Amazon fazendo direito: Tablets Androids abaixo do preço de custo
Pelo visto nem todo mundo é iludido no mercado de tablets não-apple. Enquanto os outros fabricantes repetem o roteiro expectativas gigantescas->autoilusão->preço nas alturas->vendas pífias->descontão pra cobrir o preju, a Amazon vem calmamente projetando sua linha de tablets sem pretensões de ser iPad Killer, e tem tudo para se sair com um produto vencedor.
Motivos? Bem, primeiro a Amazon conhece seu público. Sabe como ele pensa, sabe seus hábitos em detalhes.
Segundo, a Amazon tem experiência e logística com venda de gadgets, o Kindle não foi o primeiro, não é o melhor mas se tornou sinônimo de leitor de ebooks. A Amazon sabe que não basta ter hardware, é preciso experiência de uso e conteúdo, coisa que eles tem de sobra.
Terceiro, a Amazon não tem problemas com modelos de monetização alternativos. Há um modelo do Kindle US$50,00 mais barato que vem com publicidade veiculada na tela de abertura e no screensaver.
Agora fontes indicam que o tablet que a Amazon lançará será focado no baixo custo, voltado para leitura de livros, com promessas na melhor experiência de uso na categoria. Mais ainda: Eles seriam vendidos 20% a 25% abaixo do custo de produção.
A Amazon subsidiaria o tablet, recuperando o dinheiro investido através das vendas de livros e Apps em sua loja.
Não é um modelo inédito, consoles são vendidos assim, barbeadores também, mas ao contrário desses dois as Apps e Livros não custam uma baba.
O tablet ideal teria uma tela de e-ink sobreposta a uma tela LCD convencional que pudesse ser desligada durante leitura de ebooks, mas não creio que a Amazon chegue a tanto. Provavelmente lançará algo bem mais barato que um iPad, com a mesma autonomia ou maior, sem recursos gráficos topo de linha mas excelente para consumo de mídia impressa.
Algo que será muito bem-vindo em escolas e universidades pelo mundo.
Sequenciamento de DNA para as massas
Calma, não estamos falando de mapear o DNA do macarrão, mas graças ao OpenPCR, se você quiser, até consegue. É só achar um recém-tirado do pé. Antes seria impossível. Antes de 1983, pela técnica de Reação em Cadeia de Polimerase ter sido inventada. Depois de 1983, pelo custo dos equipamentos envolvidos.
A técnica, como toda idéia genial é simples de entender, embora lide com moléculas minúsculas, as próprias letras do Alfabeto do Livro da Vida.
Desenvolvida pelo bioquímico Kary Mullis, a Reação em Cadeia de Polimerase, ou em inglês PCR rendeu um merecido Nobel ao cientista, que por sorte só endoidou por efeito retardado das doses industriais de LSD que consumiu na faculdade depois da invenção do PCR.
A necessidade do PCR vem da dificuldade de lidar com fragmentos de DNA. Não dá para investigar uma molécula isolada, precisamos de bilhões, mas multiplicar fragmentos de DNA fora da célula não era tão simples. Até a idéia de Mullis.
[App do Dia] Visualizador de moléculas para iPad
Uma das imagens mais impressionantes de 2009 foi divulgada pela IBM. Produzida por um time de cientistas encabeçado por Leo Gross, a foto –se é que podemos chamar assim- utilizou um microscópio de tunelamento, nos laboratórios da empresa na Suíça. O resultado foi a primeira imagem nítida de uma molécula complexa, no caso Pentaceno, um hidrocarboneto composto de 5 anéis de Benzeno.
A imagem é impressionantemente próxima do modelo visual clássico ensinado nas escolas, é quase como se a gente pegasse um avião e descobrisse que de cima os países têm cores diferentes e nomes escritos, vejam só:
Terremotos, Twitter e um guri chileno de primeira
Há várias lições que se pode tirar de terremotos e grandes tragédias, mas a principal é que esse tipo de evento desperta o melhor e o pior do Ser Humano. O comportamento do povo japonês pós-tsunami foi emocionante, uma nação de Samurais, oposto aos saques e incompetência e corrupção no Brasil mesmo diante de “simples” chuvas fortes. Nunca deixará de ser revoltante o vídeo dos soldados roubando doações às vítimas das enchentes de 2008 em Santa Catarina.
A maior lição, entretanto, é que não adianta esperar ajuda de uma Entidade Superior – o Capitão Planeta sumiu faz tempo - nem de governos que não sejam centrados em Tóquio. É preciso apelar para a própria inteligência.
Linus anuncia versão estável do Linux 3.0
Para celebrar os 20 anos do Linux, no final de maio Linus Torvalds, o pai da criança, anunciou que a próxima versão do kernel seria a 3.0. Motivo? Só a celebração mesmo já que, de features novas que a “versão arredondada” poderia dar a entender que traria, não há muita coisa.
Na ocasião, escreveu ele numa lista de discussão do sistema:
Microsoft surpreende como uma das maiores contribuidoras do Linux?
Dois anos passam mesmo muito rápido: ainda me lembro quando a Microsoft assustou meia dúzia de freetards ao colaborar com o kernel 2.6.31 em 20 mil linhas de código, correspondentes a três controladores de dispositivos (Hyper-V) que melhorariam o desempenho do Linux quando virtualizado no Windows Server 2008.
Muitas águas passaram desde então e atualmente o kernel GNU/Linux está no ciclo de desenvolvimento da versão 3.0 (última versão estável é a 2.6.39.3), cujo lançamento foi recentemente adiado: o curioso é notar que os developers do tio Steve Ballmer fizeram com que a empresa de Redmond figurasse como a quinta maior instituição contribuidora identificada no ciclo de desenvolvimento do terceiro pingüim.


