Denúncia: Take-Two está praticando bullying com a THQ!

Semana passada Strauss Zelnick, CEO da Take-Two participou de uma palestra no MIT e para ressaltar a qualidade dos jogos produzidos por sua empresa, usou a THQ como exemplo e não teve o menor pudor de atacar diretamente a desenvolvedora.
“A estratégia da THQ estava primeiramente em licenciar propriedades. Licenciar coisas de outras pessoas, seja o UFC, a WWE ou filmes e criar jogos em torno disso. A nossa abordagem, desde que assumimos a companhia, é de criar propriedades intelectuais 100% nossas.
A diferença mais importante é a qualidade. A Take-Two possui possui o mais alto índice de qualidade entre as editoras third-party, de acordo com o Metacritic e a maioria das pessoas na indústria. A Qualidade é realmente importante. A THQ possui alguns bons jogos, mas o nível de qualidade deles não são nem remotamente… a qualidade não tem subido.”
Por fim, Zelnick fez uma dura previsão, dizendo que em aproximadamente seis meses a THQ não existirá mais, o que é claro, gerou revolta na outra empresa, que através de Angela Emery, vice-presidente de comunicações, afirmou que a percepção do executivo está ultrapassada e é inapropriada, além de ser irresponsável e falsa. Ela ainda sugeriu que talvez fosse melhor ele fazer comentários sobre o seu próprio negócio, algo que concordo plenamente.
Logo depois o falastrão pediu desculpas e disse estar arrependido, mas isso me lembra aquela história de quando o valentão da escola ficava ameaçando um moleque mais fraco e todos ficavam em volta botando lenha na fogueira, só para ver alguém apanhar. O tempo dirá quem está correto nesse episódio, mas o fato é que a THQ não anda muito bem há tempos e o comentário do Sr. Zelnick não deixa de ter razão. Mas talvez este seja apenas eu querendo ver uma briguinha.
[via GameInformer]
China, o lugar onde a indústria de games pode ganhar muito dinheiro

Não deve ser fácil viver num país como a China, onde a desigualdade social domina e os cofres públicos seguem enchendo, onde a pirataria atinge diversas indústria, mas que mesmo assim diversas empresas de games estão dispostas a investir de olho num mercado com enorme potencial.
Mas tamanho interesse no gigante asiático é justificado, como mostrou o resultado de uma pesquisa realizada pela Niko Partners com 500 pessoas, que constatou que 64% dos jogadores de lá gastam dinheiro com jogos eletrônicos e o pequeno detalhe é que a estimativa é que hajam mais de 180 milhões de gamers na China.
Eles também descobriram que os jogos casuais se tornaram um fenômeno no país, tendo conquistado muitas pessoas na faixa dos 40 anos e que já representam 10% do total. Além disso, os chamados jogadores hardcore, ou seja, que jogam por mais de 22 horas por semana, estão em menor quantidade, já que muitos passaram a dedicar-se a curtas seções em títulos menores.
A princípio podemos pensar que tais números não nos afetariam, mas eles podem servir como indício de que cada vez mais as produtoras voltarão sua atenção para a China e seria até mesmo natural que uma ou outra empresa realocassem algumas de suas equipes para desenvolverem jogos casuais para navegadores ou smarthphones visando aquele mercado, aí sim deixando órfãos muitos jogadores hardcore desse lado do planeta e caso você não acredite que isso possa acontecer, lembre-se da Disney.
[via GamesIndustry]
Kickstarter da Double Fine foi mais importante do que imaginávamos

Eu já declarei aqui o quanto espero que dê frutos a iniciativa da Double Fine de utilizar o Kickstarter para financiar seu próximo jogo, mas o site de vaquinha virtual publicou um texto que merece nossa atenção, onde eles revelam que o impacto causado pela desenvolvedora de Tim Schafer vai muito além do projeto do próprio estúdio.
De acordo com um levantamento feito pelo Kickstarter, o projeto da Double Fine é o maior que já passou por lá, tendo arrecado mais de três milhões de dólares e contado com mais de 87 mil colaboradores, sendo que desses, 71% nunca haviam contribuído com outro projeto.
O que não sabíamos no entanto é que 22% dessas pessoas acabaram ajudando mais de 1200 outros projetos, colaborando com US$ 875 mil, sendo que US$ 250 mil foram para projetos que não relacionados a games. Os números também são bem impressionantes quando se trata da quantidade de contribuição, que era de 629 por semana e depois da tentativa da Double Fine, subiram para quase 8 mil.
Para mostrar ainda o quão importante a iniciativa da desenvolvedora tem sido para os outros, o Kickstarter ainda revelou que antes deles se arriscarem, US$ 1.776.372 foram investidos na criação de jogos, com este valor tendo subido para US$ 2.890.704 depois, sem contar o jogo de Tim Schafer, é claro e antes apenas um game havia passado a casa de US$ 100 mil, sendo que agora já são nove.
Portanto, acho que não há mais dúvidas se o projeto da Double Fine poderia ajudar outras equipes, o que precisaremos esperar para descobrir é se estamos presenciando uma moda ou o surgimento de uma nova tendência que mudará a indústria.
[via VG247]
Sega encolherá e deverá cancelar produções

