Análise: Placa de Vídeo Zogis GeForce 8800 GT – Parte 1/2
Placa gentimente cedida pela Luciana Ferraz, Executiva de Atendimento da Trama Comunicação.
RECURSOS
Há mais ou menos 3 semanas, estou tendo o prazer de testar uma placa de vídeo gentilmente cedida ao MeioBit para a realização de um review. Para quem não conhece o mercado, ela faz parte de uma nova geração de placas de vídeo da nVidia e é uma evolução dos modelos lançados ano passado. Os recursos oferecidos, na caixa do produto:
- DirectX 10 Shader Model 4.0: é versão mais recente, disponível apenas para usuários do Windows Vista. (Já existe uma atualização incremental, o DirectX 10.1 com Shader Model 4.1)
- OpenGL 2.0: disponível para todos os sistemas operacionais.
- High Dynamic-Range Lighting (HDR) de 128 bits: suporte aos efeitos de sombra, luz e deformação.
- Suporte a anti-aliasing 16x: tecnologia que recalcula as arestas e remove o serrilhamento.
- Compatível com PCI Express 2.0: se a placa-mãe tiver suporte, você terá mais performance.
- Quantum Effects™: jogos podem ter aceleração de efeitos físicos, como poeira, fogo, estilhaços, deformação de objetos, etc.
- Duas saídas DVI com suporte a resolução até 2560×1600: duas telas gigantes lado a lado, é mais do que o 2x o full HD.
- Compatível com SLI: para os obcecados com performance, duas ou três delas podem trabalhar em paralelo. (placa-mãe com chipset nVidia com suporte ao SLI é obrigatório)
Explicar em detalhes cada um dos recursos, foge do escopo desse review e será assunto de um outro post. Para quem não entende do assunto, a sopa de siglas acima essencialmente significa que é uma placa de vídeo de última geração. Para quem está pensando em adquirir duas delas, aviso novamente que é necessário que uma placa-mãe compatível.
A Graphics Processing Unit (GPU) é da nova geração, chamada de G92, uma evolução da anterior, G80. Ela está sendo construída com o processo de 65nm e portanto, é mais barata para fabricar e dissipa menos calor. Com isso, a nVidia conseguiu colocar no mercado uma placa mais poderosa que a sua linha GTS (ainda usando o G80) e bem mais barata. Eles aumentaram o clock da GPU e da memória, para 600 Mhz e 900 Mhz, respectivamente.
A tabela abaixo é um bom resumo dos recursos dela. A versão completa você encontra aqui.
REQUISITOS
Essa placa é poderosa e isso tem um custo: consumo de energia. Prepare-se para ter uma fonte capaz de fornecer pelo menos 26A de corrente. Não seja pão-duro e nem pense em fontes xingling de 40 reais.
- Fonte de 400W ou melhor e capaz de fornecer 26A com 12V. A maioria das fontes reais de 400W é capaz de suprir isso com margem de segurança, já que essa recomendação foi baseada num sistema com processadores Core 2 Extreme QX6700.
- Conector suplementar de 6 pinos. Essencial se você deseja possuir placas de vídeo modernas. Jogar Crysis não sai barato.
- 1 slot x16 PCI Express (2.0 também serve). Quem ainda possui placa-mãe AGP, guarde o dinheiro e faça o upgrade na placa-mãe e processador primeiro. O AGP simplesmente não é capaz de fornecer largura de banda necessária para o tráfego de dados de vídeo.
SETUP e ANÁLISE INICIAL
Na caixa, temos o básico: a placa de vídeo, manual, cd com drivers, adptador analógico e cabo de conexão para a saída S-Video. Eu gostaria de ter visto pelo menos um DVD com demos de jogos DirectX 10 para instalar e ver do que ela seria capaz. Seriam vários GB de download economizados.
A placa possui a altura padrão, mas o que surpreendeu, foi a espessura…
Ela é apenas um pouco mais espessa que um motorola V3. Isso significa que você não precisa de um gabinete enorme para instalar ela e nem irá perder um slot.
Eu tenho uma preocupação especial com o peso, por causa de fadiga de material. Ela pesa menos da metade que a Radeon 1950 XTX. O motivo principal é o uso de dissipadores de alumínio ao invés de cobre.
As 3 saídas da placa. Ela possui um único adaptor digital -> analógico, para quem ainda prefere monitores CRT.
