Você está vendo os artigos na categoria “Wireless e Redes”

Nokia e Adobe: Fundo de US$ 10 milhões para o Open Screen Project


A Adobe e Nokia anunciaram um fundo de inovação tecnológica para auxiliar o desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis usando o Adobe Flash. A Nokia irá fornecer também a divulgação, avaliação e comercialização dos softwares através da sua loja, Ovi. Quem quiser participar do programa, terá todos os direitos sobre sua criação garantidos, sendo que a Nokia e Adobe reservam o direito de promoção, divulgação e marketing.

O tipo de aplicativo que as duas empresas estão procurando são: entretenimento, negócios, redes sociais, produtividade, games, viagens, multimídia, saúde, financeiro, tempo, esportes, notícias, educação. Obviamente, o foco dos aplicativos deve ser o Adobe Flash, Air e rodar em aprelhos da Nokia. Se você tem uma boa idéia (sabe aquele projeto final promissor que nunca decolou por falta de grana?) e quer tentar um apoio financeiro, preencha esse formulário.

publishing_to_ovi

A apoio financeiro é apenas mais um estímulo do Open Screen Project, uma iniciativa que envolve pelo menos 20 empresas para criar um ambiente unificado de desenvolvimento para aplicações e conteúdo. Isso é tudo que a Sun queria, mas jamais conseguiu unificar, de fato, a babel de opções de kits de desenvolvimento de cada fabricante. Um amigo especialista em J2ME disse que a culpa nem era da Sun, mas dos próprios fabricantes, que não implementavam máquinas virtuais totalmente compatíveis e algumas funcionalidades existiam em alguns aparelhos, em outros, não.

Com o Flash, isso não ocorreu e hoje, na era dos smartphones, ele fornece um ambiente de desenvolvimento com gráficos vetoriais, javascript, capaz de se comunicar externamente com APIs via XML, tem algumas ferramentas decentes e conta com uma base instalada de centenas de milhões de aparelhos.

A Nokia também ajudará com o seu fórum de desenvolvedores e apoio técnico. Existem alguns guidelines a serem seguidos, como aplicativos voltados para a plataforma S60 ou 40. Você encontra as instruções, aqui. Leia a parte que um protótipo é a melhor forma de “vender” o seu peixe. Slides, telas estáticas, etc. Lembre-se que não basta ter competência técnica, você deve provar que possui um diferencial e conquistar os analistas das duas empresas.

Eu gostei bastante da iniciativa. Existe uma verdadeira legião de pequenos desenvolvedores, com boas ideias e conhecimento para implementar e convenhamos, Flash é uma plataforma barata de se desenvolver e aprender. Essencialmente é JavaScript e a Nokia investe bastante em outra linguagem, o Python, a linguagem dinâmica predileta do Google e – pasmem – Microsoft.

Fonte: Dr. Dobbs Journal

Mr Paul Aiken, vá para o Inferno

Por: em 11/02/09 na(s) categoria(s): Miscelâneas, Wireless e Redes


Calma. Paul Aiken não é ninguém que você goste.

Ele é Diretor-Executivo do Sindicato dos Escritores, nos EUA, e está preocupado com direitos autorais, propriedade intelectual, etc.

Não deveria, livros vão muito bem, obrigado. Nós que amamos livros fazemos questão de pagar, inclusive por cópias boas, caras e de capa dura. Mesmo leitura eventual vai bem, vide máquinas de vendas de livro no Metrô (brasileiro!) e a quantidade de lançamentos diários.

O motivo do ataque de pelanca do Mr Aiken, veja você, é o Amazon Kindle, aquela coisa feia leitora de eBooks que o Leo adora e vende que nem água, gerando milhões e milhões de dólares para os escritores, e para a Amazon.

Pois bem: Na versão 2 do Kindle há um recurso interessante: Um sintetizador de voz que lê o texto exibido, em voz alta. Isso pode ser usado por cegos, gente com alguma deficiência visual parcial, crianças e mesmo uma pessoa que não goste de ler e prefira ouvir um texto.

