Depósitos em cheque pelo iPhone
Poucas coisas são mais chatas do que ter que ir ao banco apenas para depositar um cheque, mas o banco USAA deve começar a mudar isso. O banco norte-americano desenvolveu um aplicativo para iPhone que permitirá a seus clientes realizarem os depósitos de cheques a partir do iPhone.
Funciona de um jeito simples: tire fotos frente e verso do seu cheque, envie através do aplicativo para o banco e em menos de um minuto o serviço está feito. Mas o que fazer com o cheque depois? Você pode fazer um aviãozinho de papel, um barquinho ou rasgá-lo e descartá-lo. Particularmente recomendo rasgá-lo.
Para reduzir o número de fraudes nesse serviço, apenas clientes que sejam elegíveis para crédito ou tenham algum tipo de seguro pelo banco poderão utilizar o serviço. O Banco USAA é considerado um banco pequeno no Texas, com 7 milhões de clientes, e tem principalmente militares como clientes.
Espero realmente que algum banco brasileiro tenha a brilhante idéia de copiá-lo, e que o serviço não limite-se ao smartphone da Apple. Veja no vídeo uma pequena demonstração:
Fonte: Mashable
Sites de projetos faça você mesmo
Podemos comprar um PC completo e funcional out of box da Dell, HP, Apple, Toshiba, [insira uma marca aqui], mas é fato que a graça da coisa, para quem entende dela, é montar seu próprio PC. Escolher peça a peça, um gabinete decente, estudar um sistema de arrefecimento eficiente, e finalmente, colocar a mão na massa.
E isso é o básico. Há quem vá além, e monta não só o PC, mas praticamente tudo que se refere a entretenimento digital, de media center integrado à mobília da casa, suporte para notebooks, mesa ergonômica para o computador, carregadores de bateria. Sem falar nas modificações, alterações drásticas em projetos concebidos com propostas limitadas. Ou, ainda, reaproveitamento de sobras e/ou material que, de outra forma, teria o lixo como destino. Tudo isso muito além da informática; há tutoriais e manuais para praticamente qualquer coisa, de jardinagem a ferramentas de produção, passando por eletrônicos, decoração, arquitetura e soluções para vários cômodos de uma casa – e fora dela também.
(O projeto acima é de um servidor doméstico embutido no armário da sala. Quero um igual
).
Essa escolha por construir/modificar coisas você mesmo tem uma sigla em inglês, DIY, abreviação de “do it yourself”, ou, em bom português, “faça você mesmo”. A Internet beneficia muito tais práticas, graças à disseminação de conteúdo sobre o tema, via blogs que o tratam seja exclusivamente, seja esporadicamente. Dá para citar vários: Lifehacker, DIY Network, DIY Life, Instructables, DoItYourself.com…
Sentiu falta de algo na lista de blogs acima? Pois é, todos em inglês. Felizmente, isso mudou, graças ao DIY Brasil, um portal idealizado por André Sarmento Barbosa, que apesar de pouco tempo no ar, promete chamar a atenção.
Segundo nos explicou o André, o DIY Brasil não se restringe a ser um blog com projetos DIY. É, antes de tudo, uma comunidade, que conta com fórum de discussões, área de downloads, e links para projetos externos, publicados em outros blogs e sites. A meta do DIY Brasil é cobrir essa lacuna até então existente no país, ou seja, um site específico sobre o tema. Afinal, temos muitos que, a exemplo do Lifehacker, abordam DIY esporadicamente, mas, até onde se sabe (até onde eu sei, na realidade), nenhum específico sobre o assunto.
O DIY Brasil, além de uma boa fonte de informações e ideias, se propõe a dar amparo a hobbistas que estejam construindo/modificando algo. O fórum está aberto também para pedidos de ajuda com projetos, e a publicação de bons trabalhos no blog do portal é garantida.
Como diria F*cker, mexa esse traseiro gordo e vá finalizar seu projeto DIY
. E não se esqueça de submetê-lo ao DIY Brasil depois – caso ele seja funcional e viável, claro.
nVidia Brasil comenta sobre o aumento dos impostos nas GPUs dedicadas
Em entrevista exclusiva ao colunista Luís Sucupira do FórumPCs, Richard Cameron Anderson, executivo com o cargo de Country Manager da nVidia Brasil, comenta sobre o suposto aumento dos impostos nas placas de vídeo.
Durante a entrevista, o executivo toca em assuntos importantes como a mudança na tributação das placas de vídeo, onde a maioria dos importadores as colocavam, por padrão, como uma outra categoria de hardware que não sofria tanta taxação e agora TODOS os importadores oficiais deverão, obrigatoriamente, incluir tal hardware em outra categoria, a de “Unidades de Máquinas Automáticas para Processamento de Dados“.

