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Um fotógrafo contra uma tradição brutal na África

Por em 16 de julho de 2014

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Essa é uma história bacana que merece ser conhecida, e também nos mostra que fotografia pode ser utilizada para trabalho social. No Vale do Omo, na Etiópia, existe uma tradição entre as tribos chamada de Mingi. Pode parecer um nome estranho que você nunca tenha ouvido falar, mas na verdade se trata de algo sinistro.

Certas crianças, que nascem fora do casamento ou com alguma anormalidade física, são classificadas como malditas e acusadas de poderem trazer para a tribo desgraças como a fome, seca ou tempestades. Sem hesitar essas crianças são levadas para longe e mortas, geralmente com algum requinte de crueldade. Esses são os Mingi, crianças que podem trazer o mal para a tribo e devem ser eliminadas.
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Futuro da Fotografia – iluminação via Drone?

Por em 14 de julho de 2014

O desenvolvimento tecnológico não cansa de me surpreender. A vida humana nos últimos 100 anos evoluiu absurdamente do ponto de vista tecnológico e, na fotografia, não poderia ser diferente. Tudo o que mudou nos últimos 20 anos já seria suficiente para explodir a nossa cabeça. Ao contrário do que alguns saudosistas possam afirmar, a fotografia digital trouxe possibilidades, facilidades e confortos que seriam impossíveis com o bom e velho filme fotográfico. Porém, ainda não acabou. Há muito o que se fazer e nem todas as grandes evoluções acontecem dentro de uma câmera fotográfica. Elas podem vir, simplesmente, do posicionamento da iluminação.

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Quem já precisou fazer uma sessão fotográfica externa sabe como é trabalhoso ficar arrastando os tripés com a iluminação. O ideal é ter assistentes que façam isso enquanto você apenas orienta o posicionamento das luzes, mas quando se está começando esse é um luxo inexistente e, muitas vezes, você mesmo tem que cuidar de tudo. Como muitos esquemas de luz são construídos na tentativa e erro, então imagine a quantidade de trabalho que está envolvido na captura da imagem perfeita. Porém, se depender de um grupo de cientistas, esse pode ser um problema bem mais light no futuro. Pesquisadores do MIT e da Universidade de Cornell acreditam ser possível que o fotógrafo tenha a sua disposição um pequeno grupo de drones equipados com fontes de luz (flash) e que vão se posicionar automaticamente para proporcionar a luz ideal.

Teoricamente a coisa é até simples. Através de uma interface simples e intuitiva o fotógrafo vai escolher o tipo de iluminação que quer executar e os drones vão se posicionar automaticamente ao redor do assunto a ser fotografado. O fotógrafo indica a direção em que a luz deve incidir sobre o modelo e também a sua intensidade. Depois disso é possível ir fazendo pequenos ajustes no posicionamento do pequeno drone para se chegar ao efeito desejado. A unidade de controle do drone estará conectada à câmera e vai fornecer informações em tempo real do posicionamento do fotógrafo para que ajustes de distância e ângulo possam ser executados automaticamente.

A ideia é bacana e, para você que acha que tudo ainda está na teoria, a equipe responsável pelo desenvolvimento da tecnologia vai fazer uma apresentação prática no International Symposium on Computational Aesthetics in Graphics, Visualization, and Imaging no mês de agosto. Ou seja, talvez a coisa esteja operacional antes do que possamos imaginar. Parece coisa de ficção científica, mas não é.

Fonte: MIT News

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Lightroom CC continua parcialmente funcional após vencimento da licença

Por em 11 de julho de 2014

Se você leva a fotografia a sério então deve conhecer os programas da Adobe. O Photoshop é o mais conhecido, mesmo pelos leigos, que já chamam qualquer edição ou alteração drástica de imagem simplesmente como Photoshopada. Para os conhecedores avançados da fotografia, e para quase a totalidade dos fotógrafos profissionais, existe um outro programa muito mais importante. O Lightroom veio para transformar o nosso fluxo de trabalho e nos presentear com qualidade, a possibilidade de automatizar vários processos e economizar tempo em edições em lote. Ou seja, tudo que precisávamos nessa nova realidade da fotografia digital onde o fotógrafo é responsável pela captura da imagem e também pelo seu processo de “revelação”.

Justamente pela ferramenta ter se tornado tão importante, muitos usuários ficaram preocupados com a iniciativa da Adobe em transformar seus principais produtos em um serviço de assinatura anual. Se eu não desejo mais pagar pelo serviço, como ficam minhas milhares de fotos que estão organizadas e editadas dentro de um catálogo do Lightroom? Quando você tem a versão completa do programa, nada impede que você não o atualize para a nova versão, escolhendo assim manter a versão antiga e totalmente funcional. Eu mesmo ainda utilizo o Lightroom 4 e estou feliz (por enquanto). Quem migrou para o Creative Cloud não tinha essa opção. Quando a assinatura acabava o programa se tornava inútil. Pelo menos até agora.

