Google de olho no Yelp
Embora não seja muito conhecido no Brasil, lá fora o Yelp é um dos sites “web 2.0” mais badalados do momento. Ele consiste em reviews, mas não de gadgets ou games; as análises publicadas são de locais como restaurantes e clubes. A startup foi fundada por dois ex-funcionários do PayPal, e, hoje, atua em cerca de 40 estados americanos. É muito comum, ao pesquisar por algum restaurante localizado na terra do tio Sam, uma página do Yelp aparecer entre os primeiros resultados da pesquisa.
O burburinho nas mídias sociais do momento gira em torno da aquisição do Yelp pelo Google. E não se trata de uma comprinha de fim de semana; várias fontes afirmam que as negociações estão em estágio avançado, e que o negócio custará aos cofres do Google cerca de US$ 500 milhões – meio bilhão de dólares!
O Google já possui algo parecido com o Yelp integrado ao Google Maps. A empresa incentiva os donos desses estabelecimentos a inserirem QR Codes que trabalham com o Maps nas vitrines, além de possuir um sistema de avaliações por usuários (exemplo). Integrar o Yelp a esse ecossistema traria inúmeras vantagens, das quais a maior é a fidelidade da base de usuários da startup. Ela é formada por gente acostumada a interagir com o sistema, buscando informações antes de se decidir para onde ir, e ajudando a construir um banco de dados sólido e condizente com a realidade.
Ao que parece, o Google entrou em /mode comprar-tudo on. Recentemente a empresa adquiriu o serviço de publicidade móvel AdMob pela bagatela de US$ 750 milhões, e, dizem, estava interessado na compra da Lala também, que acabou sendo arrematada pela Apple.
Fonte: TechCrunch.
Novo orkut para todos
Ainda que muitos torçam o nariz para o orkut, sua força, especialmente no Brasil, é inegável. Ela tornou-se palpável há poucos meses, quando o Google liberou o “novo orkut”, a primeira atualização significativa no visual da rede social preferida dos brasileiros. Foi um dos grandes eventos locais do ano, e ainda hoje ecoa.
De lá para cá, o pessoal responsável pelo orkut não parou. Novas funções foram sendo incluídas aos poucos, como as cores adicionais para os perfis, a API de compartilhamento de conteúdo na rede, e uma das mais recentes e legais, o sistema de visualização de fotos, com direito a slideshow e tudo mais.
Agora, via blog oficial, o Google anunciou mais uma: novo orkut para todos, até o final do ano.
A bem da verdade, a ânsia por convites, que culminou até em vendas via MercadoLivre e afins, diminuiu drasticamente. Estou com vinte, parados, e pelo que vi e li nas últimas semanas, não sou exceção; há muita gente com sobras de convites. Isso não significa que todos estejam na nova versão, mas sim que, os que tinham interesse, os que sabem da novidade, já estão lá lá. Neste contexto, falta o elemento “demanda” para que o sistema de convites continue funcionando.
Convites, aliás, foi uma estratégia para pura e simplesmente criar hype em torno da novidade. De modo algum havia necessidade dessa “regressão”, e redes sociais maiores e nas quais o Google se inspirou para criar a nova versão do orkut (Facebook, estou olhando para você) mostram que não é preciso esse tipo de restrição para soltar grandes atualizações.
No mais, o post do blog oficial termina prometendo mais novidades para 2010. O ritmo de trabalho no orkut está bem frenético, tomara que, de fato, assim continue. Quanto mais melhorias e novidades, melhor.
bit.ly anuncia versão Pro
O bit.ly ainda não encontrou concorrente à altura, e a cada novo recurso anunciado, a distância dele para o segundo lugar, independente de quem esteja o ocupando, fica ainda maior.
Dessa vez, foi anunciada a versão Pro do bit.ly. Em suma, ela permite que publishers utilizem a sua mega infraestrutura com URLs próprias. O The New York Times, por exemplo, está usando o bit.ly com o domínio nyti.ms. A princípio, apenas grandes publishers foram convidados a participar do “beta”, sites do naipe do IGN, TechCrunch, MSN e o próprio The New York Times; com o tempo, espera-se que a abertura seja maior.
A maior vantagem desse serviço Pro é poder utilizar todo o poder do bit.ly de maneira mais confiável e transparente ao usuário. Especialmente aqueles que não conhecem encurtadores de URL (não leram meus primeiros posts no Meio Bit
), sentem-se intimidados a clicar em URLs estranhas, sem saber o real motivo do encurtamento ou para onde elas apontam. “Mascarar” a URL com algo mais próximo do endereço ao qual a versão encurtada aponta, aumenta a confiança do usuário, e não enfraquece a marca do site em questão.
Era possível fazer esse sistema sozinho, ou seja, cada site com seu próprio encurtador? Sim. Mas, como dito, o bit.ly está num nível invejável, com “trackeamento” em tempo real e sistema de proteção contra URLs maliciosas, só para ficar em dois recursos. Aproveitar-se dessa base diminui custos e agiliza as coisas.
Outro extra que os publishers terão com a versão Pro é um dashboard global, atualizado a cada 15 segundos. Dali será possível ver, de maneira bem fácil e direta, a quantidade, frequência e origem dos cliques.
Embora fechado para grandes parceiros inicialmente, o bit.ly está recebendo inscrições para o beta da modalidade Pro. Para isso, preencha este formulário, e cruze os dedos.
