Xbox 360 – primeiros jogos avaliados
E o Xbox 360, o sucessor do Xbox (e quem é que inventou esse nome estúpido? Xbox2 seria melhor), que está para ser lançado este mês, já está tendo seus primeiros jogos avaliados. E a primeira leva parece ser boa, pelo que indica a IGN (o site Gamerankings, que faz uma média de todas as avaliações nos principais sites de jogos, ainda não está muito confiável para o 360 porque tem muito site ‘empolgadinho’ dando nota alta para todos os jogos).
Mas, lendo sites como a IGN, o que parece é que os jogos originais como Project Gotham Racing 3 e Condemned estão muito bem, enquanto os jogos que tinham versão para o Playstation 2 e Xbox 1 estão decepcionando porque os desenvolvedores não se esforçaram muito para melhorar os gráficos.
Eu não boto muita fé no 360 porque ele é apenas uma evolução, é como trocar de PC ou placa de vídeo para jogar jogos com gráficos melhores, etc. Em pouco tempo os computadores mais potentes ultrapassam a capacidade dele. Talvez eu não me empolgue muito com o 360 porque seus jogos me lembram muito os de PC, inclusive o forte dele é a capacidade online – você raramente vê no Xbox algo original e totalmente diferente como Katamari Damacy, Killer 7, Shadow of the Colossus (do PS2) ou Feel the Magic, Warioware e Nintendogs (do Nintendo Double Screen). E como no Japão ninguém liga para o Xbox, não temos a originalidade dos jogos japoneses (como os citados). É claro que é questão de gosto, mas eu acho os jogos americanos muito padronizados, com raras exceções, enquanto no Playstation , 1 ou 2, você pode jogar Dance Dance Revolution, Resident Evil 4, um monte de RPGs (que japonês sabe fazer muito bem), etc. A mesma coisa serviria para o Gamecube se a Nintendo não fosse tão lerda e estragasse o potencial do próprio console com seus atrasos absurdos, pelo menos o DS está indo muito bem (estou com um emprestado).
Bom, vai saber no que vai dar a próxima guerra de consoles A Sony está com um projeto extremamente ambicioso com o PS3 e a Nintendo quer mudar tudo com aquele controle maluco do Revolution.
É engraçado, antes os videogames eram todos muito parecidos, com diferenças apenas em especificações técnicas, etc, agora parece que cada um quer tomar uma direção radicalmente diferente.
Vídeo online decolando
Finalmente com a popularização do acesso via banda-larga, as companhias estão realmente investindo em distribuição de conteúdo via vídeo. O primeiro exemplo é a Apple com seu iTunes. No Brasil podemos citar a Globo com seu Globo Media Center. E mais recentemente a CNN com vídeos de seus telejornais gratuitamente. A NBC, uma das maiores redes de televisão americanas, anunciou hoje que vai liberar o seu noticiário noturno via Internet, também gratuitamente.
Creio que os próximos passos nesta área serão:
- popularização de vídeo sob demanda, como os exemplos citados acima.
- possibilidade de acompanhar eventos e programas ao vivo com boa qualidade e sem custo ao consumidor.
- integração com a televisão, afinal boa parte das pessoas gostaria de assistir programas na TV ao invés do computador.
Pequenos passos já foram dados em cada um dos tópicos acima, mas nada realmente revolucionário. Ainda falta o acesso em banda-larga ficar mais acessível no Brasil para que o pessoal comece a adotar um pouco mais este tipo de tecnologia.
Evento especial da Apple
Como havia dito, a Apple mudou seus iPods – agora eles têm um visor de 2.5 polegadas, resolução de 320×240, 262 mil cores, e tocam vídeo. São 30% mais finos que o iPod da geração anterior e estão disponíveis em capacidades de 30 e 60 GB. Curiosamente ela manteve os modelos que não tocam vídeo, mas aumentou suas capacidades para 40 e 80 GB (pelos mesmos preços dos iPod Video de 30 e 60 GB).
