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Físicos teletransportam o estado quântico de um fóton para um cristal distante 25 km

Por em 29 de setembro de 2014

Cristais que contêm informações do fóton após o teletransporte.

Calma, ainda não vamos poder mandar o chefe pra Marte. Ainda. As pesquisas estão avançando e, há 10 anos, pesquisadores já tinham teletransportado o estado quântico de um fóton para um cristal por 6 km. Dessa vez, a distância é bem maior.

Uma equipe de físicos teletransportou com sucesso um estado quântico de um fóton de um cristal por mais de 25 quilômetros de distância através de um cabo de fibra óptica. Isso efetivamente mostrou que o estado quântico do fóton, e não a sua composição, é importante para o processo de teletransporte. A equipe foi liderada por Nicolas Gisin da Universidade de Genebra, e os resultados foram publicados na revista Nature Photonics.

Com esse novo artigo, a equipe de Gisin esmagou com sucesso o recorde anterior, quando teletransportaram o estado quântico de um próton por 6 km (Go on! São só 75 milhões de quilômetros até Marte). Os resultados provam “que o estado quântico de um fóton pode ser mantido enquanto transportá-lo em um cristal sem os dois entrarem diretamente em contato”.
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Adolescentes quimeras mutantes já estão entre nós, e isso é ótimo!

Por em 28 de setembro de 2014

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No longínquo ano de 2012, meses antes do mundo acabar no Apocalipse Maia publicamos uma matéria sobre um painel de ética na Inglaterra que estava estudando a possibilidade de autorizar transplantes mitocondriais. Em resumo (já que está explicado em detalhes no texto) mitocôndrias são micro-organismos simbiontes primitivos que se alojaram em nossas células, atrás de casa comida e roupa lavada, mas ao contrário do inútil do seu cunhado elas pagam aluguel, fazendo nosso metabolismo energético.

As mitocôndrias são bem complexas, contam inclusive com DNA próprio, e a grande curiosidade é que elas vêm exclusivamente do óvulo. Além do espermatozóide ter uma quantidade ridícula de mitocôndrias, elas são programadas pra autodestruição no momento da fecundação, assim somente o DNA mitocondrial das mães é repassado.

Esse DNA pode ser alvo de mutações, vírus e outras doenças. Todas MUITO ruins e todas incuráveis. Se uma mulher é portadora de uma doença mitocondrial, já era. Vai passar adiante. No caso de homens, menos mau, a mutação morre com ele. Ironicamente Darwin, suspeita-se, tinha uma doença dessas.
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Explosão cambriana pode ter ocorrido 60 milhões de anos antes do que se pensava

Por em 26 de setembro de 2014
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Um fóssil com 600 milhões de anos de um organismo multicelular mostra evidências inesperadas de complexidade.

Um geólogo da Virginia Tech, com a ajuda da Academia de Ciências da China encontrou evidências de vida multicelular complexa em um fóssil datado de 600 milhões de anos, quase 60 milhões de anos antes do surgimento de animais vertebrados durante a imensa explosão de vida na Terra conhecida como explosão cambriana.

A descoberta, publicada na Nature, contradiz interpretações há muito tidas como certas que localizavam a vida multicelular em um período diferente da história. “Estas evidências abrem uma nova porta para que possamos jogar luz sobre o tempo e os passos evolucionários que os organismos multicelulares fizeram para eventualmente dominarem a Terra da forma tão visível como temos hoje”, relata o professor de geobiologia Shuhai Xiao.
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Descoberta causa genética do autismo

Por em 22 de setembro de 2014
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As mutações espontâneas no gene TBR1 do cérebro perturba a função da proteína codificada em crianças com autismo grave. Além disso, há uma ligação direta entre TBR1 e FOXP2, uma proteína já conhecida relacionada com linguagem.

Saiu na Nature, então deve ser verdade (NÃO, pare Silmar, esse é um assunto sério). O resultado do estudo foi publicado por Pelagia Deriziotis e seus colegas do Instituto Max Planck para Psicolinguística de Nijimegen e revela que as mutações espontâneas no gene TBR1 do cérebro desencadeia a codificação da proteína em crianças com autismo grave. Além disso, há uma ligação direta entre TBR1 e FOXP2, uma proteína já conhecida relacionada com linguagem.