Essa é a placa instalada numa Asus P5W Digital Deluxe. Como o chipset dela é Intel, há suporte apenas para Crossfire, da ATI. Ou seja, se eu quiser ter duas delas, precisaria trocar de placa-mãe.
Para as novas gerações de placas de vídeo, nem os modernos barramentos PCI-E conseguem fornecer toda a energia necessária para o funcionamento correto delas. Então, nunca esqueça do conector de 6 pinos auxiliar. A fonte usada nesse computador é uma Thermaltake Toughpower 600W.
Após a instalação, com temperatura ambiente média de 32 °C, a placa está constante em 61 °C. Veremos como ela se comporta em testes de estresse. O gabinete possui 2 entradas de ar com ventiladores Thermaltake de 90mm praticamente logo acima dela.
A máquina de testes é um PC Frank:
- Intel Core 2 Duo E6600
- Placa-mãe Asus P5W Deluxe com chipset Intel 975x
- 4GB de RAM Corsair XMS 800 em dual channel(detalhe: o Windows XP só reconhece até 3 GB)
- Western Digital Raptor 150 GB
- Placa antiga: Radeon 1950 XTX 512 MB com Thermaltake Tidewater Watercooler (um radiador)
Jogos sendo testados: Quake IV, Elder Scrolls IV, Crysis, The Witcher, Half-Life 2, Gears of War e Dark Messiah of Might and Magic. Desses, os que são nativamente DirectX 10 são o Crysis e o Gears of War, mas tomei a decisão de não usar o Windows Vista nos testes, para nivelar tudo, já que alguns milhares de jogadores não largam Counter-Strike Source. Ou seja, estou jogando com Windows XP e DirectX 9.0c.
Análise do notebook HP Pavillion DV6427CL
Há tempos que venho tentando colocar as mãos num notebook da HP (pelo menos, num modelo recente). Além do apelo da marca, há aquele controle remoto embutido que, se não é tão bonitinho quanto o do MacBook, fica muito bem escondido no slot ExpressCard e deve quebrar um galhão quando se precisa assistir àquele vídeo caseiro na TV da sala.
Pois consegui! Será que o tal controle (e o sistema como um todo) corresponde às expectativas? Vamos ver…
Primeiras Impressões
O que esperar de uma máquina com as seguintes características:
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Processador 1.8 GHz AMD Turion ™ 64 X2;
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2GB RAM DDR2;
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Placa de vídeo NVIDIA GeForce Go 6150;
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Display de 15,4”, 1280×800 pixels;
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HD SATA de 160GB (5400 RPM);
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DVD +-R/RW 8x;
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Modem 56kbps;
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Ethernet 10/100;
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WiFi 802.11b/g;
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Webcam 1.3 MPixels;
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Slot ExpressCard;
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Slot SDCard (lê também MMCs, Memory Sticks, Memory Sticks Pro, xD Picture Card);
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3 Conectores USB;
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2 microfones embutidos;
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1 entrada para microfone externo;
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1 saída para fondes de ouvido;
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1 saída VGA;
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1 saída para TV (S-video);
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1 porta FireWire (IEEE 1394);
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1 saída Infra-vermelho (apenas para o controle remoto, nada de IrDA);
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Windows Vista Home Premium;
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3kg, 36cm x 25cm x 3,8cm.
O gabinete é realmente muito bonito. Infelizmente, as fotos não têm boa resolução, mas os detalhes no acrílico (tanto internos quanto externos) causam uma excelente impressão. Como tudo na vida tem um preço, a tampa parece arranhar facilmente, como aconteceu com o Toshiba A205.
O teclado é macio, muito agradável ao tato. As teclas são "porosas" e dão uma excelente resposta ao clique. Particularmente, preferia que fossem da mesma cor do gabinete, o preto fica um pouco destoado, mas é só questão de gosto.
Duas coisas chamam a atenção, quando se levanta do display: os dois microfones embutidos, no topo, perto da câmera e as teclas multi-mídia, com leds azuis. Não são teclas mecânicas, mas sensores capacitivos. Sem o "clique" mecânico, o driver do teclado é o responsável pelo aviso sonoro de ativação. Visualmente, ficou muito agradável, mas o problema é fazer isso funcionar no GNU/Linux®, por exemplo.
O som vem de dois alto-falantes com a marca Altec Lansing. Não espere nada muito sofisticado, até pelo tamanho do sistema. É o suficiente para conversas no skype mas vai fazer sofrer os ouvidos dos amantes de música.
