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Falta bancada para tanta gente e mais alguns problemas

Por: em 09/02/12 na(s) categoria(s): Internet, Meio Bit


Barracas de Camping

Barracas de Camping (dessas, mais de 100 estão vazias)

Um pouco antes do início da Campus Party, a organização anunciou que apareceram mais 500 vagas extras, que segundo eles fizeram um novo cálculo e descobriram que existia espaço para mais pessoas. Obviamente esse espaço deve ser em algum local de outra dimensão, já que a quantidade de gente sem espaço em bancadas é fenomenal. Melhor é ler o regulamento e conferir que:

2.4. QUOTA DE PARTICIPAÇÃO E DIREITOS DOS PARTICIPANTES. 
Existe um único tipo de quota de participação, conforme informado na ficha do usuário, que concede aos participantes o direito ao seguinte:

- Um posto na arena de computadores, onde o participante poderá instalar seu equipamento pessoal, com uma tomada de rede e uma tomada de rede elétrica, caso no momento da inscrição você tenha solicitado o serviço de “Posto com PC”.

É existe esse espaço: os sofás. Quem não conseguiu bancada teve que recorrer ao sofá, ou ficar sentando no meio dos corredores usando internet wi-fi de algumas pessoas que liberaram o acesso c/c Diego Sabino.

Outra coisa que me incomodou foi isso:

Está proibido o consumo e tráfico de bebida alcoólica, cigarros, substâncias psicotrópicas e qualquer outra substância ilegal dentro no local do evento. O não-cumprimento desta norma é considerado infração grave e pode ser punido com a expulsão do evento e a comunicação às autoridades competentes.

Não estou reclamando da proibição. Estou reclamando da burrice da organização de permitir a venda de bebida alcoólica na lanchonete da arena como foi postado pelo Thássius. E quando perguntaram sobre a possibilidade de beber, falaram que: a lanchonete até poderia vender ao campuseiro, mas ele seria multado. CADÊ LÓGICA? Também possuem uma vitrine com cigarro, mas só as caixas, vazias.

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Se o Leoni e o Leo Jaime ainda quiserem encontrar a fórmula do amor, é bom que não procurem em site de namoro

Por: em 09/02/12 na(s) categoria(s): Internet


antilife

Desde sempre –e isso não é nenhum comentário moralista- a publicidade atrelada à pornografia usa –e bem- a insegurança do público-alvo como gancho. Notem: NENHUM dos anúncios “Enlarge Your Penis” fala do que seria um tamanho ideal. TODOS assumem que o sujeito é inseguro, está insatisfeito e acha que precisa de mais.

Essa carência é real, vide os milhões de dólares que spammers ganham vendendo Viagra Genérico, ou até o hilariamente batizado “Viagra Professional”.  Eu prefiro o Viagra Ultimate, mas se for pegar uma novinha, o Home & Student tá de bom tamanho…

Investir em necessidades emocionais básicas sempre é um bom negócio, e não há negócio melhor que site de namoro. Aqui no Brasil há uma tonelada, lá fora temos OK Cupid, Match, Plenty of Fish e outros milhares. Os números são absurdos, um deles, o eHarmony anuncia que diariamente há 271 casamentos de pessoas que se conheceram no site. É uma indústria de US$2 bilhões. Dá pra brincar.

Só há um pequeno problema: Os sites não funcionam!

“bla bla mentira minha prima arrumou namorado lá bla bla”

Eu sei, eu também conheço gente que arrumou namorado nesses sites, mas também conheço gente que arrumou marido em cama de hospital, em chat de BBS e em porta de banheiro de boate.

Agora um grupo de pesquisa da Associação para Ciências psicológicas dos EUA mostrou que não há nenhum algoritmo funcional que identifique se dois perfis online são compatíveis.

Atração é algo muito mais complexo e sutil do que comparar interesses em comum. Há casais que vivem bem com pouco ou nada em comum, e gente que adora as mesmas coisas e se detesta. Estatisticamente gostar das mesmas coisas NÃO vai aumentar as chances de “rolar um clima”.

Personalidade também não conta, somos péssimos em descrever nós mesmos, pintamos sempre um quadro pra lá de positivo, sem nem mesmo entendermos que há um espectro imenso de possibilidades entre “tímido” e “extrovertido”.

El Finkel, Professor da Northwestern University e autor do relatório, foi categórico:

“Oitenta anos de estudos da ciência dos relacionamentos mostraram de forma confiável que você não pode prever se um relacionamento dará certo baseado em informações sobre pessoas que ainda não se conhecem”

Ah, mas como esses sites funcionam?

Funcionam apenas porque as pessoas acham que eles funcionam, em um caso clássico de dissonância cognitiva esquecem dos resultados falhos e só computam os acertos. Esquecem que não evoluímos diante de uma tela de computador, nossos cérebros precisam de informação sensorial muito além de palavras, que aliás são um acréscimo recente.

