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Flash Pop up da Canon travado

Por em 6 de agosto de 2013

Post rápido e pequeno para você que possui uma câmera reflex da Canon. Nos últimos dias passei a ter um problema muito estranho e incomodo com minha EOS 7D. Como alguns sabem eu gosto muito de fazer Strobist. Com a compra da 7D a coisa ficou mais bacana ainda, pois posso disparar meus dois flash compactos utilizando o flash incorporado da câmera. Isso é muito útil em situações onde se torna mais agradável utilizar duas fontes de luz laterais. Mas, um belo dia, o flash pop up da câmera simplesmente não foi acionado ao apertar o botão lateral. Tudo na câmera estava certo e ao verificar o menu da câmera foi constatada a mensagem de que o flash não seria acionado e o motivo alegado era que o flash externo estava colocado na sapata hotshoe. Na hora fiquei preocupado, mas como estava no meio de um ensaio acabei optando pelo radioflash e esqueci do assunto.

Hoje, ao me preparar para um outro ensaio, acabei me lembrando do problema. Peguei um pano de microfibra e passei a limpar a sapata, para ter certeza que não era nenhuma sujeira no local. Não deu certo. Pensei que o erro poderia ser atualização de firmware, pois desde que comprei a câmera não tinha feito isso e já existia versões mais novas. Depois de um bom tempo de trampo também não deu certo, e o flash continuou travado. Me senti vencido e comecei a procurar pelo problema no Pai Google. Não encontrei nada em língua Portuguesa, mas finalmente encontrei a solução em fóruns de fotografia americanos. Então resolvi colocar aqui para vocês que possam vir a ter o mesmo problema.

Segundo os colegas gringos esse é um problema até comum nas câmeras da Canon. Ao que parece é um erro de projeto mesmo, mas que a Canon não admite para não ter que fazer uma recall em todas as câmeras. Existe, na parte direita inferior da sapata hotshoe, uma pequena alavanca que avisa a câmera quando um flash externo é conectado e o mesmo trava o flash pop up para que ele não seja acionado ao mesmo tempo. Até ai tudo bem. Mas, acontece que as vezes o mesmo fica preso e, mesmo sem o flash externo conectado, a câmera continua a acusar a sua presença. Para resolver o problema é só desligar a câmera, retirar a bateria e, com um pedaço de metal bem fino (um pequeno clips já funciona), aperte repetidas vezes essa alavanca até que ela se solte. Fiz aqui e funcionou direitinho novamente.

Coisas da vida e do mundo da tecnologia. Agora, bem que a Canon poderia resolver isso de maneira maia efetiva.

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Virada Cultural Paulista 2013 – fotografando um grande evento

Por em 27 de maio de 2013

E nesse último fim de semana (25 e 26 de maio) aconteceu no Estado de São Paulo a Virada Cultural Paulista 2013, evento que visa levar a vários municípios do Estado atividades culturais durante o período de 24 horas. Dentro dessas atividades temos quase tudo e na programação estavam destacadas atividades de música, teatro, dança e circo. Tudo muito diversificado e realizado de maneira competente (nem parece coisa do poder público). Foram 26 cidades com programação intensa e apenas uma empresa cuidando do gerenciamento das mídias sociais. No caso da internet as imagens em tempo real do que estava acontecendo são muito importantes e é nesse momento que o trabalho do fotógrafo profissional entra em cena. Vejam aqui um pouco do que acontece quando você é contratado para cobrir esse tipo de evento.

Brendan Benson

Brendan Benson


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Strobist – você ainda vai fazer um

Por em 25 de maio de 2013

Alguns anos atrás comecei a ver com muita frequência na internet a palavra Strobist, principalmente associada a movimentos que visavam causar alguma transformação no modo de fotografar. Fiquei com isso na cabeça, pois nunca tinha ouvido o termo. Mas, como o Google é o pai dos burros, logo você consegue chegar a uma solução para seus enigmas. Strobist nada mais é do que fotografar com o flash compacto fora da câmera. Isso mesmo, coisa simples. Tão simples que já fazíamos isso muito antes da fotografia digital dar as caras em nosso mundo (só que não tinha esse nome estiloso), porém tenho que admitir que é muito mais simples hoje.

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Cartão Cinza – um brinquedo quase esquecido

Por em 22 de janeiro de 2013

Você, fotógrafo iniciante, já viu um cartão cinza em sua vida? Provavelmente não. No começo da Era Digital, quando os fotógrafos profissionais começaram a descobrir essa nova tecnologia, muitos deles eram obsecados pelo balanço de branco e pela fotometria precisa. Depois muitos começaram a descobrir os programas de edição de imagem e essas preocupações foram caindo cada vez mais na área da pós-produção. O cartão cinza é uma ferramenta que ajuda o fotógrafo no acerto do balanço de branco da imagem e também para uma fotometria mais precisa dos assuntos a ser fotografados.

O cartão cinza nada mais é do que um cartão (jura?) cuja impressão em cinza representa o que chamamos de tom médio, ou seja, a metade (50%) da escala de cinza. Existe uma leve confusão aqui, pois o acessório também é chamado de Cartão Cinza 18%, mas essa não é a escala de cinza e sim a quantidade de luz que ele reflete. Ele pode ser comprado em vários sites de produtos fotográficos, no Mercado Livre e existem até arquivos para serem baixados da internet e impressos em casa. Porém, aqui não temos apenas uma superfície impressa em cinza. É necessário ser o tom médio perfeito, o que pode não acontecer nos arquivos impressos em casa. A precisão do tom de cinza é necessária para que a fotometria seja perfeita, mas já vou chegar nesse ponto.

cartão cinza

Balanço de Branco.

Há muito tempo atrás eu fiz um pequeno texto aqui no Meio Bit sobre balanço de branco que nada mais é do que a aplicação de filtros digitais para correção da tonalidade da luz nas fotos. O objetivo é balancear as cores para que o branco seja representado como branco, mesmo que a pessoa fotografada esteja sendo iluminada por uma luz halógena. Na própria câmera existem opções pré programadas de balanço de branco que nem sempre vão resolver o seu problema, pois outros fatores podem influenciar na tonalidade da luz como, por exemplo, as cores das paredes do ambiente onde você está fotografando. Câmeras mais avançadas também possibilitam executar um balanço de branco personalizado e é nesse ponto que entra o cartão cinza. Nem sempre você vai encontrar no ambiente onde você está um tom neutro onde o balanço de branco personalizado possa ser executado, por isso usamos o cartão para fazer essa medição. É só acionar o recurso na câmera, apontar a câmera para o cartão de modo que ele preencha toda a cena e fazer a medição. É importante que o cartão esteja sendo iluminado pela mesma luz que vai ser utilizada no ensaio. Pronto, você tem um balanço de branco personalizado e preciso para aquela cena.

Outra forma é definir o balanço de branco no pós-processamento, mas isso só se torna perfeito se você estiver fotografando em RAW. Coloque o cartão cinza no ambiente em que vai fotografar ou peça para a pessoa que vai ser fotografada segurar o cartão e faça uma foto dela. Geralmente essa é a primeira foto do ensaio. Depois, ao abrir essa foto no Adobe Lightroom é só definir o balanço de branco através da ferramenta conta gotas e sincronizar essa definição para o resto das fotos. Tudo muito simples e preciso.

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Fotometria

Fotometria, como o nome já diz, é medir a quantidade de luz necessária para que sua foto não fique nem subexposta e nem superexposta. No Meio Bit você pode aprender um pouco mais sobre isso aqui e aqui. A ferramenta mais acessível que temos para fazer a fotometria é o fotômetro que se encontra dentro de nossa própria câmera e que faz a leitura através da luz refletida do objeto. Também existem fotômetros externos que trabalham com a luz incidente, muito mais precisos, mas se você não tem um então o cartão cinza pode quebrar um galho para você.

