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Flickr anuncia novo programa de licenciamento de imagens

Por em 29 de julho de 2014 - 12 Comentários

O mercado de licenciamento de imagens pela internet anda movimentado. Vários bancos de imagens e sites de compartilhamento de imagens estão lançando campanhas onde tentam convencer os usuários a disponibilizarem suas fotos para licenciamento e uso comercial. Infelizmente, sabemos que esse tipo de negócio rende uma ninharia para os fotógrafos, mas encontra um terreno fértil na produção de amadores que não tinham nenhum tipo de pretensão comercial com suas imagens e ficam até felizes de ganhar uns trocos. Do outro lado desta negociação, temos empresas, designers e outros ramos que necessitam de conteúdo para trabalharem, mas não podem (ou não querem) investir muito. É com esses ingredientes que conseguimos encontrar pela internet sites que vendem imagens em alta definição por cifras que começam, em alguns casos, em US$ 1,00. Eu acho pouco, mas tem gente que não pensa como eu.

O Flickr, que já foi um dos mais badalados serviços de compartilhamento de imagens da internet (e até hoje um dos poucos que tenho paciência de utilizar) tem um programa de licenciamento de imagens (parceria com a Getty Images) onde o usuário tem que se disponibilizar e oferecer suas imagens para serem comercializadas. O ganho também era irrisório por parte do fotógrafo, mas encontrou várias pessoas dispostas a participar. Hoje, mediante a campanhas agressivas de licenciamento, como a do 500px que tem taxas de licenciamento de US$ 250,00 e deixando 70% deste valor com o fotógrafo, o Flickr decidiu se mexer. Pode parecer muita grana licenciar uma foto por US$ 250,00, mas temos que lembrar que é para uso mundial e irrestrito. Ou seja, para algumas empresas isso é uma ninharia.

O contra ataque do Flickr vem através de um novo programa de licenciamento chamado de Curated Connections que, segundo o blog do Flickr, é uma maneira do usuário fazer conexão com agências de fotografia, editores, blogueiros e outras mentes criativas que procuram conteúdo original. A proposta é que os curadores do Flickr vão ficar de olho na sua produção fotográfica e te informar por flickr mail quando uma foto chamar atenção e tiver uma possibilidade de comercialização. Além disso, o seu trabalho vai ser divulgado no Blog do Flickr e também nas páginas do Yahoo, como no Yahoo Notícias e Yahoo Viagens. Tudo para divulgar o material que está sendo vendido.

O anúncio termina com uma jogada de marketing onde eles afirmam que o licenciamento é uma ótima forma de ganhar dinheiro e que eles vão fazer todo o trabalho chato enquanto o usuário se concentra apenas em fotografar. Infelizmente, não existe nenhuma outra informação sobre valores ou porcentagens. Para ser considerado como um futuro fornecedor de imagens para comercialização, o usuário deve se cadastrar em um link oferecido no texto e aguardar um contato da equipe via e-mail. Se você não tem problema com esse modelo de comercialização de suas imagens então pode ser mais uma boa oportunidade.

Flickr

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Uso do Facebook Messenger mobile agora é obrigatório

Por em 29 de julho de 2014 - 16 Comentários

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O Facebook não mais permitirá que você utilize o app principal para conversar diretamente com seus amigos e familiares. Considerado por Mark Zuckerberg uma funcionalidade “de segunda linha” principalmente porque ela nunca foi aprimorada (é bom lembrar, Zuck odeia mobile e foi levado para ele acorrentado enquanto se debatia), a solução foi desenvolver um app acessório, o Messenger. Por um bom tempo ele foi considerado opcional, mas agora isso acabou.

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O que é bom para os EUA é bom para o Brasil (ao menos na Wikipédia)

Por em 28 de julho de 2014 - 37 Comentários

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O mundo antigamente era muito chato. As pessoas se prendiam a fatos, provas, evidências, isso limitava muito as possibilidades. A tecnologia trouxe para nós a solução, no conceito da Wikiality, que é a Realidade Definida Pelo Consenso. Se um grupo de pessoas acha que Rubens Barrichello é o maior piloto brasileiro de todos os tempos não precisa comprovar isso com resultados, basta alterar a página da Wikipédia sobre ele.

Quando a governadora especial mas muito amada Sarah Palin comentou que Paul Revere havia avisado aos ingleses que eles não iriam tomar as armas dos rebeldes pró-independência, um monte de gente surtou, pois até quem conhece História Americana pelos desenhos do Pica-Pau sabe que o cara que cavalgou avisando que “Os Ingleses Estão Chegando!” não falava… com os ingleses.
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Google cria comunidade para usuários melhorarem o Translate

Por em 28 de julho de 2014 - 5 Comentários

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Vamos combinar uma coisa: o Google Translate está muito longe de ser uma ferramenta ideal para se traduzir todo e qualquer texto da internet, principalmente porque ele sofre com alguns problemas de contexto. Nós sabemos o quão sofrível é um texto que passou completamente pelo tradutor automático, algo que muitos site por aí usam a torto e direito num misto de esperteza e preguiça.

