III ENSOL vai descobrir se Stallman é cabra macho
Do Press Release:
“De 19 a 21 de junho de 2009 a comunidade de Tecnologia da Informação
(TI) voltará seus olhos para João Pessoa, que sediará a terceira
edição do ENSOL, Encontro de Software Livre da Paraíba, na Estação
Ciência, Cultura e Artes Cabo Branco, imponente obra do arquiteto Oscar
Niemeyer no entorno do Farol do Cabo Branco, ponto mais oriental da
Américas. Sob o lema “Liberdade no extremo”, o ENSOL se consolida no
calendário de eventos de TI e contará com nomes expressivos no cenário
nacional, como Julio Neves, Anahuac de Paula Gil, Luis Felipe Costa,
Corinto Meffe e Sérgio Amadeu.O ENSOL, que já trouxe Jon “Maddog” Hall, ícone do mundo da
informática, desta vez trará como atração internacional o ativista
Richard M. Stallman, criador e maior defensor da causa do Software Livre,
movimento organizado que defende que qualquer pessoa deve ter a liberdade
de executar, copiar, estudar, modificar, melhorar e distribuir qualquer
programa de computador. Stallman publicou seu “Manifesto GNU” na
década de 80 e deslanchou o movimento do Software Livre no mundo criando a
Free Software Foundation <http://www.fsf.org> (Fundação Software Livre).
Também autor da GPL – GNU General Public License, a licença livre mais
usada no mundo, Stallman se dedica ao ativismo político em prol do
Software Livre.
O ENSOL é organizado pelo G/LUG-PB, Grupo de Usuários Linux da Paraíba,
com patrocínio da Prefeitura Municipal de João Pessoa e apoio de empresas
e instituições do setor de TI. Para conferir a programação e
inscrever-se no evento, aponte para http://www.ensol.org.br.”

O MeioBit não poderá infelizmente cobrir o evento, mas nem fico muito triste. Imagine ter que ficar olhando pro Stallman sabendo que do lado de fora estou perdendo paisagens como estas…
Ao contrário do Jack Bauer o Linux não sobrevive mais de 24 Horas
A boa notícia é que o Windows Vista Starter Edition, aquela aberração artificialmente lobotomizada para fabricantes mãos-de-vaca o suficiente para não pagar R$47,00 por uma licença do XP não é exatamente amado pelos consumidores.
Segundo Helio Rotenberg, CEO da positivo 2/3 dos consumidores que compram computadores com essa versão infeliz migram para o Windows Full. No caso o XP, piratão. Exceto a minha irmã, que certa vez comprou um Dell, com XP Home e quando fui ver um “ténico” havia instalado por cima um 98 pirata.
A baixa aceitação do Vista Starter Edition entretanto não deve ser entendida como sucesso para o Linux. Da mesma forma que a China, o Brasil tentou instaurar Software Livre na base do Decreto-Lei, abrindo linhas de crédito para computadores populares desde que eles venham com sistemas operacionais de código aberto.

Diante de tal demonstração de Liberdade, o consumidor se sentiu no direito de ser mais livre ainda, o que significa uma taxa de rejeição do Linux entre 70% e 75% segundo o CEO da Positivo.
Luis Anavitarte, analista do Gartner Group vai mais além, e joga o cocô de pinguim na ventoinha:
Ele cita ainda uma pesquisa de uma revenda latinoamericana que descobriu: 95% das máquinas vendidas com Linux em um mês estão rodando Windows.
O que podemos deduzir disso tudo? Bem, se você impor limites artificiais, sacrificar usabilidade, limitar a interface, mesmo o Windows, que os consumidores gostam e se sentem confortáveis em usar pode ter uma taxa de rejeição tão alta quando o Linux.
O Linux escolhido pelos fabricantes por sua vez, ao ser uma versão chata, feia, boba, difícil de usar, alienígena a tudo que os usuários estão acostumados, se torna tão decepcionante quando o Windows Starter Edition, e tem o mesmo destino.
A “culpa” disso tudo? Por incrível que pareça, é do Governo, que resolveu dar uma de China e promover Software Livre por Decreto, sem se preocupar se era isso que o consumidor queria. Isso minou o esforço de empresas como Novell, Red Hat e Cannonical, que possuem distros de qualidade, com taxa de rejeição muuuuuuuito menor do que essas aí de cima.
