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Black Friday do Brasil foi cinzenta

Por: em 27/11/11 na(s) categoria(s): Análise, Meio Bit


Adotamos mais uma modinha norte-americana. Depois das festas juninasBlack Friday cinzenta em escolinhas se transformarem em eventos country e o dia das bruxas ser comemorado no dia errado – para os wiccans do hemisfério sul o samhain, como é o nome correto do dia, é comemorado no final do verão, ou dia 1 de maio –, agora aderimos ao Black Friday.

Para quem não sabe, o Black Friday é um dia de ofertas gordas nos Estados Unidos, feito após o Dia de Ação de Graças. Como não comemoramos nenhum Dia de Ação de Graças por aqui – ainda –, não deveria haver qualquer Black Friday. Mas o comércio parece ter gostado da ideia, e aproveitou para lotar nossas caixas de email com spams anunciando suas ofertas para esse dia especial.

Não sou do tipo que chama os Estados Unidos de porcos capitalistas ou imprerialistas, só acho que poderíamos manter nossas coisas aqui no Brasil como são. Não há motivo de ser uma Black Friday se não houve uma comemoração de Dia de Ação de Graças.

E para deixar tudo mais deprimente ainda, as famosas ofertas oferecidas por aqui foram, em sua maioria, minguadas e falsas. É muito fácil subir o preço de um produto, anunciá-lo por seu preço normal e oferecer como promoção imperdível de Black Friday. O que aconteceu foi que a maioria das pessoas percebeu o engodo.

Enquanto que nos Estados Unidos as coisas realmente sofrem baixas de 50% ou até 70%, aqui tivemos até a Apple BR envolvida, oferecendo descontos de R$130 em seus notebooks. Tenha dó. As outras varejistas virtuais também ofereceram preços duvidosos, incluindo ofertas que já estavam rolando e só sofreram uma mudança de nome.

A falsidade foi tão descarada que o Procon abriu uma investigação para apurar os preços inflados. Há!

Na verdade, nossa Black Friday acontece em janeiro, quando todo mundo encheu – e esvaziou – os bolsos no Natal, e quer faturar mais um pouquinho se desfazendo de seus estoques no fraco começo de ano (janeiro é um terror para muita gente, já que no Brasil o ano só começa mesmo depois do Carnaval). Aí sim temos descontos e saldões daqueles. Vale até a pena adiar a compra de um presente no Natal para comprá-lo a preços melhores em janeiro.

Querem imitar um evento norte-americano? Vão em frente, mas façam direito.

Amazon Deve Aportar no Brasil Até o Final de 2012

Por: em 26/11/11 na(s) categoria(s): Análise, Internet


A notícia esperada por muitos chegou na surdina. Há dois dias atrás, em uma vídeo-conferência na Feira do Livro de Santiago no Chile o diretor de conteúdo do Kindle Pedro Huerta disse ao povo que fica, ou que chega. De acordo com ele, em 18 meses, Argentina, Chile e Brasil terão a sua própria loja virtual da Amazon.

As informações são quase nulas, e não dá para saber se, além dos eBooks, a Amazon irá comercializar outros produtos por aqui. Todos esperam por eletrônicos, games, brinquedos e outros, mas o mais provável é que, de início, fiquemos apenas nos eBooks e livros impressos, mesmo. Não dá para saber nem se o Kindle Fire virá.

Em expansão visível, em 2011 a Amazon já abriu lojas oficiais na Espanha, Japão, Itália, França, Canadá, China, Alemanha e Reino Unido. Uma notícia recente mostrou que agora, na home da Kindle Store, há links diretos para acervos de cinco idiomas, incluindo o português. As novas versões dos softwares Kindle para eReaders e aplicativos também estão em novos idiomas. Quatro desses idiomas atendidos – francês, italiano, espanhol e alemão – já possuem lojas da Amazon.

Aqui no Brasil, francamente, essa notícia ainda não tem qualquer efeito. Para a internet e para a tecnologia, 18 meses são uma eternidade – a não ser que a Amazon esteja blefando para organizar alguma estratégia. Em 18 meses a Kobo já deve estar por aqui e vendendo eReaders e eBooks.

