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Digital Drops Blog de Brinquedo

Eu abro embalagens lacradas

Por em 2 de agosto de 2013 - 17 Comentários
F-Zero lacrado: ERA LACRADO.

F-Zero lacrado: ERA LACRADO.

Estes artigos para o Meio Bit estão virando um verdadeiro confessionário, e depois desta provavelmente terei que mudar de endereço e ficar anônimo por algum tempo, dada a horda de colecionadores de prateleira furiosos a minha procura. Sim, de fato eu abro as embalagens originais. Nada na minha prateleira está lacrado, qualquer coisa que caia em minhas famintas mãos de colecionador será sumariamente aberta, analisada, brincada, judiada e descartada. Não, isso também não que sou louco, mas não insano.

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A história por trás do clássico The Oregon Trail

Por em 2 de agosto de 2013 - 2 Comentários

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Na história dos games existem títulos que se tornaram extremamente populares e existem aqueles que conseguiram se transformar em ícones culturais. Um deles é o The Oregon Trail, jogo que desde o seu lançamento vendeu mais de 65 milhões de cópias e que foi responsável por imortalizar frases como “Você morreu de disenteria.”

Caso não o conheça, o site Montal Floss publicou um artigo imperdível contando a história da criação do clássico e como três amigos, Bill Heinemann, Paul Dillenberger e Don Rawitsch, se uniram em 1971 para criar um jogo de tabuleiro que ajudaria seus alunos a entenderem como era a dura vida dos imigrantes norte-americanos no século 19.

Eles então tiveram a ideia de usar máquinas de escrever elétricas conectadas a um computador central da escola para simular a rolagem dos dados e perceberam que outros aspectos poderiam ser calculados ali, como o peso que poderia ser carregado ou quanto custaria um boi. Duas semanas depois, quando o jogo foi apresentado aos alunos em forma de um adventure de texto, logo se tornou bastante popular e acabou sendo levado a outros colégios.

O seu principal destaque era mesmo a capacidade de ensinar de forma divertida, mas faltava uma maneira de levá-lo a um número maior de pessoas e após o Apple II chegou ao mercado, estava ali a oportunidade de distribuí-lo, o que acabou fazendo com que outras pessoas fizessem modificações, adicionassem sons e imagens e resultando na versão que muitos se lembram.

Quanto o trio lucrou com a criação? Praticamente nada, mas Rawitsch diz que eles nunca se importaram com isso e que ser creditado como um dos criadores do The Oregon Trail lhes ajudou a quebrar o gelo durante algumas conversas. Pelo menos eles não sofreram como os personagens de sua criação.

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Oxidação: fenômeno a ser temido

Por em 26 de julho de 2013 - 16 Comentários
Oxidação: culpa daquele desgraçado do oxigênio.

Oxidação: culpa daquele desgraçado do oxigênio.

Uma das coisas mais tristes é ver a degradação que o tempo provoca nas placas eletrônicas dos nossos consoles e peças da coleção. Um belo dia você vai querer jogar aquele console que ficou um tempo na caixa e ele não liga. Com muita paciência você arranja tempo, abre o console e ele está num estado lastimável, com oxidação por todo o lado, só faltando aparecer ferrugem na placa. Nesse momento você se descabela, lembra que nunca abriu aquele console e só não pede pra que nunca mais exista oxigênio no ar por que iria morrer.

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Tradutor fala sobre processo de trazer o EarthBound para o ocidente

Por em 26 de julho de 2013 - 6 Comentários

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Na minha longa lista de clássico que não joguei ou que joguei pouco, um dos que mais lamento é o EarthBound. Para muita gente este é um dos melhores RPGs já criados, mas infelizmente conseguir um cartucho pode lhe custar um rim e como a Nintendo infelizmente só resolveu lançar uma versão digital para o Wii U, continuo por aqui torcendo para um dia ter a oportunidade de conhecer o game mais profundamente.

Porém, mesmo sendo tão elogiado, a produção do jogo ainda guarda algumas peculiaridades que permanecem desconhecidas da maioria e ao conversar com o pessoal do Game|Life, o tradutor Marcus Lindblom trouxe várias histórias interessantes sobre a dificuldade de se localizar o RPG que no Japão é conhecido como Mother 2.

O maior desafio que tivemos foi como lidar com as referências culturais. A coisa realmente esquisita sobre o EarthBound foi que eu estava tentando traduzir a visão de alguém de fora sobre os EUA – alguém que, obviamente não é americano. Eu precisei adotar uma visão exterior dos EUA e transformar isso em algo que todo mundo aqui pudesse jogar e entender. Essa foi uma das coisas mais difíceis de se fazer.

Outra coisa que tentamos fazer – e não fomos sempre 100% bem sucedidos – foi suavizar muitas referências às propriedades intelectuais. Nós olhávamos para elas e dizíamos, ‘Ok, a arte neste caminhão parece demais com o logo da Coca-Cola, precisamos mudar isso.’

Outras alterações marcantes, segundo Lindblom, foi mostrar café onde antes havia bebida e a remoção de imagens religiosas, assim como personagens que pareciam fazer parte da Ku Klux Klan, mas como Shigesato Itoi, um dos principais responsáveis pela criação, não participou da localização, o tradutor teve liberdade para fazer as correções como achava melhor, mesmo fazendo questão de dizer que fez o possível para se manter fiel ao enredo original.

