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Pirataria de games no Brasil ainda é alarmante

Por em 19 de dezembro de 2013

pirataria

Podem me chamar de inocente, desinformado ou até mesmo de idiota, mas depois de ver tantos relatos aqui no Meio Bit Games de pessoas que abandonaram a pirataria ou mesmo de ter visto vários amigos que preferiram manter seus consoles travados, eu realmente achei que o problema havia diminuído consideravelmente no Brasil, mas infelizmente não parece ser o que aconteceu.

A preocupante revelação foi feita por um levantamento realizado pelo FNCP (Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade), que afirma que 82% dos jogos vendidos em nosso país ainda são cópias piratas, comércio que deixaria de fazer circular algo em torno de R$ 140 milhões no mercado legal.

É uma indústria a qual todos têm acesso atualmente. É preciso dar mais importância a este mercado, algo que hoje o país não faz,” declarou o presidente da associação, Edson Vismona, que acredita que um dos principais fatores que contribuem para o problema são os impostos absurdos que recaem sobre os games.

Outra organização que divulgou um dado interessante foi a ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), que afirma que em 2012, 630 mil mídias ilegais foram apreendidas no Brasil, sendo que a maioria delas eram jogos de PlayStation 2, o que mostra a importância do console por aqui.

Repito, eu confesso que não fazia ideia de que a pirataria continuava tão forte por aqui e mesmo entendendo que ter um PC parrudo não é um privilégio da maioria, me espanta ver pessoas pagando por um jogo pirata até mais do que ele pode custar numa promoção do Steam ou até dos consoles e por isso torço muito para que os serviços de distribuição digital se tornem cada vez mais populares, mesmo sabendo que em boa parte das vezes, o problema nem está no preço cobrado, mas na péssima mania que algumas pessoas tem de se aproveitarem de tudo.

Fonte: UOL Jogos.

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Os melhores aplicativos e games lançados para Android em 2013

Por em 9 de dezembro de 2013

android-trophy

Este ano foi recheado de lançamentos interessantes para o robozinho do Google. Entre games, apps de produtividade e entretenimento, a plataforma Android oferece cada vez mais opções para seus usuários.

Sou uma dessas pessoas que vem testando e utilizando a plataforma há uns bons anos e uma coisa que me impressiona muito é a melhora no design, usabilidade, wireframe e visual destes softwares.

Nestas andanças, foi fácil encontrar recomendações de apps mais conhecidos, como o (excelente!) teclado SwiftKey, ou o leitor de RSS feedly, até mesmo ferramentas renomadas e essenciais como o AirDroid.

Para trazer um conteúdo diferenciado, vou listar aqui pra vocês os aplicativos que de fato mostraram a que vieram este ano, mas que podem ter passado despercebidos para alguns.

Eu cheguei a pensar em criar uma ordem de melhor para pior, do mais popular ao menos popular, mas como são categorias diferentes para eles, prefiro apenas destacar os que podem ser mais úteis ou mais legais, e vocês decidem qual é o melhor (ou os melhores) pra vocês. Espero que gostem.

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Tem certeza que você quer ser um desenvolvedor indie?

Por em 9 de dezembro de 2013

Ethan-Meteor-Hunter

Nos últimos anos os jogos independentes ganharam o status de novos queridinhos da indústria de games, fazendo com que muitos profissionais deixassem seus empregos em grandes estúdios e passando a ideia de que qualquer um poderia ficar rico criando jogos em suas casas.

Mas será que isso é mesmo verdade? A resposta infelizmente é negativa e quem ilustra muito bem isso é o pessoal da Seaven Studio, criadores do jogo de plataforma Ethan: Meteor Hunter.

Tendo sido lançado para o PlayStation 3 e PC há cerca de um mês, os responsáveis pelo jogo publicaram um texto muito interessante no blog da empresa onde falam um pouco sobre a produção e a parte que mais chama a atenção é aquela dedicada às vendas.

Ainda sem ter conseguido o número de votos necessário para ser aprovado pelo Steam Greenlight, no PC o jogo só vendeu 127 cópias, o que evidentemente está muito longe do necessário para que o estúdio pague o investimento na sua criação

Na opinião dos desenvolvedores, uma série de motivos contribuiu para que as vendas não fossem boas, como a disponibilização do game pouco depois do lançamento do Grand Theft Auto V e dos consoles da nova geração, mas mesmo achando que não há muita ligação entre uma coisa e outra, o fato é que os caras devem estar tendo péssimas noites de sono.

