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Impressão fotográfica de screenshots de fotos do Facebook

Por em 26 de maio de 2015

Screenshots do facebook

Complementando o título deste texto: “ou como temos acesso a tecnologia e continuamos primitivos”. Sim, eu sei que estou sendo ranzinza, mas creio que essa é a prática idiota do dia que costumamos sempre zoar nas redes sociais. Quando ministro um curso de introdução à fotografia sempre começo com um pequeno resumo dizendo que nunca se fotografou tanto quanto agora, por conta do acesso a dispositivos que capturam imagens, porém, nunca se fotografou com tanta falta de conhecimento. Sei que não preciso ir muito longe para encontrar pessoas que não possuem conhecimento de tecnologia, mas as utilizam todos os dias, mas este caso se mostrou deliciosamente estranho.

Segundo o Petapixel, um usuário do Reddit postou um comentário observando que ao olhar algumas fotos impressas de sua tia, ele percebeu que várias delas eram screenshots da tela de seu smartphone mostrando fotos do aplicativo mobile do Facebook. Isso mesmo, a senhorinha sabe fazer um screenshot, mas não sabe salvar a foto do Facebook em seu telefone. O mais interessante são os vários comentários na publicação de pessoas que trabalham em máquinas de revelação automáticas (quiosques de revelação que se encontram nos grandes supermercados) afirmando que isso é uma prática muito comum entre a população que se utiliza destes serviços.

É notório que a fotografia em papel está voltando com força ao dia a dia das pessoas. Muitos descobrira que essa ainda é a melhor forma de guardar suas recordações de forma segura, mas fico imaginando os observadores destas imagens daqui 50 ou 60 anos e vendo os indicadores de bateria baixa ou os likes das fotos e se perguntando o que diabos é aquilo.

Porém, eu ainda tenho fé na humanidade.

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Tales by Light — uma jornada pelo mundo da luz

Por em 25 de maio de 2015

tales_by_light

Muitos acabam se esquecendo, mas fotografia não é baseada em equipamentos, lentes, acessórios ou softwares de edição. Eles são ferramentas que podem transformar nossa atividade em algo mais confortável. Porém, na realidade, fotografia é luz, e capturar momentos e objetos que refletem a luz. Entender esse processo é o que transforma um simples fotógrafo em um mago das imagens. Podem me chamar de romântico, mas eu vejo uma grande mágica e emoção nesse momento. O apertar de um botão que captura sentimentos, movimentos, cores e sensações para toda a eternidade.

Carregados de um pouco deste sentimento, a Canon da Austrália e a National Geographic uniram forças para produzir o programa Tales by Light que começou a ser transmitido na Austrália na noite de ontem. A ideia é simples: durante seis episódios, o produtor Abraham Joffe, acompanhado apenas de um engenheiro de som e um operador de drone, seguiram 5 fotógrafos top de linha da Austrália em suas andanças pelo mundo durante um ano. Tais fotógrafos possuem, segundo o produtor, um desejo insaciável para capturar e compartilhar as maravilhas deste mundo com o resto de nós. Foram 6 continentes e 15 países com as mais diversas paisagens e culturas.

Os fotógrafos selecionados para essa aventura foram Art Wolfe, Darren Jew, Richard I’Anson, Peter Eastway, e Krystle Wright. Cada episódio é focado no trabalho de um deles e o objetivo é mostrar “uma visão rara em suas jornadas intermináveis ​​como contadores de histórias visuais. Seus desafios, motivações e momentos de alegria em capturar um momento indescritível pela luz”.

Vejam abaixo o trailer da produção e vamos torcer para que esse programa chegue em terras tupiniquins. Acho que todos, fotógrafos ou não, vão adorar dar uma olhada nesse material.
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Flickr sendo racista em seu Auto-Tagging?

