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Decifra-me ou te Devoro – Capacitação para Educadores em linguagem fotográfica

Por: em 09/10/10 na(s) categoria(s): Notícias


Muito se fala da fotografia e seus usos. Infinitas são as possibilidades para educadores, projetos sociais, ONG’s, instituições públicas, privadas e qualquer outro grupo organizado que queira fazer um trabalho sério. Mas, ai entra a grande pergunta: como fazer? Embora as possibilidades estejam ao alcance de todos, muitos se negam a pegá-la por falta de conhecimento de como trabalhar uma nova tecnologia, ou receio de sair daquela fórmula que ele já está acostumado, afinal de contas, mudar é difícil e exige coragem.

Por conta disso que temos o dever de divulgar quando projetos inovadores trazem para os Educadores a linguagem fotográfica como ferramenta de ensino e transformação. O Coletivo Fotográfico está com inscrições abertas para a 3º etapa do projeto Formação Fotográfica – Decifra-me ou te devoro, que vai acontecer na cidade de Campinas. A idéia aqui é simples, e por isso mesmo muito bacana. O objetivo é levar para Educadores de instituições formais e não-formais a fotografia através de vivências práticas e reflexões teóricas para que ela seja utilizada de forma efetiva na atividade educativa. Justamente por ser uma abordagem ampla, a fotografia pode ser desenvolvida em diversos projetos e atividades educativas.

Quando aplico mini-curso para educadores, dentro do tema de educação ambiental, eu sempre mostro, dentro de algumas atividades, que a fotografia pode ser utilizada de maneira interdisciplinar (essa palavrinha vale ouro nos dias atuais) e engloba disciplinas como história, geografia, química, física, artes, matemática e Língua Portuguesa. A atividade de Campinas vai acontecer entre 06 de novembro e 04 de dezembro. As inscrições podem ser feitas no blog do Coletivo Fotográfico e  a melhor parte é que o curso é gratuito. Você que mora na região e trabalha com educação não pode perder essa oportunidade.

Sony libera o primeiro sensor de 16,4 megapixels para celulares

Por: em 08/10/10 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia, Notícias


Lembram daquela velha regra que quanto mais megapixels adicionamos em um sensor, sem aumentar o seu tamanho, pior será a captura da luz por conta da diminuição do tamanho do pixel? Então, mas existe outra condicionalidade nessa regra. Isso só acontece quando não temos uma mudança na tecnologia empregada para fabricar esse sensor. Por isso que fico curioso em saber que a Sony vai produzir o primeiro sensor de 16,4 megapixels para celulares. Poderia ser absurdo se o sensor não fosse um CMOS retroiluminado.

A tecnologia do sensor retroiluminado da Sony apenas monta o sensor CMOS de uma forma diferente da tradicional. Assim, os circuitos ficam na parte de trás do sensor, garantindo que os receptores fiquem livres para captar uma quantidade maior de luz. Dessa forma, a Sony garante que um sensor CMOS, que é mais barato e possui um consumo menor de energia, tenha um desempenho igual ou melhor do que um sensor CCD. Esse novo lançamento, com tamanho de 1/2.8 polegadas, pode executar filmagens em Full HD com 30 fotogramas por segundo ou em HD com 60 fotogramas por segundo e fazer a impressionante seqüência de 15 fotos por segundo em resolução máxima.

O sensor, que foi batizado de IMX081PQ, vai entrar em produção apenas em fevereiro de 2011, mas se conseguir o rendimento da leva de sensores atuais que equipam os smartphones mais modernos vai ser uma nova revolução no setor. Talvez, e eu pensei que nunca fosse dizer isso, um telefone celular possa realmente substituir uma câmera compacta. Quem viver verá.

novo sensor sony

Efeito Bullet Time com 52 câmeras Canon

Por: em 05/10/10 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia, Notícias


Com o avanço da tecnologia, o limite para o que podemos fazer está preso apenas ao limite da imaginação humana. Vejam que bacana o vídeo abaixo. Rip Curl, produtor de vídeos de surf, decidiu inovar em sua nova campanha. Levou um grupo renomado de surfistas (Mick Fanning, Stephanie Gilmore, Owen Wright e Matt Wilkinson) para uma praia artificial na Malásia e gravou cenas de manobras radicais utilizando 52 câmeras EOS Rebel da Canon.

