutos (já aconteceu) até o time de sua preferência marcar um gol.
Microsoft registra patente para controle através dos músculos
A Microsoft registrou uma patente que se for posta em prática, poderá mudar consideravelmente a maneira não só de como jogamos videogames, mas também de como controlamos certos aparelhos.
Conhecido como eletromiografia, ou simplesmente EMG, o conceito é permitir que comandos sejam dados a dispositivos apenas com a utilização de músculos do corpo do usuário e dessa forma poderíamos controlar smartphones, players de música e até mesmo joysticks sem precisarmos utilizar nossas mãos.
Imagine por exemplo estar usando algo parecido com uma braçadeira e enquanto estiver correndo, conseguir trocar a música ou aumentar o volume apenas realizando alguns movimentos com o dedo, sem a necessidade de tocar no seu iPod. Ou então, pense numa situação em que você se aproxima do carro com as mãos ocupadas e poderia abrir o porta-malas sem precisar largar tudo no chão.
De acordo com a patente, a Microsoft poderia utilizar os sensores em diversas partes do corpo e de acordo com o site Eurogamer, ela pode estar relacionada com um suposto projeto conhecido como Loop e que seria preso ao braço dos jogador, oferecendo um nível de precisão superior ao encontrado no Wii Motion Plus ou no Playstation Move, mas que foi abandonado para o desenvolvimento do Kinect.
Para ter uma noção melhor de como esse sensor EMG poderia funcionar, o vídeo abaixo pode ser de grande ajuda, onde podemos ver, por exemplo, uma pessoa jogando Guitar Hero sem a utilização de um controle.
A Vida Imita Big Bang Theory: Físico escreve tese para refutar multa de trânsito
Dimitri Krioukov é um físico russo trabalhando na Universidade da Califórnia, em San Diego. Tal qual Sheldon Cooper, foi agraciado com uma multa de trânsito, a qual sob seu ponto de vista fora erroneamente aplicada.
Munido de uma cara-de-pau enorme e profundos conhecimentos científicos, ele apresentou uma defesa completa, criando um teorema onde demonstra que a percepção do guarda de trânsito é relativa, e na verdade ele não passou direto numa placa de PARE, apesar do observador ter testemunhado a infração.
O trabalho é todo detalhado, com direito a gráficos e equações:
O texto completo pode ser visto aqui (PDF)
A Defesa Sheldon deu certo, juntando-se à Defesa Chewbacca como uma das armas jurídicas mais poderosas. Dimitri foi declarado inocente e livrou-se de US$400 de multa e vários pontos na carteira.
Mesmo assim, no Brasil não daria certo, principalmente no Rio de Janeiro, onde as Leis da Fìsica perdem em hierarquia para a Lei de Trânsito, a Lei do Mais Forte e, em última análise a Lei de Gerson.
Que o digam os casos do sujeito que foi multado por excesso de velocidade em um Corsa, fotografado por dois pardais com uma diferença de 7 segundos, sendo que a distância entre eles era de 4,5Km. Esse Corsa a 2314Km/h ofuscou um Ford Ka que em 2001 foi flagrado pelas câmeras da Prefeitura a 900Km/h na Ponte Rio-Niterói.
O outro caso foi melhor ainda. Um sujeito foi multado por avanço de sinal na Tijuca, entre as ruas Gonzaga Bastos e Pereira Nunes. Tudo bem, se as ruas em questão não fossem paralelas. O sujeito recorreu, explicou que o cruzamento de paralelas só ocorre em dimensões topológicas com fator 4 ou acima, mas mesmo assim a Prefeitura manteve a multa.
Foi preciso uma matéria deliciosamente irônica n´O Globo para a Prefeitura se tocar que podia estar certa (a Prefeitura está sempre certa) mas o resto do mundo acharia a situação um tanto ridícula, então cancelaram a infração.
Fonte: PC
Nota: O artigo de Dimitri foi publicado em 1o de Abril, mas aparentemente o fato foi real (o trabalho é) e a data foi escolhida propositalmente, por não ser uma pesquisa “séria”.
Morre fundador da Commodore e ex-dono da Atari

O mundo da computação perdeu no último domingo, aos 83 anos, uma de suas figuras mais importantes, Jack Tramiel, fundador da Commodore International. Nascido na Polônia em 1928, o judeu foi mandado com sua família para Auschwitz, sendo transferido depois com seu pai para um campo de concentração perto de Hannover, de onde foi solto após o término da Segunda Guerra e em 1947 acabou migrando para os Estados Unidos.
