Linux no iPhone
Foi anunciado que o “port” do Linux para o iPhone 2G e iTouch primeira versão já está funcionando, como mostra este vídeo.
Essa versão possui driver serial e serial USB (importante para comunicação com o aparelho e transferência de dados), framebuffer (para funcionamento do modo gráfico), não possui som, touchscreen, acelerômetro, ou seja, nada de útil. Os desenvolvedores frisam que esta é apenas uma versão inicial e só deve ser utilizada para corajosos e desenvolvedores de plantão.
Para quem se interessar o blog do desenvolvedores é http://blog.iphone-dev.org/.
Lançado Fedora 10
Quem acha que o mundo GNU/Linux® se resume a Ubuntu, está muito enganado… o Rafael Gomes nos mandou uma nota contando que o Projeto Fedora Brasil anunciou o lançamento da versão 10 do Fedora.
Novidades como o Gnome 2.24, KDE 4.1.2, uma nova ferramenta de auditoria (SecTool), RPM versão 4.6 etc… etc… etc…, além de um LiveCD instalável completamente em português e o BrOffice 3.0.
Mais informações na página do anúncio. As imagens estão disponíveis aqui. Quem usar, por favor, coloque nos comentários suas impressões.
O Tux é Jedi!
Em um vídeo que vai ser superanalisado e destrinchado atrás de significado (inexistente) pelos freetards, um pinguim é perseguido por um enxame (eu sei que é cardume mas enxame fica melhor) de Baleias Assassinas dispostas a Ballmerizar a pobre ave.
Só que não é um pinguim comum, é um pinguim Jedi, da espécie Gentoo, que depois de driblar os terríveis predadores, consegue ser mais esperto ainda e se refugiar no barco dos humanos.
Pode ser que YEAR(NOW())+1 seja o Ano do Linux, mas o ano desse pinguim foi no dia dessa filmagem.
Fonte: Fark
Desafio: fórmula para o “Ano do Linux”
Aviso: é necessário ter senso de humor para ler este artigo.
Depois de ler o post da Isis mencionado logo abaixo no da Fabiane, inventei rapidamente essa fórmula para estimar o “Ano do Linux”. Aproveito e lanço um desafio: estimar uma data ou melhorar a fórmula. Exercitar a especulometria é algo sadio e de vez em quando até relaxa.
Fórmula para o “Ano do Linux”:
ano_linux = ano_usabilidade_mac + anos_migração;
ano_linux: é o ano que o Linux será o primeiro sistema para desktop, com pelo menos 51% do mercado.
ano_usabilidade_mac: o ano que pelo menos as 5 distros mais populares atingirem o mesmo nível do Mac OS. Pode ser MacOS XX, mas não importa, tem que ser tão bom quanto ou melhor.
anos_migração: Quantos anos seriam necessários para migrar milhões de desktops e notebooks para atingir 51% do mercado.
Por exemplo, para obter a fatia que o Windows Vista tinha do mercado, em 2007, seriam necessários que 10 milhões de usuários migrassem, por ano, por pelo menos 5 anos e alguns meses. Obviamente não é factível migrar 100 milhões de computadores de um ano para o outro.
Dados de 2003:
Windows: 96.36%
Mac: 3.25%
Linux: 0.29%
Dados de 2008:
Windows: 91.02%
Mac: 7.81%
Linux: 0.74%
Cada 0,1% significa dezenas de milhares de usuários. Não é pouca coisa. Em termos de crescimento, a Apple aumentou seu mercado em 2,4 vezes e o Linux 2,5 vezes. Nada mal. A Microsoft, nos últimos 5 anos, perdeu mercado tanto nos browsers quanto nos sistemas operacionais. Confira aqui.
Eu estimo entre 2030 e 2040, se o crescimento for linear.
GUI: o calcanhar de Aquiles do Open Source
Não adianta muito querer adaptar algo que funciona bem em um ambiente para outro completamente diferente. Pode até ser que em determinadas situações a coisa funcione, mas se não for feita uma mudança estrutural radical, pode-se fazer o marketing que for: a coisa vai continuar funcionando bem somente no ambiente para o qual foi originalmente projetada.
Esse é o caso das populares distros Linux voltadas aos usuários que gostam de algo que teve suas bases construídas lá pela década de 70, e que serve justamente para mediar de forma eficiente e simples a interação destes usuários com as máquinas. Não captou? Costumam chamar isso de interface gráfica de usuário.
Não que necessariamente as distros “for human beings” exijam que certos passos para seu bom uso sejam executados via linha de comando – ok, há algumas coisas que necessariamente exigem sim, mas sempre vai ter alguém que chiando depois de um comentário desse tipo. Porém, se há um aspecto que vem sendo negligenciado no projeto destes sistemas é a interação com o usuário. Grandes empresas investem toneladas de dinheiro pesquisando para que possam criar sistemas interativos mais eficientes, então a pergunta é: por que o pessoal do código aberto, que possui reconhecida competência para criar programas ótimos do ponto de vista ferramental não se preocupa com a usabilidade?
Vejamos o exemplo da Isis. Isis estuda Ciência/Engenharia/Whatever da Computação na UFPR, é fã do OpenSUSE, e como era de se esperar, é uma power user daquelas bem longe de ser usuária final, como a reles mortal metida a nerd que escreve estas linhas. Não por isso ela deixa de compreender as dores dos usuários finais ao se deparar com uma parede coberta de hieroglifos uma situação inexperada. Isis resolveu testar o LiveCD do Fedora 9 e encontrou uma série de problemas simples, que só devem estar aí porque usabilidade deve ser algo secundário de acordo com o cronograma de alguns projetos. Uma amostra do texto que apresenta a tag “Sofrimento” em seu blog segue abaixo:
É…Linha de comando. E recomendam Fedora para iniciantes. Provavelmente o DVD de instalação não deve ter esse tipo de “problema”, mas gente…É um Live CD! Usa-se para demonstrar o sistema! Passado um pouco a decepção, notei que para adicionar um repositório tenho que instalar um rpm. Para mim é um tanto difícil entender isso, porque já me acostumei com ‘zypper ar REPO_URL’ ou adicionar somente o URL do repositório. No Fedora é necessário escrever # rpm -ihv http://rpm.livna.org/livna-release-9.rpm para adicionar o repositório Livna. Mas tudo bem, afinal, segundo alguns, são as diferenças que importam no mundo Linux…
O Gnome, por exemplo, segue mais ou menos a mesma estrutura desde… enfim. O KDE ainda andou se arriscando mais nos últimos tempos, promovendo mudanças radicais em seu esqueleto, mas estas mudanças estão mesmo seguindo uma cartilha apropriada, ou é mais um daqueles projetos elaborados à base de intuição quase que em 100% do tempo? Cadê Preece? Cadê Nielsen? Cadê Cybis?
Atenção pessoas que desenvolvem software, principalmente o pessoal do Open Source: se vocês querem atingir seu público-alvo, querem que as pessoas gostem de seu produto e, principalmente, querem que elas se sintam confortáveis navegando por sua interface, contratem gente que entenda disso. Não tentem abraçar o mundo com as mãos se vocês não dão conta. Interface bonitinha não é sinônimo de interface eficiente; de tema bonitinho, sites como o Gnome-look.org e o KDE-look.org estão cheios.
Se até o próprio Charles Darwin pediu ajuda a gente mais competente que ele para analisar as amostras das evidências que viriam a sustentar as bases da Teoria da Evolução das Espécies, porque é que vocês não podem seguir o exemplo?
Ubuntu 8.10: baixe djá!
Dica do Rafael: o Ubuntu 8.10 (Intrepid Ibex) está liberado para download, nas versões “servidor” e “desktop”. Aponte seu navegador para o endereço releases.ubuntu.com/8.10/ e seja feliz.
Entre os destaques da nova versão, estão o suporte a redes 3G, uma conta “guest” habilitada (para você que precisa compartilhar o laptop com a mãe e não quer que ela veja o histórico nada aconselhável do filhote), capacidade de acessar o conteúdo da BBC e o Gnome versão 2.24.
Estou escaldado desde a última versão… mas como não resisto à curiosidade, já estou baixando minha cópia.

