Patentes: Microsoft faz uma proposta que 50% do mercado Android não pode recusar
Em um post nos blogs da Technet dois VPs da Microsoft comunicaram que após um acordo com a Compal, um dos maiores fabricantes de celulares e tablets do mundo, a quantidade de dispositivos Android cobertos pelas licenças de patente da empresa ultrapassou 50%.
Na verdade a Microsoft ganha mais dinheiro com a venda de celulares Android do que com o Windows Phone, ao menos por enquanto.
Os comentários no post estão épicos, a Microsoft não atraía tanto ódio desde a época nos anos 30 quando sua subsidiária de Berlin lançou o MS JewFinder 1.0. O problema é que o modelo de patentes de software não tem solução. Quem abrir mão de patentes, é devorado pelo mercado.
O uso da Microsoft por incrível que pareça ainda é benigno se comparado a outros por aí, pois ela só quer dinheiro. Correndo por fora a Apple e a Samsung por exemplo estão se processando mutuamente, exigindo nada menos que a tirada do produto da concorrente do mercado. Em 2005 a Apple tentou patentear idéias da Microsoft e em 2006 tomou uma carcada de US$100 milhões da Creative, depois que kibou descaradamente a interface do Creative Zen no iPod.
Esses são casos válidos, a propriedade intelectual fruto de trabalho e pesquisa deve sim ser protegida. O problema é que a maioria das patentes hoje em dia são MUITO vagas, Não mais protegem a inovação, e sim a matam completamente.
Em um mundo ideal a Microsoft enfrentaria o Android no campo de batalha do Mercado, não nos tribunais, mas sejamos realistas, não vai acontecer. Todo mundo está se armando com patentes, não há pato novo ou mocinhos nessa brincadeira. COM SORTE atingiremos no máximo um regime de MAD – Destruição Mutuamente Assegurada, que manteve a paz durante a Guerra Fria. Se todos os lados souberem que um ataque produzirá um cataclismo que arrasará os envolvidos, ninguém atacará. Com sorte.
CLIMÃO MANEIRO: Ação da Novell contra Microsoft vai a julgamento em Utah
A Justiça, mesmo fora do Brasil assim como o Rubinho não é uma das coisas mais rápidas da Terra, e tem dificuldades em se manter em dia com as mudanças tecnológicas, seja tirando do ar blogs inocentes por causa do nome “Twitter”, seja entendendo conceitos de patentes e os acordos entre partes que não se amam.
Agora uma ação de 2004 chegou a termo. A Novell colocou a Microsoft no pau alegando atividades anti-competitivas. Segundo ela a Microsoft adiou o lançamento do Windows 95 para impedir o WordPerfect e o Quattro Pro de ganharem mercado.
Para quem nasceu depois da invenção da luz elétrica, explico: WordPerfect era um editor de textos para DOS que lançou uma versão Windows capenga, mas que teve uma boa base de usuários. Não tanto, claro, quanto o Wordstar. Houve uma época em que se você gritasse da janela “como marco bloco?” todo mundo gritaria de volta “CONTROL+KB!!!!”
A Microsoft não gostou da ação, que exige entre US$500 milhões e US$1,2 bilhões de indenização, e o advogado do cafofo do Balmer chutou o pau da barraca:
“A Lei não exige que você projete seus produtos baseado no mimimi de outras empresas. Você projeta seus próprios produtos, não há obrigação legal de fazer o que os outros querem”
Ele ainda acrescenta que a Novell é responsável pelos próprios fracassos, e que os atrasos no Windows 95 foram causados por decisões técnicas.
BELEZA, essa briga já não faria sentido em 2004. Talvez fizesse em 1996, mas em 2011, com Microsoft e Novell trocando carícias e elogios no mundo da interoperabilidade?
Claro, não é tudo preto-e-branco, empresas vivem se processando e fazendo negócios, a Samsung tenta vetar a venda de iPads na Europa ao mesmo tempo em que produz os chips que tornam esses ipads possíveis. A situação chegou a tal ponto que uma vez uma divisão da Sony processou outra, por causa de MP3 e pirataria.
A relação da Microsoft com a Novell é bem mais frágil, mas não creio que será realmente afetada. No máximo gerará um climão, o que tornará as reuniões bem mais divertidas.
Fonte: CNBC
Armário Amazon–Excelente idéia para o porteiro não saber que seu HP209-N chegou
Receber encomendas é complicado nos dias de hoje, quando muita gente mora sozinho e a figura da dona de casa está desaparecendo. Não dá mais para fazer encomendas tendo certeza de que haverá alguém em casa para receber, embora call centres de operadoras vagabundas ainda insistam na lógica “O técnico passará amanhã no horário comercial, senhorrrrrr”.
Também há a questão da privacidade. Mais de uma consumidora viu a vizinhança mudar o tratamento depois que o porteiro recebeu da transportadora uma caixa com um HP209-N, e espalhou para o resto do prédio. Usar endereço comercial também não é uma boa, a última coisa que uma funcionária quer é que o chefe saiba que ela comprou um HP209-N, mesmo que nem seja de reposição.
Por isso a Amazon aprimorou o conceito de armários de encomenda. É uma versão 2.0 da caixa-postal, pois nessas o pessoal dos Correios te conhece, e VÃO comentar entre eles do seu HP209-N.