O display é muito bonito e brilhante. Tem a tecnologia anti-reflexo, que já é padrão nessa classe de micros.
A parte frontal tem a chave de controle da rede WiFi, os conectores de fones-de-ouvido, microfone, S/PDIF e o sensor do controle remoto. Para os enamorados que gostam de ver DVDs água-com-açucar juntinhos, a saída S/PDIF pode ser convertida em áudio normal, o que permite ter dois fones-de-ouvido no mesmo micro.
Na lateral direita está o conector ExpressCard, o drive de DVD RW, um conector USB e a entrada para a fonte de alimentação. Aliás, um ponto falho no excelente acabamento do sistema aparece justamente nesse conector USB: com o cabo de energia ligado, vai ser muito difícil espetar um pendrive ali.
O controle remoto pode ficar "alojado" no slot ExpressCard, bastando um aperto para que ele saia. Uma ótima solução, realmente muito bem bolada.
Na lateral esquerda ficam as saídas de vídeo e VGA, o conector de expansão da HP (Expansion Port 3), o conector Ethernet, modem, duas portas USB, uma FireWire e o leitor de cartões MMC/SD.
Testando…
Não é novidade que a tecnologia AMD está comendo poeira da Intel já faz tempo. Nada mais natural que a curiosidade sobre como esse Turion se revelaria nos testes.
Começando pelo vídeo, uma anedota interessante: o vendedor jurou de pés juntos que a memória da GeForce Go 6150 não era compartilhada. Balela… bastou uma olhada rápida nas especificações para descobrir o contrário. Inclusive, na BIOS há uma opção de se configurar a quantidade de memória a ser "roubada" do sistema.
Rodando o Aquamark 3, o resultado foi pior que o da GMA950: 7014 pontos contra 8997 do nosso último teste.
Na avaliação do Windows Vista, a nota ficou abaixo do nosso Toshiba A205: 3,0 pontos contra 3,1, justamente por causa do vídeo.
Para um sistema dedicado a aplicações "home office" está de ótimo tamanho. Jogos mais antigos (Crimson Skies, alguém?) também rodam sem grandes engasgos.
O desempenho do HD, medido pelo HDTach, não foi dos piores (considerando, sempre, que é um portátil):
Poderia ser um pouco melhor, mas entre velocidade/rapidez e o consumo da bateria, está aceitável.
Falando em bateria, esse é um ponto que merece destaque. Nesse modelo, são 12 células de íon lítio, o que fez o micro funcionar por até cinco horas usando suites de escritório e com a rede WiFi habilitada. Esse resultado foi obtido usando o Kurumin, já que o Vista é um conhecido devorador energia. Na parte de baixo do laptop, é possível ver um "calombo", pois a bateria é muito grande para ficar alinhada com o gabinete. A HP utilizou esse que poderia ser um ponto fraco como arma, fazendo que haja um bom espaço para ventilação entre a superfície e as entradas de ar.
Um ponto fraco, facilmente percebido depois de algumas horas de uso, é o calor excessivo. Deixar o laptop sobre a perna é impossível e as palmas das mãos também sofrem… todo o teclado, além do "touch pad" esquentam ao ponto de incomodar, quando o ambiente está acima dos 30 graus Celsius.
O controle remoto funcionou perfeitamente com o Media Center do Vista. O único senão fica por conta da velocidade… às vezes é preciso esperar um pouco entre cada "aperto de botão", mas nada que o uso contínuo não resolva.
Palavras Finais
Para um micro destinado a "home office" está de bom tamanho. Jogos e compilações não são muito indicadas, mas possíveis. A temperatura também é um problema: pense duas vezes antes de utilizá-lo em ambientes quentes ou sem condicionamento de ar.
A falta do Bluetooth foi sentida, também. Sem o IrDA, ele seria a única forma de trocar arquivos com celulares sem utilizar fios (essa é a idéia de um portátil, certo?). Outra coisa: o máximo de memória permitida no sistema é 2GB. É o suficiente para o Vista e as aplicações mais comuns, mas se o seu caso for específico, fique atento.
No final das contas, é um bom micro que vale os R$ 2.850,00 pagos. Se bem que, por esse preço, os DVDs de recuperação poderiam ser fornecidos. Existe a opção de gerá-los a partir das imagens previamente gravadas no HD mas, convenhamos, HP, seria um custo adicional assim tão alto?

