EverQuest II se torna gratuito e está disponível no Steam

Muito antes do World of Warcraft surgir, quando eu ainda tinha uma poderosa conexão ADSL de 300 kbps, um dos primeiro MMORPGs que chamaram minha atenção foi o EverQuest. Ver as fotos daquele jogo e pensar nas possibilidades proposta pelo seu vasto mundo a ser explorado na companhia de outras pessoas era algo incrível. O tempo passou uma sequência foi lançada, mas acabou que nunca experimentei a série, porém, agora isso está um pouco mais fácil.
Depois de anunciar que o EverQuest II se tornaria gratuito, a Sony Online Entertainment passou a disponibilizar o jogo através do Steam, permitindo que todos que possuem uma conta no serviço de distribuição da Valve tenham acesso ao game apenas fazendo o seu download.
Lançado em 2004, o título conta com seis expansões e permite evoluirmos os personagens até o nível 90, oferecendo ainda mais de 8 mil quests e 5 mil inimigos diferentes, portanto, haverá conteúdo para centenas de horas de diversão.
Por se tratar de um jogo mais antigo, não sei se sua mecânica e gráficos permanecem interessantes, mas assim como acontece com a maioria dos MMOs que se tornam gratuitos, fiquei bem interessado em testar o EverQuest II e já fiz o seu download, mesmo sabendo que dificilmente lhe darei a atenção merecida.
As coletâneas que eu gostaria de ver por aí
Apesar de a ideia de relançar jogos antigos seja usada há bastante tempo, foi na geração passada que as produtoras começaram a investir mais pesadamente na criação de coletâneas que ressuscitavam suas criações, provavelmente por que foi provavelmente nesta época que os jogadores começaram a criar uma consciência de que não vivemos só de gráficos ultrarrealistas e que além de mantermos viva a história dos jogos eletrônicos, é possível encontrar muita diversão naquilo que outrora foi considerado o ápice da indústria.
Saudosista convicto, vez ou outra invisto meu dinheiro em alguns daqueles títulos que me deram tanta alegria quando era mais novo e uma boa maneira de economizar nessas horas é adquirindo essas coleções e foi pensando na dificuldade em se obter alguns games que eu resolvi fazer uma lista com algumas coletâneas que eu gostaria que fossem produzidas. Veja só:
Prêmio MBG – Os Melhores de 2010

O fim de ano chegou e como de costume, é hora de realizarmos mais uma votação (veja os resultados de 2009 e a de 2008) onde vocês leitores escolherão quais foram os jogos que mais se destacaram em 2010. Nesta temporada adicionamos mais duas categorias, a de jogos lançados para o iOS/Android e a de melhor jogo independente, que promete ser uma das mais concorridas por se conter games de altíssimo nível e que fizeram bastante sucesso.
Embora alguns jogos sempre indiquem que irão atropelar os concorrentes, a briga nesta geração está ficando cada vez melhor, com a qualidade dos jogos aumentando consideravelmente e quem ganha com isso, é claro, somos nós.
Lembrando que limitamos o número de indicados a apenas cinco títulos o que poderá fazer com que um ou outro game que você tenha gostado acabe ficando de fora, mas espero que isso não aconteça e repare que você não precisa votar em uma plataforma que não tenha jogado. Isso posto, assim que 2011 começar divulgo por aqui o resultado da pesquisa.
Video Games Live 2010 – Rio de Janeiro

Um dia nublado – um domingo! – enfiado no meio de um feriadão geralmente acaba sendo um convite a ficar em casa, descansando, vendo um filme, ou jogando vídeo-games. Ironicamente, porém, acabam sendo justamente os vídeo-games a única motivação a fazê-lo sair de casa nesse dia. Bem, não exatamente os games, mas sim a trilha sonora dos mesmos; e a possibilidade de misturar a música orquestrada de jogos clássico, independente de sua idade, com o clima de um show de Rock de primeira linha. Sim leitores, estamos falando da Video Games Live 2010, que aconteceu nesse dia 10 de Outubro, na casa de shows Canecão, localizada na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Antes do show propriamente dito começar, um mestre de cerimônias aparece rapidamente para fazer um aquecimento do público com um rápido concurso de Cosplay. Pra quem tem a mínima noção de o que é Cosplay, sabe que estamos falando de pessoas fantasiadas, da melhor ou da pior maneira, de personagens; nesse caso, exclusivamente personagens de games. Só para registrar, o vencedor desse ano venceu também ano passado, exatamente com a mesma fantasia: de Prisioneiro do jogo Metal Slug; que consistia basicamente de uma peruca, uma barba falsa, uma samba-canção e muito carisma. Feita a premiação, sobem ao palco a orquestra e o maestro dessa turnê, o italiano Emmanuel Fratianni, que parece extremamente feliz de estar no Rio. Ele comenta obre o quanto gosta da música brasileira, de como o Rio é bonito e sobre o charme da cidade e seus moradores. Ele diz também que essa noite o show terá algumas diferenças dos outros shows dessa turnê, e sem mais papo furado começa com a primeira peça da noite: uma colagem de temas da série Sonic: The Hedgehog que empolga muito pouco a platéia.
nVidia apresenta a GTX480 e 470, GPUs baseadas no GFermi100
Após seis meses de muita expectativa, finalmente a nVidia apresenta, de forma oficial, suas GPUs dedicadas com total suporte ao DirectX 11 (incluindo Direct Compute e, pasmem, Tessellation via hardware). Foi durante a PAX East, uma convenção de entretenimento eletrônico que reuniu gamers de todos os tipos em Boston, neste final de semana.
