AVENGERS! ASSEMB- FILE NOT FOUND–Coisas da Vida Digital
Semana passada um grupo de jornalistas estava reunido para assistir a uma projeção de Vingadores, quando na Hora H, na boca do gol, receberam o aviso de que havia problemas. Um técnico, provavelmente distraído hackeando o computador da Carolina Dieckmann apagou sem-querer o arquivo do filme.
Duas intermináveis horas depois um novo download terminou e a projeção teve início, mas mesmo assim o desespero deve ser grande. Esses arquivos são protegidos com todo tipo de DRM, um lançamento quente como Vingadores, provavelmente tiveram que descongelar Walt Disney pra perguntar a senha do FTP.
Pesquisa diz que 30% dos consumidores comprariam uma TV da Apple. AHAM.
Os números não mentem, quem mente são as pessoas que interpretam os números. O resultado nunca é bom para o principal interessado, o dono do objeto da pesquisa. Em busca de dar uma interpretação positiva, no melhor estilo cartomante e bolinho da sorte, em alguns casos a conclusão é tão, tão distante da realidade que chega a ser risível.
Um bom exemplo é a pesquisa feita pela Toluna, entrevistando 6000 “donos de TV” (não no sentido Sílvio Santos) e perguntando sobre a possibilidade de uma televisão da Apple.
O resultado foi (nada surpreendentemente) positivo. Bolas, com a imagem que tem no mercado exame de próstata da Apple terá visão positiva, com muitos donos de iPhone pedindo inclusive uma segunda opinião, a do anular.
Empresa misteriosa promete ir aonde nenhum Homem jamais esteve
Para dar idéia da atenção que está sendo dada ao evento: Se a Apple anunciar que implantou o cérebro do Steve Jobs num corpo robô e ele voltará ao antigo cargo em uma apresentação na terça que vem, metade do auditório ficará vazio, pois boa parte da mídia estará cobrindo a coletiva de imprensa da Planetary Resources.
Para dar uma idéia de quem está por trás dessa empresa:
Peter Diamandis – Milionário investidor e criador do Prêmio X, aquele que a Spaceship One venceu se tornando a primeira nave privada a chegar ao limar do espaço.
Eric Anderson – Engenheiro aeroespacial e fundador, junto com Diamandis, da Space Adventures, a empresa que já fez oito vôos de turistas até a Estação Espacial Internacional.
Chris Lewicki – Ex-Gerente de missão da NASA.
Tom Jones – Ex-Astronauta.
Asus libera mega-gambiarra para consertar GPS do Transformer
A coisa tá feia pra Asus, é como se o Fantasma do Michael Bay estivesse assombrando o novo tablet da empresa. Não bastasse o processo da Hasbro, que não gostou de usarem o nome Transformer Prime, não bastasse a vergonha do aparelho ter vendido a nulidade de 2000 unidades na pré-venda, agora surgiu um problema bem pior que a falta da Megan Fox:
Os Asus Transformer Prime TF201, tablets CAROS, que em sua versão de 64GB custam US$1049,99 podem ter preço acima do iPad mas a qualidade deixa a desejar. Os early adopters descobriram que o GPS dele simplesmente não funciona.
A primeira solução da Asus? Sugeriu que o tablet não é um “gps profissional” e por isso a recepção não é perfeita. Beleza, mas meu bom e velho Nokia E71 também não é e não tem qualquer problema.
A segunda solução da Asus? REMOVEU das especificações do Transformer qualquer referência a GPS. Assim o consumidor otário compra um tablet topo de linha, o Google Maps acha GPS, todos os programas acham GPS, o GPS não acha satélites, mas como não está nas especificações oficiais, é um suporte “fantasma”, a Asus tirou o dela da reta.
A terceira solução da Asus? Soltou um patch. Que não funcionou, claro.
A Solução Final da Asus? Vai distribuir um dongle, um penduricalho gratuitamente para que os tablets passem a funcionar corretamente com GPS. Isso mesmo, mais uma coisa pra você perder, não vai poder usar junto com o teclado (conector é o mesmo) e é, essencialmente, uma gambiarra.
