Inovar pra quê? SMS é a maior fonte de renda para as teles
Essa é uma daquelas certezas íntimas que a gente tem mas não quer ver comprovada, como a inexistência de Hogwarts e o fato de que a Luciana Vendramini nunca irá retornar meus emails, depois do incidente com o avestruz, mas o fato é que poucas coisas são mais conservadoras que operadoras de telefonia.
A elas não interessa inovar, novidade para operadoras são novos e fantásticos planos onde você paga mais pelos serviços de sempre. Quanto mais simples menor o custo (interno) envolvido e mais fácil de vender para parceiros.
Convenhamos, em tempos de nuvem cobrar por blocos individuais de 160 caracteres é no mínimo ridículo. Se oferecem ligações ilimitadas entre aparelhos da mesma operadora, qual a lógica de cobrar uma fração razoável de Real por uma cuspida de dados que não comporta nem um “alô” compactado?
A resposta é que as pessoas pagam, e muito, o consumidor médio não entende o absurdo das tarifas. O resultado podemos ver em uma pesquisa da firma inglesa Portio Research.
Eles apuraram que as operadoras de celular no Mundo faturaram em mensagens móveis US$179,2 bilhões em 2010, Só SMS faturou US$114,6 bilhões, é a rubrica mais rentável do portfólio de serviços, agora que o uso de voz está caindo. MMS, que ninguém usa faturou meros US$32.5 bilhões no mesmo período.
Até hoje desde sua invenção na década de 1990 o SMS acumulou receita de US$585 bilhões.
Agora… a pergunta: Estão erradas? Se você vende bolo de fubá tem uns 50 anos e tudo que consegue fabricar é comprado, qual o sentido de tirar de linha o bolo? Mesmo com o crescimento projetado de email e outros serviços, mesmo com projeções de crescimento mais lento, estima-se que até 2018 SMS renda US$1 TRILHÃO para as operadoras.
A culpa é de quem vende ou de quem usa?
Fonte: Textually
O Futuro segundo a Microsoft
Eu abomino produtos conceituais, pois em geral são projetados por gente que não tem a menor idéia do que está falando –vide os postes artificiais de purificação de ar que nada mais faziam que imitar árvores, ou mesmo boçalidades como estas bicicletas-conceito.
Uma rara exceção são os vídeos conceituais de empresas como Apple e Microsoft, que se baseiam em uma visão de futuro muito bem definida, como a Apple ou em pesquisas sólidas, como a Microsoft.
No vídeo acima vemos um desses exemplos, é uma visão de uma integração entre smartphones, nuvem, superfícies inteligentes e projetores. Note que não há em momento algum a figura do “computador”, você trabalha com telas e superfícies, a informação trafega entre elas você lida sempre com dados, não com aplicações.
Celular de 1922–não deve ter Angry Birds pra ele
O vídeo acima está rodando as Interwebs, é um dos curtas da British Pathé, parte do conglomerado Pathé que dominou o mercado de produção cinematográfica no final do Século XIX e boa parte do XX.
É o equivalente daqueles vídeos conceituais mostrando como o futuro seria. No caso extrapolaram em alguns poucos anos e previram basicamente celulares e streaming de música. SÓ ISSO.
No filme de 1922 duas moças-damas passeiam pela rua, então decidem fazer uma ligação. Puxam o rádio-telefone (seu celular, exatamente), aterram em um hidrante, ligam a antena do guarda-chuva (ENTENDEU, APPLE?) e pronto, já estão falando.
Chique é pedirem para a atendente (SIRI, alguém?) uma música, e ela tocar em um gramofone.
iPhone,Siri, iCloud, tudo ali, só removemos o elemento humano, e só levou 89 anos.
E não, o filme não é fake, por mais tentador que seja concluir isso. Há pessoas com conhecimento e imaginação para sonhar com o futuro, e algumas vezes, acertam.
Fonte: Telegraph
Adeus Google Buzz! Mais um produto que vira -1
O grande irmão Google acaba de acrescentar mais uma medalha a sua galeria de achievements. Após descontinuar o Wave, o Sidewiki e o Fast Flip, o último ex-futuro grande sucesso sendo colocado para dormir é o Google Buzz.
Porém, ao contrário dos outros, o Buzz era utilizado, ainda que não em massa como desejado pela empresa, e a sua certidão de óbito foi assinada para dar foco estratégico ao Google Plus. Pelo menos essa é a versão oficial.