A praia artificial foi escolhida para terem um controle efetivo das ondas e o número exagerado de câmeras filmando a manobra são utilizadas para aplicar o efeito bullet time nas imagens. Antes que digam que Matrix já é um filme velho, cabe apontar que o vídeo ficou muito bacana. Vejam abaixo o resultado dessa empreitada e, se tiverem curiosidade, é só dar uma olhada no vídeo que explica como tudo foi feito.

Fonte: Petapixel

Kodak Portra 400 – O filme não morreu (será?)


A Kodak é uma empresa misteriosa. Foi a pioneira no mundo da fotografia amadora quando George Eastman colocou no mercado a primeira câmera fotográfica com filme de rolo. A invenção permitiu que qualquer cidadão pudesse fazer uma fotografia, ato que estava reservado apenas a profissionais ou amadores que tivessem grana para investir em produtos químicos, câmaras e emulsões. Infelizmente, a mesma Kodak perdeu o bonde da história ao não apostar na tecnologia digital quando teve chance. O pensamento da empresa era que os consumidores não iriam trocar a qualidade do filme fotográfico por uma tecnologia que ainda estava engatinhando. Quebrou a cara e só recentemente está correndo atrás do prejuízo, sem muito sucesso.

Agora, um pouco desse pensamento voltado para o passado está aflorando novamente. A empresa acaba de colocar no mercado um novo filme fotográfico. O Kodak Portra 400 está chegando para substituir os antigos filmes profissionais Portra 400NC e 400VC. Mas, o que levaria a empresa a nadar contra a correnteza e colocar um novo produto dessa linha no mercado? Scott DiSabato, Diretor de Marketing da empresa afirmou, em entrevista ao British Journal of Photography, que a empresa não é maluca em investir em um produto que não vai trazer retorno, que as vendas de filme colorido se mantiveram estáveis durante o ano passado e que a Kodak está apostando em um ressurgimento do filme como base fotográfica. Fica claro na entrevista que a empresa está apostando nos usuários mais jovens, pois eles são apresentados ao filme nos campus universitários e acabam pegando gosto pela coisa.

Sinceramente? Vou ser apedrejado pelo o que vou falar agora, mas acho que o filme fotográfico está fadado ao esquecimento. Fotografar com o digital é sim mais fácil e prático (só poder escolher o ISO e o Balanço de Branco sem precisar trocar o filme ou filtros coloridos já vale a troca) e sem falar que é ambientalmente mais correto. Eu tenho a preocupação de me livrar corretamente dos produtos químicos da revelação, mas não são todos que possuem essa consciência. Logo, o filme vai estar restrito a um pequeno grupo de entusiastas e artistas que vão usar o processo apenas como forma de expressão artística. Para se ter uma noção, em visita ao maior minilab profissional aqui da região, fiquei sabendo que atualmente o fluxo de filmes fotográficos para revelação fica em torno de 15 rolos por semana. E a tendência é uma diminuição dessa quantidade.

Indo exatamente ao contrário nessa maré, a Fuji anunciou recentemente o cancelamento da linha de cromos Sensia Daylight. Todas as sensibilidades do filme (ISO100, ISO200 e ISO400) tiveram imediata suspensão de produção. A causa foi o alto custo de produção e queda da procura pelo produto. Tanto a produção do filme quanto o processo para a revelação vão ser extintos. A Fuji garante o processamento de todos os filmes que já foram vendidos e que o estoque no Reino Unido (por exemplo) deve durar até dezembro.

Como vemos, são duas situações totalmente opostas. Talvez o histórico recente da Kodak aponte para uma decisão errada, mas em médio prazo o filme fotográfico ainda deve ter uma procura significativa. Eu não apostaria na sobrevida da empresa, que já se encontra em sérios problemas financeiros, sem uma política de inovação dentro da linha digital.

kodak portra

Photoshow – Belo Horizonte

Por: em 30/09/10 na(s) categoria(s): Notícias


photoshow belo horizonte

 

Está chegando a data. Na semana que vem, durante os dias 05, 06 e 07 de outubro, vai se realizar na cidade de Belo Horizonte o Photoshow 2010, o primeiro congresso itinerante de fotografia do Brasil. Serão três dias de muita informação e aulas práticas durante as palestras. Aliás, esse é o motivo que vale a pena fazer o investimento. O Photoshow 2010 foi dividido em três dias temáticos. Vejam abaixo os temas que serão tratados.