Responda o que lhe perguntarem no formspring.me
A sensação do dia é o formspring.me, uma espécie de rede social baseada em perguntas e respostas. Muita gente está brincando com a rede no Twitter, e alguns perfis já aparecem bem badalados.
A boa do formspring.me é a seguinte: você cria uma conta lá (Facebook Connect aceito), e abre um formulário público (veja o meu), pedindo para que qualquer um, amigo ou anônimo, lhe faça uma pergunta, sobre qualquer assunto. As perguntas ficam armazenadas na sua conta, e aí cabe a você responder e publicá-la para que todos vejam – ou não.
O grande barato do formspring.me é a conectividade com outras redes, que permite espalhar as perguntas e respostas nelas, movimentando seu perfil. Também dá para seguir outras pessoas dentro da própria rede, ficando sempre a par das atividades desse contato. Ficou faltando apenas um modo mais inteligente e prático de buscar por pessoas, como o tradicional levantamento na agenda de contatos dos serviços de e-mail. Atualmente, só dá para pesquisar contatos pelo nome.
No campo das opções, o formspring.me oferece o básico. Complemento do perfil, integração com serviços (Facebook, Twitter, Tumblr e blog [Blogger e WordPress]), além de um widget para pendurar em seu blog. Vale destacar a opção que restringe o campo de perguntas apenas a cadastrados no programa, acabando com a festa de stalkers anônimos. Mas, vale o aviso: muitas vezes as perguntas mais legais vêm de gente não cadastrada no formspring.me…
Ali, nas configurações, ainda é possível mudar o visual da sua página, a la Twitter. O visual dela, aliás, é bem simplificado, o que, nesse caso, conta como um ponto super positivo, da mesma maneira que é no Tumblr e no Flavors.me (lembra?).
Desde o começo da tarde, o formspring.me vem apresentando lentidão e instabilidade. No mais, superados esse problemas temporários, aproveite o serviço, que é bem divertido. Como bem disse o Nick, é quase uma versão 2.0 do “Verdade ou Consequência”, mas sem a parte da consequência, já que, como dito acima, as perguntas precisam ser aprovadas para aparecer na sua página
.
Blippy: compartilhe seus hábitos de consumo
Existem redes sociais para os mais variados tipos de pessoas, com os gostos mais estranhos e/ou incomuns possíveis. Prova disso é uma bem recente, a Blippy. Se alguém já usa ou se sentirá confortável usando-a, é um grande mistério, afinal, o tipo de informação compartilhada ali é, em outros lugares e em sã consciência, protegida a sete chaves.
O Blippy permite a você compartilhar as compras feitas com seu cartão de crédito. Segundo a descrição do hot site do serviço, “o Blippy é uma maneira fácil e divertida de ver e discutir as coisas que as pessoas estão comprando”. É possível acrescentar cartões Visa e MasterCard, além de contas da iTunes Store, Amazon e Zappos. Feito isso, as compras aparecem, detalhadas, na timeline. Seus amigos podem vê-las, e comentá-las! Privacidade para quê, né?
O Blippy ainda não está funcionando para valer. No site, aparece apenas um campo para deixar um e-mail, com o intuito de receber um convite para o beta (web 2.0 é isso aí!).
Fale a verdade: você já comprou algo… embaraçoso. Ou, então, tem hábitos consumistas que não gostaria que amigos conhecessem. A grande questão, ou melhor, o grande desafio do Blippy será convencer os potenciais usuários de duas coisas: 1) como é legal compartilhar as coisas que eles compram num site; e 2) é seguro fazer isso. Mesmo não tendo testado o serviço (e nem tendo intenções de fazê-lo), prevejo dias difíceis para a startup. Life streaming é legal, o futuro da web, mas tem limite, e esse, pelo menos para mim, fica antes do meu cartão de crédito.
Fonte: Download Squad.
Aol se separa da Time Warner e lança nova identidade visual
A Aol não se deu muito bem em terras brasileiras, e sua passagem por aqui, cuja entrada causou furor há cerca de dez anos, só é lembrada pelas toneladas de CDs promocionais que inundavam os lares de usuários e potenciais usuários de Internet.
Lá fora, porém, a marca ainda é forte, e agora, mais uma vez, tenta se reinventar. Após terminar a parceria com a Time Warner, hoje a Aol lançou sua nova identidade visual, mais moderna e rebuscada, tudo para manter-se em destaque. Novo site, novo visual, novo logotipo. Será que vai colar?
A aposta nessa nova fase é em personalização e conteúdo. No menu principal, por exemplo, é possível adicionar e organizar links facilmente. No topo, uma aba o separa de um verdadeiro e completo agregador de feeds, os News Feeds. Do lado direito da tela, o bloco My Stuff mostra atalhos rápidos para serviços, como e-mail e previsão do tempo, e depois da graaaaaaaande propaganda, My Networks permite logar e interagir em redes sociais, como Twitter e Facebook.
Além desse nível de personalização, a Aol ainda tem, em seu portifólio, os blogs do Weblogs Inc., dentre os quais estão alguns dos maiores do mundo, como Engadget e Autoblog.
Por fim, temos ainda o novo logo. Sai o logo característico azul, com letras maiúsculas, entra um com letras minúsculas, ponto final e fundo aleatório, ou melhor, determinado pelo usuário. De peixinho dourado a monstros azuis, são várias as opções, mostradas no cabeçalho. Veja o antes e depois:
Foram feitos alguns vídeos também dessa nova fase, muito bacanas. Eles estão disponíveis aqui.
Fonte: Mashable.