Outro fator bem importante são as editoras brasileiras. Ao contrário do que aconteceu com as editoras americanas, que aderiram em peso ao esquema controlador do site, as editoras brasileiras são um pouco mais marrentas, e ouvem-se rumores de que já teriam recusado diversos acordos com a Amazon. Esse problema pode ser um dos principais no que tange à chegada da empresa por aqui.

Mais um obstáculo se encontra no acervo digital que o Brasil possui. Com pouco mais de 5 mil títulos na loja da Amazon, a língua portuguesa não é das mais populares por lá. Fora os títulos de Paulo Coelho e o de algumas editoras famosas, boa parte desse pequeno catálogo é formado por obras de domínio público e de autores independentes.

Para chegar com força e vender horrores por aqui, a Amazon precisa ter obras à venda. E, para isso, o mercado editorial brasileiro tem que se mexer. Parece um círculo vicioso sem solução aparente, mas em 18 meses muita coisa pode – e deve – mudar…

Com informações do site FayerWayer e alt1040.

Windows 7 ultrapassa XP como SO para Desktops mais usado no mundo

Por: em 05/11/11 na(s) categoria(s): Análise, Meio Bit, Microsoft, Software


A notícia nem é tão nova, mas vale o registro. Em Outubro último o Windows 7 ultrapassou o Windows XP como o SO para desktops mais usado do mundo. Isso ocorreu no dia 7 (não me perguntem como eles conseguem calcular isso), 15 dias antes do aniversário de 2 anos do Seven. Considerando o tamanho do domínio do Windows XP, até que foi rápido. E com a degustação do Windows 8 já acontecendo (com excelentes impressões), pelo visto o império do mal de Bill Gates não será abalado tão cedo.

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Google Chrome e América do Sul: um caso de amor ou necessidade?

Por: em 29/08/11 na(s) categoria(s): Análise, Google, Internet, Meio Bit


Durante muitos anos o Internet Explorer dominou sozinho o mercado de browsers. Vir embarcado no Windows, que por sua vez ocupa 90% ou mais dos computadores pessoais em todo o mundo era como tirar doce de uma criança cega. Mas como qualquer mercado onde a concorrência não existe, o browser parou no tempo e a Microsoft sofreu diversas punições pelo seu monopólio. Foi aí que o FireFox mostrou suas garras.

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Xperia Arc: vale a pena?

Por: em 27/07/11 na(s) categoria(s): Análise, Celular, Meio Bit, Opinião


Então… depois de ler e reler por aí todos os dados técnicos do Sony Ericsson Xperia Arc, decidi trocar o bom e velho Motorola Milestone.

Analisando as características técnicas, a troca parecia ser um bom negócio: uma CPU Cortex A8 de 600MHz por uma já conhecida (mas ainda respeitável) Snapdragon de 1GHz. A tela, apesar de manter a mesma resolução (854 x 480 pixels), teria meia polegada a mais! Uma câmera decente, um microfone extra usado para cancelamento de ruídos e o Android 2.3 já de fábrica pareciam a cereja do bolo.

Tudo perfeito? Se não fosse o preço… R$ 1.699,00? Caro, muito caro. Mesmo assim, o design (8,7mm… 8,7mm!) e a predileção pela marca falaram mais alto.

Depois de uma semana, posso garantir que a Sony Ericsson está no caminho certo: o equipamento é bonito, elegante e bastante rápido. Mas não deixa de ter seus probleminhas.

Primeiro ponto: a câmera. A qualidade da imagem é muito boa, graças ao sensor Exmor R, de 8MP e retroiluminado. Vejam dois exemplos ao ar livre (ei, Gilson, não sou profissional, hein!).

Fazendo coro a dezenas de outras análises, também achei o botão de disparo muito próximo da borda, dificultando uma foto “firme”, sem a famigerada “tremida”. Mas tudo é questão de treino (e o reconhecimento de sorrisos ajuda bastante: já viu foto para Facebook com o sujeito sério?). A posição do sensor (e da lente), também muito próximos da borda da câmera, são outro ponto negativo.