Você pode colocar pessoas com 100% de interesses comuns lado a lado e não rolar NADA, já se uma desconhecida passa, agita o cabelo, expõe o pescoço e expele os feromônios corretos, ferrou. Mais um idiota de 4 atrás de um rabo de saia. E a amiga nerd ali chupando dedo.

Professor Finkel conclui:

“Não há forma melhor de descobrir se você é compatível com alguém do que saindo para uma conversa,  tomando um café ou uma cerveja”

Portanto, amigolino (tm Fabi) pare de pagar mensalidade nesses sites e olhe o mundo à sua volta. Você tem muito mais chances com quem convive todo dia do que com a LouraRica234 que curte Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu, é meio bipolar, irônica e carinhosa.

Fonte: MS

Fim do mundo = Chuva na Campus Party

Por: em 07/02/12 na(s) categoria(s): Internet, Meio Bit


Momentos meio difíceis aqui na Campus Party, a chuva forte rasgou o tecido que separava a Arena da área aberta ao público e quase derrubou as placas do teto (o que certamente, causaria muitos danos físicos e materiais). O palco de Artes Digitais por um pouco não foi ao chão, graças a ajuda de diversos capuseiros (alô organização, cadê vocês) que correram para ajudar e há relatos de algumas televisões quebradas (do stand da Vivo).

A chuva também derrubou alguns stands como o da HP (que já estava caindo mesmo…) e um da lanchonete. Sem falar nas “quedas de energia” que ocorreram, nada grave, não chegou a derrubar a internet nem a luz. Mas causou um certo receio, devido aos problemas ocorridos na Campus de 2011.

Mas tenho que elogiar pela rapidez (ok, demorou um dia, mas pelo menos rolou) em colocar os ventiladores na arena. Não está tão quente quanto estava no primeiro dia, mas claro, a água ainda é imprinscidivel, apesar de que a organização também colocou alguns bebedouros na arena (quem foi o primeiro a beber, deve ter percebido uma coloração branca. Não, não era isso que você está imaginando, mas apenas cloro. Falei com uma pessoa da equipe da CParty e ele disse que a água sempre passa por tratamento, mas antes fazem um filtro para que líquido não seja “liberado”, mas por algum razão foi liberado nos primeiros momentos).

Fora isso, até agora está tudo tranquilo. A internet fica oscilando mas nada de grave. Amanhã vou fazer uma melhor cobertura :)

Resumo do 1º dia da Campus Party Brasil

Por: em 07/02/12 na(s) categoria(s): Internet, Meio Bit


Não há muito para dizer em um resumão do primeiro dia da Campus Party, talvez um monte de geeks chegando cansados de viagem, ou não. Não vim na edição de 2011 (só na de 2010), mas posso falar que já no primeiro dia estava lotado de gente, algo que não aconteceu em 2010 (só veio acontecer no segundo dia). E diferentemente das edições que ocorreram no Imigrantes, aqui está um verdadeiro inferno de calor. Talvez o clima de São Paulo não esteja ajudando, ou seja apenas a falta de planejamento…

Deu pau no upload de fotos, estamos consertando isso.

A internet sobrecarregou no primeiro dia, os 20Gbps não foram suficientes, principalmente por que tem gente baixando um monte de coisa (“ah, não era proibido”? Era proibido beber bebida alcóolica e é vendida na lanchonete, é proibido fumar e vende cigarro, é proibido usar som alto e tem um monte de gente com alto-falantes por aqui…, acreditem baixar arquivos é o menor dos problemas). Sobre a cerveja: é permitida a venda para campuseiros, mas é proibido o consumo dentro do Campus (quem fizer vai levar “multa”).

Ontem fiz uso do balcão do TecnoBlog, e apesar de não existir lugar marcado, estou “habitando” a área de social media, e também visitando outras áreas como a de Robótica.

Além dos problemas da internet, vários campuseiros estão reclamando da falta de pessoas da organização para tirar dúvidas, dos mapas que sofrem de um problema simples (e grave) de acessibilidade: a falta do “você está aqui!“…, da fila de credenciamento gigante e do sol quente (sinceramente, São Paulo está um pequeno inferno), inclusive Ítalo Henrique, que também escreve no Guiky, falou com Mario Luis Teza(Diretor Geral da Futura Networks do Brasil), para ver se conseguia pelo menos uma alteração no mapa e a resposta dele foi simplesmente: não posso fazer nada.

Apesar de todos os problemas citados, um grande benefício de estar em um evento como esse, além da troca de experiências é o networking. Encontrar pessoas que você só conhecia online, como o Thássius, Mobilon, Rafael, Lucas (e o resto da equipe TecnoBlog), Nick Ellis, Cid (do Não Salvo), pessoal do Treta, TchulimTchulim (aquela LINDA), PeaShrek e mais uma infinidade de pessoas. Menos o Cardoso que é anti-social e não sai do Rio de Janeiro <3

Sobre fotos e vídeos, postarei no restante do dia, já que vai rolar uma “pequena” cobertura do evento, por mim (HATERS GONNA HATE). Quem estiver afim de bater um papo, estou com a camisa I visited the mothership preta da Apple (sim) (ou entre em contato pelo meu Twitter).

Google faz pirraça, se recusa a obedecer Leis locais e encerra vendas de Apps Android em Taiwan

Por: em 06/02/12 na(s) categoria(s): Google, Internet


judge_dredd-640x470A Internet é chique, é Universal, é Odara, é Maravilhosa, mas ela não está acima da Lei, isso vale também para as Leis locais. Isso vale tanto para as Lojas Americanas, que foram proibidas de vender no Rio de Janeiro até melhorarem aquele lixo que chamam de logística, quanto para todo mundo que quer vender qualquer coisa em Taipei, Taiwan.

Uma legislação local de Direitos do Consumidor diz que você pode devolver qualquer compra em até 7 dias, recebendo seu dinheiro de volta. No mundo online isso não é muito comum. A Microsoft diz quaquaqua, Steve Jobs volta da cova só pra rir se alguém tentar devolver App no iTunes e o próprio Google dá apenas 15 minutos para que você se arrependa do que comprou no Market.

Mesmo assim, quando um monte de empresas receberam notificações em Junho do Ano passado, todo mundo se adaptou. Apple e Microsoft oferecem 7 dias para você devolver Apps, DLCs, etc.

Já o Google decidiu que NÃO ia mudar o Android Market. Bateu pé, foi pro pau, tomou uma multa de NT$1 milhão –algo em torno de US$34 mil- e parou de vender Apps. Simples assim. Ninguém em Taiwan compra Apps no Android Market.

O recurso do Google foi julgado, e eles perderam. Resta agora saber se vão abaixar a cabeça e alterar o campo de 15min para 7 dias, e respeitar as Leis locais ou se vão fazer pirraça e privar os usuários do conteúdo de qualidade do Android Market.

A questão toda é que empresas não são organizações revolucionárias. Leis existem para ser obedecidas, principalmente por empresas. Desobediência civil é um conceito que não se aplica a empresas, exceto nos EUA, onde corporações também são pessoas, meu amigo.

 

Fonte: TV

Microsoft decreta o (futuro) fim dos plugins. Real Networks protes-BUFERING…..

Por: em 03/02/12 na(s) categoria(s): Internet


bufferingQuando o HTML era tão limitado que a gente apelava para gambiarras como layout em tabelas os plugins surgiram para suprir a demanda por conteúdo rico, e com isso apareceram o Flash, o ActiveX, Realmedia e tantos outros, incluindo plugins 3D, plugins de jogos e até plugin do Google Earth.

Isso criou um Apartheid que só se fez sentir quando a Internet Móvel saiu da era patética do Wap. Quando os Nokias começaram a acessar de forma semi-decente websites, nada funcionava. Logo surgiram sites específicos, mas de quê adianta um site com 10% do seu conteúdo, se o consumidor quer tudo, tudo?

O GRANDE salto de “acessibilidade” online que foi o iPhone mostrou que era possível um mundo sem plugins. Quem acessa Internet via iPad ou via tablet Android (quando não está demonstrando a “maravilha” do Flash) reconhece o benefício de um acesso mais rápido, com menos coisas dando pau e menos preocupações de segurança.

Excelente,mas isso é no Mobile. E no desktop?

O uso de plugins tem diminuído bastante. Só vejo Realmedia em sites de governo, quando em nunca acho um site com Quicktime 3D e VRML continua sendo a piada de trocentos anos atrás quando me ofereceram escrever um livro sobre essa bagaça.

Agora em uma atitude ousada ou conveniente, depende do ponto de vista, a Microsoft decreta o Fim dos Plugins no Internet Explorer 10 rodando em Metro, no Windows 8.

Segundo este post no blog oficial do ie10, se o desenvolvedor quiser utilizar plugins no desktop terá que especificar no HTML, e o Metro abrirá uma janela oferecendo para mudar para o Internet Explorer 10 desktop, mais parecido com o bom e velho IE que todos conhecemos e amamos.

Isso, claro, não funcionará nos tablets Windows 8, nem no iPad, nem no Galaxy Tab, nem mesmo no Tuxphone.

A Apple não tem interesse NENHUM em enfiar plugins no iPad. No Safari desktop mais tolera do que suporta. O Google, depois do fracasso do Flash no Android também não tem interesse em poluir a experiência decente de sua navegação mobile. NENHUM serviço da empresa depende de plugins, então não há motivo para defenderem a tecnologia.

A remoção da estrutura de suporte a plugins em um futuro próximo resultará em navegadores mais rápidos e mais seguros, além de menos fragmentação de conteúdo. Que seja uma daquelas decisões de mercado que uma empresa toma e todas as outras vão atrás.