Então o executivo aproveita tal reclassificação do governo, perante a taxação de tal hardware, e enaltece a evolução na complexidade e, principalmente, capacidade de processamento bruto dos processadores gráficos dedicados contra os tradicionais processadores centrais x86, relacionando isso ao CUDA nVidia, que aproveita o enorme volume de cálculos realizados pelas GPUs GeForce para fazer algo além de simplesmente “renderizar e texturizar” gráficos bi e tridimensionais em tempo real, o famoso GPGPU, incluído no Open CL e DirectX Compute.
Por fim, além de colocar que as GPUs têm melhor custo-benefício que as CPUs no quesito desempenho por preço, adotando um mesmo trabalho, um mesmo projeto que exigiria enorme quantidade de cálculos que ambas fariam, para um efeito de comparação claramente favorável às atuais GPUs high-end, o nobre executivo finaliza a entrevista com as dificuldades em se fabricar placas de vídeo no território brasileiro, já que o mercado de processadores gráficos dedicados é conhecido pela rápida efemeridade de seus produtos, com obsolescência programada de forma muito breve.
Então pergunto: você acha que a gigantesca evolução do desempenho das placas de vídeo justificaria o aumento do imposto* de importação delas?
Será que a indústria brasileira teria condições de competir com a mercadoria vinda do descaminho do produto importado, usando diferenciais como maiores garantia e qualidade?
*OBS.: suponho que tal imposto beneficiaria de verdade o povo brasileiro, como num sonho, só que sem castelos para não complicar depois.
Deal Extreme – Anatomia de Uma Compra
Muita gente acha que comprar coisas de lojas orientais é tão complicado quanto escrever um artigo destes sem usar trocadilhos como “abre o olho” e “negócio da China”. Acredite, o artigo é bem mais complicado.
Existe uma ilusão de que é possível ser picareta o tempo todo com todo mundo. Não dá. Pelo menos um lado você tem que honrar. Um sujeito pode ser um político safado obrando e andando para os eleitores-ovelhas, mas TEM que ser leal a seus parceiros, do contrário quem fará negócio com ele? Da mesma forma só em filmes vilões matam traficantes de armas. No dia seguinte NINGUÉM mais vende.

A DealExtreme não é perfeita. Droga, uma das charutarias mais chiques do Centro do Rio me serviu caipirinhas SEM álcool duas vezes seguidas e o garçom ainda tentou discutir. Foi evento isolado, mas mesmo assim.
De todas as perguntas a mais comum é: Quanto tempo demora? A resposta mais correta é: Depende. Normalmente as compras são despachadas em um ou dois dias, aí o pessoal começa a imaginar que porque vem da China, entregam pro Marco Polo e ela segue de caravana pelo deserto. Lamento surpreender, mas já existe aeroporto na China.
Vejamos então o passo-a-passo:
Dia 11 de Julho, 3:13AM
Fiz uma compra de 6 capinhas para HDs de notebook e um adaptador bluetooth estéreo para celular. Total de US$30,94. Como Chinês também é filho de Buda, tem direito a dormir. O pedido foi processado no dia seguinte.
Dia 12 de Julho
O pequeno Ping passou os últimos dois dias inteiros correndo atrás de fornecedores, indo recolher as peças encomendadas, mas cumpriu sua Cota. Seu chefe até o elogiaria, mas desde o aumento de salário, que fez Ping se tornar o funcionário mais bem-pago da expedição, ele se tornou mascarado, esnobando quem ganha menos de US$0,03 por dia.
No final do dia os produtos são embalados, etiquetados e arrumados para o despacho, que não funciona tão bem pois os budistas não usam galinha preta nas oferendas.
Dia 13 de Julho
Coleio! Aqui toda a agilidade que somente o pior de dois mundos, uma Estatal Comunista pode trazer. O pacote fica parado na mesa do sub-assistente gerencial regional Wong, que voltou depois de um cafezinho, empurrou a encomenda na cesta errada (era para ser a de lixo, mas acertou a “encomendas a despachar”) e ao invés de sumir para sempre, caiu na esteira, onde graças ao trabalho que só Mao poderia ter criado, deixou o país no…
Dia 16 de Julho
Aqui é onde tudo pode acontecer. Desde cair em uma ilha com Tom Hanks até ser devorada pelo monstro de Cloverfield. Ou sequestrada pelos piratas da Somália no Atlântico, segundo alguns leitores d´O Globo. Mas não. No melhor estilo Indiana Jones o pacote fez sei lá quantas conexões, passou até por Passárgada, mas mesmo assim chegou no Rio de Janeiro, Brasil.
