Marinha mais próxima do sonho da Railgun própria
Uma das coisas mais legais de Transformers fora a Megan Fox é que ao contrário da maioria dos filmes de Ficção Científica no filme de Michael Bay os alienígenas não são onipotentes e invulneráveis.
Uma boa dose de munição perfurante de blindagem estraga o dia deles. De resto os filmes são inverossímeis ao extremo, mas mesmo no meio do samba do crioulo doido que MB faz, às vezes o mais absurdo é absolutamente verdadeiro.
No ápice do segundo filme da trilogia o personagem de John Turturro manda que o Capitão do USS John Stennis e da força-tarefa inteira utilize um protótipo de uma arma, uma Railgun, contra o Decepticon Boludo que estava destruindo uma pirâmide, aproveitando que o Zahi Hawass estava de férias.
O Capitão protesta, diz que é informação secreta, bla bla. No final o Decepcticon vai pra vala com um único tiro.
A única coisa realmente FC na cena é o Decepticon. A Marinha dos EUA tem um projeto de railguns, desenvolvido junto com A BAE Systems, e por algum motivo adoram postar vídeos de seus progressos.
O conceito da Railgun é super-simples: Uma série de campos magnéticos acelera um projétil metálico a uma velocidade boçal. Dotado de Toneladas de energia cinética, o projétil segue uma trajetória baseada nas Leis físicas que já eram conhecidas de Leonardo DaVinci, e atinge o alvo com um poder de destruição imenso, dispensando a necessidade de qualquer tipo de carga explosiva.
Railguns são excelentes para navios pois demandam espaço e muita, muita eletricidade. Duas coisas que navios costumam ter de sobra.
O protótipo da Marinha ainda está na fase de testar o canhão em si, não o projétil, por isso ele parece mais uma biela do que qualquer outra coisa, mas no vídeo abaixo, recém-divulgado dá para ver a velocidade e a energia do bicho.
Lembre-se, ele não tem NENHUM explosivo, o canhão é elétrico. A explosão que você vê é apenas o ar entrando em combustão por causa da velocidade da bala, digo, biela.
Faz jus ao lema do projeto, Velocitas Erradico – Velocidade Destrói.
Fonte: GL
Ecopalhaçada do dia: Carro movido a ar comprimido
A Tata Motors é uma espécie de Kia no mau sentido, made in Índia, com tudo que isso implica.
Os carros são feios, inseguros, mal-acabados e por isso mesmo incrivelmente baratos. Há Tatas por US$8 mil. São perfeitos para o mercado indiano e fazem um sucesso imenso. Só que eles querem mais, e agora resolveram faturar em cima de algumas vantagens legais:
As Leis de incentivo fiscal para veículos não poluentes e o desconhecimento geral das Leis da Física.
FINALMENTE: Roteador WIFI com tela touchscreen de toque, pra ser bem redundante
O nome do bicho é Almond, um excelente falso cognato pra almôndega mas que é puro filé.
O GRANDE problema com roteadores vagabundos (ou seja, tudo de US$1500 pra baixo) é que eles travam, dão problema, exigem resets e tudo via web. Algumas vezes o pau dá na parte WIFI (estou olhando pra você, DLINK) e o corno tem que levantar, ir até o quarto onde está o roteador, desligar a desgraça da tomada e –como nem sempre adianta só reset- espetar um notebook via Ethernet.
Isso aliás era essencial para configurar qualquer novo roteador.
Não mais! O Almond é um roteador 802.11n, de até 300Mbits de banda, com duas portas Ethernet, vem com opções de seguraça pré-configuradas, WEP, WPA e WPA2, e a cereja: Uma tela de 320×240. Não só dá para configurar o bicho sem depender de um PC, como pode-se monitorar o funcionamento apenas olhando pra ele.
Ah sim, também é danado de bonitinho!
Ele começará a ser vendido em Março e custará, na civilização o razoável valor de US$69,99.
Fonte: TF
Para evitar os erros de Avatar Pentágono quer refazer o projeto com Terminators.
o quê poderia dar errado?
A DARPA, agência de pesquisas avançadas do Departamento de Defesa dos EUA, que conseguiu acertar muito nos dando a Internet e errar muito propondo a Bomba Gay existe para pensar tecnologia às vezes décadas no futuro, mais avançadas que os aliens que não existem na Área 51.
Curiosamente às vezes essa tecnologia vem da ficção. Nos anos 30/40 observadores das forças armadas visitaram os estúdios de Flash Gordon, atrás de idéias. Nos anos 60 a Marinha dos EUA fez várias visitas oficiais aos estúdios de Star Trek, queriam estudar a estrutura da ponte de comando da USS Enterprise, para aplicar a disposição tática de estações em um novo projeto de porta-aviões.
Aliens mostrou unidades de fuzileiros com câmeras e medidores de sinais vitais, o tempo todo em contato com o comandante, que tinha uma visão estratégica da operação. Não preciso dizer que as equipes SEAL hoje usam a mesma tecnologia…
Samsung não está preocupada com a Apple no mercado de TVs. Estão certos, em um jeito Jar-Jar Binks de ser.
Se você acha que Hollywood é dureza, com uma taxa de desemprego na casa de 90%, acredite: FAZER televisão é bem mais casca. As margens de lucro são baixíssimas, a competição é acirrada e é um produto que –mesmo barato- as pessoas não compram toda hora.
A última grande tentativa de dar uma sacudida no mercado foi o 3D, mas ter que colocar óculos especiais (que custam caro, aliás) para assistir BBB ou seja lá que diabo transmitam em 3D não exatamente seduziu o grande público. Se FullHD já não faz diferença dependendo da sua distância até a TV, imagine 3D.
Os óculos foram para debaixo da cama, junto com o aparelho de ginástica, aquela escada desmontável e o corpo de uma prostituta tailandesa que você não tem a menor idéia de como foi parar ali mas como ninguém vai acreditar, melhor deixar quieto.
Tirando Onda desenhando com GPS. Nível: BOEING
Existem dois jeitos de escrever 787 e a logo corporativa da Boeing em um mapa dos EUA. Você pode usar o Paint ou pode voar por 19h em uma rota cuidadosamente planejada.
Essa foi a opção da Boeing, que precisava testar o 787 em vôos de longa duração, e convenhamos, não custa uma tiração de onda, só para manter a tradição. Que o diga o lendário Tex Johnston, piloto de testes da empresa que em 1955 durante uma apresentação para compradores do protótipo do Boeing 707 resolveu fazer um barrell roll com o avião.
É uma manobra que se faz com caças ou aviões pequenos, NÃO quadrimotores de 41 toneladas. Johnston fingiu que não sabia disso, racionalizou que era uma manobra de 1g, que não estressaria o aparelho.
Fez, causou úlceras em todos os executivos em terra e no dia seguinte foi chamado ao escritório do chefão.
“Que diabos você estava fazendo?” ao que Tex respondeu: “Vendendo aviões”. Veja:

