FIFA UltimateTeam, uma mina de ouro (e de problemas)

Nós estamos cansados de ver ideias estúpidas sendo implementada pela indústria, mas vez ou outra algum gênio consegue propor algo que se torna uma espécie de presente para os jogadores e uma excelente maneira da desenvolvedora lucrar. O modo FIFA Ultimate Team (ou simplesmente FUT) é um desses casos.
Basicamente o negócio funciona como uma álbum de figurinhas (ou melhor, cards), nos oferecendo uma certa quantidade de itens – como jogadores, uniformes e estádios – quando criamos um time e nos dando a possibilidade de comprar novos pacotes, até mesmo através de leilões virtuais, conforme ganhamos partidas e campeonatos. O segredo está em nos manter jogando para melhorarmos nossa equipe, nunca sabendo quais cards virão no próximo pacote, o que mostrou-se extremamente viciante.
Só que há um detalhe no FUT, a EA Sports permite que o jogador adquira novos itens também com dinheiro real e o estúdio revelou alguns números internos que mostram que apenas entre setembro e dezembro passado esse modo rendeu aos cofres da companhia mais de 39 milhões de dólares, com previsão de atingirem US$ 100 milhões em vendas digitais até o fim de março, sendo que a arrecadação virá principalmente da venda de cards no jogo.
Criador do Final Fantasy reclama de gráficos em alta definição

recentemente vimos o game designer Sid Meier falando sobre a maneira como o avanço da qualidade gráfica tem feito com que a imaginação dos jogadores deixe de ser estimulada e agora é a vez de outra lenda, Hironobu Sakaguchi, criticar a busca incessante por imagens realistas nos jogos.
“Agora que os gráficos em HD de alta qualidade reinam supremo você pode reproduzir o que quiser para comunicar-se visualmente, mas ao mesmo tempo, não sei como dizer isso, mas há um elemento ligeiramente excessivo sobre isso tudo. Você acaba comunicando demais ao jogador.
Para ser honesto, penso que as imagens em HD que se tornaram comuns na indústria da TV são, na minha opinião, um exagero para o mundo dos videogames. Há uma tendência entre os desenvolvedores a permitirem que toda sua energia seja convertida em manter a alta qualidade dos gráficos.”
Basicamente a mesma opinião de Meier, com uma importante adição sobre a triste constatação de que muitas vezes as equipes preocupam-se apenas em entregar jogos com belos visuais e conteúdo questionável, mas chama a atenção o fato de que isso não impediu que a sua equipe optasse pela Unreal Engine 3 para dar vida ao belo Lost Odyssey.
E por falar em RPG japonês, Sakaguchi também deu sua opinião sobre o atual estado do gênero, afirmando que sente como se eles tivessem sido deixados para trás e que por isso os JRPGs não tem outra saída que não seja mudarem, porém, isso não o impede de acreditar que “o Japão continua na liderança em termos de elegância nos jogos e em relação a profundidade emocional.” Para ele, se continuarem fiéis a isso, os jogos criados por lá terão condições de competir num cenário mundial.
[via MCV]
Schafer fala sobre novas franquias e ganha financiamento para Psychonauts 2

Muitas vezes nós reclamamos das desenvolvedoras de jogos por elas insistirem em continuações de suas franquias mais conhecidas, porém, de acordo com Tim Schafer, o grande problema na verdade seriam as editoras, que dificilmente estão dispostas a investir em novas marcas.
“As editoras normalmente não querem lançar nada novo, quero dizer, eles ficam assustados com novas propriedades intelectuais e a Double Fine é especializada em novas propriedades intelectuais,” declarou o criador de clássicos como Grim Fandango e Full Throttle. “Tem sido o nosso desafio, conseguir uma editora que invista milhões de dólares em uma marca nova como o Brutal Legend.”
Apesar de não se tratar de algo novo, um exemplo dado pelo game designer foi o Psychonauts 2, sequência de um dos mais aclamados jogos da geração passada e que Schafer já disse que adoraria fazer, mas que mesmo após diversas tentativas, falhou em conseguir uma empresa disposta a investir na produção.
O que talvez ele não esperasse é que sua nova súplica poderia dar resultado rapidamente e Markus “Notch” Persson, criador do Minecraft, publicou em sua conta no Twitter uma mensagem sugerindo que eles poderiam trabalhar juntos para que o jogo fosse criado, portanto, parece que a Double Fine encontrou o seu financiamento. Isso não significa que eles tenham fechado um contrato, mesmo porque Schafer ainda não deu uma resposta, contudo, não deixa de ser um momento fantástico para os fãs e uma elogiadíssima iniciativa por parte do fundador da Mojang.
[via Digital Spy (1 e 2) e Rock, Paper, Shotgun]
Desenvolvedoras, o novo Xbox e o comércio de jogos usados