Autismo é uma desordem no desenvolvimento do cérebro que leva as pessoas afetadas a terem dificuldades de interação social e comunicação. Essas desordens são causadas por mutações genéticas, que podem mudar o formato das proteínas e impedir que elas realizem sua função adequadamente. Em algumas pessoas com autismo, variações genéticas herdadas podem representar fator de risco, mas as pesquisas mais recentes mostraram que os casos mais severos são resultado de mutações que ocorrem no espermatozoide ou no óvulo, pois estas mutações foram encontradas na criança, mas não nos seus pais. Este tipo de mutação é chamada de “de novo(está em latim).

Então, o que os cientistas fizeram foi sequenciar o genoma de centenas de crianças com autismo grave e conseguiram chegar a uma amostra muito significativa de genes com essas alterações em muitas delas, sendo que o mais promissor é justamente o gene TBR1, que é extremamente importante no desenvolvimento do cérebro.
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Como o estresse nos destrói: enzima “revolts” leva a comprometimento cognitivo

Por em 22 de setembro de 2014
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O mal do século?

Confessa, você já teve vontade de dar um soco no seu chefe ou protagonizar Um Dia de Fúria em alguma situação. O estresse crônico está entre os males mais presentes na nossa vida moderna, culpa da sociedade da informação que nos manda produzir, produzir, produzir, enquanto nosso corpo grita relaxar, relaxar, relaxar.

Por que é que as pessoas com muito estresse são por vezes ranzinzas (check), mal-humoradas (check), distraídas (check) e esquecidas (bingo!)?

Bem, pesquisadores do Instituto Mente e Cérebro da Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne na Suíça acabaram de publicar um trabalho que desvenda um mecanismo sináptico fundamental para explicar a relação entre  o estresse crônico e a perda da capacidade social e cognitiva. Apesar de algumas pessoas não terem essas habilidades devido a outras causas, muitas pessoas são afetadas por este mecanismo e só se dão conta quando seu próprio quadro clínico está avançado. O estudo apontou que o estresse serve como gatilho, fazendo uma enzima atacar uma molécula responsável pela regulação enzimática no cérebro.
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A extrapolação bolada: conjecturas matemáticas errôneas

Por em 19 de setembro de 2014
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Eu vejo números mortos.

É bem sabido que a nossa intuição não é perfeita. Nós somos muito irracionais de uma forma cabulosa em muitas situações do dia-a-dia. Mas que tal alguma coisa mais sofisticada? Existem momentos em que usamos a razão, nossa habilidade para extrapolar e conjecturar, e ainda assim falhamos porque as coisas são simplesmente complicadas demais.

O colunista da Wired, Samuel Albersman, se deparou com uma questão interessante quando analisou uma pergunta do Quora. O autor da pergunta queria saber se existia alguma conjectura matemática que se provava errada para números MUITO grandes. Essencialmente, o autor procurava por uma equação fechada em si, mas que podia se provar errada com a aplicação de poder computacional muito acima da capacidade humana de raciocínio para testá-la.

E acredite, existem muitas dessas.
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Viva rápido, morra jovem em termos astronômicos

Por em 16 de setembro de 2014
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Pesquisadores querem saber como estrelas massivas, como a Eta Carina desta foto, evoluíram e eventualmente semearam o universo com elementos pesados.

No início, tudo o que existia era hidrogênio — e hélio e uma pitada de lítio. Três elementos em tudo (e pare de me lembrar dos isótopos e dos íons e me deixem ser poético). Entretanto, hoje o universo tem mais de cem elementos naturais, milhares de isótopos e provavelmente ainda mais a serem descobertos.

Tentar descobrir como o Universo saiu daqueles três elementos para a miríade surubástica diversificada que temos hoje é o foco da pesquisa do novo Centro de Fronteiras da Física da Universidade do Arizona, que acaba de garantir um financiamento de 11,4 milhões de Obamas. Pense em quanta gente poderia comer com esse dinheiro, tsc…

Então, vamos do início. Da última vez que me falaram, o tempo começou aos 13,7 bilhões de anos do segundo tempo, depois de Deus ter estalado os dedos (em algumas versões foram puns, mas vamos manter a compostura…). Então, depois do Big Estalo de Dedos que produziu esses três elementos (pare de grunhir isótopos, por favor), passou-se o intervalo para a prorrogação, cerca de 1 bilhão de anos e quando os jogadores voltaram ao campo, em vez de 3 eram centenas.

Como isso aconteceu?
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