Toda a suíte de aplicativos CC passou por uma atualização em 2014 e assumiu sua mais nova versão. No caso do Lightroom CC a novidade é que ao acabar a assinatura anual (e o usuário resolver não renovar) o programa não vai se tornar totalmente inerte. Serão desativados o modo Develop e o modo Maps. O primeiro vai impedir que você faça edições mais finas em suas fotos, mas anda é possível manter o modo biblioteca. Ou seja, você continua com suas fotos organizadas, pode exportar os arquivos em alta resolução e se utilizar das edições básicas que encontramos na biblioteca. O modo Maps será desativado por conta dos royalties pagos ao Google para a utilização de seu serviço de georreferenciamento. Pode parecer pouco, mas você não vai perder sua enorme biblioteca e organização por conta da finalização do pagamento do serviço.

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Conheça o fotógrafo oficial dos Thunderbirds

Por em 10 de julho de 2014

Fotografia é uma arte? Às vezes sim, e às vezes não. Mas, não podemos negar a sua utilidade primordial: o registro. Ela serve para registrar e mostrar para os que não estiveram presentes um determinado fato ou acontecimento importante. Por isso que a existência da figura do fotógrafo institucional em uma empresa ou repartição pública é o que indica que aquela instituição tem uma grande preocupação com o registro de sua história e a manutenção de sua memória. Podem pesquisar as grandes instituições e perceber a importância de um amplo registro fotográfico em sua história.

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Uma destas instituições que está amplamente preocupada com o registro de sua trajetória é a Força Aérea dos Estados Unidos. Em uma cobertura fotográfica de rotina para os Thunderbirds da Força Aérea Americana, o fotógrafo Jaron Schneider percebeu um soldado fotografando a apresentação dos Caças. Nada de estranho, pois era um evento importante e nada mais justo do que enviar alguém para fotografar. Porém, ao conversar com o Sargento Larry Reid Jr. Ele descobriu que o trabalho principal do jovem fotógrafo é registrar os diversos momentos e atividades dos Thunderbirds. Ou seja, um trampo de fazer cair o queixo de muita gente. Afinal de contas, não é todo dia que você encontra uma pessoa que tem como atividade remunerada registrar o voo de um caça F16 Thunderbird de dentro de outro caça F16. O trabalho fotográfico do sargento chamou tanta atenção que acabou virando um minidocumentário, feito ali mesmo durante o evento.

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Os Thunderbirdes são um esquadrão de demonstração da Força Aérea dos Estados Unidos. Eles viajam todo o território americado e outras partes do mundo fazendo acrobacias e outras demonstrações. Desde 1983 eles se utilizam de caças F-16 em suas demonstrações.

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Reid aponta que o trabalho é complicado, pois fotografar a esquadrilha em pleno ar pode ser um desafio, principalmente quando o registro deve ter como plano de fundo algum monumento famoso. Às vezes é uma única chance de fotografar em uma paisagem que não vai se repetir tão cedo. O conjunto de imagens apresentados na matéria é espetacular, por conta da composição, da situação e do olhar apurado do fotógrafo, porém o próprio Reid aponta que, talvez, esse seja um tipo de foto que está com os dias contados na Força Aérea Americana pelo fato de a maioria dos jatos de combate estar sendo substituído por aviões com apenas um assento. Logo não será possível pegar carona em um caça e fazer fotos estonteantes que mata de inveja qualquer um que goste de fotografia, ou de aviões. Vejam o vídeo abaixo e comprovem que a oportunidade para uma boa fotografia está em todos os lugares.

From Jet to Jet- Being the USAF Thunderbirds Official Photographer from Jaron Schneider on Vimeo.

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Fotos da Segunda Guerra encontradas em uma trincheira — uma grande mentira

Por em 7 de julho de 2014

Semana passada uma notícia muito bacana percorreu os sites especializados em fotografia. Não era nenhuma nova tecnologia ou lançamento de um grande fabricante. Era apenas um pouco do eco do passado que havia sido redescoberto. Assim como em um filme de Indiana Jones, o Capitão da Marinha americana Mark Anderson, juntamente com o historiador Jean Muller, afirmaram terem encontrado uma câmera fotográfica, ainda carregada com o negativo, em uma das antigas trincheiras da Batalha do Bulge. Essa foi uma das batalhas mais sangrentas da 2º Guerra Mundial e que durou 5 semanas, tendo como saldo 89 mil mortes.