No caso removeram o elemento humano da jogada. O funcionamento é simples: Você faz uma compra na Amazon, escolhe um armário em uma loja de conveniência próxima a sua casa. Quando a encomenda for entregue um email avisará do código de retirada. Chegando lá você (você, não eu!) digita no terminal o código, a porta se abre e pronto, o HP209-N é todo seu.
Não há funcionários manipulando seu HP209-N, não há fila ou extravios por entregadores que deixam o HP209-N na portaria do prédio errado, ou mesmo na sua soleira.
Pra quem não tem tempo, vai visitar outra cidade e quer pegar uma encomenda lá, ou mesmo pretende apenas manter seu HP209-N longe dos olhos curiosos dos vizinhos, o Armário da Amazon é uma excelente idéia, que deveria ser copiada pela concorrência, talvez até unificada.
PS: NÃO, repito, NÃO Google por HP209-N.
Fonte: Slashgear
DMR–Eulogia a um Gigante
Uma velha piada nos anos 90 dizia mais ou menos:
- Hello, World! em Visual Basic: 15MB
- Hello, World! em Delphi: 6MB
- Hello, World! em Clipper: 3MB
- Hello, World! em Pascal: 500KB
- Hello, World! em C: 1KB
- Hello, World! em Assembler*: SYSTEM HALTED
* Sim, nós falávamos ASSEMBLER, não Assembly, aprendemos a programar na marra, com manuais xerocados e fazendo engenharia reversa em listagens de revistas.Vá corrigir sua avó, empurrador de mouse!
Nessa época vivíamos o mundo ideal para os linuxeiros mais xiitas, daqueles que acham que Slackware já se vendeu aos preguiçosos da usabilidade: 100% dos micreiros eram programadores. Qualquer um com um computador em casa que só usasse programas prontos estava subutilizando sua máquina.
As várias linguagens buscavam seu espaço, passando por vários sabores de BASIC, Pascal Forth, Pascal e até a linguagem especial para crianças especiais –LOGO. Todas tinham seu mérito (menos Pascal) mas o sonho dourado de todo micreiro era aprender C. Não aquela boiolice de C++, que mané herança, Cezão, C puro.
Saber C era a diferença entre homens e meninos. Enquanto todo mundo brincava com linguagens de brinquedo ou obsoletas, a base do mundo digital moderno era construída em C, com alicerces de Adamantium, pilastras de Uru e paredes de Tritanium. Os sistemas operacionais mais modernos ainda retém código derivado dos sockets BSD, escritos nos anos 80.
A Apple, a Microsoft, o Google, o Android e o Linux só são o que são, só conseguiram chegar tão alto porque estão apoiados em ombros de gigantes, e poucos deles são maiores que Dennis Ritchie.
Por isso mesmo foi triste saber de sua morte dia 8, aos 70 anos.
Novela da Foxconn–Capítulo MCXIIV–Agora Vai
Dilma Rousseff pode ter a primazia de ser a primeira Presidenta mulher do sexo feminino do Brasil, mas seu ineditismo deixa de existir na área de promessas, por isso muita gente ficou com pé atrás quando ela anunciou entusiasmada em visita à China que a Foxconn produziria iPads no Brasil.
Para desgosto dos oposicionistas a notícia se mostrou verdadeira, mas como isso aqui é Brasil, CLARO que a implantação da linha de produção de iPhones e iPads na fábrica da Foxconn em Jundiaí não seria simples.
Entre brigas por subsídios, promessas mal-contadas por parte de todos os lados e um Ministro Mercadante borocoxö praticamente dizendo que melou tudo, quase perdemos a esperança, mas agora, segundo Informa a Reuters as negociações voltaram a andar!
O pacote continua incluindo duas fábricas novas para produção de telas touchscreen, mas por enquanto vão ficar com as peças importadas, que ganharam algumas vantagens fiscais.
Diz o Merca que ainda não há prazo final para concluir os acordos, mas o Chairman da Foxconn, Terry Goudiz que está tudo no esquema para produzirem iPads em Dzembro, já iPhones a fábrica está pronta para produção em massa, só esperando o Gou, digo, Go.
Também semana passada Dilma sancionou a Lei nº 12.507/2011, que isenta de PIS e Cofins os tablets produzidos no Brasil. Motorola, Samsung e Positivo já estão correndo atrás. A Expectativa é que com isso os tablets fiquem 30% mais baratos.
Será suficiente? Um iPad 2 3G 64GB no Submarino sai a R$2.599,00. Com o desconto camarada da camarada Dilma, sairia a R$1819,30. O Galaxy Tab 7 polegadas 16GB de miu reau sairia por R$700,00. Ainda longe DEMAIS da idéia de popularização defendida pelo Governo Federal. Um investimento em thin clients e desktops compactos seria bem mais eficiente nesse sentido.
Windows 8: Metro provavelmente não funcionará naquela porcaria que você chama de netbook
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Toda vez que a Microsoft lança um sistema operacional novo um monte de gente reclama que precisa atualizar o hardware de seus sistemas antediluvianos para que o novo sistema rode de forma decente.
No caso do Windows 8 a quantidade de otimizações feitas conseguiu o feito de não só exigir especificações iguais ao Windows 7 como produziu uma performance melhor em sistemas limitados, como eu mesmo pude comprovar.
Mesmo assim ele só rodará na maioria dos netbooks e laptops mais velhos com cara de Windows tradicional, não com o Metro.
“mimimi a Microsoft quer me forçar a comprar um computador novo, mimimi”
Exato. É isso mesmo.