Por fim, um dos detalhes mencionados pelo entrevistado e que eu não conhecia é que o EarthBound não teve um bom desempenho comercial, algo que Lindblom afirma já esperar na época, muito por causa do preço elevado do jogo – que se justificava pelo belíssimo manual que o acompanhava – mas também porque visualmente o RPG não se encontrava no mesmo patamar de outras grandes superproduções, parecendo muito mais uma versão melhorada daquilo que víamos na geração anterior.

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EA perde processo e terá de pagar US$ 11 milhões a designer original de Madden NFL

Por em 25 de julho de 2013 - 2 Comentários

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Essa é uma das reviravoltas da justiça norte-americana em que a gente não tem outra coisa a fazer a não ser dar risada. Robin Antonick, designer original de John Madden Football, o primeiro jogo do que viria a ser a franquia Madden NFL estava processando a EA pelo não pagamento de royalties relativos ao lucros conseguidos com seus jogos. Segundo ele, os jogos desenvolvidos entre 1990 e 1996 eram cópias chupadas de seu game, e por causa disso ele deveria ser reembolsado, o que nunca ocorreu.

Agora saiu a sentença: a Electronic Arts foi considerada culpada e será obrigada a pagar os direitos a Antonick relativos aos games que ele criou, no valor de US$ 11 milhões. A alegação?

“O júri percebeu que os diversos jogos da EA publicados entre 1990 e 1996 eram virtualmente idênticos à versão original de John Madden Football desenvolvida por Antonick, e usavam modos de jogo e formações similares”.

Em suma, a EA se lascou por lançar games iguais todo ano. Ouch.

Como desgraça pouca é bobagem, o próximo passo do júri é decidir se a reclamação de Antonick que os games das gerações seguintes ainda contém seu DNA e portanto, também devem pagar royalties procede. Caso a EA seja condenada de novo, ela pode pagar um montante superior a US$ 3 bilhões a Antonick, que a essa altura está rindo de orelha a orelha.

É um caso curioso onde o fato de criar games de esportes muito parecidos todos os anos finalmente cobrou seu preço, e para a EA, não foi nada barato. :)

Fonte: Dtoid.

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Quando surge um Plants vs. Zombies para Mega Drive

Por em 24 de julho de 2013 - 2 Comentários

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Quem teve a oportunidade de visitar a PAX Australia na última semana viu que havia um setor da feira que era dedicado aos jogos antigos e lá, escondido num canto estava um guerreiro Mega Drive rodando um título que não havia sido desenvolvido originalmente para ele. Na verdade o jogo em questão nem era da sua época, tendo sido lançado há poucos anos, o que tornava aquela conversão do Plants vs. Zombies um tanto improvável.

Sim meus amigos, quem se aventurou por aquela área nostálgica de um evento onde muitas das grandes estrelas são os jogos de última geração teve a felicidade de ver algo extremamente raro, uma adaptação do tower defense para um console tão antigo e mesmo duvidando do que seus olhos via, o autor do blog Retrospekt, Dave Cudrev, quis saber do dono do jogo onde ele havia conseguido aquela cópia e a resposta não poderia ter sido outra além do eBay.

De acordo com o rapaz, certo dia enquanto navegava pelo site de leilões ele se deparou com essa pérola e resolveu investir cerca de US$ 30 para ver se o jogo realmente funcionaria. Tendo sido criado por um programador russo anônimo, o vendedor ainda perguntou se ele gostaria de adquirir outras conversões não-oficiais, mas o sujeito não aceitou a proposta, ficando apenas com o Plants vs. Zombies.

Quanto ao demake, é óbvio que a versão não tem todo o apuro visual que ajudou a tornar o original tão popular, mas se levarmos em consideração as limitações técnicas do console, Cudrev disse que o jogo se comporta bem e na minha opinião, é uma aquisição que eu adoraria ter na minha coleção, mesmo que fosse somente pelo inusitado.

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Clássicos do Amiga serão lançados para Android

Por em 24 de julho de 2013 - 1 Comentário

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No início desse mês a Writers’ Group Film Corp, uma distribuidora de conteúdo situada em Los Angeles, revelou algo que encheu os fãs do Amiga de esperança, a aquisição – por US$ 500 mil – da Amiga Games e consequentemente dos direitos sobre mais de 300 títulos lançados para o computador vendido pela Commodore durante as décadas de 80 e 90. A dúvida era em relação a o que seria feito com tudo isso e agora essa resposta nos foi dada.

De acordo com um comunicado oficial do grupo, a intenção é que até o final deste ano eles passem a vender esses jogos para os dispositivos Android através do Google Play e como a proprietária da loja virtual já aprovou a comercialização, é apenas uma questão de tempo até que os clássicos comecem a aparecer por lá.

O Android é a plataforma de mais rápido crescimento do planeta e estamos empolgados em estar no mercado do Google,” declarou o CEO Eric Mitchell. “Estes desenvolvimentos reforçarão ainda mais a nossa vantagem competitiva no mercado de jogos. A Amiga Games, Inc focará em entregar uma experiência retro-gaming de qualidade para o consumidor, então estou muito otimista sobre nosso novo acordo de distribuição.

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