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NVIDIA começa a vender placas de vídeo


A má interpretação do título dessa nota pode criar uma interrogação na cabeça de alguns, portanto cabe explicar que, até agora, a NVIDIA apenas criava tecnologia/processadores gráficos, que então eram licenciados para parceiros como ASUS, Zogis e eVGA, que, essas sim, por sua vez criavam e vendiam as placas de vídeo como as conhecemos. Esse modelo de produção, que também é seguido na AMD/ATI, dá certo até hoje e continuará existindo no lado verde da Força. Mas não mais apenas ele.

Nos Estados Unidos, a NVIDIA passou a produzir também placas de vídeo. O anúncio oficial ainda não foi feito, mas membros do site HardOCP conseguiram comprar, na Best Buy, uma GeForce GTS450 unbranded, “pura”. Constataram o que era de se esperar: a placa vem com tudo no padrão, nada de overclocks malucos. Outros detalhes bem interessante são o fato dela ser fabricada na China, pela Foxconn, e a garantia, de generosos três anos.

GeForce "pura": lhe apetece?

Após a compra, o site entrou em contato com a NVIDIA, que num primeiro momento se esquivou de dar mais detalhes sobre o caso. Algum tempo depois, porém, avisaram que a iniciativa é conjunta entre ela e a Best Buy que visa complementar a presença da NVIDIA no mercado junto aos parceiros tradicionais, e que as placas by NVIDIA só serão vendidas nesse estabelecimento — o resto do mundo fica chupando o dedo.

Fonte: Neowin.

O amigo do inimigo do meu amigo é meu… sei lá, mas a Microsoft sabe

Por: em 05/10/10 na(s) categoria(s): Indústria, Meio Bit


Existe um mundo idealizado onde reina o maniqueísmo. Empresas e pessoas são basicamente boas ou más, o bem é absoluto e inquestionável e os fins, se nobres, justificam os meios. É um mundo onde milhões de soldados são cruelmente assassinados na Estrela da Morte, sem chance de rendição, um mundo onde os heróis Jedis tentam um golpe de Estado para depor um governo democraticamente eleito, um mundo onde o OpenOffice não aceitaria os formatos do Word NEM rodaria em Windows, para não incentivar o uso do famigerado sistema proprietário da maligna Microsoft.

Gostaria de dizer que só George Lucas e Richard Stallman vivem nesse mundo, mas um monte de jovens entusiastas eleitores do Plínio realmente acreditam que é possível classificar o mundo de forma tão monocromática.

Vejam o caso a seguir, por exemplo. A situação das patentes de software nos EUA está periclitante, é algo que afeta negativamente qualquer tipo de inovação. É usado como arma, como o caso da Microsoft processado a HTC e agora a Motorola, querendo uma fatia do mercado mobile, é usada como mecanismo de extorsão pura, como no caso das firmas como a tal Acacia, chamados mui corretamente de Patent Trolls.

A visão preto-e-branco de mundo definiria “Microsoft == malvada” e pronto. Qualquer coisa que acontecesse com ela, bem-feito, é a visão mesquinha da coisa. Continue lendo »

Kibada do Dia: Esse Firefox não está cheirando bem…

Por: em 03/10/10 na(s) categoria(s): Indústria


Não se anime, não é exatamente um produto licenciado vendido na lojinha oficial da Mozilla, é só mais uma das incontáveis kibadas chinesas, diferente pois não é uma kibada de produto, e sim de marca.

Provavelmente o Sr Wong, supervisor do pequeno Ping na FOXCON aproveitou um dos momentos em que o Grande Firewall estava desligado, viu a marca do Firefox e achou que poderia ser usada para outras linhas de produtos, daí foi só fazer o que fazem melhor: Copy/Paste.

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Release the Ballmer: Microsoft processa Motorola por causa do Android

Por: em 01/10/10 na(s) categoria(s): Celular, Indústria, Mercado


As informações são poucas mas suficientes: A Microsoft entrou com uma ação na Justiça Americana contra a Motorola, envolvendo a violação de nove patentes relacionadas a smartphones, cobrindo coisas como sincronização de email, contatos e calendários, agendamento e reuniões e notificação de aplicações quanto a mudanças de intensidade de sinal e carga de bateria.

Vamos ver o que vai dar, muito provavelmente um licenciamento padrão e alguns motorolas rodando Windows Phone. Quanto ao Dext, continua sem atualização no Brasil.

Fonte: Techflash

Corra nVidia, corra! “Tira logo esse atraso”, pois as Radeon HD 6000 vêm aí


Após quase três anos de bons serviços na fatia popular do mercado de processadores gráficos DirectX 10 para desktops, parece que a nVidia finalmente “aposentará” as GPUs derivadas do G92.

