Rio de Janeiro 360º
Nosso companheiro Ayrton 360 acaba de colocar no ar um projeto muito bacana. Comemorando os 80 anos do Cristo Redentor ele foi contratado para fazer uma panorâmica em 360º de cima do monumento. Esta é uma fatia do mercado fotográfico que está se abrindo é há algum tempo vem rendendo bons trabalhos em território nacional e internacional. Claro que não é a primeira foto desta envergadura no mundo, mas algumas características dão um ar inédito à este trabalho.
Ela é a maior gigafoto em 360º já feita no Brasil e a única no mundo inteiro que foi feita sobre uma das maravilhas do mundo. Convenhamos, não é pouca coisa. Além do mais, mesmo que não fosse a maior do Brasil, estou inclinado a dizer que é a mais bonita. Para registrar esta panorâmica foram feitas 1.063 fotos que foram realizadas em 1h e 45min. Juntando tudo resultou em uma imagem com 29,8GB. É possível dar zoom na foto e passear pelo Rio de Janeiro utilizando o seu mouse. Também há a possibilidade uma visita virtual com 6 perspectivas diferentes do Cristo. Para a visita virtual foram realizadas 4.528 fotos em um total de 91GB de arquivos.
Quer dar uma olhada nesta maravilha? Então é só acessar o site oficial da foto panorâmica do Rio de Janeiro ou a visita virtual ao Cristo Redentor. Vale a pena divulgar. Não é só no exterior que temos este tipo de trabalho magnífico.
Kodak – Será o fim do Gigante?
Problemas na casa de uma das mais tradicionais companhias americanas de fotografia. A Kodak está passando por sérios problemas financeiros e, recentemente, não conseguiu explicar para seus acionistas uma retirada de 160 milhões de dólares de sua linha de crédito. É certo que o destino do dinheiro foi para amenizar os problemas de fluidez do caixa da empresa. O resultado disto foi desconfiança e queda no valor das ações que chegaram a US$ 1,74, o menor valor desde 1973. Só lembrando que em 1997 a mesma ação estava valendo US$ 90,00. Até o final do ano a empresa já terá perdido 70% de seu valor. É neste cenário que entram os boatos de venda da empresa. Os possíveis compradores são Apple, Google e Microsoft. Embora a Kodak esteja desacreditada, a quantidade de patentes que ela possui dentro da fotografia pode impulsionar qualquer um que queira entrar neste mercado.
Desde 2007 a Kodak não consegue ter lucro. Entre vários motivos para isso estão o fato de terem perdido o bonde da fotografia digital. Eles, com sua história inovadora, deveriam ser os primeiros a apostar no novo formato, mas acharam que o filme fotográfico nunca iria morrer. Tentaram correr atrás do prejuízo depois, mas já era tarde e o mercado estava bem dividido entre quem primeiro entrou na nova onda. Só lembrando que a Eastman Kodak Company foi a primeira a apostar nos consumidores comuns para vender fotografia. Foram os primeiros a lançar câmeras com filmes de rolo para uso de amadores e transformaram praticamente todos em fotógrafos. Uma grande contribuição para a história da arte. Por isso que se torna ainda mais triste o estado em que a empresa se encontra atualmente.
Fonte: Reuters
Canon EOS Adventure – infelizmente só na Europa
Esse é um dos momentos que me sinto triste por morar no Brasil, local onde o poder aquisitivo é um pouco mais baixo e uma campanha como essa não teria muito sentido, visto que a maioria dos brasileiros compra seu equipamento fotográfico reflex via contrabando (será que alguém vai descordar desta afirmação?). Na Europa a Canon está lançando a campanha EOS Adventure que visa elevar o nível do consumidor que adquiriu uma câmera reflex de entrada. A campanha é baseada em educação e em uma competição.
