Canon resolve problemas da 5D Mark III
Falando em problemas com a 5D Mark III, a Canon está entregando as primeiras unidades que passaram pelo recall. Para quem não se lembra, o modelo estava sofrendo com infiltração da luz do painel LCD superior no sensor de auto exposição. Isso fazia com que os valores de abertura e disparo se modificassem quando você acionava a luz do painel LCD. Um problema muito específico e que muita gente não notou pelo simples fato de nunca ter usado a luz do painel superior. Mas, alguns notaram e a Canon suspendeu a venda do equipamento até tudo ser resolvido.
Claro que muita gente estava pensando em uma solução megatecnológica para o problema, daquelas que precisariam trancar todos os gênios da empresa em uma sala e só deixarem sair quando tudo estivesse resolvido, mas quando vemos o que realmente aconteceu, a solução encontrada parece ter sido planejada pelo estagiário da empresa. Pelo menos é isso que o público leigo pode pensar. O pessoal do Lensrentals recebeu a câmera com os reparos e fez o que qualquer blog estrangeiro com acesso a recursos faria: desmontou o equipamento para ver o que tinha acontecido. Vejam abaixo a comparação de como era a parte interior da 5D Mark III antes e depois do reparo.
É isso mesmo que vocês estão vendo. A Canon simplesmente colocou uma fita preta para isolar o sensor da luz proveniente do painel LCD superior. Simples e barato. Para alguns pode ser considerada uma solução Tabajara, mas o próprio Roger Cicala, autor do texto original, disse que essa é uma solução muito comum e confiável dentro do mundo da fotografia. Segundo ele tem muita câmera top de linha e lente profissional cheia de fita para solucionar problemas ou proteger partes sensíveis do equipamento. Bem, o importante é que seja durável e que realmente funcione.
Problemas também com a Nikon D4 e D800
Todo mundo falou da Canon quando o problema de infiltração de luz começou a aparecer na EOS 5D Mark III. Muitos disseram que era um erro básico para um equipamento com preço elevado e que tinha sido uma grande mancada da empresa. Mas, problemas acontecem em equipamentos novos e os primeiros usuários são os que vão levantar esses problemas para a empresa poder fazer as devidas modificações. Por isso que nunca compro uma câmera no lançamento.
Agora, depois de a Canon reconhecer oficialmente o problema e recolher as câmeras que estavam à venda, é a concorrente que aponta problemas em dois equipamentos Top de Linha. A Nikon ainda não se pronunciou oficialmente, mas muitas publicações especializadas no mercado fotográfico já apontam que ela está ciente dos problemas. A primeira a dar dor de cabeça para os usuários é a Nikon D800. Ao que parece, as primeiras unidades do equipamento que saíram da fábrica não estavam com o View Finder bem alinhado. O que acontece é que em muitas unidades o visor fica desfocado e não adianta tentar regular no ajuste de dioptria. O primeiro usuário a relatar o problema teve ofertado pela Nikon outra câmera no lugar da que apresentou defeito, mas outras estão na mesma situação. Quem sabe um recall total seja necessário.
Outra que está se comportando de maneira estranha é a Nikon D4 que simplesmente trava durante a utilização. Ela só volta a funcionar quando o usuário retira e coloca novamente a bateria. A Nikon se pronunciou dizendo que apenas algumas unidades do equipamento estão apresentando esse problema e que já estão trabalhando em uma solução para o problema e, enquanto ela não aparece, eles indicam que o usuário que estiver sofrendo com esse travamento, desligue a opção de Luzes Altas e o histograma RGB na pré-visualização.
Equipamentos caríssimos que saem da fábrica com pequenos probleminhas. Fico imaginando como são os testes com os equipamentos antes de serem comercializados. Provavelmente eles não englobam todas as situações que os usuários vão enfrentar.

JPEG Mini disponível para todos
Todo mundo sabe que o JPEG é um formato de arquivo comprimido. Ele é uma mão na roda para câmeras compactas por conta de seu tamanho pequeno e por manter uma relativa qualidade das imagens. Mas, as câmeras fotográficas foram ganhando cada vez mais megapixels e os arquivos foram ficando gigantescos (para o padrão do público consumidor amador, é claro). Eis que alguns meses atrás surge uma notícia que deixa muita gente feliz. Uma empresa israelense afirmava ter conseguido algo que muita gente tinha tentado e não tinha conseguido. Um JPEG com mais compressão e sem perda aparente de qualidade. O grupo dizia que o JPEGmini poderia reduzir em até cinco vezes o tamanho de um arquivo JPEG normal. Bem, muita gente gostou da idéia, mas poucas novidades apareceram, até hoje.
