Caneta-McGyver
Quando era criança ganhei –não lembro de quem- uma caneta com um estilete. Era meu maior segredo. Só os amigos mais próximos no colégio sabiam de sua existência. O negócio era afiado pra caramba, super-pontudo e hoje vejo que era mal-intencionado, mas eu tinha noção da encrenca e nunca o desembainhei em combate.
Sempre fui fascinado por canetas multi-uso. Antes do Palm e canetas com stylus já colecionava canetas com lapiseiras, canetas de 2, às vezes 4 cores e invejava quem tinha pais que viajavam pra fora e traziam canetas com 6, 8 e 10 cores.
Por isso comprei uma daquelas “canetas-espiãs” da DealExtreme –e nunca usei, nem pra resenhar- e fiquei desejando este brinquedo aqui:
Como você pode ver não é nada demais, apenas uma caneta com um nível, uma régua e uma chave de fenda / philips. Só que é o tipo de recurso que salva vidas (ou pelo menos resolve problemas). Daria um bom presente pra um monte de gente que conheço, inclusive eu mesmo.
Quem gosta de desmontar os brinquedos para aprender como funcionam descobre logo que faca de cozinha não é bom substituto para uma chave de fenda, ainda mais os parafusos menores. Um bom ferramental é essencial para o fuçador moderno.
Opções de canetas, claro, não faltam. Também há canetas-microscópio, canetas com detector de WIFI, Caneta com MP3 e gravador de voz e até caneta pendrive. Na minha coleção tenho uma caneta-lanterna, com laser. Tudo fica melhor com lasers!
A caneta-chave de fenda ainda está cara, custa US$14,95, mas é só esperar e aparecerá por quase nada nos melhores camelôs do ramo.
Da série “que diabos eles estavam pensando (ou fumando)?”
Existe muita idéia idiota por aí, mas normalmente mesmo fruto de uma mente distorcida, mesmo impraticáveis ou seguras ou viáveis, essas idéias idiotas ao menos tem uma semente de realidade, ao menos se propõe a resolver um problema real.
Aquela idéia incrivelmente idiota de uma capa de iPhone com abridor de garrafas por exemplo. Mesmo SEM iPhone associado abridor é o que mais some em festas. São jogados dentro do barril das bebidas, um pede emprestado para outro que por sua vez empresta para outro, são deixados em cima de mesas molhadas, etc, etc. Mas mesmo com tudo isso o problema inicial, “abrir garrafas” é resolvido.
Qual o problema a ser resolvido por esta bagaça aqui?
Isso que você está vendo é um mouse com uma tela de LCD, e nem descrevo duvidando da capacidade intelectual do leitor do MeioBit, o faço apenas como ênfase, pois criaturas sensatas se recusam a acreditar em algo assim.
Gente normal divide as mãos entre mouse e teclado (descontando período dedicado a conteúdo educativo, claro). Em NENHUM momento estamos olhando para o mouse. Acessório esse que aliás está a maior parte do tempo COBERTO por nossa mão.
Pra piorar essa bicheira, vendida pela Brando por US$32,00 não é SEQUER algo semelhante a um dispositivo Windows SideShow, uma tecnologia excelente mas dispensável, por isso não pegou.
A telinha não passa de um porta-retratos digital com INCRÍVEIS 8MB de memória. Você não pode rodar um filme nela ou usar para… sei lá, mostrar o framerate de um jogo.
Eu achava que colocar monitores na lateral de gabinetes era uma idéia besta, mas pra superar esse mouse só um monitor com uma segunda tela na traseira, para você postar seu status e dizer se está ocupado ou não.
Quem patentear, por favor me pague os %10 pela idéia.
Escova de Dentes USB–E isso nem é o maior absurdo
Esse negócio que vibra aí da foto não parece mas é uma escova de dentes. É a Diamond Clean, da Philips. As promessas são tão ridículas quanto aquele comercial que diz tratar 12 problemas bucais e um dos “problemas” é “promover a remineralização dos dentes”. A Diamond Clean promete “remover 100% mais placas”. OK, 100% em relação a quê? Se a concorrente remove 0,01% das placas aumentar isso em 100% não é grande vantagem, exceto para as placas.
A escova tem 5 modos de operação, isso supera até o Rabbit Pearl, o vibrador popularizado pelo Sex and the City. Também tem paradinha técnica de 30 segundos pra você mudar de arcada e um “smarttimer” de dois minutos, tempo ideal de uma escovada.
O carregamento é via USB, afinal é muito mais chique usar seu computador como uma extensão de luxo do que enfiar um conector genérico tipo carregador de Nokia.