Mais uma opção, agrega valor, certo? Então veja o que essa cavalgadura do Aiken disse:

“Eles [A Amazon] não tem o direito de ler um livro em voz alta. Esse é um direito de áudio, o qual é derivativo, sob a legislação de Copyright”

Então vejamos; estou em casa. Aninhada ao meu lado, Luciana Vendramini recosta a cabeça em meu ombro e pede “querido, leia para mim de novo O Senhor dos Anéis”. Encarando aqueles lindos olhinhos verdes, respondo: “Não posso, querida, isso seria violação de Copyright, Paul Aiken não gosta”.

Repetindo: Vá par ao Inferno, Mr Aiken. Se EU TENHO O DIREITO de ler um livro em voz alta para outra pessoa na minha casa (e quero ver algum juiz do planeta dizer que não tenho) Eu TENHO o direito de que o livro se leia sozinho, para mim, nas mesmas condições.

Nota: Para fins de transparência que conste nos autos que a Luciana Vendramini não mora comigo, seu nome foi usado apenas para fins didáticos.

Fonte: Crunchgear

WIFI em aviões – conclusão definitiva

Por: em 11/02/09 na(s) categoria(s): Wireless e Redes


Um monte de empresas estão efetuando estudos, outras já oferecem acesso WIFI em seus vôos, algumas liberam todos os serviços, outras nem tanto, bloqueando VOIP e mesmo sites educativos.

De minha parte, levei um bom tempo estudando as opções existentes, não cheguei a nenhuma conclusão, se o serviço de WIFI em um avião seria bom ou não.

Até agora. Depois de ver a imagem abaixo, e me lembrar que no Brasil praticamente não há classe executiva em vôos regionais, percebi o quão impossível é usar um notebook em vôo.

Isso, claro, se o gordo da poltrona da frente não resolver se reclinar para dormir, ou não houver uma família com umas 5 crianças, que imediatamente ficarão dependuradas olhando você tentar trabalhar.

Quer saber? Melhor assistir um episódio de House no iPod, se a aeromoça não resolver implicar com seu “iPhone”, que irá fatalmente derrubar o avião se você não desligá-lo nos próximos 15 segundos.

Fonte da Imagem: Gizmodo

Grande Concurso Cultural MeioBit WTF 2009

Por: em 28/01/09 na(s) categoria(s): Wireless e Redes


O mundo é um lugar estranho, e o mundo online é mais estranho ainda. Temos gente que conscientemente assume nicknames (e personalidades) de atores da Globo de sexualidade duvidosa, há gente que se identifica com pokemons e mesmo os que criam fã-clubes da Mallu Magalhães, mas uma das boas áreas de expressão da “humanidade” online é na hora de batizar access points WIFI.

Conheço gente que batiza seus APs com o nome “Vírus” ou “hacker-cuidado”, outros tentam ser engraçadinhos de formas diferentes, mas esse que achei aqui em SP, na região da Consolação supera a tudo:

Portanto não vou me dar ao trabalho de tentar imaginar o que leva alguém a batizar um access point assim.

Deixarei a cargo de vocês, fiéis leitores. Qual a história por trás desse singelo access point?

Qual a motivação, o que levou tal criatura a escolher um nome assim?

A melhor história ganhará um sensacional prêmio insignificante. Um pendrive, microfone USB ou algum outro mimo que eu achar na gaveta, mas terá para sempre a HONRA de ter desvendado um dos maiores mistérios da Internet-sem-fio brasileira.

PS: Notem que não me preocupei em detalhar QUAL o access point em especial que estou citando. É pré-requisito do concurso um mínimo de capacidade de percepção, e de qualquer jeito eu odeio humor-muleta cheio de setinhas apontando onde é engraçado. Confio na inteligência dos leitores.

WiMAX – Aquele que foi sem nunca ter sido

Por: em 12/01/09 na(s) categoria(s): Mercado, Wireless e Redes


Houve uma época, quando o WIFI ainda estava começando a se firmar e no Brasil ainda tínhamos 802.11b na maioria dos lugares (e dispositivos), nessa época remota surgiu a promessa de uma tecnologia mágica que mudaria nossas vidas, salvaria o mundo das cárias e poria fim ao vil oligopólio das operadoras de telefonia, provedores de banda larga e a Vex.