Na parte da educação temos um site com vídeos tutoriais com renomados fotógrafos profissionais com dicas de como utilizar e escolher câmeras e lentes. Também temos dicas de como se comportar e como fotografar situações específicas. Logo na página de abertura temos tutoriais sobre macro fotografia, fotografia de movimento e a luz na fotografia. A segunda parte da campanha é um concurso fotográfico que está sendo levado a cabo em parceria com o Yahoo em oito países europeus. Participar é muito fácil. Basta fotografar dentro de uma das categorias do concurso (Aprender a Ver, Luzes e Paisagens, Momentos em Movimento, Ressaltar Elementos, Utilizar o seu Entorno) e enviar a imagem para o site da promoção ou indicar a imagem em sua galeria do flickr.
Serão premiados 10 fotógrafos em cada categoria com lentes EOS e o grande prêmio é uma viagem para duas pessoas com hospedagens em hotéis luxuosos na África, um safári fotográfico em companhia de Jonathan e Angela Scott e uma Canon EOS 7D com a lente EF-S 15-85mm f/3.5 – 5.6 IS USM.
Que inveja de quem mora na Europa. Embora o concurso seja só para os moradores do velho mundo, o site da Canon é aberto a todos e os textos e vídeos (somente em inglês) podem ser apreciados por qualquer audiência.
Canon desenvolve sensor gigante para desvendar os segredos do Universo
Uma coisa que a Canon pode se gabar de ser uma das melhores é na sua produção de sensores. Não é por outro motivo que a maioria das câmeras reflex da empresa (inclusive a Rebel T3i) bateram a casa dos 18 megapixels mantendo qualidade de imagem mais do que aceitável. Agora, depois de provar que uma full frame pode fotografar com pouca luz de maneira competente, eles decidiram que era hora de ir onde nenhum homem jamais esteve.
A empresa anunciou hoje que desenvolveu um super sensor CMOS para equipar o telescópio Schmidt da Universidade de Tóquio. Este é o maior sensor CMOS já produzido no mundo inteiro (lembrando que não estamos falando de vários sensores trabalhando juntos, e sim de um único sensor). O brinquedo é aproximadamente 40 vezes maior que um sensor full frame que equipa, por exemplo, a EOS 5D Mark II. Suas medidas são de 202x205mm. Porém, o principal uso deste big sensor é fazer vídeos com 60 fotogramas por segundo.
Com ele foi possível gravar meteoros com magnitude aparente de 10. Magnitude aparente é uma forma de medição da luz de corpos celestes tendo como relação o observador da terra (se tiver algum astrônomo acompanhando o Meio Bit, me corrija se for necessário). Para se ter uma idéia, meteoros ou estrelas com magnitude aparente de 10 são invisíveis a olho nu. Segundo os cientistas envolvidos no projeto, o vídeo com 1 minuto de duração possibilitou um número maior de identificações de corpos celestes do que é feito em um ano de observações. Isso se deve pela dificuldade que modos tradicionais de observação possuem em ver objetos que refletem ou emitem pouca luz.
Um sensor deste tamanho deve custar uma verdadeira fortuna, mas no futuro a sua tecnologia deve gerar frutos também para a fotografia tradicional.É a Canon provando que se tiver luz, mesmo que seja muito fraca para o olho humano perceber, é possível fotografar e filmar. Os resultados da observação do novo sensor serão demonstrados nesta semana na reunião da Sociedade Astronômica do Japão.
Fator de corte para principiantes
Existem algumas coisas na fotografia que são muito complicadas de explicar para quem está iniciando. Claro que tudo depende do grau de facilidade de aprendizagem de cada indivíduo, mas no geral encontramos três pontos que são muito complicados. O primeiro, em grau de dificuldade, é a questão da fotometria. Falar de pontos de luz, proporção de luz e medição de luz tende a ser um pouco indecifrável para aqueles que pensavam que fotografia era apenas apertar um botão. O segundo ponto que sempre encontro dificuldades com meus alunos iniciantes é referente ao diafragma. Algumas mentes têm dificuldade em entender a lógica inversa da abertura do diafragma com o número do f-stop. E por fim, mas não menos importante, temos o famoso fator de corte das câmeras com sensores menores do que o tradicional fotograma de 35mm. Antes tínhamos apenas os sensores APS da Nikon e Canon, mas agora, com as câmeras mirrorless, vários novos formatos entraram no mercado complicando ainda mais a cabeça de quem não consegue fazer a associação do tamanho do sensor com o ângulo de visão da lente.