Por em 21 de maio de 2015

flickr_auto_tagging_racista

Eu sou um dos partidários que acham que o politicamente correto está passando dos limites e que as pessoas estão ficando ofendidas com qualquer coisa. Mas, admito que em alguns momentos a coisa realmente parte para lados estranhos. Quem está passando por uma saia justa e sendo acusado de ridículos é o pessoal do Flickr. Antes de falar do acontecido, cabe aqui um comentário. Muita gente fala mal do Flickr por conta de seus termos de uso. Mas, se for assim, Instagram e Facebook também deveriam ter uma grande fama negativa. Eu gosto do Flickr e, como já disse aqui, pode não ser o melhor site de publicação de fotos, mas é o único que tive paciência de manter. Estou lá desde 2005 e sigo muita gente bacana por lá que produz fotografia de alta qualidade.

Bem, voltando ao rolo, o que acontece é que o Flickr lançou no início do mês uma nova tecnologia de auto tagging para o serviço. A primeira impressão do serviço foi bacana, pois o próprio sistema tenta identificar sua foto e adicionar algumas tags populares. Isso iria economizar tempo para o fotógrafo que teria apenas que dar uma olhada no que foi marcado pelo sistema e aceitar ou não a classificação. Muito bem, sabemos que muitos acabam não olhando para o que o sistema marcou e a foto é publicada apenas com as sugestões do Flickr. Aconteceu que uma foto de um homem negro de autoria de Corey Deshon recebeu, além das tags criadas pelo fotógrafo, 4 novas tags automáticas do Flickr. Duas delas eram “Ape” e “Animal”. Bem, vocês já perceberam o rolo que deu.

Muitos caíram matando dizendo que a política de auto tagging do Flickr é uma vergonha e que ela deveria ser revista. Outro caso que trouxe embaraços foi a foto do campo de concentração que foi marcada como “Sport” e “jungle gym”. Um porta voz do Flickr declarou ao jornal The Guardian que eles estão orgulhosos da tecnologia de reconhecimento avançado de imagem, mas reconhecem que existem problemas e que eles estão trabalhando para corrigir tudo. Porém, ele avisa que os fotógrafos devem excluir as tags incorretas para que o sistema aprenda quando está errado.

Todo sistema de reconhecimento de imagem está sujeito a erros, ainda mais quando os humanos cobram destes sistemas valores morais que eles não são obrigados a ter. Erros vão acontecer, mas também cabe aos usuários (que teoricamente são os seres racionais) a identificarem esses erros. Ao meu ver, é muita tempestade para um copo de água muito pequeno. Porém, uma vítima já apareceu nessa história. A tag “Ape” desapareceu do sistema automático do Flickr. Uma forma de evitar a fadiga.

Fonte: Petapixel.

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Super foto da Lua feita por um astrônomo amador

Por em 6 de maio de 2015

lua_astrofotografia

Se você, assim como eu, cresceu vendo filmes de ficção científica, então deve olhar com carinho para as estrelas e o universo. No caso da fotografia, temos um contingente gigantesco de pessoas espalhadas pelo mundo apontando duas câmeras para o céu e registrando as estrelas. Os astrofotógrafos não são necessariamente astrônomos, mas com o desenvolvimento da atividade você acaba buscando informações e tentando entender o que está registrando. Outros, além de câmeras, investem em telescópios e equipamentos específicos para registrar detalhes que a simples câmera fotográfica não consegue alcançar.

Foi o que fez o artista/astrônomo amador polonês Bartosz Wojczyński. Ele se equipou de uma câmera  ZWO ASI174MM, o seu tripé Sky-Watcher HEQ5 (indicado para astrofotografia) e o telescópio Celestron C9.25 (com uma lente equivalente, na fotografia, a uma 2.350 mm com abertura de diafragma em f/10). Como a câmera é monocromática e com baixa resolução (2,3 megapixels), foram realizadas 32.000 fotos que foram posteriormente empilhadas via software. Para trabalhar a cor foi utilizado filtros coloridos, uma metodologia que até o Hubble executa. Segundo o fotógrafo, na imagem final foram empregadas técnicas avançadas de processamento com mapeamento infravermelho dos canais azul e vermelho. O resultado final ficou com uma saturação de cores bem forte, o que permite identificar a composição do solo lunar pelas cores. Bartosz aponta, por exemplo, que as áreas azuladas são regiões ricas em titânio.

Ao final de 6 horas de processamento, o que se conseguiu foi uma imagem com 14 megapixels e rica em detalhes. As fotos foram feitas na varanda da casa do fotógrafo e, segundo ele, foram gastos US$ 3.500,00 de equipamentos. Eu diria que é um investimento justo (só não conte para sua esposa). Você pode ver a foto original em resolução máxima clicando aqui.

Fonte: Petapixel.

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40% dos sensores fotográficos vendidos em 2014 foram fabricados pela Sony

Por em 5 de maio de 2015

sensor_sony

Você já pensou seriamente em comprar uma câmera da Sony? Sei que todos que viveram o nascimento da fotografia digital e das primeiras câmeras compactas olharam com desejo uma Cyber-shot em uma vitrine. Muita gente comprou e ficou maravilhada com as primeiras imagens descarregadas no computador. Eu mesmo tive uma Mavica e uma P71. Porém, com o passar do tempo, muitos perceberam que as empresas com mais tradição estavam fazendo câmeras melhores e com qualidade de imagem superior. A fama de câmeras ruins perdura até hoje entre algumas pessoas, mesmo com a Sony produzindo equipamentos de alta qualidade.

Porém, mesmo os que não gostam da marca podem estar utilizando seus melhores equipamentos sem saber. Segundo o Wall Street Journal a Sony foi responsável pela fabricação de 40% de todos os sensores fotográficos vendidos em 2014. Estamos falando de câmeras fotográficas, smartphones e equipamentos para uso industrial. Isso não é pouca coisa. Para ter uma ideia da importância do fato, a Sony fez uma reestruturação de seus negócios classificando a importância de sua linha de produção em três níveis. A fabricação de câmeras está no nível intermediário. Já a fabricação de sensores é prioridade máxima. Até a Samsung, que desenha e fabrica os próprios sensores, acabou se rendendo ao produto japonês para o seu Galaxy S6. Assim como Motorola e a Nikon em suas DSLR.

Uma ponto importante que levou a esse número de vendas no ano passado foi o contrato com a Apple e o fato de o novo iPhone 6 estar equipado com dois sensores da Sony. Estima-se que para cada iPhone vendido a empresa japonesa embolse US$ 20,00. A Sony fornece sensores para o iPhone desde o 4s, quando a OmniVision perdeu a exclusividade de fabricação para a câmera principal (traseira) do telefone da Apple. Esse crescimento no negócio de sensores levou a empresa anunciar o investimento de 1 bilhão de dólares em sua fábrica para suprir a demanda global.

Interessante notar que uma das marcas que menos inspiraram confiança para os amantes da fotografia digital, hoje pode ser um dos pilares mais importantes de toda a indústria. Coisas do destino.

Fonte: Dpreview.

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Fotógrafo espanhol é condenado a pagar mais de US$ 8 mil a noivos por perder fotos do casamento

Por em 30 de abril de 2015

backup

Perda de arquivos é uma das constantes no mundo da fotografia. Nós vemos isso em notícias na internet e entre amigos que trabalham com fotografia. Tanto amadores quanto profissionais caem nessa pegadinha do destino e a maioria das pessoas só investe algum dinheiro para resolver o problema quando levou muito na cabeça.