O Google sabe que a ferramenta está bem aquém do que ela deveria ser, mas há limites para os robôs de Mountain View. É por isso que agora o usuário poderá ajudar a melhorar o serviço.

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Melhor Coréia também não curte a Baleia e manda China tirar do ar vídeo do Grande Líder

Por em 27 de julho de 2014 - 18 Comentários

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O humor é talvez a arma mais temida por qualquer regime totalitário. A incapacidade de rir de si mesmo é uma constante. Stalin mandou um monte de engraçadinhos para a Sibéria. Hitler prendeu comediantes, mesmo não-judeus. Coisas como o tradicional Jantar de Correspondentes de Imprensa da Casa Branca, onde o Presidente é sacaneado publicamente são impensáveis para essa gente.

Esses regimes agem como se qualquer piada fosse derrubar o governo, Se levam tão a sério que uns anos atrás o Irã lançou um concurso de charges e cartoons anti-semitas. Um grupo de cartunistas israelenses não gostou e respondeu na mesma moeda: fizeram um concurso próprio, para ver quem produzia o melhor e mais ofensivo quadrinho anti-semita. Não precisa dizer que foram bem melhores que os iranianos.
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Você pode confiar na Wikipédia? Spoiler: não

Por em 25 de julho de 2014 - 25 Comentários

Wikipedia

Muito tempo atrás, quando eu era professor de física numa galáxia muito distante, estava dando uma olhada em um trabalho de biologia que um grupo de alunos iria entregar para o professor da aula seguinte.
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Campus Party Recife: Sean Carasso acredita que as redes sociais podem mudar o mundo

Por em 25 de julho de 2014 - 2 Comentários

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Sean Carasso, fundador do Falling Whistle, esteve no palco principal da Campus Party Recife para mostrar como podemos usar as redes sociais para tentar resolver ou pelo menos amenizar problemas muito sérios. Ao visitar a República Democrática do Congo, ele conheceu os horrores da guerra civil, que já dura mais de 20 anos e tem mais de 6 milhões de vítimas. A guerra é motivada pela disputa pelas imensas riquezas minerais do país, que também tem uma das populações mais pobres do mundo.

Enquanto Carasso viajava pelo país, encontrou um acampamento militar que torturava crianças, que eram tratadas como criminosos de guerra, e conheceu a história de garotos que eram enviados para o front da guerra armados apenas com um apito, que deviam usar durante a noite para assustar as tropas inimigas. Ele achava que precisava fazer algo para mudar aquela história, e como não sabia o que fazer, começou escrevendo um blog, o Falling Whistles, enquanto viajava pelo país e conhecia vários grupos rebeldes, tentando entender quem financiava e como seria possível interromper o ciclo de violência. Ao voltar para os Estados Unidos, continuo tentando conscientizar as pessoas, até que recebeu um apito de um amigo que disse para ele: “onde quer que você vá, mantenha estas crianças vivas dentro do seu coração.”

O apito passou a ser o símbolo para chamar a atenção do mundo para a guerra do Congo, e passou a ser vendido para levantar recursos para a criação da organização Falling Whistles. No mesmo ano, o Twitter foi lançado, o que permitiu que ele organizasse uma comunidade ao redor do seu objetivo. A Falling Whistles trabalha em várias frentes, apoiando ativistas que retiram pessoas ameaçadas de morte do país, usando recursos locais para lutar contra a malária, e na criação de estações de rádio no país, assim pela primeira vez em 100 anos, a população do Congo podia conversar entre si sobre os problemas gravíssimos.

O projeto se tornou uma coalisão global que tem sedes em várias partes do mundo apoiando advogados e ativistas para realizarem mudanças no país. Em 2011, a Falling Whistle organizou uma petição online que teve mais de 24 mil assinaturas, e teve o apoio de 35 deputados e 16 senadores dos Estados Unidos, que enviaram emissários especiais para cobrar mudanças no Congo. Durante o processo, a organização também apoiou a eleição democrática do Congo, e usando mensagens de SMS e as rádios, permitiu que a população monitorasse em tempo real o resultado.

A Falling Whistle também pressionou empresas para que passassem a importar minerais vindos de regiões sem conflito, passando a gerar empregos ao invés de patrocinar a violência. Na CES deste ano, a Intel anunciou que todos os seus processadores passariam a ser produzidos com materiais sem conflito, mas nem todas as empresas que importam estes minerais tomaram a mesma atitude.
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