O aplicativo apareceu disponível na Mac App Store com compatibilidade para o sistema operacional Mac OS X 10.6 ou superior e custa a bagatela de US$ 19,99. Porém, nem tudo são flores. O aplicativo informa que a eficácia só pode ser observada em arquivos com tamanho físico entre 2MB e 17MB. Fora dessa faixa o efeito é quase nulo. Embora possa parecer um defeito ou vulnerabilidade, é uma faixa onde se encontram a maioria dos arquivos de câmeras compactas disponíveis no mercado. Se você tem uma DSLR com arquivos mais pesados, pare de chorar e fotografe em RAW. Depois é só controlar o seu JPEG no Lightroom. Embora muita gente esteja apostando que uma futura atualização possa corrigir a limitação do aplicativo, todos que testaram só estão falando bem de seu desempenho.
Quem quiser dar uma olhadinha no brinquedo é só sacar o cartão de crédito e dar uma passada na Mac App Store.
Wedding Brasil 2012 – estandes da feira
O Wedding Brasil veio e passou, mas ainda nos deixa algumas lembranças. Para finalizar a nossa cobertura vamos falar um pouco do que aconteceu no saguão de entrada do auditório do Memorial da América Latina nesses três dias. A primeira coisa a ser destacada foi o acontecimento do Núcleo de Tecnologia. Nada mais é do que várias pequenas palestras com temática técnica. Elas aconteceram ao mesmo tempo em que as palestras principais. Algumas foram muito interessantes, mas como sempre o som estava muito ruim no primeiro dia. Se você não estivesse do lado do alto-falante não conseguiria ouvir nada. Mas, temos que apontar que a acústica do saguão é muito desfavorável. Nos dois dias seguintes melhorou um pouco, mas mesmo assim estava complicado. O espaço reservado para o público também era bem pequeno, mas não vejo maneiras de resolver esse problema em um evento para 1.600 pessoas.
Destaques do Núcleo de Tecnologia vão para o Clício Barroso com a palestra “O poder do Lightroom integrado ao Photoshop“, Fernanda Sanches com a palestra “Como Fotografar Recém Nascidos“, Lauro Maeda com a palestra “Em busca da luz perfeita” e Kaká Rodrigues com a palestra “Como Definir o Valor do seu Trabalho“. Mais uma maneira de aumentar nosso conhecimento, embora não seja possível ver tudo.
No resto do saguão tivemos os estandes dos patrocinadores do evento. Embora seja apenas venda de produtos, tinha muita coisa bacana para se ver no local. O primeiro destaque fica por conta da Canon que era a principal patrocinadora do Wedding Brasil. No estante oficial era possível ter acesso aos principais lançamentos da empresa. Quem esteve no local conseguiu manipular a EOS 5D Mark III e a EOS 1Dx. Também estavam disponíveis as mais variadas lentes L da empresa. Foi no estande que tive acesso a lente EF 8-15mm f/4.0 L Fish Eye USM, uma lente fantástica com uma distorção incrível. Foi a melhor Olho-de-peixe que tive acesso. Em outro estande ao lado, a Canon estava fazendo limpeza externa de câmeras e lentes Canon e atualização do firmware dos equipamentos. Minha 50D ficou parecendo nova.
Também encontramos no salão estandes das encadernadoras Digipix, Quality e Indimagem. Hoje é possível fazer qualquer tipo de álbum encadernado e com os mais diversos preços. A Quality (empresa que me atende aqui em Presidente Prudente) possuí modelos com capa em madeira e com detalhes em metal. Muito bonitos e indicados para casamentos de alto valor. A Digipix evoluiu muito desde os tempos em que eu utilizava o serviço. As opções quadruplicaram e os álbuns de abertura em 180º são muito interessantes. A Indimagem apresenta sua linha feita em papel couchê laminado com alta gramatura. Destaque para o processo que eles chamam de 6 cores, onde a saturação fica muito mais bonita. Gostei do formato revista deles. Barato e provavelmente de fácil aceitação entre adolescentes.
A Hiti também estava presente no evento com sua linha de impressoras fotográficas de alto desempenho. O destaque era a P510K que na verdade é um mini-quiosque digital que pode imprimir fotos entre os tamanhos 3x4cm até a 15x23cm. Também tínhamos a P510S que possui como extra o comando via Wi-fi. Também era possível ver as impressoras de pequeno porte, inclusive a mais barata, a S420. Eu comprei essa impressora alguns meses atrás e garanto a qualidade (em breve um pequeno texto sobre ela). Depois da Hiti passamos para o estande da Wacom que trouxe para o local as suas novidades em mesas digitalizadoras. Se você trabalha com edição de imagens então esse é o acessório obrigatório para o seu conforto e agilidade no fluxo de trabalho. Estavam disponíveis para teste tanto os modelos mais baratos (em torno de R$ 220,00) quanto a gigantesca Cintik 21UX com todos os seus recursos maravilhosos.