O fotômetro que encontramos dentro de nossas câmeras é uma mão na roda, mas ele tem problemas e a precisão não é perfeita. Primeiro devemos entender que o fotômetro de sua câmera não trabalha com cores e sim com tons de cinza. Ele tenta fazer a medição procurando o ponto médio da cena, ou seja, o tal do cinza médio. O médio, para o fotômetro, é aquilo que tem certa predominância na cena. Por isso que, ao fotografar uma pessoa em um fundo negro a pessoa fica superexposta, pois o fotômetro entende que o preto é o médio da cena. Da mesma forma quando fotografamos alguém em um fundo branco ou na praia ela fica subexposta, pois o fotômetro entende que o branco é o médio da cena. Essas são situações em que não podemos confiar na câmera e devemos recorrer a um fotômetro externo, a um cartão cinza ou ao bom senso. No caso do cartão é muito parecido com o procedimento do balanço de branco. Coloque o cartão no local onde está a luz que você vai medir, preencha todo o visor com o cartão e faça a medição da luz. Aconselho a desligar o foco automático nessa hora, pois a câmera não vai conseguir fazer o foco na superfície cinza. A fotometria se torna mais precisa por realmente estar medindo a luz em um ponto médio. Uma curiosidade bacana é que, o histograma de uma foto feita do cartão cinza e com a fotometria certa deve gerar um pico no gráfico bem ao centro. Se isso não acontecer, o fotômetro de sua câmera está desregulado ou o seu cartão cinza não é um ponto médio perfeito.

Óbvio que existem situações em que não conseguimos ter tempo para fazer todas essas medições e temos que confiar no que conseguimos com a câmera, mas quem trabalha com ensaios mais elaborados e cuja produção demanda mais tempo, pode se dar ao luxo de ser um pouco perfeccionista.

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Câmeras reflex – como escolher?

Por em 23 de maio de 2012

 

Esse texto é baseado em uma dúvida mandada por um leitor do Meio Bit. O Marco Henrique Martins Araujo está cheio de dúvidas sobre qual câmera reflex comprar e não entende muito bem a baciada de especificações técnicas que a gente sempre coloca em todos os textos que publicamos por aqui. Como saber se a câmera que você quer comprar é a ideal para o que você quer fazer? Essa é a grande dúvida que assola a maioria dos fotógrafos iniciantes e, infelizmente, creio não existir uma resposta fácil e certeira. Mas, podemos levantar alguns fatores para aqueles que estão nessa grande dúvida existencial.

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Mamãe, quero ser fotógrafo profissional

Por em 6 de outubro de 2011

Cheguei hoje com vontade de escrever algo sobre isso e me deparo na internet com dois ótimos textos também publicados agora. Um foi no Fotografe uma Idéia e outro no blog do André Fernandes. O sentido da coisa é o mesmo, falar do mercado profissional de fotografia. Nesta semana recebi três pedidos de orçamento e o retorno dos clientes me deixou muito triste. Todos eles retornaram que tinham conseguido outro fotógrafo que faria o serviço de filmagem e fotografia por R$ 700,00. Independente da região do Brasil que você esteja trabalhando este é um preço muito baixo. Não existe ganho nenhum e você ainda corre todos os perigos de perder ou avariar equipamento. Temos dois problemas aqui. O primeiro é do “profissional” que está nessa para ganhar uns trocos e ferrar todo mundo que leva a fotografia a sério. O segundo é o cliente que paga dois mil reais em um buquê e fica mendigando o preço da fotografia que, de modo prático, vai ser a única coisa material que vai sobrar do dia do casamento. Existem casais que realmente não podem pagar por um serviço de fotografia? Claro que sim, mas prefiro fazer um ato de caridade e registrar de graça do que fazer os preços afundarem.

A fotografia digital facilitou muito o ato fotográfico. Ou pelo menos os leigos pensam que facilitou. Então o José Mecânico ou o Toninho Auxiliar de Escritório resolveram comprar uma “câmera profissional” e agregar uma graninha ao orçamento doméstico fazendo umas fotos no fim de semana. Como não entendem nada de custos e acham que no digital é tudo quase de graça, acabam cobrando preços muito abaixo do normal e entregando serviços horríveis, pois não possuem conhecimento nenhum de como tudo funciona (desde a técnica até chegar ao olhar artístico). Ou seja, o mundo está perdido? Não, ainda existem clientes que pagam o preço justo para receber um serviço de boa qualidade, mas torna a briga mais difícil. Então meu filho, este texto é para você que quer começar na fotografia profissional e não sabe muito bem que caminho seguir. Veja abaixo os passos corretos para você chegar lá.

