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Fotografia Autoral — uma introdução

Por em 30 de julho de 2015 - 9 Comentários

hibiscus

Existem dois tipos de fotógrafos. O primeiro tipo é daqueles que já começam pensando profissionalmente. A fotografia para eles é apenas mais uma profissão e ao aprender técnica e composição já está de bom tamanho para começar a vender o serviço. E existem os fotógrafos que começam por descobrirem na fotografia uma forma de expressão, um complemento para suas vidas e uma atividade prazerosa. É para esse segundo grupo que estou escrevendo esse texto. (P.S.: nada impede de um fotógrafo fazer parte dos dois grupos, mas vejo muitos iniciando pensando apenas no comercial e se esquecendo do emocional)

Quando comecei na fotografia, em 1995, eu já tinha 18 anos de idade. Nunca tinha colocado minhas mãos em uma câmera fotográfica e só o fiz por conta de uma viagem de estudos da faculdade. Emprestei uma pequena Yashica Mg-3 de meu tio e foi amor à primeira vista. A fotografia havia entrado em minha vida de forma avassaladora e nunca mais saiu. Depois de alguns anos produzindo milhares de imagens me bateu a primeira crise criativa. Eu olhei para as diversas fotos que fazia de diversos temas e apenas um pensamento me vinha à cabeça: se eu morresse hoje e uma pessoa olhasse essas imagens, o que ela pensaria de mim?

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7 Exercícios diários que farão de você um Fotógrafo melhor

Por em 22 de abril de 2014 - 7 Comentários

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Parece que a internet atual está passando pelo fenômeno das listas. Algumas são muito bacanas, outras nem tanto. Na fotografia isso também está acontecendo e encontramos muita coisa legal e útil acontecendo pelos sites e blogs. Hoje o Petapixel publicou uma lista de 7 exercícios que prometem melhorar a sua fotografia e transformar você em um fotógrafo melhor. Todos eles são válidos, pois nos levam a pensar para fotografar. Aliás, esse é o grande segredo da fotografia. Pensar e fotografar sempre. Lembrando que não existe dom, apenas muita dedicação. Vamos dar uma olhada na lista? Não podemos esquecer que cada um tem suas receitinhas de bolo. Muitos vão concordar com essas dicas e outros vão discordar, mas essa é a vida.

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Flash Pop up da Canon travado

Por em 6 de agosto de 2013 - 3 Comentários

Post rápido e pequeno para você que possui uma câmera reflex da Canon. Nos últimos dias passei a ter um problema muito estranho e incomodo com minha EOS 7D. Como alguns sabem eu gosto muito de fazer Strobist. Com a compra da 7D a coisa ficou mais bacana ainda, pois posso disparar meus dois flash compactos utilizando o flash incorporado da câmera. Isso é muito útil em situações onde se torna mais agradável utilizar duas fontes de luz laterais. Mas, um belo dia, o flash pop up da câmera simplesmente não foi acionado ao apertar o botão lateral. Tudo na câmera estava certo e ao verificar o menu da câmera foi constatada a mensagem de que o flash não seria acionado e o motivo alegado era que o flash externo estava colocado na sapata hotshoe. Na hora fiquei preocupado, mas como estava no meio de um ensaio acabei optando pelo radioflash e esqueci do assunto.

Hoje, ao me preparar para um outro ensaio, acabei me lembrando do problema. Peguei um pano de microfibra e passei a limpar a sapata, para ter certeza que não era nenhuma sujeira no local. Não deu certo. Pensei que o erro poderia ser atualização de firmware, pois desde que comprei a câmera não tinha feito isso e já existia versões mais novas. Depois de um bom tempo de trampo também não deu certo, e o flash continuou travado. Me senti vencido e comecei a procurar pelo problema no Pai Google. Não encontrei nada em língua Portuguesa, mas finalmente encontrei a solução em fóruns de fotografia americanos. Então resolvi colocar aqui para vocês que possam vir a ter o mesmo problema.