A verdade é que havia muitas coisas bacanas no Google Buzz. Entre elas destacam-se a integração completa com o e-mail, o fato de dar um uso ao perfil do Google e a facilidade absurda para compartilhar conteúdo à sua rede de contatos.
Veja o que escrevemos sobre o Zunido na época do seu lançamento, em 2010:
Comparar o Buzz com o orkut é um erro. Se é para equipará-lo a algo que já existe, esse algo é o FriendFeed, rede de lifestreaming curiosamente fundada por ex-funcionários do Google que trabalharam no Gmail. A finalidade do Buzz é compartilhamento. Embutido no Gmail, ele aparece como um link extra no menu lateral, abaixo da Inbox, e integra-se totalmente com o cliente, que possibilita comentários e atualizações diretamente da caixa de entrada.
A configuração do Buzz é automática. Ela “colhe” os contatos com os quais o usuário tem mais afinidade, e cria uma lista deles. Essa, por sua vez, é configurável, e o próprio sistema se encarrega de sugerir novas amizades. A exemplo do que acontece com o FriendFeed, o Buzz também aceita “links” de outras redes sociais. No produto do Google, o leque de opções ainda é limitado: Picasa, YouTube, Flickr e Twitter. APIs de escrita/leitura estão sendo providenciadas, e em breve farão a alegria dos desenvolvedores.
É claro que há os contras. Como diria Reagan, sempre há os contras!
No caso do Buzz, o seu lançamento goela abaixo fez com que milhares de usuários se desinscrevessem da rede para diminuir a quantidade gigantesca de emails recebidos. Apesar da existência de ferramentas simples para gerenciamento de emails no Gmail, muitos usuários não estavam preparados para receber dezenas de mensagens em sequência de pessoas sem a mínima relevância para si.
Aliás, por falar em falta de relevância, quanto tempo vocês dão antes do Orkut ser +1?
Arrington deixa o TechCrunch, mas tudo continua igual
Michael Arrington, editor e fundador de um dos blogs mais bem sucedidos de todos os tempos, deixou o comando esta semana para se dedicar a um fundo de investimento de tecnologia derivado do do site. O motivo real da saída, entretanto, é outro e atende pelo singelo e familiar nome de “conflito de interesses”.

Como o editor de um site sobre lançamentos em tecnologia pode ser também o investidor dessas mesmas empresas? A equipe do site pode argumentar o que quiser, quanto quiser, inclusive com palavrões, mas nunca mataria a pulga atrás da orelha dos leitores quando vissem um post sobre uma empresa com capital do CrunchFund.
E graças a isso, nenhuma empresa séria aceitaria capital do CrunchFund. Apenas empreendedores suficientemente desesperados por dinheiro ou atenção na mídia cairiam nessa.
Por esse lado é surpreendente a ingenuidade de Arrington, de achar que poderia tocar ambos projetos paralelamente. Até poderia, se o TechCrunch não tivesse sido comprado pela AOL e coordenado por Ariana Huffington, a criadora de um site que custou pelo menos 15x mais do que o TechCrunch.
Fica a lição, não brinque com Ariana.
Paquistão quer banir criptografia da Internet. Parabéns a todos os envolvidos
O governo do Paquistão quer banir toda e qualquer transmissão de dados criptografados pela internet, inclusive VPNs. Ao contrário do que se possa pensar, a nova regra não é motivada por um saudosismo da década de 90, mas sim pelo bom e velho hábito democrático de controlar a comunicação alheia e garantir com isso um nível mínimo de entendimento nacional.
Afinal, quem em sua sã consciência seria contra o governo paquistanês?
Paquistão: único país do mundo onde apenas protestos pró-governo são permitidos
Crimes políticos à parte, a desculpa é monitorar conversas entre terroristas, mas por questões práticas a proibição da criptografia nunca deve ser implantada.
Sem ela é quase impossível usar internet banking e uma simples compra online pode virar um martírio. Isso sem falar nas facilidade de roubar dados pessoais e financeiros.
Para apresentar os efeitos nefastos de uma proibição à criptografia, convocamos algumas pessoas com conhecimento de internet amplamente superior ao dos oficiais paquistaneses. Alguns se dispuseram a prestar consultoria gratuita. Veja o que disseram:

