Avalie Meu Rato
Mestre Splinter levando o lanche pros meninos
Por ter telhado de vidro o brasileiro em posição de poder (e isso vale para todo mundo, do Ronaldo ao Sarney) odeia comediantes. Desde tempos imemoriais sabe-se que a crítica através do humor inteligente é a pior de todas, pois não pode ser respondida através de retórica demagógica.
O sarcasmo é a pior dessas formas de humor, pois dá a falsa impressão de concordar com o objeto da crítica, que em geral não é lá muito esperto mesmo. Ver os argumentos do criticado elevados ao exagero serve como uma lente de aumento, amplificando o absurdo das posições defendidas.
Por isso o Rate My Rat é tão bom.
Todo mundo concorda que ratos são um problema sério no metrô de Nova York. OK, todo mundo menos os ratos. Só que as autoridades assumiram a postura de “isso é sério, tem que ver isso”, “tomaremos providências, eventualmente” e varreram o problema pra debaixo da mesa, onde um rato imediatamente o abocanhou e levou pra toca.
Ficar o dia inteiro “mimimi tem rato no metrô” seria pura encheção de saco. Como manter o problema na mídia, sem cair no militantismo manifestista (estou bem Odorico hoje) de Passeatas da Semana?
O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Públicos de Nova York decidiu que a melhor forma de chamar atenção para os ratos do metrô era fazer com que as pessoas… prestem atenção neles. E nada melhor que um concurso, onde você fotografa ou filma seu rato preferido e sobe para o site, onde pode inclusive votar no rato mais nojento, na Rat Gallery!
Agora é esperar viralizar e ver a prefeitura correndo atrás do prejuízo, sem poder negar o problema (a quantidade de vídeos e fotos online é impressionante) e sem poder usar a desculpa “estamos tomando providências”, quando claramente não estão.
Só não sei se isso daria certo aqui, provavelmente alguém sugeriria que uma hashtag no Twitter ou avatar de rato no Facebook são mais eficientes…
Desvendado o mistério do UAV americano capturado pelo Irã: Discos Voadores e Campos de Força
No começo de Dezembro do ano passado a Comunidade de Inteligência dos EUA passou por uma vergonha imensa: O Irã anunciou (e mostrou) que havia capturado basicamente intacto um avião-espião não-tripulado dos EUA. Pior, não era nem um Predador qualquer, era um RQ-170 Sentinel, estado-da-arte, zero Km, ainda na garantia e provavelmente com aquele plastiquinho que protege as partes de acrílico.
Algumas fontes nos EUA negaram, no estilo “estamos apurando” mas sem convicção nenhuma, outros correram para dizer que provavelmente o UAV estaria danificado, outros ainda disseram que o Irã não conseguiria fazer engenharia reversa da aeronave.
Sem entrar em detalhes o Irã deu a entender que usou técnicas de spoofing de GPS, iludindo o UAV e fazendo-o achar que está em casa, aí o bicho inicia procedimento de pouso, mas em território inimigo. Faz sentido, é um conceito simples e pode ser testado em laboratório.
Obviamente não é satisfatório, precisamos de algo bem mais complexo, desnecessariamente complicado, improvável e de preferência estúpido.
Aqui entra um cidadão chamado Mehran Tavakoli Keshe. Ele é um engenheiro nuclear iraniano, mas não daqueles que Israel está supostamente eliminando das formas mais criativas. Ele é o equivalente do Ministro da Informação do Iraque, para quem lembra do Bagdá Bob.
Keshe alega ter desenvolvido um reator que gera energia através de conversão de Matéria Negra, Antimatéria e Matéria Normal, diz ter um programa espacial próprio e planos para chegar na Lua em 2016, diz ter criado um gerador anti-gravidade e…
Diz que o Irã utilizou discos voadores e campos de força para capturar o UAV americano.
Os discos voadores foram criados com a tecnologia de seu Reator de Plasma, que Keshe havia oferecido para os EUA mas eles rejeitaram. Hoje o Irã teria tecnologia superior à NASA.