Segundo os colegas gringos esse é um problema até comum nas câmeras da Canon. Ao que parece é um erro de projeto mesmo, mas que a Canon não admite para não ter que fazer uma recall em todas as câmeras. Existe, na parte direita inferior da sapata hotshoe, uma pequena alavanca que avisa a câmera quando um flash externo é conectado e o mesmo trava o flash pop up para que ele não seja acionado ao mesmo tempo. Até ai tudo bem. Mas, acontece que as vezes o mesmo fica preso e, mesmo sem o flash externo conectado, a câmera continua a acusar a sua presença. Para resolver o problema é só desligar a câmera, retirar a bateria e, com um pedaço de metal bem fino (um pequeno clips já funciona), aperte repetidas vezes essa alavanca até que ela se solte. Fiz aqui e funcionou direitinho novamente.

Coisas da vida e do mundo da tecnologia. Agora, bem que a Canon poderia resolver isso de maneira maia efetiva.

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Virada Cultural Paulista 2013 – fotografando um grande evento

Por em 27 de maio de 2013 - 4 Comentários

E nesse último fim de semana (25 e 26 de maio) aconteceu no Estado de São Paulo a Virada Cultural Paulista 2013, evento que visa levar a vários municípios do Estado atividades culturais durante o período de 24 horas. Dentro dessas atividades temos quase tudo e na programação estavam destacadas atividades de música, teatro, dança e circo. Tudo muito diversificado e realizado de maneira competente (nem parece coisa do poder público). Foram 26 cidades com programação intensa e apenas uma empresa cuidando do gerenciamento das mídias sociais. No caso da internet as imagens em tempo real do que estava acontecendo são muito importantes e é nesse momento que o trabalho do fotógrafo profissional entra em cena. Vejam aqui um pouco do que acontece quando você é contratado para cobrir esse tipo de evento.

Brendan Benson

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Strobist – você ainda vai fazer um

Por em 25 de maio de 2013 - 3 Comentários

Alguns anos atrás comecei a ver com muita frequência na internet a palavra Strobist, principalmente associada a movimentos que visavam causar alguma transformação no modo de fotografar. Fiquei com isso na cabeça, pois nunca tinha ouvido o termo. Mas, como o Google é o pai dos burros, logo você consegue chegar a uma solução para seus enigmas. Strobist nada mais é do que fotografar com o flash compacto fora da câmera. Isso mesmo, coisa simples. Tão simples que já fazíamos isso muito antes da fotografia digital dar as caras em nosso mundo (só que não tinha esse nome estiloso), porém tenho que admitir que é muito mais simples hoje.

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Cartão Cinza – um brinquedo quase esquecido

Por em 22 de janeiro de 2013 - 4 Comentários

Você, fotógrafo iniciante, já viu um cartão cinza em sua vida? Provavelmente não. No começo da Era Digital, quando os fotógrafos profissionais começaram a descobrir essa nova tecnologia, muitos deles eram obsecados pelo balanço de branco e pela fotometria precisa. Depois muitos começaram a descobrir os programas de edição de imagem e essas preocupações foram caindo cada vez mais na área da pós-produção. O cartão cinza é uma ferramenta que ajuda o fotógrafo no acerto do balanço de branco da imagem e também para uma fotometria mais precisa dos assuntos a ser fotografados.

O cartão cinza nada mais é do que um cartão (jura?) cuja impressão em cinza representa o que chamamos de tom médio, ou seja, a metade (50%) da escala de cinza. Existe uma leve confusão aqui, pois o acessório também é chamado de Cartão Cinza 18%, mas essa não é a escala de cinza e sim a quantidade de luz que ele reflete. Ele pode ser comprado em vários sites de produtos fotográficos, no Mercado Livre e existem até arquivos para serem baixados da internet e impressos em casa. Porém, aqui não temos apenas uma superfície impressa em cinza. É necessário ser o tom médio perfeito, o que pode não acontecer nos arquivos impressos em casa. A precisão do tom de cinza é necessária para que a fotometria seja perfeita, mas já vou chegar nesse ponto.

cartão cinza

Balanço de Branco.