Finalizando, porém não menos importante, encontramos o estande da Nik Software que trouxe toda sua linha de softwares voltados para edição de imagem. Na verdade, cada um é um complemento para Photoshop ou Lightroom e se encontram na forma de filtros ariscos para serem aplicados na imagem. Encontramos muito disso na internet, mas ver as apresentações ao vivo é uma coisa diferente. De tudo que foi mostrado gostei e me impressionei com o Color Efex Pro 4. Vários efeitos interessantes e o conceito de edição localizada sem máscara que funciona muito bem. Não resisti e comprei essa edição (em breve review) que estava sendo vendida com 20% de desconto no local para os congressistas.
E terminamos mais uma cobertura do Weddind Brasil. Como sempre meus agradecimentos ao pessoal da Editora Photos que proporcionou essa oportunidade para o Meio Bit. Para ver como foram as palestras dos três dias é só visitar os links abaixo.
Wedding Brasil 2012 – 3º Dia
E começamos o terceiro e último dia do Wedding Brasil 2012. Nossas forças estão minguando, mas ainda estamos ávidos por conhecimento, e o dia promete. Depois de uma Quarta-Feira agradável do ponto de vista climático, a Quinta começa com fortes ventos e céu cinza. Um pequeno prelúdio do dilúvio que iria cair no começo da noite. Mas, o que importa para a gente nesse momento é o congresso.
O dia começou com o americano Cliff Mautner que nos trouxe a palestra O Domínio da Luz: Qualidade x Quantidade onde tivemos informações de cunho técnico. Cliff mostrou um pouco de sua metodologia de trabalho e como o fotógrafo de casamento que quer ganhar dinheiro realmente tem que investir no equipamento mais caro. Sempre dizemos que para fazer fotografia o mais importante é o fotógrafo e não o equipamento, mas existem certas situações em que o melhor equipamento vai nos ajudar a atingir um objetivo. Entre os ensinamentos do fotógrafo temos o fato de sempre utilizar o flash fora da câmera (contratem um assistente) e que a lente mais utilizada por fotógrafos (a 24-70mm f/2.8) é uma lente chata e deve ser deixada de lado. O primeiro ensinamento eu já pratico há muito tempo, o segundo vai ser um pouco mais complicado, pois essa é a lente que mais gosto. No final Cliff também fez uma dinâmica com alguns dos participantes do congresso. Estranho que esse ano tenham utilizado poucas modelos contratadas, passando a se utilizar da plateia para as atividades práticas.
A segunda palestra, embora tenha trazido pouca novidade técnica, foi muito divertida e até emocionante. O mexicano Daniel Aguilar apresentou a palestra Imagens Extraordinárias: A Transformação para a Conquista de Novos Clientes onde nós tivemos um relato impressionante de sua trajetória dentro do mundo da fotografia. Temos aqui uma história vencedora de um rapaz que em poucos anos passou de um Engenheiro de Sistemas frustrado para um dos mais importantes fotógrafos de casamento do México. Digo que aqui temos uma apresentação motivacional, mostrando que é possível com empenho vencer na fotografia, porém ainda mantendo a simplicidade. Daniel usa poucas lentes, trabalha preferencialmente com luz natural e ainda se utiliza de arquivos JPEG. Se ele ainda não percebeu a qualidade que os arquivos RAW podem proporcionar em seu trabalho, imagino que ele ainda esteja em processo de evolução. Ou seja, ainda vamos ouvir falar muito desse rapaz.
Fechando o evento, de maneira absolutamente perfeita, tivemos a apresentação de Fábio Laub, um dos mais bem sucedidos fotógrafos de casamento do Brasil. Ano passado ele já tinha apresentado uma palestra matadora sobre o atendimento de clientes em seu estúdio. Não tenho vergonha de falar que depois desse dia eu mudei totalmente a maneira de me relacionar com meus clientes e de cativar cada um deles. Em 2012 ele volta com o tema Por que Ninguém me Contou isso Antes? Descobertas de 15 anos de carreira. A palestra foi levada de maneira mais emocional do que técnica e nos levou a pensar o que torna nossa marca forte e relevante dentro do mercado. O que faz um cliente nos escolher para fotografar o seu casamento? Como manter a qualidade no atendimento e outras grandes e valiosas dicas para os presentes. Na metade da palestra, Fábio chamou um grupo de ouvintes para ir até o palco e fazer um bate papo sobre as questões que foram colocadas por ele. Foi a chance de alguns poucos privilegiados fazerem suas perguntas, elucidarem as suas dúvidas e ganharem muito conhecimento. Para mim, foi a melhor palestra do terceiro dia.