Não é surpresa que junto foi anunciado o iTunes 6 com suporte a vídeo e venda de videoclipes e episódios de séries como ‘Lost’ a USD 1.99 cada no iTunes Store.
A linha iMac ganhou um upgrade também – agora vêm com a webcam iSight integrada, as velocidades subiram para 1.9 e 2.1 GHz, são mais finos, ambos os modelos agora têm Superdrive, usam placa de vídeo PCI (finalmente) de 128 MB (ATI Radeon X600 Pro e X600XT, respectivamente nos modelos de 17 e 20 polegadas) e vêm com um controle remoto para tocar vídeo, áudio, etc. Achei o update do iMac bem interessante – se o preço fosse justo aqui no Brasil….
Estou baixando o Open SUSE Linux no meu iMac G3 400 para ver se me acostumo ao Linux, já que, do jeito que as coisas vão, meu próximo micro será um PC – não dá para pagar 6, 7 mil em um Mac que cuja performance se equipara a um PC de 2500 reais.

Quem vai matar quem?
A notícia de que Steve Ballmer ? presidente executivo da Microsoft ? declarou abertamente que sua intenção era matar o diretor executivo do Google, Eric Schmidt, logo em seguida destruindo a gigante das buscas americana já é bastante antiga, em termos da velocidade em que as coisas acontecem na grande rede mundial de computadores. Apesar de não ter sido proferida de forma tão educada pelo representante da empresa de Redmond, a ameaça apenas demonstra as preocupações que Bill Gates e sua turma estão tendo com o Google. Afinal de contas, a companhia, que concentrou durante bom tempo seus negócios apenas no ramo das buscas, já não é mais a mesma.
De uma hora pra outra eles passaram a oferecer serviços que vão do e-mail gratuito com capacidades astronômicas de armazenamento, passando pela aplicação de gerenciamento de fotos e chegando ao campo de mensagens instantâneas, onde, ainda em versão beta, podem vir a ameaçar seriamente não apenas o arqui-rival MSN, mas também aplicações que estavam à sombra da disputa, como o Skype, por exemplo. Esse é o novo Google, capaz, acredito eu, de dominar o mundo num piscar de olhos, se assim o deixarem fazer.
É justamente esse novo Google que não parece estar disposto a ficar apenas olhando o CEO da Microsoft fazer-lhe ameaças conforme bem entender. E é justamente este novo Google que pode estar preparando um contra-ataque ao comentário infeliz, acertando diretamente no coração da empresa que fabrica o sistema operacional mais utilizado do mundo. O alvo? Seu carro-chefe, o Microsoft Office.
Nesta terça-feira o gigante das buscas realizará uma conferência de imprensa em conjunto com a Sun Microsystems, onde pretende anunciar um projeto que tocará em colaboração com a outra empresa, afim de trazer para os usuários Google a produtividade de um dos principais concorrentes do pacote da Microsoft, o StarOffice.
Apelidado por muitos usuários mundo afora de “versão paga” do OpenOffice, projeto colaborativo de código aberto, o StarOffice é um pacote que conta, além de processador de texto e planilha eletrônica, com um módulo para geração de arquivos de apresentação, um software para desenho e também um gerenciador de banco de dados integrado. Ao que tudo indica, a resposta às ameaçadoras palavras de Steve Ballmer se traduzirão numa espécie de Google Office, reforçado pela robustez da suíte de aplicativos da Sun.
Enquanto os rumores continuam em torno do desenvolvimento de um sistema operacional da Google, com aplicações como calendário e busca de desktop, já lançados ou em fase de lançamento, o movimento de contratação por parte da empresa de Joerg Heilig, ex-diretor de engenharia de software da Sun, e um de seus mais antigos funcionários, parece mesmo indicar que a empresa está disposta a investir fundo num concorrente à altura para o Microsoft Office.