Lá ele criou uma empresa dedicada ao conserto e venda de máquinas de escrever, que com o tempo passou a comercializar calculadoras e posteriormente computadores. A companhia lançou alguns modelos, mas ganhou notoriedade mesmo com o Commodore 64, que tornou-se o computador pessoal com as melhores vendas da história, com cerca de 17 milhões de unidades vendidas entre 1982 e1994.
Porém, Tramiel foi afastado da sua própria empresa e em 1984 aproveitou a dificuldade encarada pela Atari Inc. após o Crash de 1983 e adquiriu uma divisão da empresa responsável pela criação de jogos, consoles e computadores, rebatizando-a como Atari Corporation.
Tramiel foi responsável por ajudar a popularizar a ideia de que todos poderiam ter um computador em casa, um pioneiro que se não tinha a mesma popularidade de um Steve Jobs, deixa um legado tão importante quanto o do fundador da Apple e como ele dizia, fazendo computadores “para a massa e não para as classes”.
[via Forbes]
Autodesk demonstra novo simulador de cabelos. Voldemort comenta: Só agora?
Cabelo é uma das coisas mais complicadas de se fazer em Computação Gráfica. Dinossauro é fácil, ninguém nunca viu um, não temos uma percepção instintiva de sua movimentação (até tínhamos mas é uma vantagem evolucionária meio inútil hoje em dia fora da Isla Nublar).
Já tudo que se refere a humanos é chato de fazer, pois se não ficar perfeito, cai no Vale da Estranheza e começa a incomodar. Por isso não existem desenhos animados hiper-realistas e quando fazem um, fica esquisito – vide Final Fantasy.
Junte a isso o fato de termos zilhões de fios de cabelo, todos interagindo entre si, com o vento, com a luz, com a movimentação da cabeça, e o conceito do pesadelo começa a se firmar.
O vídeo acima é um SENHOR passo no caminho certo. É um preview curtinho do nHair, tecnologia do Maya da Autodesk. Como sempre não falam quando, onde, quanto, nada. É o modus operandi deles, imagine o Steve Jobs no lançamento do iPhone mostrando o cantinho de um iPad, dizendo “chega, mostrei demais” e terá uma idéia de como funcionam esses demos.
É, evoluímos bastante desde TRON.
Avalie Meu Rato
Mestre Splinter levando o lanche pros meninos
Por ter telhado de vidro o brasileiro em posição de poder (e isso vale para todo mundo, do Ronaldo ao Sarney) odeia comediantes. Desde tempos imemoriais sabe-se que a crítica através do humor inteligente é a pior de todas, pois não pode ser respondida através de retórica demagógica.
O sarcasmo é a pior dessas formas de humor, pois dá a falsa impressão de concordar com o objeto da crítica, que em geral não é lá muito esperto mesmo. Ver os argumentos do criticado elevados ao exagero serve como uma lente de aumento, amplificando o absurdo das posições defendidas.
Por isso o Rate My Rat é tão bom.
Todo mundo concorda que ratos são um problema sério no metrô de Nova York. OK, todo mundo menos os ratos. Só que as autoridades assumiram a postura de “isso é sério, tem que ver isso”, “tomaremos providências, eventualmente” e varreram o problema pra debaixo da mesa, onde um rato imediatamente o abocanhou e levou pra toca.
Ficar o dia inteiro “mimimi tem rato no metrô” seria pura encheção de saco. Como manter o problema na mídia, sem cair no militantismo manifestista (estou bem Odorico hoje) de Passeatas da Semana?
O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Públicos de Nova York decidiu que a melhor forma de chamar atenção para os ratos do metrô era fazer com que as pessoas… prestem atenção neles. E nada melhor que um concurso, onde você fotografa ou filma seu rato preferido e sobe para o site, onde pode inclusive votar no rato mais nojento, na Rat Gallery!
Agora é esperar viralizar e ver a prefeitura correndo atrás do prejuízo, sem poder negar o problema (a quantidade de vídeos e fotos online é impressionante) e sem poder usar a desculpa “estamos tomando providências”, quando claramente não estão.
Só não sei se isso daria certo aqui, provavelmente alguém sugeriria que uma hashtag no Twitter ou avatar de rato no Facebook são mais eficientes…