Dia 18 de Julho
Os Correios pela primeira vez tomam conhecimento da Existência do Pacote. O número de acompanhamento, fornecido no email de confirmação da venda, funciona tanto no correio de Hong Kong quanto aqui. Podemos acompanhar pelo site dos Correios, e como dizem, o resto é História:

Portanto temos uma encomenda feita dia 11, no fiofó da madrugada chegando em minhas mãos dia 22. 11 Dias, um tempo curto mesmo sem levar em conta os dois finais de semana no meio.
Agora vamos a FAQ:
1 – E os Impostos?
Pela minha experiência em grandes centros o excesso de trabalho faz com que encomendas pequenas sejam liberadas. Nunca tive nada retido no Rio, mas em São José dos Campos o dock USB que comprei foi taxado. Paguei com gosto, pois mesmo após os 60% da aduana, ainda saiu muito, muito, muito mais em conta do que pagaria por aqui.
2 – Como pagou?
Via Paypal. Se você não confia no Paypal pode pagar direto via cartão de crédito. Se você é daqueles que grita JAMAIS COLOCARIA MEU CARTÃO NUM SITE CHINÊS por que diabos está lendo até aqui?
3 – E se não tiverem o produto?
Então não vendem. Todos os produtos trazem informação individual de disponibilidade. Alguns levam mais tempo, as fábricas ficam longe e o pequeno Ping tem que ir a pé para não gastar a bicicleta da empresa. Quando o produto some das prateleiras antes de alterarem no site, costumam mandar antes o resto do pedido e um pedido de desculpas. Já aconteceu das duas encomendas chegarem ao mesmo tempo.
4 – Quanto foi o frete?
Frete grátis para o mundo todo, mas se fosse a Microsoft aposto que achariam algo para reclamar disso também.
5 – É tudo barato porque as pessoas são exploradas na China, ganham salários miseráveis para produzir as porcarias que você usa. Seu hipócrita!
Errado. Ignorância é não saber, hipocrisia é fingir que não sabe. Eu sei e não me importo, é diferente.
6 – Os produtos são muito ruins. Não tem uma loja melhor?
Tenho. http://store.apple.com. Lá tem produtos excelentes. Só não olhe aonde são fabricados, ok?
7 – O Tracking number vem pra todo mundo?
Não. Os caras já vendem por preço barato, dão frete grátis, ainda vão gastar mais grana com tracking? US$15 pra cima, isso é menos do que você gasta com uma noitada com sua namorada. Em Linden Dollars, claro
Este post ficará “em aberto”, com novas perguntas e respostas acrescentadas no decorrer do tempo.
Opções para trabalho colaborativo
Trabalhar em equipe é o futuro. Exigência geral no mercado de trabalho, não trata-se apenas de modismo do Max Gehringer para vender livros e palestras. É uma necessidade real, que traz ganhos reais ao produto final, especialmente quando este é criado via Internet, com membros espalhados pelo Brasil inteiro, quiçá pelo mundo.
Neste texto, mostrarei três ferramentas que conheço (embora só tenha trabalhado com duas até o momento). Todas são excelentes, cada uma possui qualidades e defeitos, mas todas atendem, de maneira satisfatória, a necessidade central: potencializar o trabalho em equipe.
P2
É um tema de WordPress, mas tão bem estrutura e resolvido, que dá uma cara nova ao sistema de publicação de blogs – e mostra, mais uma vez, o quão versátil ele é. Criado pela Automattic, a empresa por trás do WordPress, o P2 é a segunda versão de um tema minimalista, feito para facilitar e promover a comunicação entre membros de uma equipe. Inclusive, o próprio staff da Automattic usa muito a cria deles.
O P2 funciona como qualquer tema: basta subi-lo para a pasta /wp-contents/themes/, e ativá-lo no painel administrativo. Ele conta com atalhos no teclado, e todos os comentários ficam expostos na capa, inclusive com atualizações em tempo real, sem necessidade de refresh. Na sidebar, há uma árvore de tags, usadas para seguir projetos/pautas que estão sendo trabalhadas no momento.
Confira um vídeo da Automattic, demonstrando os recursos do P2:
A propósito, uma dica: instale o plugin Login Configurator. Ele proíbe o acesso ao WordPress por não-membros. Assim, somente membros cadastrados no sistema terão acesso às mensagens, algo essencial num serviço do tipo.
