HULC Esmaga! Desta vez no Afeganistão
O uso militar sempre foi grande fonte de tecnologia para o mundo civil, mas em geral esse caminho é tortuoso, a tecnologia precisa ser desmilitarizada, coisas que fazem cabum não costumam chegar às nossas mãos.
A Guerra Assimétrica dos tempos modernos, onde forças convencionais enfrentam inimigos em escala pequena e muito móveis, se embrenhando em população civil neutra, nega a utilidade de armamento pesado, bombardeios de saturação e –minha preferida- napalm.
Assim como nos desenhos das manhãs de Sábado, o Destino do Mundo Livre está na mão de um grupo pequeno de guerreiros altamente treinados, no melhor estilo Centurions, e igual aos velhos desenhos, a tecnologia está se aprimorando para dar vantagens ao soldado individual, mudando a doutrina antiga, onde navios e aviões eram as estrelas.
Idéia idiota do dia: Tomada ejetora
A idéia é louvável: Economizar energia e salvar a natureza e os bichinhos nossos amiguinhos.
Na cabeça do inventor o equipamento iria monitorar a carga do celular ou tablet, e quando esta estivesse completa, a conexão física entre tomada e carregador seria interrompida, acabando com o consumo parasita de energia, que assim como as sacolas plásticas (e a Veja) são os grandes e únicos culpados de todo o Mal que assola a humanidade. Confira o vídeo de demonstração:
Lindo, né? Mas como todo produto-conceito não é muito pensado.
Pra começar, a energia usada por um carregador é mínima. Quando não está “puxando” carga, é desprezível, insignificante.
Em segundo lugar, o circuito ligado na tomada também consome energia, pois precisa identificar se há um celular precisando de carga conectado. troca-se um carregador com consumo parasita por um circuito sensor parasita.
Para piorar, a maioria dos carregadores inteligentes reportam 100% de carga mas continuam carregando o aparelho, de uma forma bem menos linear, com pausas para evitar picos de temperatura, por exemplo.
A cereja do bolo é que um celular normal carrega em uma ou duas horas. Se você colocar um aparelho carregando de noite para usar pela manhã, sairá com muito menos de 100% de bateria, pois quando ela terminar de ser carregada, em uma ou duas horas, a tomada será ejetada e seu celular ficará trabalhando, fazendo todas aquelas conexões periódicas via WIFI ou 3G, comendo bateria pelo resto da noite.
Existem vários meios eficazes de economizar energia, mas todos envolvem um bom investimento financeiro, então os ecobobos preferem idéias como o Dia da Terra e essa tomada idiota, mas se quisessem MESMO ajudar o planeta (e a nós) simplesmente sairiam da Internet, economizando a energia que gastam compartilhando essas palhaçadas.
Governo, incrivelmente não o brasileiro, compra roteadores de US$22 mil para escolas com 2 computadores
Alguns meses atrás o Fantástico denunciou um esquemão gostoso, uma empresa vendia projetos de implantação de internet para prefeituras, principalmente João Pessoa, cobrava um horror e ainda por cima não funcionava. Nisso ao menos o esquema descoberto nos EUA é superior. Lá a Internet funciona, e muito bem. Bem até demais.
É o mínimo que se espera de um Cisco 3945, roteador parrudo, indicado para campi de faculdades e empresas grandes. A um custo de US$22600 por unidade, tem que ser. Só que para o Governo da West Virginia é o equipamento ideal para pequenos escritórios governamentais e bibliotecas rurais em alguns casos com UM computador.
Foram comprados 1064 unidades, num total de US$24 milhões, deixando algum vendedor da Cisco muito feliz. A idéia foi aproveitar uma grana Federal de um projeto de fomento à Internetificação, ou alguma palavra que exista.
Pegos com as calças curtas, os responsáveis vieram com várias justificativas. Uns disseram que querem uma estrutura “future proof”, coisa que um roteador de US$50 não proveria. Outro justificou dizendo que o custo de determinar as necessidades individuais de cada escola ou biblioteca sairia mais caro do que apenas instalar o Cisco 3945.
É, não colou comigo também. Enquanto isso o Comitê de Energia e Comércio do Congresso chamou os responsáveis para esclarecimento, e está sendo bem divertido para os deputados republicanos pular na garganta dos incompetentes (ou corruptos, não boto mão no fogo). Ainda mais em ano eleitoral.