Claro, nem todo mundo leva Mehran Keshe a sério. Um de seus maiores opositores, autor de diversas denúncias e questionamentos quanto à sua credibilidade é Kumaran Sanmugathasan, um indiano que se intitula Ministro de Relações Exteriores da Terra.
Desafetos à parte, há provas de que o Professor Keshe fala a verdade. Afinal como questionar o próprio Irã, que AFIRMOU TER CRIADOR DISCOS VOADORES? Eu jamais questionaria algo dito pelo próprio Grande Líder e Presidente Mahmoud Ahmadinetádesacanagemcomigo.
Ou seja: Pela primeira vez na História das Teorias Conspiratórias um maluco faz uma afirmação absurda e um Governo CONFIRMA!
Pra superar isso só se a Casa Branca confirmasse a acusação feita por dois viajantes do tempo (?!) de que Barack Obama teria viajado várias vezes a Marte nos Anos 80, a serviço da CIA.
LG lançará TVs com games pela nuvem
Durante a edição da CES 2011, o OnLive anunciou uma parceria com a VIZIO para distribuir seus jogos através das TVs da companhia e agora ficamos sabendo que uma fabricante mais acessível para nós fará algo semelhante, mas com o Gaikai.
A LG aproveitou a edição deste ano da feira que acontece em Las Vegas para anunciar que os modelos da sua linha Cinema 3D lançados em 2012 poderão reproduzir os jogos distribuídos pelo serviço concorrente do OnLive, algo que deverá ajudar-lhes a vender várias unidades e que deixou empolgado Taeg Il Cho, vice-presidente da divisão responsável pelos televisores da empresa sul-coreana:
“Nos preocupamos muito em entregar o melhor conteúdo possível e a maioria das experiências premium aos nossos valiosos consumidores. A habilidade de termos pela nuvem jogos premiados que rodam em hardware mais poderosos como o Playstation 3 ou Xbox 360 faz disso um aspecto essencial para as nossas televisões e dispositivos futuros,” declarou o executivo.
Com isso a LG pretende fazer com que a plataforma oferecida pelo Gaikai seja adicionada ao seu portal de jogos que estará disponível junto com uma série de outros aplicativos disponíveis em suas Smart Tvs, reforçando a ideia de que foi-se o tempo em que precisávamos de um console ou mesmo um computador para termos acesso a jogos complexos.
Para nós brasileiros, só tem um problema nisso tudo, mesmo que os modelos vendidos por aqui venham com o serviço, ele ainda não está disponível no nosso país, portanto ainda deverá demorar um bom tempo até podermos aproveitá-lo.
Se quiser uma demonstração do Gaikai rodando em uma dessas TVs, dê uma olhada no vídeo a seguir.
Steve Jobs, a biografia [Resenha]
Começar uma resenha da biografia de Steve Jobs com o termo “contraditório” é mais que cliché. Mesmo cliché, é a palavra perfeita para definir em uma única palavra a personalidade e os atos do homem que ajudou a dar forma à indústria de computadores, celulares e equipamentos eletrônicos em geral. Se bem que “criança mimada” também seria uma ótima definição, e aí teríamos duas palavras ao invés de uma e não seria assim tão educado, mas me adianto.
O livro escrito por Walter Isaacson a pedido do próprio Jobs, quando este sentiu seus últimos dias se aproximando com uma rapidez assustadora, é detalhista e preocupado em mostrar todos os múltiplos lados, cobrindo vida pessoal e profissional de forma respeitosa. Obviamente não se trata de um livro imparcial – nenhuma obra o é -, mas é um belo trabalho de jornalismo, dando créditos a quem merece, com inúmeras fontes e escrito com base em diversas entrevistas realizadas com mais de cem pessoas, entre familiares, amigos, colegas de trabalho e até gente que não queria ver Jobs nem morto. Too soon?