Por isso que achei o vídeo abaixo tão bacana. Não possuí legendas, mas da é possível compreender perfeitamente o que está sendo ensinado, principalmente por conta dos exemplos práticos. Vejam abaixo e acabem de uma vez por todas com todas as dúvidas sobre fator de corte. Além do vídeo, também é possível ler o texto completo com mais exemplos práticos no Vimeo.
Workshop de Ensaio Sensual e Nu Editorial com Fernanda Preto
Aproveitando que este é o mês do Nu Photo Conference, nada melhor do que fazer um workshop completo sobre o tema. Está é uma área que está em franco crescimento e muita gente vem se lançando nessa empreitada sem ter o devido conhecimento técnico e artístico. Não é simplesmente fotografar uma pessoa com pouca roupa, mas também é necessário ter um senso de estética refinado e muita sensibilidade. Foi pensando nessa necessidade que o IIF (Instituto Internacional de Fotografia), escola capitaneada pelo Mestre Danilo Russo, está trazendo para o público um espetacular Workshop de Ensaio Sensual e Nu Editorial ministrado pela Fernanda Preto.
Não sabe quem é a fotógrafa? Fernanda Preto nasceu em 1978, formou-se em fotografia pela Escola Panamericana de Artes em 2000 e Artes Visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná em 2005. Foi selecionada para o Projeto Mezanino de Fotografia do Itaú Cultural em 2004 e a Mostra EROTICA – os sentidos na arte em 2005 no Centro Cultural Banco do Brasil, pelo curador Tadeu Chiarelli. Seus trabalhos são acervo da galeria Diana Lowenstein Fine Art em Miami participando de diversas exposições através da galeria: MACO Art Fair, México, Chicago Contemporary & Classic Art Fair, Art Basel Miami, Arte Américas e Galeria Oeste em São Paulo. Morou por 3 anos anos em Manaus, documentando a Amazônia Brasileiras para veículos nacionais e internacionais. Na fotografia sensual, desenvolveu o projeto Ensaio Pitanga, onde fotografa comercialmente mulheres normais e produz ensaios de nú feminino para revista Sexy. Fernanda Preto é representada pela agência de fotografia americana Aurora Select.
O workshop vai se realizar nos dias 20,21 e 22 de novembro e vai envolver aulas teóricas e práticas com uma carga horária de 20 horas/aula. Nada melhor do que aprender com quem sabe do que está falando. Vejam abaixo o componente curricular do curso.
Antes do Ensaio – Todas as etapas antes da sessão fotográfica
-O primeiro briefing junto ao cliente
-Entendendo perfis e elaborando um pacote comercial
-Escolha da equipe
-Escolha do local
-A Consciência Corporal e a Interpretação do Sensual
-Dicas e referências de Imagens para os fotógrafos
-Elaborando o roteiro Antes do Ensaio
Durante o Ensaio
-Técnicas Fotográficas
-Como escolher a produção
-Qual a melhor maneira de interagir com a locação
-Composição, Direção e Iluminação
-Interação cliente e fotógrafo
-Dicas de como melhorar as poses de maneira criativa
Depois do Ensaio:
-A primeira seleção de fotos
-Edição das Imagens
-Escolha do cliente
-Tratamento de imagem, pós produção
-Apresentação de alguns produtos utilizados pela fotógrafa
- Finalização do trabalho
O único pré-requisito para fazer o curso é ser fotógrafo profissional ou amador avançado e ter pleno conhecimento sobre Exposição, Temperatura de Cor e Latitude de Exposição. Óbvio que não dá para participar de um workshop dessa categoria e ficar fazendo pergunta básica sobre regulagem de equipamento. O valor do investimento para os três dias (contando alimentação e transporte no dia da aula prática) é de R$ 2.500,00 que podem ser divididos em 5 vezes no cartão de crédito. Maiores informações e reservas podem ser conseguidos no site do IFF.
Só lembrando que Fernanda Preto também é uma das palestrantes do Nu Photo Conference que acontece agora no final de setembro. O Meio Bit vai estar lá fazendo uma cobertura completa.