E se acabou mais um Wedding Brasil. Assim como no ano passado, saímos do Memorial da América Latina já pensando no próximo ano. O resumo geral se mostra extremamente positivo e todos os expectadores vão levar muitas ideias ou repensar sua postura profissional. De qualquer jeito todos nós saímos ganhando.
Gostaria de agradecer à Editora Photos que possibilitou mais uma vez ao Meio Bit cobrir esse evento e também pela participação gratuita de três de nossos leitores.
Wedding Brasil 2012 – 2º Dia
O segundo dia do Wedding Brasil 2012 foi mais impressionante que o primeiro. O clima deu uma melhorada e conseguimos ver o sol nessa Quarta-Feira em São Paulo. O fato do segundo dia ser impressionante não quer dizer que o primeiro dia tenha sido chato. Pelo contrário, foi muito bacana e informativo. Mas, nessa Quarta-Feira tivemos 3 estrangeiros no palco que possuem como parte de sua atividade profissional ministrar palestras e cursos. E eles levam isso a sério e transformam a atividade em um verdadeiro show, sem esquecer o bom humor.
O primeiro a subir no palco foi David Beckstead que já começou a festa levando alguns dos participantes para uma dança Country no palco com direito até a botas texanas. Depois começamos efetivamente a palestra com um tema fantástico. David nos trouxe a oportunidade de aprendermos com nossos próprios erros. Isso mesmo, ele afirma que o erro é muito importante para o aprendizado do fotógrafo e que devemos avaliá-los e nos esforçar para melhorar nossa fotografia. Como parte de sua metodologia, David nos mostrou um de seus primeiros álbuns de casamento e várias de suas fotos com grandes erros de enquadramento e composição. Foi um festival de mãos cortadas, composições mau resolvidas e spot color (que chamamos aqui no Brasil de CutOut). Cabe aqui uma pequena observação. Nos Estados Unidos (e no mundo civilizado), o spot color é considerado uma coisa brega, mas ainda é muito utilizado no Brasil. Aposto que muitos dos congressistas que aplaudiram David ainda utilizam esse tipo de edição.
O segundo palestrante foi o americano Dane Sanders com a palestra Venda Muito Enquanto o seu Concorrente está Queimando os Preços. Aqui tivemos mais uma palestra motivacional do que técnica. Aliás, várias apresentações convergiram para o tema de marketing e vendas. Acho que essa é uma das grandes necessidades de nosso mercado mesmo. Sanders falou muito sobre o inicio de sua carreira, sua forma de atendimento aos clientes e como passar para eles segurança naquilo que você vai fazer. Mostrou a importância do bom relacionamento do fotógrafo para com os noivos, pois eles são a possibilidade de vários outros serviços como batizados, festas de aniversários, retratos de família e festas de debutantes. Ao final tivemos abertura para a participação do público e Sanders simulou no palco o atendimento a um cliente, mostrando as dificuldades de se negociar com quem espera apenas preço e não qualidade. Alias, essa foi outra mensagem que permeou várias das palestras, o fato de focarmos em clientes que queiram realizar o seu sonho de que tudo seja perfeito em seu casamento e não somente que tudo seja o mais barato. Fica a dica.
E por fim tivemos o grande astro do evento. O australiano Yervant, um dos grandes nomes da fotografia mundial e uma das grifes mais importantes dentro da fotografia. Com muito humor, descontração e apresentações com fotos fenomenais, Yervant nos apresentou a palestra Fashion Wedding: Um novo estilo como ferramenta de diferenciação. Além de falar de sua carreira, como tudo foi construído, de seu incrível estúdio e de seu entendimento sobre o que é fotografia de casamento, Yervant mostrou o que seria o Fashion Wedding, um estilo fotográfico voltado para produções encontradas normalmente em luxuosos ensaios de moda. Além da produção perfeita, as fotos dele também são carregadas de pós-processamento, retirando um pouco o ar de realidade das imagens e levanto tudo para o plano dos sonhos ou dos contos de fada. Até eu que não sou chegado a fotos carregadas de pós-processamento acabei gostando do resultado. Ao final tivemos uma prática no palco, com a participação de alguns dos espectadores, mostrando um pouco como fazer uma interação diferente com os noivos e os padrinhos durante a cerimônia.
A grande sacada desse segundo dia foi mostrar que a fotografia de casamento com poses construídas pelo fotógrafo não está morta. Ela está muito viva e ganhando muito dinheiro.










