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Digital Drops Blog de Brinquedo

Missile Command e um recorde que durou 31 anos

Por em 19 de março de 2013

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Se mostrarmos o clássico Missile Command para uma criança de hoje, que já nasceu com acesso a jogos com uma qualidade visual impressionante mesmo para nós, é muito provável que ela dê risada do que está vendo ou até fique sem entender muito bem do que o jogo se trata, mas para quem cresceu nas décadas de 70/80, quando a guerra fria ainda poderia esquentar, a criação de Dave Theurer era o mais próximo que poderíamos chegar de salvar o mundo.

Colocar aquele cartucho em nossos Ataris e passar horas diante da televisão – muitas vezes preto e branco – tentando imaginar que cada linha que caía pela tela era um míssil nuclear que nos ameaçava serviu como forma de entretenimento para toda uma geração, mas como tantos outros títulos que marcaram aquele época, o Missile Command acabou caindo no esquecimento. Até o último final de semana.

Isso porque o sueco Victor Sandberg resolveu encarar a missão de quebrar o recorde do jogo que havia sido estabelecido em 1982 e depois de pouco mais de 56 horas seguidas de partida (ok, houve algumas pequenas pausas), o sujeito aumentou o placar de 80,5 milhões, para 81.796.035, tendo um colapso nervoso logo em seguida (brincadeira, essa última parte não aconteceu).

Um detalhe bastante curioso nesta história é que o antigo recorde era creditado a alguém conhecido como Victor Ali, portanto, a menos que você tenha o mesmo nome, é bom desistir de tentar bater a marca de Sandberg, mas se ainda assim você quiser ver trechos da façanha, o vídeo abaixo mostra que na parte final os russos não estavam facilitando para o rapaz.

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emMuseu

E se o Mario fosse salvo pela Pauline?

Por em 11 de março de 2013

Muito antes da Nintendo se tornar a gigante que é hoje e do Mario alcançar o status de maior símbolo dos games, a empresa lucrava nos arcades com um jogo onde o personagem então conhecido apenas como Jumpman também tinha como missão salvar a donzela, mas ela não se chamava Peach e sim Pauline.

Desenvolvido lá na pré-história por Shigeru Miyamoto, Donkey Kong foi a primeira tentativa da BigN de conquistar o mercado norte-americano e mais de trinta ano após seu lançamento, um desenvolvedor de jogos resolveu fazer uma modificação no game, tudo para agradar sua pequena filha.

Minha filha de três anos e eu jogamos muitos games antigos juntos e o seu favorito é o Donkey Kong,” explicou Mike Mika. “Há dois dias ela me perguntou se poderia jogar com a garota e salvar o Mario. Ela joga como a Peach no Super Mario Bros. 2 e naturalmente presumiu que poderia fazer o mesmo no Donkey Kong. Eu lhe disse que isso não seria possível nesse jogo do Mario e ela pareceu realmente chateada por causa disso.

Mika então resolveu colocar seu conhecimento em prática, pegou a ROM do jogo, modificou algumas paletas, redesenhou frames e como pode ser visto no vídeo abaixo, a Pauline Edition permitiu que o desejo da menina fosse realizado.

Alguns de vocês provavelmente se lembrarão de algo parecido que aconteceu no ano passado, quando outro pai alterou vários trechos do texto do The Legend of Zelda: The Wind Waker para que sua filha pudesse jogar com um Link menina e embora naquela ocasião tenha ficado claro que várias pessoas não concordem com a atitude, para mim ela continua sendo fantástica. Só não aprovo o Sr. Mika deixar a garotinha jogar o Super Mario Bros. 2, isso é muita maldade.

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emMiscelâneas Museu

RetroN 4 aceitará jogos de GBA e terá saída HDMI

Por em 6 de março de 2013

Lá pela metade de 2010 eu comentei aqui no Meio Bit Games sobre o RetroN 3, um console que tentava chamar a atenção dos jogadores que gostam de games antigos e agora chegou a vez de falar sobre o seu sucessor, obviamente batizado de RetroN 4.