Equipamento – sim, precisamos de equipamento. Já dizia um grande mestre que câmera profissional é aquela que lhe permite ganhar dinheiro, seja ela uma pin-hole ou uma 5d Mark II. Mas, vamos ser sinceros, ninguém vai te respeitar se você chegar em um evento para fotografar com uma compacta. Você pode saber muito bem o que está fazendo com a câmera, mas o fator psicológico é muito forte neste momento. Não vou indicar a câmera X ou Y, mas tem que ser um equipamento confiável com uma lente versátil (uma boa grande angular é importante). É aqui você começa a sentir o peso do investimento. Comprar apenas uma câmera é suicídio profissional se estamos falando de cobertura de eventos. Se ela quebrar no meio do casamento o que você vai fazer? Então ter duas é muito importante. Não precisa ser duas câmeras da mesma categoria (embora não vai fazer mal se você tiver dinheiro para comprar), a câmera reserva pode ser uma reflex de entrada, sem problemas. As lentes do kit são ótimas para quem está começando, mas logo você vai sentir a necessidade de algo melhor. É nesta hora que você pensa em vender o carro, ou fazer aquele financiamento em 90 meses no banco. Por fim, tem que ter no mínimo um bom flash TTL. Digo no mínimo porque o ideal é ter uns três. Vai ser um diferencial muito legal na sua fotografia o controle das luzes durante o ato fotográfico.

Estudo – Agora que você já está municiado com equipamentos que vão permitir trabalhar com fotografia, falta o principal. Alguém que ensine você a utilizar essa tralha toda de maneira competente. É nesse ponto que quase todo mundo acaba vacilando. Textos baixados do Google ou livros de fotografia são muito importantes. Eu mesmo não tive outra escolha a não ser aprender sozinho, pois aqui no interior não existiam cursos de fotografia. Mas, o caminho é mais tortuoso, você apanha muito para fazer certo e quem sofre com isso são seus primeiros clientes, que não vão ter um serviço bacana pelo preço que você cobrou. Cursos e Workshops de fotografia são caros? Claro que sim, mas isso não é um custo, é um investimento. Quatro horas de aula com um profissional respeitado equivalem a semanas estudando com livros. Você já pega o básico e tem oportunidade de compreender melhor a lição dos livros. Tente entender proporção de luz em estúdio sozinho e você vai saber do que estou falando. Hoje temos ótimas escolas de fotografia no Brasil, Congressos Fotográficos e Workshops. Escolha seu tema e não tenha medo de perguntar.

Entenda a Luz – fotografia, como o nome já diz, é entendimento da luz. Saber como ela se comporta e as diferentes maneiras que você pode influenciar este comportamento é o que vai fazer de você um profissional com diferencial. Jogar um flash na cara dos noivos ou da modelo todo mundo sabe. Trabalhar com diferentes fontes de luz para criar um clima especial é para poucos. Estes poucos é que se destacam e podem cobrar mais pelo seu serviço.

Divirta-se fotografando – em minha cabeça não existe a possibilidade de alguém trabalhar com fotografia e não se divertir com isso. Ta bom, sei que existem, pois já vi muito fotógrafo trabalhando de má vontade. Estes são aqueles que entraram na profissão só para ganhar uns trocos. Encare cada trabalho como uma nova diversão, uma possibilidade de produzir mais um trabalho autoral. Não tenha medo de ousar e produzir algo inédito. Geralmente estas são as fotos mais bacanas.