Será que ninguém testou essa bagaça? Não estamos falando de um Antenagate do iPhone, que a mídia tratou de forma exagerada e no final derrubava uma ligação em 100. Estamos falando de GPS, um recurso nobre, em um dos tablets mais caros e modernos do mercado.
Será que o desespero para lançar iPad Killers é tanto que estão abrindo mão dos testes ou será que a mentalidade “produto descartável”, que sempre foi pervasiva no mercado de eletrônicos, está sendo dominante entre os fabricantes de tablets?
Espero que não, pois é uma das formas mais burras de ganhar dinheiro rápido, e uma das mais eficientes de alienar o consumidor para a próxima compra.
Fonte: GG
Um dos problemas dos carros elétricos: Silenciosos demais
audi e-sound for e-tron electric vehicles from designboom on Vimeo.
Quando os submarinos nucleares classe Ohio entraram em serviço nos anos 70, duas características inesperadas surpreenderam os projetistas: A primeira foi que a velocidade final ficou entre 5 e 10 nós acima da estimada. Dessa todo mundo gostou. Já a segunda embora a primeira vista seja excelente, não foi bem recebida: Os Ohios eram silenciosos, tão silenciosos que eram menos ruidosos que o oceano à sua volta.
Isso significava que em teoria (na prática nunca aconteceu) um sonar passivo suficientemente avançado poderia detectar um Ohio como um “buraco” no ruído normal do oceano. Agora, décadas depois outra peça de tecnologia enfrenta problemas com o silêncio: São os carros elétricos.
Por décadas as pessoas se acostumaram com carros que fazem barulho. Um bólido se movendo a 40, 50, 60Km/h sem fazer barulho é algo inimaginável para a maioria das pessoas e essencialmente um perigo. Note que nem toquei ainda nos deficientes visuais, que dependem de seus sentidos remanescentes (ultra-aguçados ou não, dependendo se tiveram contato com radiação) para detectar veículos e evitar atropelamentos.
No futuro lindo movido a sorriso de unicórnios-bebês que os ecochatos sonham. carros elétricos não fariam barulho, mas no mundo real é essencial que façam.
A questão é QUAL barulho. Por mais tentador que seja, nem todo mundo escolherá um motor de Brasília com kadron recauchutado. O sujeito comprando um caro carro futurista irá querer um som igualmente futurista.
Aí entram pesquisadores como os da Audi, que estão desenvolvendo opções para que seus carros sejam acusticamente seguros e ao mesmo tempo distintos. Sem depender das partes mecânicas, o céu é o limite, imagino que em breve tenhamos carros com os mais variados sons, dos tradicionais aos ridículos, passando pela Supermáquina e pelos pods de corrida de Star Wars.
Pessoalmente me contentaria com o som do motor mais lindo já construído pela mão humana, o Ferrari V12.
Fonte: Stuff
Atmel anuncia sensor de toque flexível
Em Caprica, seriado de vida curta, prequel e sucessor de Battlestar Galactica a personagem Zoe, interpretada pela totosíssima, Alessandra Torresani (google, eu espero) usa uma interface pouco comum para acessar seu brinquedo preferido, um mundo de realidade virtual: A interface é… papel. No caso uma espécie de e-paper, flexível, dobrável e que não carece de maiores cuidados, veja:
Tem gente pesquisando displays flexíveis, mas um sensor de toque que se adeque a superfícies assim é bem mais complicado. Ou era, a Atmel está divulgando o desenvolvimento de uma tecnologia que permite mapear superfícies côncavas, convexas ou qualquer outra forma citada nas músicas do Roberto Carlos.
No vídeo de demonstração sugerem até um celular em formato-cinzeiro que a Nokia dos velhos tempos sairia correndo para projetar:
Pense nas possibilidades: Um sensor que não fica preso a uma tela reta, pode seguir a curva e funcionar na lateral do telefone, talvez até na traseira. Um joystick onde a própria superfície é parte do controle,
Esse tipo de invenção é importante, não pelo que conseguimos pensar em fazer, mas pelo que deixa de proibir. Quanto menos limitações, mais liberdade, e assim como tomates, designers adoram liberdade.
Fonte: ET


