Você está vendo os artigos na categoria “Indústria”

Anunciado SDK oficial do Kinect para Windows

Por: em 21/02/11 na(s) categoria(s): Games, Indústria, Indústria, Microsoft


Acaba de sair no Blog Oficial da Microsoft a notícia de que a Microsoft Research vai liberar na Primavera (soa esquisito né?) um SDK oficial do Kinect, sob licença de uso não-comercial.

Como todos que usam o Google sabem, a Primavera no hemisfério norte este ano começa dia 20 de Março, e se estende por sei lá quanto tempo, não li no horóscopo, mas acredito que a Microsoft não vá enrolar muito, dado o entusiasmo com que a comunidade de desenvolvedores adotou o Kinect como brinquedo preferido e o entusiasmo como foram criados drivers para Linux e Mac.

Se conseguirem, como estão prometendo criar um SDK com pleno acesso às APIs, controle direto do sensor e da até agora subutilizada parte de áudio, a Microsoft poderá atrelar o Kinect a seu sistema operacional, com a vantagem de, quando surgirem os jogos realmente matadores, os desenvolvedores que tiverem comprado um Kinect terão mais um motivo para pegar um XBox. Não é nada não é nada, é mais uma moedinha pra vaquinha do Minoxidil do Ballmer.

Quais jogos matadores? Sei lá, não sou designer de games, mas imagino que os bons devem estar até o pescoço atolados em idéias.

Que tal por exemplo, e é algo que poderia ser feito HOJE, com os SDKs não-oficiais, um jogo baseado nesta apresentação? Em termos de processamento são imagens 2D monocromáticas, o XBox rodaria isso com 5% de CPU.

Divulgado preço do Motorola Xoom – iPad Killer. Não, não vai dinha não.


motorola-xoom-android-tabletToda semana surge um iPad killer, assim como iPhone killer, sendo que a única coisa que afeta os produtos da Apple é o preço. Se o Android só viesse na mesma faixa de preço do iPhone estaria dando traço no IBOPE.

Só que essa realidade de vez em quando escapa, e as empresas acham que podem lançar equipamentos tão ou mais caros e esperar que os consumidores prefiram seus produtos novos e desconhecidos a um da Apple.

Em alguns casos a empresa toma tanto Daime que acredita nos próprios panfletos do marketing, saem cantando “We Are The Champions”, como a HP em seu mundo paralelo onde o WebOS é relevante, ou a Intel, que não só acha que o MeeGo já foi relevante como finge que a decisão da Nokia pelo Windows Phone não é relevante, tudo isso em um lacônico comunicado de três parágrafos.

O Top 1 da semana entretanto vai para a Motorola. A Visão da empresa cada vez mais é:

“Fazemos uma parceria com nossos consumidores. Nós levamos a Moto, eles levam o resto”

O Motorola Xoom sem sombra de dúvida é um produto tecnicamente excelente. Só que “roda Flash” NÃO é ponto de venda, o consumidor não sabe o que é Flash, sabe o que é YouTube, coisa que o iPad roda. O grande diferencial para a entrada do Xoom no mercado seria o preço. O modelo de 32GB estava sendo previsto por uns US$700,00. Mais caro que o iPad equivalente, US$600,00 mas talvez, talvez até valesse a pena o investimento.

Bzzz, errado.

Vejam, direto da pré-venda no site da Best Buy:

moto-rola-xoom

Isso mesmo, MIL E DUZENTOS PAU, meu. MIL E DUZENTOS PAU. 32GB.

O iPad 64GB 3G na Apple sai a US$828,00.

Quer a cereja do bolo?

Para acessar WIFI no Xoom você precisa pagar por pelo menos um mês de plano de dados… 3G.

Não, não sei o que tem a ver com as calças.

Meus parabéns, Motorola, continue assim. A Apple e seus acionistas agradecem.

E eu agradeço ao Roniuj pela dica via Twitter.

[ATUALIZAÇÂO]

Alguns blogs estão recebendo informes de leitores que o preço seria somente um valor arbitrário, colocado para testar o site antes da venda terça-feira. É uma prática comum, mas ou se utiliza um valor zerado ou algo absurdo. Não que 1200 contos não seja absurdo, mas 9999 faria mais sentido.

Caso a previsão de US$800,00 pelo Xoom, quase o mesmo preço do iPad mais caro, com o dobro da memória os US$1200,00 do ‘erro’  da BestBuy serão o pior caso documentado da estratégia do bode na sala.