Expanda seus horizontes culturais – já diziam os grandes mestres, quando você fotografa você leva junto os livros que leu, os filmes que assistiu e as musicas que ouviu. Tudo influencia para que sua imagem tenha uma composição única. Aprenda pintura, conheça os grandes mestres da música, se torne um apreciador de cinema. Sua capacidade de composição fotográfica e entendimento da luz vai se desenvolver naturalmente. Sem falar que enriquecimento cultural pode ser positivo em todos os aspectos de sua vida.

Cobre um preço justo – não é porque você está começando agora que deve cobrar um preço ridículo para trabalhar. O seu valor é pautado também pelo seu conhecimento e não somente pelos anos de experiência. Nesta semana estava na Quality aqui em Presidente Prudente e estava sendo informado de mais um aumento de preço nos produtos de encadernação. Alguns reclamaram com a notícia e a resposta do gerente foi a seguinte. Olha, eu estou ganhando, o cliente de vocês está ganhando e vocês perdendo, cobrem um preço justo. Isto é verdade. Fotografia é um produto caro. Investimos em equipamento e aprendizagem. Passamos anos estudando para produzir algo de qualidade e inovador. Mas, na hora de vender o produto ficamos brigando por conta de preço com clientes. A vida é cruel crianças, mas não vejo revendedores de Ferrari baixando o preço para que todos possam comprar uma. Se o cliente não pode pagar, infelizmente vai ficar sem. Pensem nisso.

No mais meus amigos, fotografem até o dedo criar calo. É praticando que aprendemos. Se você tem dó do seu obturador, então está na profissão errada.

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Modo P de Profissional – entendendo os modos automáticos de prioridade

Por em 4 de outubro de 2011

A técnica é importante, mas apenas no sentido em que tem de ser dominada para que se comunique o que se vê… Seja como for, as pessoas preocupam-se demasiado com a técnica e não se preocupam o suficiente com ver.” Henri Cartier-Bresson.

Atenção – este é um texto introdutório, voltado para quem está começando na fotografia.

Participar de todos os mais importantes congressos de fotografia do Brasil me mostrou uma coisa muito legal. Muita gente da platéia que se acha bom no que faz tem um conhecimento enciclopédico de todas as funções de sua câmera, de tudo que está acontecendo na tecnologia fotográfica e até de como se comportam os pixels em cada tipo de sensor. Já quem está no palco e está ganhando muito dinheiro com fotografia às vezes não dá a mínima para isso. Apenas se utiliza de seu olhar diferenciado. Chega a ser espantoso como alguns dos maiores fotógrafos deste país fotografam em JPEG (heresia?!?) ou que alguns renomados fotógrafos de estúdio nunca usaram um fotômetro de mão.Indo para o outro lado, vemos toda a controvérsia criada pela Nikon ao cometer o “pecado” de dizer que um fotógrafo é apenas tão bom quanto seu equipamento.

Falando sério, eles estão quase certos. Fotografia pode ser feita até com objetos de nosso cotidiano, mas ninguém deixa de sonhar com uma 5D Mark II ou uma D700. Equipamentos mais robustos nos fornecem, além de qualidade de imagem, um maior conforto em acessar facilmente os comandos que mais utilizamos. Embora eu não acredite que é necessário saber tudo da tecnologia fotográfica, você precisa saber o principal para poder dominar a sua câmera e não ser dominado por ela. Você deve conhecer a fundo a sua câmera para poder, por exemplo, mudar configurações sem tirar o olho do visor. Isto eu acho importante.

O presente texto estava em minha mente desde a minha participação no Nu Photo Conference. Durante a apresentação de Fernanda Marques ela disse para os participantes que estava utilizando o Modo P de profissional. Muita gente ficou se perguntando sobre isso e me indaguei se os fotógrafos ainda não entendiam os modos automáticos de prioridade. Por isso aqui vai um pequeno texto sobre o que você deve regular em sua câmera para as diferentes situações do cotidiano.