Dia 05 de outubro – Estúdio Profissional

Esse é o dia para quem quer aprender a dominar o seu estúdio e fazer belas imagens com seus esquemas de iluminação. O dia começa com o mestre Luiz Garrido que vai ministrar a palestra Como fotografar Retratos. Aqui teremos toda a experiência de quem já retratou as principais personalidades brasileiras. As armas mais importantes de Garrido para um bom retrato são iluminação, linguagem e psicologia. A palestra promete ensinar como fazer grandes retratos usando esquemas simples de equipamento e iluminação. A segunda palestra do dia é de Danilo Russo que vai mostrar os melhores esquemas de iluminação para fotografar book, retratos e moda. Claro que tudo isso com o bom humor que é marca registrada do fotógrafo italiano. A terceira palestra fica a cargo da Patrícia Prado, que vai ensinar para o público O Segredo de fazer Ensaios Sensuais sem cair no clichê ou perder o bom gosto (esperamos ansiosamente por um DVD sobre esse tema).

Dia 06 de outubro – Photoshop Profissional

Esse é o dia para quem quer aprender a edição e dar um toque profissional a suas fotos. A primeira palestra é de Altair Hoppe, que vai falar sobre Retoque Profissional de Imagem. Destaco aqui o procedimento para conseguir uma pele perfeita (que está presente no novo livro e DVD que foi lançado recentemente pela iPhoto Editora). A segunda palestra fica a cargo de Reinaldo Martins, que vai trazer para o público os segredos do uso do Lightroom 3 para a edição de fotos de casamento e toda a facilidade que o software pode aplicar ao seu fluxo de trabalho. Encerrando o dia temos a palestra de Marcelo Caetano que tem como tema a Criatividade na Diagramação de Álbuns, um assunto muito importante para o profissional nos tempos de fotografia digital.

Dia 07 de outubro – Wedding Profissional

A fotografia de casamento está se configurando em um mercado gigantesco e o de maior renda para o fotógrafo profissional. Então nada mais justo do que um dia especial para o tema. Começamos o dia com Evandro Rocha, um dos mestres da fotografia de casamento (esse eu conheço) que vai ministrar a palestra “A Inovação na Fotografia de Casamento”. Lembrando que você não precisa ser o melhor na fotografia de casamento, mas precisa ser diferente. Em seguida vamos ter Adriano Gonçalves mostrar a importância da moda na fotografia de casamento. A única coisa que tenho a dizer de Adriano Gonçalves é que ele é o homem das imagens mágicas. Por fim, terminamos com o casal Fernanda Marques e Reinaldo Martins que vão falar sobre a prática e os truques do fotojornalismo na fotografia de casamento.

Só lembrando que o PhotoShow 2010 vai acontecer no Teatro Dom Silvério – Chevrolet Hall, localizado à Avenida Nossa Senhora do Carmo, 230 – Savassi – Belo Horizonte. Maiores informações e ficha completa dos palestrantes podem ser encontradas no site oficial do evento.

Light Painting com iPad – eu gostei

Por: em 29/09/10 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia, Notícias


Nunca diga que já inventaram quase tudo dentro da fotografia. Você pode queimar a língua com essa afirmação. A prova disso é um bando de malucos que resolveu fazer um vídeo em stop motion usando o iPad para criar efeitos de Light Painting em 3D. Pode parecer esquisito, mas ficou muito legal, pois não se trata apenas de uma brincadeira e sim de todo um processo criativo onde todas as ações foram planejadas milimetricamente.

O grupo que resolveu fazer a brincadeira foi o pessoal responsável pelo projeto Making Future Magic, que nada mais é do que um movimento coletivo criativo. “É uma nova filosofia para um novo grupo de pessoas que querem encontrar um caminho diferente na comunicação criativa:. Aquele que reconhece as mudanças drásticas na paisagem mediática dos últimos anos, porém mais crucialmente (para nós) vê essas alterações como significantes de um momento no tempo que é precioso para a sua incerteza” afirma o manifesto do grupo. A câmera utilizada no projeto, embora não seja citada no texto, foi uma Canon 1D Mark.

Independente do posicionamento artístico político dos envolvidos, temos que dar o braço a torcer que a produção ficou muito legal e pode abrir caminho para outros projetos utilizando tecnologias tão diferentes para gerar um produto único. Light Painting, para quem não conhece, é a técnica de desenhar com fontes de luz em nossas fotografias. Geralmente são feitas com tripé e longas velocidades de obturador. O resultado, dependendo do grau de conhecimento do autor e da técnica envolvida, quase sempre é impressionante.

Vejam o vídeo produzido com os iPads.