Esta nova versão mantêm vários aspectos do anterior, como controles sem fios conectados por Bluetooth, entradas para cartuchos de Mega Drive, Super Nintendo e Nintendinho, além de duas entradas de controle para cada uma dessas plataformas. Já sobre as novidades, saiba que o aparelho agora aceitará cartuchos de Game Boy Advance, terá uma interface que nos permitirá trocar a função dos botões do joystick e aquela para mim é a principal adição, a possibilidade de ligarmos o console na TV usando um cabo HDMI e ainda contando com a conversão digital do sinal.

Para muitos esse detalhe pode ser irrelevante, mas quando troquei a TV de tubo que tenho no meu escritório (nossa, até me senti importante) por uma LCD e tentei ligar meu SNES e meu Mega Drive nela, cheguei a conclusão de que não conseguiria jogar com aquela qualidade de imagem. O problema é que usando um cabo de vídeo composto os gráficos ficam muito “embaçados” e como o mesmo não acontece com jogos do consoles da Sega adquiridos no Steam, poder usar um cabo HDMI resolveria o problema e assim eu poderia continuar jogando com meus cartuchos.

Informações sobre o preço, design (tomara que não repitam esse aí de baixo) e data de lançamento deverão ser revelados durante a Midwest Gaming Classic, que acontecerá entre 23 e 24 de março e eu já estou contando as moedinhas aqui para adquirir um.

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[via Game|Life.]

emMuseu

A Sega está de volta ao hardware (ou quase isso)

Por em 18 de fevereiro de 2013

Não caro leitor do MBG, infelizmente esse post não fala de um Dreamcast 2 ou qualquer outro tipo de console que a Sega esteja planejando criar, mas sim de uma linha de notebooks que a empresa lançará em parceria com a Enterbrain, uma rede de lojas japonesas.

Como pode ser visto nas limagens abaixo, os computadores tentarão conquistar os fãs da empresa ao trazer na tampa o design de três dos seus consoles mais populares (haverá ainda um azul, apenas com o logo da Sega), além de papéis de parede, ícones, efeitos sonoros e temas para o Windows 8. Um detalhes interessante é que essas carcaças poderão ser adquiridas separadamente e modificadas quando o usuário quiser.

Sobre a configuração das máquinas, o modelo básico virá com tela de 15,6 polegadas com 1080p de resolução, processador Pentium 2020M, 4GB de RAM e um HD de 500GB, custando lá no Japão o equivalente a salgados US$ 1.100, mas como só serão vendidas 50 unidades de cada modelo, pode ter certeza que elas esgotarão rapidamente.

Para dizer a verdade eu nunca gostei muito desses notebooks com tampas coloridas, mas como olhar para um desses, especialmente o do Saturn, e não desejá-los com todas as forças? Só é uma pena eles não virem recheados com jogos de suas respectivas plataformas.

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[via Joystiq]

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System Shock 2 esté chegando ao GOG e Steam

Por em 14 de fevereiro de 2013

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Existem vários jogos mais antigos que eu sempre ouço muitos elogios, mas que infelizmente nunca tive a oportunidade de jogar e se eu fizesse uma lista com eles, o System Shock 2 provavelmente ocuparia uma das primeiras posições.

Criado por ninguém menos do que Ken Levine, a mente por trás do fantástico BioShock, dizem que aquele antigo FPS tem muitos dos elementos que vimos na aventura passada em Rapture, como um bom enredo, a capacidade de fazer com que o jogador sinta-se plenamente imerso no universo proposto e um vilão, ou melhor, vilã que consegue roubar a cena.

Por falar nisso, sempre me chamou a atenção o fato da SHODAN, a inteligência artificial que serve como antagonista, aparecer em quase todas as listas sobre os maiores inimigos dos games e a partir de hoje finalmente se tornará mais fácil ter acesso a este clássico.

Mesmo sendo o título mais pedido pelos usuários do GOG, tamanha demora pela disponibilização do game se devia ao fato da sua desenvolvedora, a Looking Glass Studios, ter fechado as portas pouco depois do título ter sido lançado, o que dificultava a obtenção dos direitos da marca e depois de uma extensa negociação, a Night Dive Studios resolveu o problema e passará a vender o game ainda hoje através do GOG, para depois, numa data ainda não anunciada, ele aparecer no Steam.

Quem adquirir o System Shock 2 pelo GOG terá direito a vários extras, como a trilha sonora, artes conceituais, uma entrevista com Levine e um mapa da nave Von Braun e embora nada tenha sido sobre melhorias nos gráficos ou mesmo suporte a widescreen, os responsáveis garantem que modificações criadas pela comunidade serão bem vindas.

[via Rock, Paper, Shotgun]

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Capcom relançará digitalmente alguns de seus arcades

Por em 11 de janeiro de 2013

Este ano a Capcom completará 30 anos de existência e como grande parte do seu sucesso se deve aos incríveis fliperamas lançados por eles nas década de 80 e 90, a revista Famitsu trouxe em sua última edição a informação de que a companhia japonesa adotará a distribuição digital para tentar revitalizar alguns desses clássicos.

Batizado como Arcade Cabinet: Retro Game Collection, a série deverá aparecer tanto na Playstation Network quanto na Xbox Live e a promessa é de que os games disponibilizados desta maneira não serão apenas emulações, trazendo novos modos e sendo o mais acessível possível a novos jogadores, nos permitindo por exemplo configurar a força de ataques ou o seu alcance. Porém, também teremos a opção de ter uma experiência idêntica a original, inclusive com os bugs.

Na matéria o produtor Kenji Kataoka não quis entrar em detalhes sobre quais jogos serão vendidos desta maneira, mas já sabemos que o primeiro será o Black Tiger, jogo de plataforma ambientado em um universo de fantasia e que foi lançado em 1987 e indícios mostram que os próximos a darem as caras são o Gun.Smoke, 1942, Trojan e Commando.

Até o momento a coleção está prevista apenas para o Japão e de acordo com Kataoka, eles ainda não decidiram qual modelo de vendas adotarão, porém, o mais provável é que os games sejam vendidos em pacotes que ele classificou como tendo “preços surpreendentemente baratos” e o anúncio oficial deverá acontecer apenas no dia 7 de fevereiro.

Considero esta uma boa ideia, principalmente por permitir que a molecada conheça alguns dos maiores clássicos que já apareceram nos arcades, mas como já possuo os dois Capcom Classics Collection lançados para o Playstation 2, dificilmente investirei nesses relançamentos.

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emMuseu

Dune II agora roda pelo navegador

Por em 31 de dezembro de 2012

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Embora muitos jogos possam se orgulhar de ser os melhores em seus gêneros, poucos são aqueles que serviram para fundar os alicerces de um estilo e de tão importantes, muitos anos após seus lançamentos podemos ver traços de sua inovação nos títulos publicados ainda hoje. Este é o caso do Dune II.

Lançado em 1992 pela extinta Westwood Studios, embora não seja considerado o criador dos jogos de estratégia em tempo real, aquele game foi responsável por introduzir muitos dos elementos que vemos ainda hoje nesse tipo de jogo, como a neblina que nos impede de enxergar o campo de batalha, a coleta de recursos para tornar nosso exército mais forte ou a construção de edificações.

Porém, para muitas pessoas o Dune II é um jogo conhecido apenas pelos livros ou por ouvirem relatos de outras pessoas, já que ter acesso a ele hoje em dia não é uma tarefa das mais fáceis, mas por sorte a iniciativa de Aleksander Guryanov deverá mudar esse cenário.

Aproveitando uma ideia que adaptou o Command & Conquer e baseando-se no remake OpenDune, o russo resolveu aproveitar seu conhecimento de JavaScript e HTML5 para criar uma versão idêntica do RTS e que pode ser jogada pelo navegador por qualquer pessoa, tornando-o muito mais acessível.

Encarar um game tão antigo certamente não é tarefa para qualquer um, mas se você gosta do gênero e gostaria de conhecer aquele que pode ser considerado o pai dos jogos de estratégia modernos, está aí uma boa oportunidade.

[via Joystiq]

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