Eu amo a Microsoft


É impossível ser indiferente à Microsoft. É uma das (senão a) mais importantes empresas do segmento, praticamente moldou o mercado e seu faturamento é maior que o PIB de muitos países. Você pode até não gostar da empresa, mas há que reconhecer sua influência.

bill_gates_MSDOSO motivo para que eu goste da MS é simples: ela sempre consegue façanhas incríveis, olhando um futuro que poucos conseguer ver. Vamos relembrar: início da década de 1980, a IBM era a maior empresa de computadores do mundo. Vendo um mercado se abrir à sua frente, o de pequenos computadores pessoais, ela decidiu revisar um velho caixa eletrônico, cortar algumas coisas e ver no que dava. Software? Muito caro desenvolver… melhor seria comprar de alguém que entendesse do assunto.

Naquele momento, a IBM vendeu sua alma. E, como dizem, o diabo não é mau. É apenas atencioso.

A líder de mercado no segmento de Sistemas Operacionais, era a Digital Research, com seu CP/M. Simples, ágil, dominante. Por que não usá-lo, afinal? Dizem as más línguas que Gary Kildall perdeu a reunião com os executivos da Big Blue, porque estava preocupado demais com sua atividade preferida: voar. Talvez a verdade seja que a Digital Research quisesse quase US$ 500,00 por cada cópia do sistema operacional, enquanto a versão similar da MS sairia por volta dos US$ 40,00.

Ao abrir mão do software que comandaria as funções do PC, a IBM entregou de bandeja a maior parte dos lucros vindouros. E a Microsoft venceu seu primeiro Golias.

Para fixar: a maior empresa de computadores de então desistiu do sistema operacional líder de mercado para usar outro, completamente desconhecido, fornecido pela Microsoft.

Avanço rápido até a década de 2012. Nada de carros futuristas, Bill Gates já não produz mais monitores de tráfego. A Nokia é a maior empresa produtora de telefones celulares do mundo: vende mais que suas três principais concorrentes JUNTAS. Ano passado, foram mais de 460 milhões de aparelhos.

No entanto, assistindo seu domínio ser corroído pela concorrência e tendo três alternativas difíceis, ela escolhe a (IMHO) pior delas: usar o Windows Phone 7, sistema que tem menos de 2% do mercado, mesmo com o nome “Microsoft” por trás (eu sei que é um sistema recente, mas isso já é outra discussão). O Symbian, apesar de “atualizado” para a versão ^3, já era carta fora do baralho há tempos. O Meego, uma promessa distante. Então, por que o WP7 é a pior, Flipper? Já, já, a resposta.

Façamos, antes, um paralelo: a maior empresa do segmento desistiu do sistema operacional líder de mercado para usar outro, “que dá traço no Ibope”, fornecido pela Microsoft… depois de investir rios de dinheiro no desenvolvimento e/ou compra do que seriam suas tecnologias do futuro: Meebo e Qt. Outro Golias subjugado pela Microsoft. O fato do atual CEO da Nokia ter vindo das entranhas de Redmond é, no mínimo, digno de nota.

Mas se o Symbian já era e o Meego está longe, então, por que acusar o WP7 de “pior escolha”? Porque a Nokia abriu mão do controle do seu destino. Ela vendeu a alma.

E não adianta tentarem me convencer de que a MS “tem um extenso contrato de colaboração” com a Nokia e que vai permitir que ela faça “profundas e exclusivas customizações”… a IBM acreditou nesse papo quando desenvolveu o OS/2 e vejam no que deu.

O mais curioso é que a Nokia tenha desistido da tecnologia que permitiria que seus celulares fossem praticamente independentes do sistema operacional: a Qt, comprada da Trolltech. Os desenvolvedores poderiam simplesmente recompilar seus programas, sem modificar nada no código-fonte, caso a empresa decidisse usar o… digamos… GNU/Hurd®, num futuro muito, muito distante…

De toda essa história, o que vejo é que a MS se deu bem. De novo. É ou não para se gostar desses caras?

Nokia: É do careca que ela gosta mais


galvao-buenoEU SABIA!

A Nokia emitiu comunicado conjunto com a Microsoft, confirmando uma aliança de longo prazo entre as duas empresas, conforme previ nos textos anteriores que estou alterando para indicarem que era minha certeza desde sempre.

O conceito geral proposta é criar o Terceiro Ecossistema.

Isso, óbvio, sempre foi o objetivo da Microsoft, mas não adianta ter um excelente produto se a concorrência também tem excelentes produtos. O Windows Phone 7 no mercado telefonia hoje é como o cara casado com a Scarlett Johanson que recebesse proposta de swing de um sujeito casado com a Megan Fox e outro com a Mila Kunis. Tentador, mas não o suficiente pra arriscar o certo pelo duvidoso.