A GeForce GTX480 é a single-GPU dedicada mais complexa já litografada: são 3,2 bilhões de transístores de 40nm, numa área de aproximadamente 530mm², o que a torna um dos maiores chips já comercializados, também em consumo e dissipação térmica, com um TDP de 250W, algo bem próximo ao limite certificado pelo padrão PCI-Express 2.0 (300 watts).
Tais números só possuem significado ao vermos as demonstrações de raytracing em tempo real, renderizando belos carros esportivos virtuais em diversos cenários fotorrealísticos.
Entre uma exibição e outra dessas belas demos, Drew Henry, o porta-voz da companhia, afirmou que a GeForce GTX480 oferece um desempenho 2,5 vezes melhor que a GeForce GTX285, a single-GPU mais poderosa da linha anterior.
Outro porta-voz da empresa, Bryan Del Rizzo, situou a GeForce 11 como o principal componente da estratégia da nVidia, em assegurar que o PC seja a melhor opção para os jogadores hardcore que estejam em busca de constante evolução gráfica, aspecto que anda um tanto “estagnado” com o ‘prolongamento’ da atual sétima geração de consoles.
Del Rizzo também demonstrou um forte concorrente ao Eyefinity: o nVidia 3D Vision Surround, que além de suportar a visão panorâmica em três monitores, o pode fazê-lo com perspectiva estereoscópica, mantendo uma aceitável taxa de fotogramas por segundo nos atuais 450 títulos que ele afirma serem compatíveis com tal recurso.
Só para sentir o drama do 3D Vision Surround, com relação ao altíssimo custo de processamento gráfico para exibí-lo, em toda a sua glória: cada fotograma deve ser renderizado seis vezes, sendo uma vez para cada olho, em cada uma das três telas.
E tudo isso pelo precinho camarada de 499 dólares, pelas placas com GeForce GTX480, e US$349 pelas GTX470.
No hardware gráfico dessas duas novas GPUs teremos que considerar a seguinte situação: o GF100 originalmente litografado possui 512 CUDA cores (unidades de processamento em fluxo gráfico unificado).
Como os yields da TSMC rendem pouco menos de metade dos chips funcionais em 40nm, com tal tamanho (530mm², contra 334mm² do Cypress XT/Radeon HD 5870 concorrente), a nVidia optou por selecionar aqueles com 480 CUDA cores e constituir as GeForce GTX480. Isso influenciou toda a linha GeForce 11 e, assim, os novos hardwares gráficos high-end da nVidia têm as seguintes especificações:
GeForce GTX480
- TDP de 250 watts;
- 480 CUDA cores correndo a 1,4GHz;
- 60 texturizadores (TMUs) e 48 rasterizadores (ROPs) a 700MHz;
- 1536MiB ou logo 3GiB de memória a 948MHz (3,696GHz GDDR5), com interface 384bits.
GeForce GTX470
- TDP de 225 watts;
- 448 CUDA cores rodando a 1,215GHz;
- 56 TMUs e 40 ROPs caminhando a 607MHz;
- 1280MiB de memória a 837MHz (3,358GHz GDDR5), com interface 320bits.
Outra vantagem, sobre a série anterior, será que a GeForce 11 terá novos hardwares mid e low-end, derivados diretamente da microarquitetura Gráficos Fermi 100, não tratando-se apenas de versões renomeadas dos hardwares anteriores.
Enquanto o GF100 constituirá as GeForce GTX480/470, o GF104 (basicamente um GF100 “cortado ao meio”, mantendo muitas TMUs e ROPs) dará origem à três novos processadores gráficos dedicados mainstream/mid-end (as freqüências de operação ainda não foram oficialmente divulgadas) no final deste semestre:
- GTS 450 – 256 CUDA cores, 64 TMUs, 32 ROPs e interface 256bits;
- GTS 440 – o mesmo que a GTS 450, só que com freqüências 20% menores;
- GTS 430 – 192 CUDA cores, 48 TMUs, 24 ROPs e interface 192bits.
Os preços variarão entre US$230 (GTS 450) a US$160 (GTS 430), para concorrer contra as Radeon HD 57×0.
Mas ainda haverão faixas de preços menores (até para tentar bater de frente contra as Radeon HD 5670, 55×0 e 5450), proporcionados pelas GF106 e GF108, cujas especificações não foram anunciadas durante a PAX East e terão lançamento previsto para o começo do próximo semestre.