Motivo? Um contrato com a Cannonical sairá MUITO mais caro para a Positivo do que um contrato com o Satux Linux ou seja lá o diabo de distro descartável que usem em suas máquinas com botão “formate aqui”.
Sim, crianças, empresas de verdade não vão baixar o Ubuntu via torrent, botar um anúncio no br-linux pedindo “voluntários pra suporte” e instalar nos PCs, o buraco é mais embaixo.
Terminamos com um mercado menos variado, uma imagem péssima para o Linux (O windows starter que se lixe) e os maiores prejudicados: As empresas que produzem distros decentes.
Viram como Software Livre por Decreto não é um negócio da China?
Fonte: CNET
Anti-Fonte: Segundo a Wikipedia “Algumas” pessoas substituíram o Linux no PC Conectado por XP Pirata, então é opção sua desconsiderar todo o artigo acima
Open Source, versão Democracia Chinesa
Para desespero de uma área de freetards brasileiros que ficam sexualmente excitados ao tratar Software Livre como um modelo político anticapitalista, a própria Free Software Foundation, apesar das viagens (nos dois sentidos) de Richard Stallman a Cuba faz questão de deixar claro que não há nenhuma ligação entre FOSS e modelos totalitários de governo.
Esses mesmos freetards brasileiros que insistem em fazer essa ligação entretando acabam de ganhar um excelente presente de Natal: A República Popular da China, na figura de seu Ministério da Indústria deu início a um plano segundo o qual empresas estrangeiras produzindo equipamentos na China deverão abrir todo o seu código-fonte, incluindo firmware para seus parceiros chineses.
Isso mesmo. Open Source na base do Decreto-Lei. A Apple terá que liberar o fonte do OSX do iPhone, dos Macs, GPSs deverão liberar seus fontes, fabricantes de caixas eletrônicos, roteadores, tudo. Incluindo smartcards e equipamentos que usem alta criptografia.
A desculpa do governo chinês é aumentar a segurança (não sei como) mas está claro que isso trará toda uma Segunda Renascença da Pirataria Chinesa. Imaginem os iPhones fakes do Mercado Livre, agora com uma versão pirata do OSX.
Os países com fábricas na China, claro, estão irados. A saída para muitos será modificar as linhas de montagem, mudando a finalização dos produtos para países mais amigáveis.
A decisão pode repercutir muito mal para a China, que já não é vista como grande amiga da Propriedade Intelectual, vide a infindável quantidade de produtos falsificados que o Governo Chinês finge que não existe.
Como todo regime totalitário os chineses não tem um pé na realidade. Tanto que em seus devaneios a nova legislação inclúi acesso as instalações da empresa estrangeira, em seu país-sede, para que inspetores chineses certifiquem-se que nenhum código-fonte está sendo malocado.
Isso mesmo. Eles querem acesso ao Sanctum Santorum da Apple e outras empresas. Todos os segredos.
Diante disso só tenho uma pergunta a fazer aos camaradas chineses: “Fritas acompanham?”
Fonte: Sankaku Complex
Problemas no Ruby on Rails: não gostamos de mulheres
No sentido de que elas não são bem-vindas a ponto de um dos evangelistas da tecnologia, Mike Gunderloy, resolveu abdicar de seu cargo.
Existem discussões em andamento na comunidade do Ruby on Rails (RoR), uma plataforma para desenvolvimento ágil na web, sobre a contribuição feminina e se elas se sentem à vontade na comunidade. A resposta não poderia ser mais século XIX: não.
É um fato conhecido a falta de envolvimento na área de exatas e computação, mas ele parece agravado nas comunidades de software livre. Numa conferência de Rails, o recorde foi de 10 mulheres entre mais de 200 homens. Mas parece que o buraco é mais embaixo e a lama foi jogada de vez no ventilador com esse post do A Fresh Cup, blog do próprio Mike, em que ele renuncia:
“But unfortunately for me, in parallel to the public discussion there
have been private ones. I can’t reveal details without breaking
confidences, but suffice it to say that a significant number of Rails
core contributors – with leadership (if that’s the right word) from DHH
- apparently feel that being unwelcoming and “edgy” is not just
acceptable, but laudable. The difference between their opinions and
mine is so severe that I cannot in good conscience remain a public
spokesman for Rails.”