- Modo Automático – geralmente é representado por um quadrado verde no seletor de modos da câmera. Ao utilizar esta opção você entrega para a câmera o ajuste de todas as possibilidades de regulagens. Ela escolhe o balanço de branco, a velocidade ISO e faz a fotometria. Indicado apenas para quem não sabe o que fazer com uma câmera reflex, pois as regulagens tendem a ser desastrosas. O problema do modo automático é não poder personalizar algum ajuste para se adaptar à uma situação específica e a velocidade ISO que fica sempre muito alta. Na cabeça dos fabricantes, quem usa modo automático é o amador completo e o ISO auto possibilita uma maior velocidade do obturador o que leva a uma menor quantidade de fotos tremidas.

- Modo Manual - representado por um M nas câmeras fotográficas, aqui é tudo ao contrário do modo automático. Você deve escolher todas as configurações da câmera antes de fotografar. Muitos fotógrafos dizem que os verdadeiros profissionais só utilizam o modo manual, mas isto é uma grande balela. Ele é muito improdutivo em situações que exigem velocidade e diferentes condições de luz. Mas, em situações controladas e com possibilidade de ter tempo para pensar nas melhores regulagens ele será a melhor solução para a maioria dos seus problemas. Lembrando que nesta situação você deve escolher a velocidade do obturador, abertura do diafragma, velocidade ISO e balanço de branco (se fotografar em JPEG). A maneira de escolher estas regulagens é seguindo as informações do fotômetro de sua câmera ou de um fotômetro externo.

- Modo P – aqui entramos em um ponto que pouca gente acaba se utilizando. O modo P seria um automático com algumas possibilidades de intervenção do fotógrafo. A câmera escolhe a velocidade do obturador e a abertura do diafragma, mas permite que você ajuste o seu ISO, balanço de branco, compensação de exposição e escolha o tipo do arquivo que você vai utiliza (JPEG ou RAW). Outro ponto positivo é que o flash não é acionado automaticamente, você precisa apertar o botão de acionamento. Muitos professores de fotografia dizem que este é um modo intermediário para quem quer sair do automático e migrar lentamente para o modo manual. Fiz algumas experiências aqui com o modo P da Canon e realmente ele quase sempre acerta.

- Prioridade de Velocidade – aqui mais uma modo semi automático onde você escolhe a velocidade de obturador e a câmera se vira em determinar a melhor abertura de diafragma para sua imagem. Ótimo para momentos em que o congelamento de uma imagem é necessário, como em atividades de esporte ou automobilismo. Aqui na cidade tem um exemplo muito bacana. O estádio municipal possui zonas de sombra e zonas de luz muito forte durante a tarde. Ficar fazendo diversas fotometrias durante a partida fica inviável, então a prioridade de velocidade se torna uma boa opção. Todos os outros ajustes (ISO, WB, tipo de arquivo) ficam liberados neste modo.

- Prioridade de abertura – aqui é o inverso. Você pode decidir o diafragma e deixar a câmera determinar a velocidade do obturador. Isso é importante se você quer trabalhar com a profundidade de campo gerando imagens totalmente nítidas em todos os planos ou apenas em um único plano, como no caso de alguns retratos. Neste modo também temos liberados os ajustes de WB, ISO, compensação de exposição e tipos de arquivo.

Embora as possibilidades sejam várias, uma coisa é certa. Descartem totalmente os modos pré-programados (esporte, retrato noturno, paisagem) que só tentam reproduzir ajustes que você pode executar com o modo manual ou de prioridades, porém com uma menor possibilidade de controle por parte do fotógrafo.

Obvio que não vou dizer para vocês qual o melhor jeito de utilizar a sua câmera. Essa escolha vai de cada um e depende da situação em que você se encontra. Quando comecei a fotografar casamentos eu utilizava muito o modo de prioridade de velocidade. Como só tinha lentes escuras o diafragma chegava a no máximo f/3,5. Com as lentes claras isso já não é possível. A câmera jogava o diafragma em f/2,8, o que causava perda de profundidade de campo estragando os retratos com pessoas que não estivessem no mesmo plano. Hoje trabalho em manual com o diafragma em f/4,0 e o obturador variando de 80 a 120 deixando o flash em TTL para corrigir as diferenças de iluminação. Mas, isto são coisas que você vai acertando com a experiência.

emÁudio Vídeo Fotografia Tutoriais