A Nokia entrando na jogada transforma a metáfora anterior em uma proposta de swing vinda de um sujeito de 90 anos, que dorme cedo, casado com a Megan Fox E a Mila Kunis. Já é caso a se pensar.

A aliança, detalhada em uma carta aberta assinada por Stephen Elop (CEO da Nokia) e Steve Ballmer (Steve Ballmer) dá uma visão do que vem por aí. Vejamos os pontos, devidamente comentados:

Nokia Adotará Windows Phone como sua principal estratégia mobile, inovando em cima da plataforma em áreas como imagem

Era a opção mais ousada entre as duas alternativas. O Android está estabelecido demais para a Nokia fazer diferença. Seria mais uma pulando no Salva-Vidas do Google, que é a ÚNICA alternativa madura. Teriam que disputar mercado com a Apple E com todos os Androids já estabelecidos. A escolha da Microsoft só foi possível pelo lastro que a Nokia tem. Podem sangrar dinheiro por um bom tempo consolidando a plataforma. A Microsoft por sua vez já tinha essa estratégia, que sempre funcionou.

Com a entrada da Nokia o tempo de sangria cai pelo menos à metade.

Nokia ajudará a definir o futuro do Windows Phone, colaborará com sua expertise em hardware, suporte a idiomas e e ajudará a levar esses produtos para uma maior faixa de preços, segmentos de mercado e geografias.

O know-how dela em África e Pacífico é respeitável. Europa idem. Customizar um celular é muito mais que traduzir menus. Na Coréia por exemplo celulares com grifes famosas são desejo de consumo, nos EUA só a Paris Hilton usa, e por causa do vibracall.

O hardware da Nokia salvo exceções sempre foi confiável, sempre foi pé-de-boi. Mais Nokias atropelados voltaram à vida que qualquer outro aparelho.[citation needed, mas f@$&-se]

Nokia e Microsoft colaborarão no desenvolvimento, iniciativas de marketing conjuntas e em um roadpmap de desenvolvimento compartilhado para alinhar a futura evolução de produtos mobile

A Nokia ainda é o gorila de 800Kg. Não é nem será tratada como um simples OEM fabricante de hardware genérico, e um roadmap de desenvolvimento compartilhado para alinhar a evolução futura dos produtos mobile dá a ela a sensação (talvez real) de que detém parte do controle sobre a plataforma, o que sempre foi ponto de honra, vide a aquisição do Symbian.

Sabendo os caminhos do sistema também tranquiliza na hora de projetar uma linha de smartphones, não corre risco de encarecer o hardware com recursos inúteis, como foi por muito tempo o acelerômetro do N95.

Bing e Microsoft adCenter serão integrados aos serviços e produtos da Nokia

Faz todo sentido. Monetização via publicidade está deixando a Apple feliz e é a ÚNICA fonte de renda do Google (sim, freetards, o Google faz o Android pra ganhar dinheiro, não é caridade). Só a idéia daquela penteadeira de dama que troca favores por dinheiro que é a web da Nokia ser integrada por um sistema de buscas decente já vale a Aliança.

Nokia Maps será parte do núcleo do serviço de mapas do Bing

YEASSSSSSSSSSSSSSHHHHH!  A única coisa que sinto saudades do N97 é do Nokia Maps. O Bing e o Google nem chegam perto na parte de navegação real. Isso vai beneficiar não só a dupla mas as outras plataformas também.

Nokia integrará seu sistema de billing aos serviços do Windows Phone

Tradução: A Nokia tem acordos com zilhões de operadoras para venda de serviços, tanto via créditos como por cobrança em conta. Pense em todo o público que não tem cartão de crédito, ou países onde as tarifas não são atraentes. A capilarização gerada por isso será algo inédito.

Ferramentas de desenvolvimento da Microsoft serão usadas para criar aplicações que rodarão nos Nokia Windows Phones.

Desenvolver pra Nokia com o Visual Studio. Sim, amigo programador. Os dias daquele INFERNO que era programar por PNC-C (não pergunte) do Symbian acabaram. Nada mais de lidar com stacks aleatórios malditos, de debugar programas usando um frango sacrificado a Satã. Para dar uma idéia ao pessoal das antigas, programar pra Symbian era 4.5 vezes pior que programar pra Palm.

As lojas de conteúdo e aplicações da Nokia serão integradas ao Microsoft Marketplace para “uma experiência de uso mais “compelling”. Segundo o dicionário seria “convincente”. Acho o termo perfeito, já que a loja de aplicativos da Nokia foi carinhosamente chamada por mim de Epic Fail Store, em seu lançamento.