Tradução Livre:
“Mas infelizmente para mim, em parelo a discussão pública, algumas foram privadas. Não posso revelar detalhes sem quebrar confidências, mas é suficiente dizer que um número significante de colaboradores do núcleo do Rails – com liderança (se essa é a palavra correta) do David Heinemeier Hansson (DHH) – aparentemente acham que não ser hospitaleiro é aceitável como também comendável. A diferença entre as opiniões deles e a minha são tão severas que eu não posso em boa consciência continuar como um representante público do Rails.”
Mulheres interessadas em contribuir com comunidades livres, um recado para vocês: existem várias outras que querem e precisam de mais colaboradoras. O pensamento misógino e imbecil de uns não deve contaminar o restante. Se eles não gostam de mulher trabalhando com computação, vinguem-se não deixando esse povo se reproduzir. A seleção natural e a evolução cuidam do resto.
Fontes: The ghetto of the mind, Rails *is* (still) a Ghetto, What works? Getting more women involved in open source
[atualização] A controvérsia começou com uma apresentação de Matt Aimonetti que usou imagens de gosto duvidoso e temática questionável, de nome “CouchDB – Perform like a pr0n star”. A apresentação pode ser vista neste link – Cardoso
Bom, Sapão: Imageshack libera cliente Twitter como OpenSource
Mais conhecido como servidor de hospedagem de 9 entre 10 imagens da Sandy Nua Pelada Sem Roupa, o Imageshack é um dos mais tradicionais serviços do gênero, e seus serviços vão muito além de hospedar fotos fake de estrelas da música cujo marido escreve no blog 6 da manhã em sua Lua-de-Mel (fato real).
A empresa disponibiliza programas para Mac e Windows, plugins para iPhoto e Picasa, extensões do Firefox e tudo mais que seja possível para facilitar a vida dos usuários.
Agora saiu um cliente Twitter para iPhone com recursos de disponibilização de imagens. E melhor, o cliente está disponível como Open Source, é o Tweetero.
Para quem está interessado em aprender desenvolvimento para iPhone/Mac em Objective C, é uma excelente ferramenta de aprendizado.
Via Business Wire
Publicitários também odeiam Linux?
A impressão que se tem, como usuário, é que algumas categorias passam ao largo do Linux, como designers de interface e especialistas em usabilidade, justamente os profissionais mais necessários para criar um ambiente atraente ao público leigo e popularizar o sistema.
Agora vejo que não são só esses, os publicitários também nem chegam perto do mundo Open Source.
De onde tirei isso? Bem, a Linux Foundation alguns meses atrás tentou contra-atacar a onda de comerciais da Apple (e depois da Microsoft) fazendo um concurso para que a “comunidade” criasse filmes promovendo o Linux.
Dá para entender, afinal a campanha da Apple foi -e é- muito bem-sucedida, vídeo após o break:
Só que o resultado não poderia ter sido mais patético. Neste post do Download Squad você pode ver os filmes finalistas. Um é um blablabla interminável, o outro é um grafismo com o velho discurso “Seja livre, use Linux”, que não diz absolutamente NADA para quem tem mais o que fazer da vida além de discutir a filosofia inerente a um eletrodoméstico, e o resto é paternalista ao extremo.
O mais votado pelo Download Squad é esse aqui:
U-AU, um sujeito fantasiado de pinguim, que coisa mais criativa.
Se esses são os finalistas, tenho medo do que foi rejeitado. Também tenho medo de uma comunidade que se diz tão criativa não conseguir produzir nada melhor que isso.
Será que os profissionais militantes do Linux são todos profissionais de segunda linha? É uma possibilidade, pois quando se vai em qualquer encontro de DESENVOLVEDORES Linux/Open Source NENHUM dos profissionais envolvidos é militante. Todos tem muito pouco tempo, estão atolados de projetos e confiam no sucesso de seus produtos baseado na qualidade, não em filosofias baratas.
Um outro sinal disso é que nenhum freetard é ligado a Novell, Red Hat, Oracle, IBM, Mozilla ou qualquer outra empresa grande relacionada ao mundo Open Source.
Isso definitivamente é uma situação desagradável, ser rejeitado pelo próprio Mercado que você tanto defende.
Se bem que, se fosse dono de agência eu não contrataria nenhum dos criadores do filme acima.