Eu até entendo que a engenharia da Sony não devesse ter muita opção de lugar, se quisesse manter o equipamento “delgado” como é. Mas que ficou incômodo, ficou.

A gravação de vídeo, em 720p, é bem razoável para um celular e apesar da concorrência já disponibilizar 1080p, não vejo como um grande diferencial.

A tela é um caso a parte: certamente, o melhor LCD que já vi. É muito nítida e o ângulo de visualização é excelente mesmo ao ar livre, graças ao “Bravia Mobile Engine”. No entanto, por mais que tenha tentado (usando, inclusive, o widgetsoid) foi impossível ativar o “brilho automático”. Por conta disso, em ambientes fechados ou à noite, o brilho excessivo incomoda e é preciso ajustar manualmente.

Outro compromisso entre funcionalidade e design foi a localização do conector para fones de ouvido: na lateral do aparelho. Vai colocá-lo no bolso enquanto escuta suas músicas prediletas? Boa sorte.

Aliás, no quesito áudio, quando se recebe uma chamada enquanto se ouve alguma música, há um ruído durante a comutação. Pude perceber nitidamente durante três chamadas.

A carcaça do Arc é muito, muito, muito bonita. No entanto, é plástica… e muito fina. Conversando com alguns amigos, chegamos à conclusão de que seria impossível para a Sony fabricar um equipamento assim com outro material e, portanto, foi uma escolha de projeto. Mas é preciso cuidado redobrado para não deixá-lo cair e perder todo o seu investimento.

Para quem tinha um Milestone, é de se estranhar a “pegada”. A parte traseira é muito lisa e a gordura dos dedos logo se acumula. É preciso usar um paninho fino ou uma mecha de algodão diariamente.

Vale notar que, seguindo a tendência mundial, o conector mini-USB está presente e você pode utilizar outros carregadores que não os da Sony Ericsson.

A interface “Timescape”, que centraliza mensagens, Facebook, Twitter e afins é bem bacana. Nada fora do comum, mas é um visual que faz sucesso.

Algo que faz falta é um bom programa de GPS. Apesar do onipresente Google Maps, um “GPS de verdade” viria bem a calhar… e eis que, ao conectar o aparelho ao computador, via USB, o “Sony Ericsson PC Companion” é instalado automaticamente e dá a opção de se baixar o Wisepilot. Não é um programa ruim, mas o iGo é muito superior.

Depois de tudo isso, fica a pergunta: “Vale a pena?”. A resposta, como quase tudo na vida, é “depende”. Se você for fã da marca e quiser um aparelho que simbolize um certo status, mas sem abrir mão da velocidade e das funcionalidades do Gingerbread, o Arc é a escolha certa.

Mas se você é um “early adopter” e já está de olho nos novos “dual core” que estão aparecendo, então, junte mais alguns caraminguás e escolha outra marca.

No entanto, uma coisa é certa: o Arc tem ótimas qualidades e é um aparelho acima da média.

[Hands-on] Spotify, o paraíso da música na nuvem


Tudo na nuvem é a palavra de ordem na indústria. O mesmo vale para música e, nessa, são os players mais novinhos, nascidos com essa mentalidade, que roubam a cena.

Ícone do SpotifyO Spotify estreou nos Estados Unidos semana passada com estardalhaço. Antes disponível apenas em alguns países europeus, o serviço é provavelmente o ápice da integração entre música e nuvem no estado atual. É bonito, tem um acervo monstruoso (15 milhões de faixas!), multiplataforma e opção gratuita — com severas limitações, é verdade.

Como usar o Spotify no Brasil?

Você notou, no parágrafo anterior, que há restrições geográficas para a sua utilização e, para variar, o Brasil não está no seleto grupo de países suportados. Por outro lado, o Spotify só faz valer a localização do seu IP na hora do cadastro, de modo que, como ensina o Gizmodo, basta usar um proxy qualquer, como o Hide My Ass, para criar sua conta. Depois, baixe o aplicativo e seja feliz — sem gambiarras, sem transtornos.

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