Laguna_nVidia_Logo_27set2010

Um motivo é a GeForce GTS 450, que representa o 5º lançamento desktop em GPUs DirectX 11 da camaleão verde de Santa Clara: tal processador gráfico dedicado será o principal componente de placas de vídeo na faixa dos 130 dólares, basicamente a metade do preço de uma placa de vídeo com a GeForce GTX 465 e pouco mais de um quarto do investimento para conseguir outra placa com a GeForce GTX 480.

Outro detalhe que faz tal GPU ser um lançamento digno de nota: a GeForce GTS 450 é diretamente derivada da GF106. Só que esta e a GF104 (GeForce GTX 460) têm uma coisa em comum: ambos os processadores gráficos foram redesenhados em relação ao chip Gráficos Fermi 100 original.

O plano inicial da nVidia era que o GF104 e o GF106 fossem, respectivamente, a metade e o quarto da capacidade do projeto original do Fermi. O porém foi a “incontestável liderança” das GeForce GTX 480 e 470 nos quesitos temperatura e consumo, facto que obrigou a nVidia a modificar bastante os chips sucessores, até para melhorar o desempenho ante a concorrência direta contra a AMD+ATi.

E a principal modificação foi logo no interior do módulo constituinte de tais chips, a unidade de Múltiplo Processamento em Fluxo Gráfico (SM):

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mode con cp prep=((860,,865) EGA), de novo?

Por: em 28/09/10 na(s) categoria(s): Indústria, Periféricos, Software



Você não lembra desses comandos? Não perdeu nada. Antigamente (e bota atigamente) tínhamos que definir no boot da máquina qual tabela de caracteres o computador iria utilizar. Existam umas 7437 tabelas, todas incompatíveis, isso significava que em CP (codepage) 837 o caracter era um “é”, em CP 470 era um “ž” e em CP728 colocava o NORAD em DEFCON 3.

Com o advento do Windows isso melhorou, MUITO. Posso dizer que com o Windows 98 codepage hell já era coisa do passado, exceto no serviço público, mas pelo visto como bom zumbi, essa praga se recusa a morrer. A culpa agora é dos DVRs, aqueles videocassetes 2.0 que surgiram com o TIVO, que toda quitanda nos EUA vende mas aqui no Brasil virou oligopólio das operadoras de cabo então custa uma fortuna.

A casa caiu com o lançamento da série “$#*! My Dad Says“, baseada no twitter @shitmydadsays. Isso já foi o suficiente pra um monte de gente dar piti, afinal OH! estão SUGERINDO um palavrão no nome da série, que absurdo! Só que esse nem é o maior problema da CBS, a shit acertou o ventilador neste post no fórum da série, quando alertam para o fato de um monte de DVRs não conseguir encontrar a série, pois se confundem com os caracteres usados para o eufemisto de shit, “$#*!”.

Aparentemente anos de evolução no software produziu sistemas que são uma grande merrrcadoria (se eles podem eu também posso) e só disponibilizam teclados para buscas alfanuméricas, sem possibilidade de caracteres de símbolos. A grande maioria desses sistemas é Linux, mas seria injusto culpar o pinguim por isso. Soube de fonte segura que baixando um patch do servidor pessoal do Stallman e recompilando o Kernel, o Ubuntu fica até com cedilha ;)

A culpa é da preguiça. Quanto menos variedade  a suportar, melhor pra quem tem que dar manutenção. Agora imaginem um DVR desses lidando com filmes estrangeiros. E nem falo de coisas simples como idiomas latinos e seus n com tils e interrogações invertidas, falo daquelas línguas escandinavas que parecem klingon.

Hoje vivemos a ilusão de que é possível copiar um texto de qualquer lugar para todo lugar e tudo automagicamente se resolve, mas não é assim que a banda toca. Quem teve que fazer migração de bancos de dados de fabricantes diferentes sabe o que é isso. Só digo uma palavra assustadora: COLLATION.

Manter integridade de dados é algo complicado, mas de nada adianta se a sua interface não permite ao usuário pesquisar por esses dados. Acha simples? Já vi sites que não indexavam palavras de menos de quatro letras, sendo que a minha busca tinha três letras. É preciso brigar contra essas limitações artificiais impostas pelo pessoal do marketing, pois quando a bomba estoura a culpa vai ser SEMPRE uma “limitação técnica”, mesmo que a área técnica tenha esperneado contra os atalhos, cortes e gambiarras.

Fonte: Gearlive