Seja como for, isso serve para mostrar o quão complicado este mercado se tornou, com os jogadores ficando mais exigentes e não aceitando títulos com pouca qualidade e sem um diferencial – não que este seja o caso do Ethan: Meteor Hunter. O fato é que se para os estúdios isso pode ser um mau sinal, para nós pode representar títulos melhores.

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Gaijin Entertainment e a dificuldade em criar jogos F2P para consoles

Por em 6 de dezembro de 2013

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Algumas pessoas estão defendendo a ideia de que as microtransações serão bem mais comuns na nova geração do que muitos gostariam, algo que vários títulos desta leva inicial já mostraram, mas para Anton Yudintsev, CEO da Gaijin Entertainment, criar jogos assim para os videogames é muito mais complicado que para o PC.

Na opinião do executivo, o grande problema é que os jogadores de videogames são mais exigentes e por isso é necessário um investimento muito maior na criação de games que adotem este modelo.

Os jogadores de console estão mais acostumados com o conceito de comprar jogos, jogos premium. Mas uma das razões para isso é que nunca houve jogos Free-to-Play suficiente com o nível de qualidade dos consoles. Bem, somos uma desenvolvedora de consoles, o War Thunder [que será lançado para o PS4] tem a qualidade de console.

No Free-to-Play, há muito conhecimento em como fazer um game design interessante para as pessoas jogarem por meses ou mesmo anos, mas em termos de jogabilidade bruta, qualidade de produção e excelência técnica, a maioria deles não se concentram em nada disso. Há exceções, mas a maioria deles não fazem isso.

O interessante nisso é que se essa busca por mais qualidade realmente acontecer, até os jogadores de PC se beneficiarão, já que os jogos gratuitos no geral poderão se tornar melhores e assim perder um pouco do estigma de que todo F2P não presta.

Ainda segundo Anton Yudintsev, é pouco provável que um dia nos adaptemos a jogar sem que nossos cérebros faça a distinção entre um jogo gratuito ou pago, mas mesmo que ele tenha razão, o importante é que o maior número possível de pessoas tenha acesso aos games e se os Free-to-Play forem melhores, não tenho dúvidas de que contribuirão muito para que isso aconteça.

Fonte: GamesIndustry.

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Segunda tela nos games ainda não convenceu Mark Rein

Por em 5 de dezembro de 2013

smartglass

Depois que a Nintendo anunciou o Wii U, caiu sobre a indústria a ideia de que os consoles precisavam de uma tela além da TV e tanto Sony quanto Microsoft buscaram maneiras de oferecer este recurso. Mas será que ele é mesmo necessário? Para Mark Rein, vice-presidente da Epica Games, a resposta por enquanto é não.

Onde eu realmente utilizo o SmartGlass é para escolher coisas em um menu e navegar pela loja, ao invés de usá-lo como controle. É legal assistir um filme e então continuar ele em meu tablet quando saio, há muitas ótimas aplicações.

Onde isso se encaixa nos jogos, eu não sei. Não estou convencido em ter que pegar meu tablet para escolher meu jogo e então deixá-lo de lado para pegar o controle. É uma forma estranha de se jogar, então não sei como isso funcionará ou não.

Porém, o executivo disse acreditar que cedo ou tarde aparecerá um jogo que conseguirá usar de forma convincente o recurso e que por isso é importante que os desenvolvedores se divirtam criando para as duas telas.

Pois eu penso que há dois lados a serem analisados na questão. Um é em relação ao Wii U e até mesmo o PS Vita, onde a segunda tela parece mais natural, já que ela está no próprio controle. Quanto a utilização de tablets para esta função, acho que a usabilidade acaba sendo prejudicada, uma vez que nos faltam mãos para controlar tantas cosias.

Ainda assim, mesmo não gostando de ter um dispositivo móvel sobre meu colo, me agrada a ideia de termos um mapa ou o menu disponível a todo momento, sem a necessidade de interrompermos a partida para consultá-los e por isso acho que Sony e Nintendo podem ter uma vantagem quando se trata de uma tela adicional.