Há muito tempo atrás eu fiz um pequeno texto aqui no Meio Bit sobre balanço de branco que nada mais é do que a aplicação de filtros digitais para correção da tonalidade da luz nas fotos. O objetivo é balancear as cores para que o branco seja representado como branco, mesmo que a pessoa fotografada esteja sendo iluminada por uma luz halógena. Na própria câmera existem opções pré programadas de balanço de branco que nem sempre vão resolver o seu problema, pois outros fatores podem influenciar na tonalidade da luz como, por exemplo, as cores das paredes do ambiente onde você está fotografando. Câmeras mais avançadas também possibilitam executar um balanço de branco personalizado e é nesse ponto que entra o cartão cinza. Nem sempre você vai encontrar no ambiente onde você está um tom neutro onde o balanço de branco personalizado possa ser executado, por isso usamos o cartão para fazer essa medição. É só acionar o recurso na câmera, apontar a câmera para o cartão de modo que ele preencha toda a cena e fazer a medição. É importante que o cartão esteja sendo iluminado pela mesma luz que vai ser utilizada no ensaio. Pronto, você tem um balanço de branco personalizado e preciso para aquela cena.

Outra forma é definir o balanço de branco no pós-processamento, mas isso só se torna perfeito se você estiver fotografando em RAW. Coloque o cartão cinza no ambiente em que vai fotografar ou peça para a pessoa que vai ser fotografada segurar o cartão e faça uma foto dela. Geralmente essa é a primeira foto do ensaio. Depois, ao abrir essa foto no Adobe Lightroom é só definir o balanço de branco através da ferramenta conta gotas e sincronizar essa definição para o resto das fotos. Tudo muito simples e preciso.

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Fotometria

Fotometria, como o nome já diz, é medir a quantidade de luz necessária para que sua foto não fique nem subexposta e nem superexposta. No Meio Bit você pode aprender um pouco mais sobre isso aqui e aqui. A ferramenta mais acessível que temos para fazer a fotometria é o fotômetro que se encontra dentro de nossa própria câmera e que faz a leitura através da luz refletida do objeto. Também existem fotômetros externos que trabalham com a luz incidente, muito mais precisos, mas se você não tem um então o cartão cinza pode quebrar um galho para você.

O fotômetro que encontramos dentro de nossas câmeras é uma mão na roda, mas ele tem problemas e a precisão não é perfeita. Primeiro devemos entender que o fotômetro de sua câmera não trabalha com cores e sim com tons de cinza. Ele tenta fazer a medição procurando o ponto médio da cena, ou seja, o tal do cinza médio. O médio, para o fotômetro, é aquilo que tem certa predominância na cena. Por isso que, ao fotografar uma pessoa em um fundo negro a pessoa fica superexposta, pois o fotômetro entende que o preto é o médio da cena. Da mesma forma quando fotografamos alguém em um fundo branco ou na praia ela fica subexposta, pois o fotômetro entende que o branco é o médio da cena. Essas são situações em que não podemos confiar na câmera e devemos recorrer a um fotômetro externo, a um cartão cinza ou ao bom senso. No caso do cartão é muito parecido com o procedimento do balanço de branco. Coloque o cartão no local onde está a luz que você vai medir, preencha todo o visor com o cartão e faça a medição da luz. Aconselho a desligar o foco automático nessa hora, pois a câmera não vai conseguir fazer o foco na superfície cinza. A fotometria se torna mais precisa por realmente estar medindo a luz em um ponto médio. Uma curiosidade bacana é que, o histograma de uma foto feita do cartão cinza e com a fotometria certa deve gerar um pico no gráfico bem ao centro. Se isso não acontecer, o fotômetro de sua câmera está desregulado ou o seu cartão cinza não é um ponto médio perfeito.

Óbvio que existem situações em que não conseguimos ter tempo para fazer todas essas medições e temos que confiar no que conseguimos com a câmera, mas quem trabalha com ensaios mais elaborados e cuja produção demanda mais tempo, pode se dar ao luxo de ser um pouco perfeccionista.

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Câmeras reflex – como escolher?

Por em 23 de maio de 2012 - 23 Comentários

 

Esse texto é baseado em uma dúvida mandada por um leitor do Meio Bit. O Marco Henrique Martins Araujo está cheio de dúvidas sobre qual câmera reflex comprar e não entende muito bem a baciada de especificações técnicas que a gente sempre coloca em todos os textos que publicamos por aqui. Como saber se a câmera que você quer comprar é a ideal para o que você quer fazer? Essa é a grande dúvida que assola a maioria dos fotógrafos iniciantes e, infelizmente, creio não existir uma resposta fácil e certeira. Mas, podemos levantar alguns fatores para aqueles que estão nessa grande dúvida existencial.

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