Essa tecnologia era o WiMAX, que prometia links de incríveis 70MBits cobrindo distâncias de fantásticos 50Km ou mais.

Quase ninguém se deu ao trabalho de descobrir que a relação 70MBits / 50Km era um OU não um E. Também não levaram em conta que essas eram condições ideais, que só existem no mundo do Marketing. Uma cidade, local onde a maioria dos aparelhos seria usada, é o pior local possível (fora o Cinturão Van Allen) para uma comunicação de rádio.

As velocidades foram caindo para valores mais realistas, enquanto isso as operadoras de telefonia, esses dinosauros, desviaram do meteoro do WiMAX e começaram a evoluir. Surgiu o 2,5G, o 3G, e hoje até no Brasil de vez em quando temos 3,5G, chegando em teoria a 7,2Mbits, e na prática 1,6MBits em algumas conexões sortudas que tenho feito.

Enquanto isso o WiMAX está enrolado em comitês, subcomitês, padrões, padrões e variações. As implementações são raras e incompletas. A Wikipedia lista 350 redes WiMAX pelo mundo, mas uma olhada em detalhes mostra que a esmagadora maioria é de redes em projeto, redes que não passam de licenças concedidas para uso futuro e redes corporativas.

Agora saiu mais um prego no caixão, e dos grandes: A Nokia cancelou seu único produto WiMAX, o tablet N810 WiMAX Edition.

Com redes nos Estados Unidos trabalhando entre 2 e 4MBits, o WiMAX nem de longe é a bala de prata anunciada e esperada. Assim como as redes Bluetooth e o Wireless USB, WiMAX corre o sério risco de não pegar.

Lembrando que ao contrário do WIFI, o WiMAX depende de licenças de uso por parte de agências reguladoras, dificilmente você comprará um Access Point WiMAX, compartilhando link com seu amigo do outro lado da cidade. Ficaremos na mãos das operadoras, e se for para trocar 6 por meia-dúzia, fico com o 4G, que logo logo estará por aí.

Fonte: Celular News

VexDay sim, e daí?

Por: em 03/12/08 na(s) categoria(s): Mercado, Wireless e Redes


Hoje foi VexDay em milhares de pontos de acesso WIFI da empresa espalhados pelo mundo, menos em hotéis e aeroportos na Argentina. Coitados dos hermanos (not!)

A idéia é tentar tornar relevante o serviço, mas eles não perceberam que a culpa de ninguém usar a Vex exceto em último caso não é nem de tecnologias como 3G, mas da própria ganância da empresa, somada a um histórico de incompetência de dar raiva, ainda mais quando contamos (e pagamos) pelo serviço.

A Vex é basicamente um monopólio. O famigerado ícone “WIFI Zone” na verdade é “Vex Zone”, não adianta NADA um estabelecimento como o Franz Café propagandear “WIFI”, se na verdade apenas disponibilizam Vex. Pago.

Minha experiência com a Vex foi a pior possível, em inúmeras ocasiões. De andar na chuva para chegar a um hotspot, segundo indicação do site da empresa, para descobrir que a tal lanchonete não existia há mais de seis meses. Em diversas ocasiões fiquei no telefone com o suporte até acabar a bateria do notebook (e era um Toshiba pesadão) e cheguei a receber ligação de um diretor da empresa tentando fazer um “controle de danos”.

Passei a utilizar o GPRS do celular para conexão Internet, era preferível pagar o valor elevado das operadoras de telefonia do que o valorda Vex, pois mesmo que custassem R$1,00 por mês ilimitado, se um serviço não é confiável, se ele vive te deixando na mão, ainda assim é caro.

Esperemos que a moda de bares com WIFI, como o Applebee`s pegue. Já vi mais de um hotel em São Paulo onde o acesso no lobby era gratuito, e redes como a Accor disseram não ao monopólio da Vex, oferecendo acesso decente, rápido e de outros provedores.

Fonte: IDG Now! via César Cardoso (não somos parentes)