Pena que aqui a gente tem memória curta demais pra dar prosseguimento da mesma forma.
SSD com autodestruição projetado por quem não conhece humanos
No Século Passado a Prológica tinha como carro-chefe o CP-500, um clone do TRS-80 que vinha em um gabinete de bronze com 5cm de espessura, reforçado internamente com Titânio e Adamantium. O teclado era de uma liga de Vibranium-Uru e a parte mais frágil, o monitor incorporado, era Alumínio transparente. O CP-500 foi projetado não só para resistir a uma explosão nuclear de 50 megatons a queima-roupa, como para resistir a usuários.
O ÚNICO ponto fraco, o Clitóris de Aquiles dele era uma reentrância na lateral do teclado, com um botão vermelho proeminente. Colocado no ponto focal natural do computador, ele era irresistível para QUALQUER curioso que perguntava “pra quê serve isso?” enquanto apertava.
Era o reset.
Por isso fiquei com um pé atrás com esse SSD da RunCore.
Não me entenda mal, a idéia é excelente. Há muitas situações onde dados sigilosos precisam ser eliminados de forma rápida e eficiente, e pra isso o InVincible caiu do céu. É um SSD parrudo, funciona em temperaturas de –45C a 95C, lê a 240Mbps, escreve a 140Mbps e vem com um cabo muito especial.
Com dois botões, o verde apaga logicamente os dados do HD, reescrevendo as posições de memória, mas se o bicho pegar, se os homi estiverem na sua porta, e você absolutamente positivamente tiver que apagar cada motherfucking bit do HD, aperte o botão vermelho.
Ele irá fritar os chips de memória, mas fritar mermo. É lindo, veja no vídeo a japinha demonstrando, por volta do minuto 2:
Claro, muita gente acha isso exagero, mas são os hipsters do Slashdot que apostam tudo no discurso “mimimi nossa encriptação open source PQP-2000 de chave pública é inquebrável”. Quanto a esses, duas dicas:
Primeiro, a Alemanha Nazista também achava que sua criptografia era inquebrável, e graças a Alan Turing e um monte de outros gênios, descobriram que estavam errados da pior forma.
Segundo, não adianta ter a melhor criptografia do mundo se a chave para ela pode ser obtida com um psicopata, um alicate e uma sala à prova de som.
Portanto, do ponto de vista de segurança o inVincible é excelente, meu único e grande receio são os idiotas que podem ver o botão e apertar pra ver o que acontece.
Fonte: SD
Engenheiro (sem vida) acha que podemos (não, não podemos) construir em 20 anos uma USS Enterprise
O pessoal habituê do MeioBit sabe que eu vejo com lentes cor de rosa (mas sem baitolice) tudo que se refere a exploração espacial, e soltei gritinhos feito uma garotinha (ok, baitolice indefensável) com o anúncio da Planetary Resources em minerar asteróides, mas existe uma enorme diferença entre se entusiasmar com projetos improváveis e colocar esperanças em idéias meramente fantasiosas.
Por isso depois de ler a notícia de que não só um sujeito que se diz engenheiro se propõe a construir uma Enterprise em 20 anos, como tem um site com planos detalhados, estimativas de custo e animações, decidi que minha reação inicial só pode ser representada pelo galante Capitão Jean Luc Picard:
Com vocês o Robunda, a resposta do Japão ao Kuduro
O nome dessa abominação é SHIRI, segundo seus criadores são “nádegas humanoides que representam emoções com transformação visual e táctil dos músculos”.
Antes que você pergunte: Sim, ela vibra.
Eu só queria entender ONDE, fora das mulheres-frutas e Panicats a BUNDA é usada como órgão de comunicação. Claro, existe a nada honrosa “ciência” da Rumpobologia, que provavelmente surgiu de uma aposta para descobrir se as pessoas seriam idiotas a ponto de acreditar em previsão do futuro através de Leitura de Bundas (dica: Seriam), mas a SHIRI é, pelo menos, muito mais trabalhosa.
Por outro lado talvez seja um dos primeiros “experimentos” robóticos com utilidade prática, pois provavelmente será incorporado nos próximos modelos vendidos pela Orient-Doll (não google).
Ao menos não precisamos fazer a clássica pergunta “que diabos esses caras têm na cabeça pra criar algo assim?”. A resposta é clara: Bundas.
Fonte: MF