A câmera foi encontrada durante uma visita do historiador e do capitão ao antigo campo de batalha com o objetivo de procurar relíquias da guerra com um detector de metais. A tal câmera, que foi encontrada junto com outros pertences de soldados, teria pertencido ao atirador de infantaria Louis J. Archambeau, que fazia parte da Companhia C, 1º Batalhão, regimento 317 de infantaria. O soldado Archambeau foi declarado desaparecido em combate em dezembro de 1944 (declarado morto apenas em fevereiro de 1945 quando encontraram seu corpo) e teria utilizado a pequena câmera fotográfica para registrar o cotidiano das trincheiras em seus últimos dias de vida.

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Que tal comprar uma das câmeras de Ansel Adams?

Por em 30 de junho de 2014

Ansel Adams é um dos fotógrafos que fez história na fotografia. Seu trabalho é reconhecido no mundo inteiro, tanto pela importância histórica quanto pela qualidade artística. Quem  conhece um pouco da história da fotografia já deve ter esbarrado em pelo menos uma de suas famosas imagens de paisagens dos parques nacionais americanos. Agora, se você estiver disposto a desembolsar uma boa grana, é possível ter em casa uma das câmeras utilizadas pelo mestre.

No dia 09 de julho a Revival Auction Company vai levar a leilão uma câmera Arca Swiss 4×5 que Ansel Adams utilizou entre os anos de 1964 e 1968. Segundo os apontamentos do vendedor, a câmera está em excelente estado de conservação  e que, tanto obturador quanto diafragma, estão funcionando perfeitamente. Porém, duvido que o comprador esta relíquia vai sair por ai fotografando com ela. O fato de ter pertencido a um dos grandes fotógrafos do século XX, e por estar em perfeitas condições, faz com que o lance inicial da câmera fique em US$ 300.000,00. Sinceramente, creio que o valor de venda vai ficar muito acima disso. O mercado de leilões de câmeras fotográficas raras está atingindo cifras gigantescas nos últimos anos e alguns outros materiais do fotógrafo já atingiram valores bem mais altos.

A câmera em questão foi presenteada por Adams para sua assistente Liliane DeCock, que trabalhava para o fotógrafo em tempo integral. Ela ficou com a câmera até falecer em 2013, passando sua guarda para seu filho, que agora decidiu ganhar um cascalho com o equipamento. A câmera não vai a leilão sozinha. Ela faz parte de um lote contendo várias imagens do fotógrafo e várias câmeras Leica.

Infelizmente esse é um mundo que não nos pertence, mas imaginem ter um pedaço da história da fotografia em sua casa.

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Time Lapse em vídeo 4K — Feito para ser Visto

Por em 24 de junho de 2014

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Se fosse para ter inveja de alguém, eu teria do fotógrafo e cinegrafista Joel Schat. Ele trabalha para o site Roadtrippers que é o primeiro site americano dedicado totalmente a viagens por rodovias. Nada melhor do que uma coleção de imagens maravilhosas de Parques Nacionais e paisagens deslumbrantes para promover o principal tema do site. Joel viaja os Estados Unidos fazendo belas imagens, principalmente em Time Lapse de vídeo, para divulgar esses locais para os frequentadores do site.

Ser fotógrafo de natureza ou paisagem não é uma área onde o desenvolvimento profissional não é fácil. Não é todo dia que você é contratado para um projeto de registro da natureza. Então, como a proposta de trabalho é pequena, a concorrência é muito maior. O normal é que o fotógrafo de natureza trabalhe por conta própria, desenvolvendo projetos particulares (e tentando vender depois para meios de comunicação ou editoras) ou através de projetos culturais do Ministério da Cultura. E todo mundo sabe que viver de projetos culturais não é fácil (talvez para a Maria Bethânia seja). Dessa forma, se torna gratificante saber que ainda existem empresas e profissionais que conseguem vender o serviço de registro de paisagens e natureza, mesmo que seja na terra do Tio Sam.

Pois bem, na semana passada Joel colocou a disposição de seus seguidores um vídeo, intitulado simplesmente de “Feito para ser Visto” onde ele faz uma pequena compilação dos lugares onde esteve e mostra paisagens fantásticas. Esse é o trabalho que todo fotógrafo pediu para Deus. O mais bacana é que o vídeo foi disponibilizado no YouTube com qualidade de 4K. Tanto vídeo quanto o som estão maravilhosos. Se você tem uma conexão rápida então coloque em tela cheia. Aumente o som (ou use fones de ouvido de boa qualidade), aproveite o espetáculo e morra de inveja junto comigo.

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