Fonte: MCV.

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Lindsay Lohan quer levar criadores do GTA pro pau

Por em 3 de dezembro de 2013

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Em 1983 a Hustler, revista criada para o público bronco demais para ler Playboy publicou uma paródia de um série de anúncios do Campari.

Nele o reverendo Jerry Falwell, o televangelista mais poderoso da época, e feroz inimigo da nudez, da pornografia, da sodomia, do álcool, da orgia e de tudo que torna a vida minimamente divertida, na ausência de um XBox One.

Na paródia, que você pode ver aqui, Falwell fala de como foi sua primeira vez. Sem entrar em detalhes, envolve um banheiro público, todos os homens da cidade, um bode, sua mãe (a dele, não a sua) e um porre de Campari.

Falwell não gostou nada, e processou a Hustler, gerando um dos marcos legais da Justiça dos EUA, que você pode acompanhar melhor no excelente filme O Povo vs Larry Flynt. Chegando à Suprema Corte, em 1988 uma rara decisão unânime de 8×0 deu ganho de causa à Hustler.

A opinião dos magistrados era que proibir paródias violaria a liberdade de expressão da revista, e que nenhuma pessoa razoável iria levar a sério a “entrevista”. Não havia uma intenção obscura de difamar o pastor, o propósito era honestamente ofensivo/humorístico.

Desde então essa decisão tem garantido paródias e obras magníficas, e se o preço para ter House of Cards é a existência de filmes do Uwe Boll, que seja.

Diante desse quadro a guria menos inteligente que um fusca, starlet com um futuro promissor pelas costas Lindsay Lohan resolveu que com ela seria diferente. Depois de ser presa várias vezes, passar por diversas rehabs, ter implorado trabalho e conseguido sair de um filme onde seu parceiro ator pornô era O exemplo de profissionalismo, educação e habilidade, ela arrumou um jeito de voltar às manchetes.
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A Square e sua busca para conquistar a América Latina

Por em 29 de novembro de 2013

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Com quase todo o planeta passando por séries dificuldades financeiras, a indústria de games tem buscando mercados que podem, se não substituir os mais tradicionais, ao menos lhes ajudar a melhorar os ganhos e um dos principais alvos de boa parte das editoras tem sido a América Latina.

Países como o Brasil e México aumentaram muito os gastos com jogos eletrônicos, o que fez com que a Square Enix instalasse uma subsidiária por lá, de onde, conforme explicou Igor Inocima, chefe da divisão latino-americana da companhia, estão tentando descobrir como conquistar a atenção dos jogadores.

Por não ter havido tanta exploração, ninguém tentou encontrar a fórmula que funciona especificamente para a América Latina. Os jogos que são populares aqui são em sua maioria os jogos que são populares nos Estados Unidos e Europa, como shooters e jogos de ação, mas talvez exista uma fórmula que funcione especificamente para cá.

Essa é uma das coisas que estamos tentando descobrir. Por que, por exemplo, os RPGs não são tão populares aqui? Isso acontece porque os consumidores não se identificam com a história ou a ambientação é muito distante deles? Então estamos experimentando algumas combinações de coisas para ver se conseguimos encontrar algo que ainda não foi tentado, mas teremos que ver como isso funcionará.

Para Inocima, há diversos fatores que dificultam este processo, como o tamanho da região, as diferenças culturais e até a situação econômica dos países, mas o lado bom é que as vendas de PCs, tablets e smartphopnes tem aumentando muito, o que sugere que eles poderão focar nessas plataformas, principalmente utilizando parcerias com estúdios locais.

Independente das intenções da Square e dos consumidores que serão beneficiados com o interesse pela América Latina, é bom vermos que finalmente estamos entrando no radar dessas desenvolvedores e só discordo quando ele diz que não gostamos de RPGs. Talvez isso seja verdade em outros países, mas aqui no Brasil sempre vejo muita gente defendendo o gênero (inclusive os JRPGs) e acho que a única coisa que acaba afastando os jogadores é a língua. Já pensou um Final Fantasy legendado em português?

Fonte: GamesIndustry.

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