Claro, o absurdo absurdo MESMO é o preço. £250, ou R$656,00.
Fonte: Engadget
Não conte para os alienígenas, mas todos os F22 estão no chão desde Maio.
Em 1981, antevendo o fim da vida útil de seus F15 e F16, os EUA lançaram um edital buscando um novo caça, que inauguraria a 5a Geração da categoria. O projeto tinha exigências ousadas, como capacidade de supercruise, voando acima da velocidade do som sem uso de pós-queimadores, e ser totalmente invisível ao radar. Depois de muita briga, lobby, surbornos e festinhas proibidas para menores o projeto escolhido foi o da Lockheed Martin, que se tornaria o F22.
O avião em si é magnífico, com propulsão vetorial consegue alterar a direção dos jatos da turbina, fazendo manobras impossíveis para qualquer avião mais antigo. Seu armamento é todo interno, a assinatura de radar mínima permite que ele invada impunemente qualquer espaço aéreo, e pode se comunicar com aviões-radar e outros F22 em volta através de um link de dados de 1GBit, coordenando automaticamente escolha de alvos, por exemplo.
O programa, como sempre nunca esteve livre de problemas. Com 1,7 milhões de linhas de código somente para o sistema de radar, é normal que o F22 tenha bugs, mas alguns são piores que outros. Um piloto ficou preso no Cockpit depois que o computador se recusou a levantar a capota, a solução foi trazer uma serra e abrir um buraco no plexyglass.
Amazon fazendo direito: Tablets Androids abaixo do preço de custo
Pelo visto nem todo mundo é iludido no mercado de tablets não-apple. Enquanto os outros fabricantes repetem o roteiro expectativas gigantescas->autoilusão->preço nas alturas->vendas pífias->descontão pra cobrir o preju, a Amazon vem calmamente projetando sua linha de tablets sem pretensões de ser iPad Killer, e tem tudo para se sair com um produto vencedor.
Motivos? Bem, primeiro a Amazon conhece seu público. Sabe como ele pensa, sabe seus hábitos em detalhes.
Segundo, a Amazon tem experiência e logística com venda de gadgets, o Kindle não foi o primeiro, não é o melhor mas se tornou sinônimo de leitor de ebooks. A Amazon sabe que não basta ter hardware, é preciso experiência de uso e conteúdo, coisa que eles tem de sobra.
Terceiro, a Amazon não tem problemas com modelos de monetização alternativos. Há um modelo do Kindle US$50,00 mais barato que vem com publicidade veiculada na tela de abertura e no screensaver.
Agora fontes indicam que o tablet que a Amazon lançará será focado no baixo custo, voltado para leitura de livros, com promessas na melhor experiência de uso na categoria. Mais ainda: Eles seriam vendidos 20% a 25% abaixo do custo de produção.
A Amazon subsidiaria o tablet, recuperando o dinheiro investido através das vendas de livros e Apps em sua loja.
Não é um modelo inédito, consoles são vendidos assim, barbeadores também, mas ao contrário desses dois as Apps e Livros não custam uma baba.
O tablet ideal teria uma tela de e-ink sobreposta a uma tela LCD convencional que pudesse ser desligada durante leitura de ebooks, mas não creio que a Amazon chegue a tanto. Provavelmente lançará algo bem mais barato que um iPad, com a mesma autonomia ou maior, sem recursos gráficos topo de linha mas excelente para consumo de mídia impressa.
Algo que será muito bem-vindo em escolas e universidades pelo mundo.
Ameaça Tecnológica do Dia: Ventiladores Assassinos
Quando eu era pequeno qualquer prenúncio de tempestade era suficiente para minha avó sair correndo pela casa cobrindo os espelhos com lençóis e toalhas. A justificativa era que espelhos atraíam raios.
Talvez –e aí há um enorme talvez- essa lenda tenha surgido no tempo em que espelhos eram feitos de metal polido, hoje a quantidade de Prata e Cobre é mínima. Lembro que tentei argumentar, questionando como o raio iria entrar pela janela, percorrer vários cômodos até chegar no espelho. Também fiquei curioso como o espelho em si teria propriedades especiais, e todos os objetos de metal como carros, fogão, televisão não o atrairiam.
Mesmo perguntando como raios caíam tanto em árvores, que não eram exatamente espelhadas, adiantou. Na verdade nem perguntando quando foi o último caso de raio atingindo espelho registrado, ela mudou de idéia. Minha avó morreu acreditando que espelhos atraíam raios e um lençol era suficiente para impedir isso.