O pessoal que teve um Master System ou Mega Drive provavelmente ficou muito triste ao saber que a Sega pararia de fabricar consoles. Pode-se dizer que morria ali uma das maiores empresas do ramo e embora seu nome ainda esteja presente em vários lançamentos (uns muito bons, outros nem tanto), a ausência da companhia nos hardware certamente faz falta.
Para muitos aquela foi a decisão acertada, até porque pior do que estava não poderia ficar, mas usando como justificativa as dificuldades econômicas vivida pelos Estados Unidos e Europa, a Sega revelou que deverá sofrer uma perda de 7,1 bilhão de Ienes em relação ao ano passado, algo próximo de 86 milhões de dólares e que a obrigará a cancelar o desenvolvimento de alguns jogos e diminuir de tamanho.
Infelizmente os títulos que deixarão de ser produzidos não foram revelados, mas o certo é que games mais populares como os do Sonic e as séries Total War e Football Manager não serão atingidos. Mesmo assim podemos esperar uma mudança da companhia em direção à distribuição digital, assim como algumas demissões.
Vale lembrar que a Sega na verdade se tornou uma subsidiária da Sammy, empresa que tira grande parte da sua renda das máquinas de pachinko e tomara que este não seja a revelação do início do (segundo) fim. Seja como for, talvez não tenha existido hora melhor para aqueles que esperavam por um novo Shenmue enterrar todas as suas esperanças.
[via The Verge]
Fabricantes podem não estar interessadas em acabar com os usados

Você provavelmente já está sabendo dos rumores dizendo que os sucessores do Xbox 360 e do Playstation 3 trarão um sistema para tentar diminuir ou mesmo acabar com o comércio de jogos usados, mas o analista de mercado Michael Pachter deu um interessante ponto de vista mostrando porque as fabricantes não gostariam de fazer isso.
“Não é do interesse da Sony ou Microsoft bloquear os jogos usados. Isso beneficiaria levemente a Activision e a EA, e atingiria o negócio da GameStop. Se a Sony fizer isso unilateralmente, imagino que a GameStop se recusaria a vender o console e as vendas do PS4 seriam prejudicadas.”
Porém, talvez mais importante seja a especulação de que se uma das duas empresas decidir impedir que jogos usados rodem em outros aparelhos, a outra poderia liberá-los, conseguindo assim uma considerável vantagem de mercado, então, segundo ele, nenhuma das três fabricantes “serão estúpidas o suficiente para fazer isso sozinhas.”
Pachter não costuma ter um grande prestígio com os jogadores e suas previsões normalmente acabam virando motivo de piadas, mas dessa vez acho que muita gente lhe dará ouvido e caso ele não acerte, com o Durango e o Orbis impedindo mesmo a reprodução de usados, o mais provável é que aconteça o que Lewis Ward, gerente de pesquisa do IDC, acredita, uma revolta por parte dos consumidores e que eventualmente resultará na criação de hacks que permitirão a prática.
Isso no entanto me fez pensar se o fim do comércio de usados pode ser mesmo tão ruim, já que ao comprarmos jogos pelo Steam, por exemplo, não podemos revendê-los depois e poucos reclamam disso. Será que a explicação estaria no preço mais baixo praticado nas promoções ou numa cultura diferente dos jogadores de PC?
[via GamesIndustry]
Podemos estar perto de ver um jogo gratuito no nível do Skyrim

Apesar de ainda haver um certo preconceito com os jogos gratuitos, com muitas pessoas presumindo que um título não terá qualidade simplesmente por ter adotado o modelo Free-to-Play, eles estão ganhando muito espaço ultimamente e de acordo com Ben Cousins, responsável pelo estúdio sueco Ngmoco, não demorará muito até vermos o lançamento de algo no mesmo nível de um The Elder Scrolls V: Skyrim.
O executivo falou sobre o futuro dos jogos gratuitos durante o Free-2-Play Summit, onde ele dividiu o modelo em três etapas, sendo a 1.0 referente ao final da década de 90 quando os sul-coreanos investiam seu dinheiro em itens cosméticos e de personalização, com o gasto em média ficando na casa dos US$ 5.
Já na era 2.0, a que vivemos atualmente, os jogadores pagam para fugir de situações que os aborrecem, como podermos acelerar a construção de um prédio no CityVille. O maior exemplo talvez seja mesmo as criações da Zynga e o gastos dos jogadores atualmente é de algo em torno de US$ 20.
Por fim, Cousins acredita que estamos nos encaminhando para a fase 3.0, onde não haverá limite para o quanto gastaremos com os jogos gratuitos e acabará a limitação do modelo a apenas alguns gêneros, permitindo por exemplo a exploração de títulos voltados para as campanhas singleplayer.
“Estou 100% confiante – apostaria muito dinheiro nisso – que teremos, nos próximos anos, um jogo Free-to-Play equivalente ao Skyrim. Um jogo como o Skyrim, onde você acumulará habilidades e equipamentos com o tempo, que jogará por centenas de horas. É na verdade um dos jogos mais fáceis para serem desenvolvido usando o modelo Free-to-Play e que seria um enorme sucesso.”
Que algo assim faria um enorme sucesso eu não tenho muita dúvida e como Ben Cousins acredita que quando essa época chegar o gasto médio dos jogadores será de US$ 60, o retorno poderia ser mesmo bastante alto para a desenvolvedora. A questão é saber quem será a primeira a arriscar, mas depois que isso acontecer – e necessariamente mostrar-se viável – é provável que a indústria seja modificada para sempre.
[via GamesIndustry]