Com o crescente número de aplicações web baseadas na tecnologia AJAX que estão pipocando Internet afora, voltadas para a edição colaborativa de documentos, sendo um exemplo muito bom o Writely, não seria nada demais achar que o Google ? novamente ele ? também resolvesse apostar suas fichas numa aplicação do gênero. Afinal de contas, o GMail já é baseado em AJAX, e seu espaço virtualmente ilimitado ? pois quem usuaria tanto espaço com mensagens de e-mail comuns? ? poderia ser usado para o armazenamento de documentos de outros tipos.
Mas os olhos do Google enxergam muito mais longe. Tanto que não hesito nada em dizer que pelo menos uma parte da estratégia recente da Microsoft para entrar no mundo das aplicações Web 2.0, abrindo alguns acessos à Microsoft Network para desenvolvedores, foram claramente motivados pela periculosidade da empresa fundada por Larry Page e Sergey Brin. Um trunfo do Google não é apenas o AJAX, mas sim o fato de que o StarOffice é baseado em XML puro, podendo, por exemplo, atuar como uma camada de interligação entre aplicativos Web 2.0 e softwares tradicionais, desde que esses últimos suportem XML.
O pacote de aplicativos da Sun também usa o formato OpenDocument, que permite o salvamento e troca de documentos de texto, planilhas eletrônicas, gráficos e apresentações, e que foi desenvolvido por um consórcio internacional chamado OASIS – Organization for the Advancement of Structured Information Standards. A finalidade do OpenDocument é justamente prover uma alternativa à formatos proprietários como o DOC ou o PPT, e já foi implementado por uma série de desenvolvedores de software que agora o suportam em seus aplicativos.
Que o Google irá atacar com uma suíte de edição de documentos on-line, combinando o StarOffice e seus próprios serviços, e oferecendo a seus usuários a chance de mudarem drasticamente a forma como encaram a produção de documentos, seja em caráter pessoal ou profissional, isso já é mais do que evidente. Serve para que o mundo saiba que, se a intenção da Microsoft é esmagá-lo como a um inseto, eles não pretendem ficar olhando. Vão é alçar vôos mais altos, deixando, no bater de suas asas, uma dúvida maior: Numa guerra desse porte, quem é mais capaz de matar quem?
O Google é uma universidade
Uma das grandes sacadas da Google é contratar as pessoas certas e promover o intercâmbio de informações dentro da empresa. A Intranet dos caras foi feita para ser transparente para compartilhar detalhes dos projetos entre os empregados. É basicamente o que uma Universidade deveria ser: um ambiente aberto, com acadêmicos desenvolvendo conhecimento e discutindo novas descobertas entre a comunidade acadêmica. A Google faz exatamente isto. Com o intuito de lucrar, claro, mas o conceito é exatamente este. Acredito muito em culturas institucionais, ou o “caráter” de uma empresa. Acredito que a Google tenha empregados contratados somente para manter esta cultura de transparência, de desenvolvimento. Historicamente, uma comunidade assim já resultou em muitas descobertas. A Google está apostando suas fichas corretamente.
Aquisição do Skype pela eBay: uma nova era ?
O papo de ontem e hoje sem dúvida foi a aquisição do Skype pela eBay. Os caras pagaram 2.6 bilhoes em dinheiro, mais ações que podem totalizar 4.1 bilhões.
Li vários posts sobre o assunto, e o que o pessoal comenta não é tanto sobre o futuro da Skype, mas sim sobre uma nova era na Internet; desde que a “bolha” da Internet estourou nos anos 90, esta é a primeira aquisição de uma empresa de Internet que ainda gera pouco retorno por uma soma significativa. As ações da Google, por exemplo, fecharam a US$309, uma alta de quase 4%.
Sobre o futuro da Skype eu não sei, mas o comentário ainda é que a eBay vai capitalizar no uso do Paypal pelo pessoal do Skype. Ninguém vê nada de muito lógico nesta aquisição, mas sem dúvida há um plano por trás disto tudo.