Fora TODOS os defeitos ela ainda por cima parece “apertada” mesmo na tela do N97. Nivelam por baixo e pensam com mentalidade de Nokia 1100, o que é péssimo para os aparelhos decentes. O Marketplace, com sua experiência de uso decente e sem as OITO confirmações para atualizar uma aplicação que o Symbian exige fará toda a diferença.

A carta termina, ao contrário do memorando “HALP!” de Stephen Elop, de forma eloquente:

“Há outros ecossistemas mobile. Nós os perturbaremos

Haverá desafios. Nós os superaremos.

Sucesso exige velocidade. Nós seremos ligeiros.

Juntos, vemos a oportunidade, e temos o desejo, os recursos e a determinação de triunfar”

É assim que se faz. Esse tal de Ballmer vai longe!

Nokia sem rumo cancela N9 – Sério, pra dar jeito só chamando o Lobo

Por: em 10/02/11 na(s) categoria(s): Artigo, Celular, Indústria, Mercado


pulp_fiction

Houve uma época em que a Microsoft não acreditava na Internet. Era sentimento geral na empresa que seria uma moda passageira, como calças boca de sino e heterossexualismo. Um belo dia a Realidade, que não dá bola nem pra quem xinga muito no Twitter mostrou que muito menos daria atenção à Microsoft.

Para não virar uma nota de rodapé na História Bill Gates redigiu o histórico memorando da Grande Onda da Internet, em 26 de Maio de 1995, onde reconhecia a importância da Rede e delineava uma mudança radical no modo de pensar da empresa. Em 3 meses estavam lançando a primeira versão do MSN, portal de serviços ainda DialUp direto competidor da AOL.

O memorando veio na hora certa. A Microsoft provavelmente não existiria por mais que dois anos, se não mudasse seu foco totalmente. Mesmo assim o texto não era em tom de desespero. Era uma doença grave diagnosticada pelo maior especialista do mundo na área. Como ser ameaçado pelos alunos do Kobra Kai com Chuck Norris ao seu lado.

Agora tivemos outro memorando. Desta vez de Stephen Elop, Ex-Microsoft e CEO da Nokia. Ele compara a situação da empresa a um homem em uma plataforma em chamas que tem que escolher entre ficar e morrer ou pular na água gelada e arriscar. Sim, o termo “plataforma” foi intencional da parte dele, acredite.

Ele não coloca o dedo na ferida. Coloca o Kid Bengala, começando pelos pés. Fala com todas as letras: “A Apple lançou o iPhone em 2007 e até hoje não temos nada que se aproxime em experiência de uso”.

Continue lendo »

É nóis! É nóis!

Por: em 08/02/11 na(s) categoria(s): Celular, Indústria, Mercado


Para quem acompanha a indústria de TI há algum tempo (e nem precisa ser assim há tanto tempo), sabe que o instinto de emulação (nada a ver com o Dori, pessoal) é tão forte nos ceresumanos e trolls em geral que, misturado a uma projeção própria do ego nerdiano desemboca em conflitos homéricos: Brasnet versus Brasirc, Spectrum x TRS-80 x Apple][ x MSX x Amiga X Macintosh x PCs, Navigator x IE x Fx x Chrome, Altavista x Google, iOS x Android e assim indefinidamente.

Crichton_Twiki

É curioso o comportamento do pessoal que torce até às lágrimas por algo que, além de intangível, não lhe traz nem um centavo, nem qualquer outro tipo de lucro (mais ou menos como ser vascaino). A pessoa chega a perder a objetividade.

É por achar toda essa roda viva um absurdo que não vou escrever aqui, em caixa alta, que… É NÓIS! ANDROID ULTRAPASSA iOS NOS EUA! PERDEU, PRAIBOIZADA!

Em uma pesquisa da comScore, realizada no último trimestre entre os estadunidenses, adivinhem qual sistema operacional para celulares foi o mais vendido? O seu, o meu, o NOSSO Android! Apesar dos Blackberry ainda terem 31,6% do mercado (queda de 5,7% em relação ao trimestre anterior), o Android subiu 7,3% e ultrapassou o iOs, chegando aos 28,7%, contra 25,0%.

Pronto, já posso dormir feliz hoje.

Brincadeiras à parte, é curioso que entre os mais de 63 milhões de consumidores que compraram smartphones, 68% deles usaram o serviço de envio de texto (SMS) e apenas 34,4% tenham baixado algum aplicativo. Talvez seja a hora de torcer pelos “dumbphones”…