Yammer
Vencedor do TechCrunch50, o que não é pouca coisa, o Yammer ganhou o apelido de “Twitter dos negócios”. Privativo, o serviço é usado por mais de 40 mil companhias, incluindo o próprio TechCrunch.
O Yammer foca em grandes companhias. Isso fica claro através de recursos como banco de usuários, grupos e o esquema de “seguir”, típico do Twitter, e meio inútil em equipes pequenas – afinal, num time de dez pessoas, qual a razão de não seguir alguém? Os perfis também evidenciam o foco em business, com diversos campos de informações profissionais, como título, bio, experiência profissional e formação escolar/acadêmica. Quase um currículo online. Também é possível anexar arquivos dos mais variados tipos, de imagens a documentos em PDF.
Além de todo esse poderio business-focused, o Yammer ainda conta com um cliente desktop baseado em AIR competente. Recentemente, foi reformulado, e segundo usuários, ficou ainda melhor. Temos, ainda (e para variar), cliente para iPhone e iPod touch.
No site oficial há um vídeo demonstrativo do serviço.
Basecamp
O Basecamp é referência quando o assunto é trabalho colaborativo. Criado pela 37signals, o serviço é, talvez, o mais completo para trabalhos em equipe.
Na realidade, o Basecamp condensa vários serviços num só pacote. Temos fórum de discussões, to-do lists, central de documentação, bate-papo, ferramenta de time tracking (a partir do plano Plus), compartilhamento de arquivos (a partir do plano Basic)… Tudo que uma equipe precisa para desenvolver um projeto.
Aliás, a graça do Basecamp é que, embora ele tenha sido pensado para servir de base para agências de web design, na prática ele serve para… qualquer coisa. Se você tem uma equipe, com um trabalho/meta em vista, o Basecamp muito provavelmente lhe atenderá. Não há ferramentas ou restrições acerca do conteúdo dos projetos. Pagando (ou usando a versão grátis, limitada a um projeto), pode-se usá-lo para qualquer fim – lícito, claro.
Para alguns o Basecamp pode ser exagero; realmente, é uma ferramenta bastante completa, e dependendo da duração e/ou complexidade do projeto, o serviço pode vir a ser uma espingarda para matar uma mosca. Mas para a maioria dos casos, a simplicidade e o foco no que realmente interessa, características básicas do Basecamp, caem como uma luva.
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Optando por qualquer dessas três ferramentas, um boost na produtividade da sua equipe é certo. Organização e planejamento são essenciais a qualquer projeto, e ter a ajuda de uma dessas três ferramentas facilita em muito esse procedimento inicial muitas vezes complicado.
DeviantART lança Portfolio, serviço de portfolios (do´h) gratuito
O DeviantART, que, acho eu, todos conhecem, lançou um novo serviço para artistas e designers. Criativamente batizado de Portfolio, o serviço faz exatamente isso: portfolios para artistas que não podem/têm tempo/têm saco/têm dinheiro para criar um portfolio profissional do zero.
O serviço é gratuito, mas conta com versão premium (paga) também. Na modalidade grátis, dá direito a até quatro galerias, com 18 imagens em cada uma, domínio personalizado com terminação *.daportfolio.com, e é livre de anúncios. Já na premium, cujo preço não consta em lugar algum (provavelmente só na hora do cadastro), a quantidade de galerias e imagens é ilimitada, há mais opções de terminações do endereço (*.artworkfolio.com e *.designbinder.com), com a possibilidade de usar domínio próprio, remoção da marca DeviantART e opção de proteção por senha.
Em ambas, a configuração e personalização do portfolio é bem simples. Tudo funciona via browser, sem necessidade de codificar coisa alguma. Basta arrastar e soltar, escrever descrições e biografia, e outros trabalhos do tipo. HTML? Nadica de nada. O procedimento é rápido e fácil, para qualquer um mesmo conseguir subir seu portfolio sozinho e sem dificuldades.
O resultado, ou seja, os portfolios, são elegantes e funcionais. O design é refinado, e foi testado, segundo o DeviantART, em vários navegadores e sob diferentes resoluções, a fim de assegurar compatibilidade e confiabilidade. Dê uma olhada nesses dois; fica, de fato, algo bem profissional, especialmente se usado com domínio próprio.
O vídeo abaixo é um belo tour pelo Portfolio. Ele mostra todo o processo de configuração de um novo portfolio, e atesta que tudo é bem fácil e intuitivo:
Se algum leitor criar seu portfolio no Portfolio, por favor, lembre-se de compartilhar o link aqui nos comentários
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Fontes: DeviantART e webtoolkit4.me.