Se seguíssemos o raciocínio da GF104 (que é “metade” da GF100), o GF106 seria ‘metade’ do hardware do GF104 (ou um quarto do GF100) e o GF108 talvez já seja a versão ultra-low-end (um oitavo do GF100?), que poderia ser até componente integrado num chipset futuro da nVidia para placas-mãe. Isso se a Intel permitisse…
Bom, todas essas especificações apresentadas pela nVidia não significariam muito se não tivéssemos como compará-las com seus concorrentes diretos da AMD+ATi, oriundos do Cypress: Cypress Pro, Cypress XT e Hemlock XT. Apenas recapitulando suas características, já conhecidas há mais de seis meses:
Radeon HD 5850, a Cypress Pro
- Precinho médio de 310 obamas;
- TDP de míseros 151 watts;
- 288 unidades de processamento em fluxo gráfico unificado + 1152 outras ALUs mais simples (totalizando 1440 ALUs), 72 texturizadores (TMUs) e 32 rasterizadores (ROPs) correndo a 725 MHz;
- 1GiB de memória a 1GHz (4GHz GDDR5), com interface 256 bits;
Radeon HD 5870, a Cypress XT
- Essa single-GPU custa, no momento, por volta dos US$400;
- Seu TDP já é de respeitáveis 188 watts;
- 320 unidades de processamento em fluxo gráfico unificado (total de 1600 ALUs), 80 TMUs e 32 ROPs rodando a 850 MHz;
- 1GiB de memória a 1,2 GHz (4,8 GHz GDDR5), com interface 256 bits.
Radeon HD 5970, a Hemlock XT
- Venda um rim, para pagar US$630 por esta dual-GPU;
- Enorme TDP de 294 watts;
- 320 Stream Processors (1600 ALUs), 80 TMUs e 32 ROPs a 725MHz, para cada processador gráfico (a placa de vídeo é uma dual-GPU);
- 1GiB de memória a 1,0 GHz (4,0 GHz GDDR5), com interface 256 bits para cada GPU, totalizando 2GiB de memória (o tio Laguna recomenda o uso de sistemas operativos 64 bits, para evitar quaisquer conflitos futuros).
Agora vejamos o desempenho de todas essas cinco belezinhas em “Tessellation, tion”:
Podemos notar, no benchmark realizado pelo Tom’s Hardware, que o desempenho da GeForce GTX480 em Tessellation é melhor que o da Radeon HD 5970 em situações mais extremas, apesar de quando o Tessellation não for tão exigido, a 5970 vence a GTX480 por boa margem.
Vejamos agora como tais placas, aceleradoras de gráficos tridimensionais, comportam-se em outras situações extremas (cliquem nas figuras a seguir para obter mais testes):
Nos casos acima, vemos que a Radeon HD 5970 faz jus aos 630 obamas, mas a GeForce GTX480 não ficou tão atrás, custando apenas US$130 a menos. O porém dos preços relativamente atraentes da nVidia é o seguinte: a linha completa da AMD+ATi (em GPUs DX11) já está no mercado desde o ano passado.
Como as GPUs da AMD+ATi tiveram boas vendas e são bem menos complexas para serem litografadas em 40nm, a empresa pode se dar ao luxo de baixar os preços, principalmente do segmento high-end, no qual a nVidia oferecerá suas GPUs primeiro.
Mas, enquanto isso, a AMD+ATi pode ir lucrando com os segmentos mid e low-end, onde concorrerá com produtos antigos da nVidia, e tais tiers representam a fatia mais lucrativa do mercado, afinal, a maioria dos jogadores não pensam somente em gráficos fotorrealistas…
Alguém aí esperará pelos novos produtos da nVidia ou aguardará os mais novos da AMD+ATi?
Seja como for, o tio Laguna acha que sobreviverá com uma velha e boa Sapphire HD 3850 (64SP 320ALU 16TMU 16ROP @668MHz 512MiB 1,66GHz-GDDR3 256bits). Só não sabe por quanto tempo.
Steam passa por reformulação
Mais de 25 milhões de usuários depois e tendo se tornado o principal serviço de distribuição digital de jogos, a Valve finalmente decidiu dar uma repaginada no Steam e embora ainda esteja funcionando como um beta, portanto não estranhe a instabilidade do software, as mudanças parecem bastante promissoras.
Para esta nova versão, o pessoal da Valve acredita que a melhor maneira de se chegar a novos consumidores é usando os que já fazem parte de sua rede, por isso a atenção agora estará voltada aos jogadores. Agora poderemos descobrir mais facilmente os jogos que nossos amigos estão jogando, inclusive antes de comprá-los.
Outra das principais mudanças está na lista de jogos que possuímos. Será possível separar os títulos por grupos criados por nós mesmo e para facilitar a localização, bastará digitar o nome do jogo desejado e o mesmo aparecerá.
No geral, além da tão aguardada reformulação visual, o sistema ganhará uma enorme quantidade de novidades e senti falta apenas de uma seção na nossa página da comunidade que mostre os troféus adquiridos.
O novo Steam já está disponível para download e se você já possui o antigo instalado, basta clicar neste link e depois escolha a opção “UI Update” (Aqui a opção aparece dentro da aba “Account”). Se quiser conhecer melhor as novidades sem se arriscar no período de teste, essa é a página que você deve visitar.