Há alguns dias uma polêmica relacionada ao comércio de jogos usados ganhou a internet. Tudo porque um rumor dizia que o próximo console da Microsoft teria um sistema que impediria que os jogos pudessem ser aproveitados em mais de um aparelho. Como era de se imaginar, a notícia não foi bem recebida pelos jogadores, gerando incontáveis críticas, o que não impediu que Jameson Durall, designer da Volition, Inc. expressasse uma opinião bastante diferente.
“Pessoalmente acho que isso poderia ser uma mudança fantástica para o nosso negócio e mesmo que os consumidores estejam em pé de guerra sobre isso num primeiro momento… eles entenderão o motivo e porque ele não irá matá-los.”
Durall explica em seu blog que uma maneira de impedir a venda de jogos usados seria incluir uma chave em algum lugar do código do game que o vinculasse a uma conta da Xbox Live e embora reconheça que o sistema tenha falhas, ele sugere que uma maneira de resolver o problema das locações ou empréstimos de jogos poderia ser resolvido com a própria Microsoft alugando licenças, cobrando uma pequena taxa pela liberação por alguns dias e repassando parte do valor para as desenvolvedoras.
O rapaz conclui afirmando que algo precisa ser feito sobre os jogos usados, caso contrário há o risco de a indústria entrar em colapso, além de as pessoas não entenderem o quanto é investido para que um jogo seja vendido “por apenas US$ 60” e o quanto elas prejudicam as desenvolvedoras ao comprar uma cópia usada ou piratear um game.
Para dizer a verdade não tiro a razão dele, só acho que há uma maneira mais simples de resolver a situação e ela atende pelo nome de distribuição digital. O grande problema a meu ver nessa história está no fato de que logo alguém descobrirá uma maneira de burlar esse sistema, também conhecido como número serial, e novamente os prejudicados serão aqueles que adquiriram normalmente seus jogos.
[via CVG]
Porque os jogadores não terminam os games?

Faça o seguinte, dê uma olhada nos jogos que possui e conte quantos deles você não terminou? Foram muitos? Pois esta é um tendência que de acordo com um artigo publicado pela CNN, tem se tornado cada vez mais comum.
O alerta, se é que podemos chamar assim, foi dado por Keith Fuller, ex-funcionário da Actvision. Segundo ele, 90% das pessoas não assistem o final dos jogos, número confirmado por John Lee, vice-presidente de marketing do Raptr, site que coleta informações de mais de 23 milhões de jogadores e que registrou que, na média, apenas 10% deles completaram a última missão dos games.
O mais alarmante disso tudo é que o problema não estaria relacionado apenas as produções de pequeno porte, com títulos como o Red Dead Redemption tendo sido citado e um dos principais motivos para isso acontecer estaria relacionado principalmente a idade dos jogadores.
De acordo com a Entertainment Software Association, atualmente a idade média dos gamers está na casa dos 37 anos, época em que a maioria está mais preocupada em administrar sua carreira e criar seus filhos, diminuindo assim o tempo disponível para dedicar-se aos jogos eletrônicos.
Além disso, podemos considerar também a enorme oferta de títulos disponíveis no mercado e como o tempo é um artigo de luxo atualmente, nem todos estão dispostos a gastar suas horas de folga em uma única produção, logo, o problema não estaria apenas nas pessoas, mas também numa indústria sedenta por lucro e que para isso entope semanalmente as prateleiras com lançamentos.
Na maioria das vezes eu tento começar um jogo só após ter terminado o que estava jogando, mas mesmo assim tenho vários games aqui na fila que preciso dar-lhes outra chance e encerrar de vez suas campanhas e fico feliz de pelo menos ter ido até o final do RDR, um jogo espetacular que fica muito melhor após conhecermos seu desfecho.
[via Yahoo! Voices]
Nintendo: Mercado está pronto para novo console

Prestes a lançar o Wii U, o presidente da Nintendo, Satoru Iwata, utilizou a diminuição das vendas na época de fim de ano como motivo para justificar a chegada de uma nova geração, alegando que os consoles atuais estão perdendo força perante os consumidores.
“Normalmente o Wii registra altas vendas em dezembro, mas no último ano, mesmo com o tão aclamado The Legend of Zelda: Skyward Sword, não fomos capazes de expandir o nosso publico alvo suficientemente e embora o Wii tenha sido a plataforma que vendeu mais jogos em dezembro, não conseguimos sugerir novos títulos da Nintendo para uma audiência mais ampla.”
Iwata no entanto explicou que, com exceção do Just Dance 3, nenhum jogo para o Wii teve boas vendas no final de ano, mas que isso não é um problema do videogame, já que no geral todos os outros tiveram vendas menores que no ano anterior e que por isso ele acredita que “agora o mercado está esperando a oferta de novos consoles.”
Levando-se em consideração que a Sony voltou a negar o lançamento do Playstation 4 para breve, sendo provavelmente a última das grandes fabricante a disponibilizar um novo videogame, a situação só reforça uma ideia que tenho de que no fundo os grandes interessados em colocar nas prateleiras uma nova geração são mais as empresas do que os jogadores e basta você dar uma olhada nos títulos que ainda quer jogar para ver que novos consoles talvez não sejam tão necessários.
[via Eurogamer]