Exército dos Estados Unidos terá simulador feito com a CryEngine 3

Com os games se tonando cada vez mais realistas, os americanos perceberam que eles poderiam ser uma boa maneira de treinar seus soldados, reduzindo custos e riscos. Com um investimento estimado em US$ 57 milhões, o Dismounted Soldier Training System é a última novidade do exército dos Estados Unidos neste sentido, um simulador criado com a ajuda da CryEngine 3, motor que deu vida ao Crysis 2 e que conta com gráficos realistas e um avançado sistema de física.
Previsto para ser lançado em 2012, neles os soldados permanecerão em um espaço com 10 m2 enquanto usam um capacete de realidade virtual e levarão um laptop preso as suas costas. Enquanto isso, uma equipe ficará responsável por administrar os exercícios de treinamento, criando missões e permitindo que os participantes tenham uma melhor noção tática e aprendam a como agir em determinada situações, com notas e relatórios sendo emitidos no final do teste.
De acordo com a Intelligent Decisions, responsável pelo desenvolvimento do simulador, ele permitirá a utilização de veículos terrestres e helicópteros, além de de contar com efeitos climáticos realísticos e alterações no ambiente, como pegadas e ainda permitirá que soldados treinem em conjunto.
Abaixo estão dois vídeos mostrando como o simulador está ficando e já que as chances de ele ser liberado para o público é quase nula, caso você queira ter um gostinho de jogar algo parecido mas sem precisar se alistar no exército norte-americano, uma saída é baixar gratuitamente o America’s Army 3, embora ele seja bem menos voltado à simulação, ou então partir para algo mais hardcore e tentar o Arma II, que também possui uma versão gratuita.
Irã atinge nível 11 de mimimi e promete retaliar Battlefield 3
O Irã é um daqueles países cuja liderança vive tão isolada em seus minaretes de marfim que acreditam poder mandar no resto do mundo da mesma forma que (acham que) mandam no próprio povo. O problema de manter uma estrutura de propaganda assim é que como não há oposição há a ilusão de que “os povo” engole qualquer porcaria.
Daí a palhaçada que foi a divulgação da foto de um teste de misseis onde um dos 4 lançados deu xabu e alguém do Ministério do Photoshop Iraniano fez o copy/paste mais óbvio do Universo:
Pois bem; esses GÊNEOS agora arrumaram algo pra se preocupar, já que pelo visto suas bases de mísseis explodindo misteriosamente não é preocupação suficiente. Voltaram sua mira para… COD – Battlefield 3.
Em uma das fases você persegue um líder terrorista em território iraniano. Sim, igual persegue na Chechênia, na Rússia, em um monte de lugares. Da mesma forma que no Modern Warfare 2 você persegue terroristas no Brasil, só que ninguém se ofendeu com isso, exceto com a caracterização meio anos 60 do Rio de Janeiro.
Já os iranianos deram piti. O líder da Fundação Nacional para Jogos de Computador do Irã, Behruz Minaii declarou:
“Enviamos várias cartas de objeção para os desenvolvedores do jogo mas não recebemos resposta. A reação é que é somente um jogo e não deveríamos levar a sério, mas o jogo acontece em Teerã e isso simplesmente não é aceitável”
Mostrando que não só não ensinam sobre o Holocausto nas escolas iranianas, como também não ensinam geografia, o cidadão continua, explicando que os (mundialmente famosos) desenvolvedores de jogos iranianos irão retaliar; criarão um game chamado… “Ataque a Tel Aviv”, afinal de contas segundo ele
“Os EUA são governados pelo Regime Sionista, então Ataque a Tel Aviv deixará os americanos mais irritados com o jogos do que um ataque a Washington”
Vejamos: O Irã deu piti porque o jogo mostra uma missão passada em Teerã, então irão atacar… Israel no jogo deles?
Ou será que por algum milagre da natureza eles jogaram MW2, perceberam que a Estação Espacial Internacional é destruída, os russos invadem os EUA e detonam Washington e nem por isso alguém deu piti?
Isso seria a globalização da estupidez, se a estupidez não estivesse toda concentrada no Irã, que diga-se de passagem sequer se tocou que a DICE, hoje EA-Digital Illusions CE, responsável pela série Battlefield é uma subsidiária da EA, mas é SUECA.
Fonte: TT