A história aqui é simples: o casal Charles e Charlotte contratou um fotógrafo em Sevilha, Espanha, para fotografar o seu casamento em julho de 2012. Além das fotos da cerimônia, o contrato também cobria uma volta pela cidade e fotografia nos principais pontos turísticos. Por esse trabalho, e para entregar um álbum digital e dois mini-álbuns impressos, o fotógrafo cobrou a importância de € 1.100,00. Porém, por uma fatalidade do destino, o pobre prestador de serviços simplesmente perdeu as fotos do casal. Claro que a brincadeira acabou em processo e o fotógrafo foi condenado a devolver ao casal a importância de € 8.000,00 (cerca de US$ 8.800,00), acrescida de juros, o que faz a brincadeira chegar a € 9.000,00.

Na realidade, esse valor vai de encontro ao desejo do casal de realizar novamente as fotos, nos mesmos locais, e simular o seu já passado casamento. Com isso o fotógrafo ficou condenado a pagar a viagem deles de Nova Iorque a Sevilha, aluguel das roupas, penteado da noiva, buquê de flores, e o serviço de fotografia. O juiz do caso cita no processo a questão da negligência, imprudência e falta de cautela do profissional (fonte).

O juiz está certo no puxão de orelhas? Sim, pois um profissional que enfrente essa situação ainda não está pronto para trabalhar com fotografia. A Era Digital nos trouxe muitas vantagens e confortos, mas o armazenamento dessas imagens é um problema. Para o público amador isso já é complicado. Para o profissional pode ser traumático. Sistemas de backup devem ser adquiridos e sua prática deve ser inserida dentro do fluxo de trabalho. Não se deve descansar até que todas as fotos tenham pelo menos 03 cópias. Imagens devem ser descarregadas do cartão logo ao final do evento. Se possível, imagens devem ser descarregadas durante o evento, pois conheço fotógrafo que perdeu no meio da festa o cartão de memória que estava no bolso. Ou seja, é o tipo de tragédia que pode abalar a carreira de um profissional e pode ser evitada com um pouco de investimento e cuidado.

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Lightroom 6 já está entre nós

Por em 23 de abril de 2015

lighroom 6

Uma das unanimidades no mundo da fotografia é a utilização do software Lightroom da Adobe. O programinha chegou discreto em sua versão inicial e se tornou um monstro que tem por objetivo organizar e dinamizar o fluxo de trabalho do fotógrafo profissional (ou amador). Fora a edição, que possuí ferramentas bem interessantes,  a grande pegada do Lightroom é organizar suas fotos de maneira sistemática dentro de uma biblioteca com a possibilidade de inserir tags, georreferenciamento e classificações. Tudo isso facilita muito na hora de achar temas específicos ou até mesmo pessoas em suas fotos.

Para felicidade geral da nação, a Adobe acaba de anunciar o lançamento do Lightroom 6, que também recebeu o nome de Lightroom CC para sua versão de assinatura mensal. O que tem de diferente? Muita coisa meu amigo. O que mais impressionou é que agora o Lightroom pode utilizar o desempenho de sua placa de vídeo para agilizar sua operação. Um problema que encontramos no programa é que ele é um consumidor voraz de memória, o que deixa computadores mais modestos bem lentos, transformando a experiência de uso do software em um inferno. Segundo a Adobe, dependendo de sua máquina, o Lightroom pode ficar até 10 vezes mais rápido (será?). Para mim só essa característica já valeria o investimento. Porém, tem mais.

O Lightroom 6 nos apresenta uma nova ferramenta para confecção de fotos em HDR. É possível mesclar diferentes fotos com exposições diferentes e criar uma imagem equilibrada ou aplicar efeitos artísticos. Da mesma forma, é possível criar imagens panorâmicas mesclando várias imagens em sequência (gostei disso), podendo utilizar imagens em RAW e salvar o resultado final em RAW DNG também. Fechando as coisas absurdas com a ferramenta de reconhecimento facial, o que facilita você encontrar as imagens de uma determinada pessoa dentro de um lote de fotografias ou de sua biblioteca inteira.

A Adobe aponta que agora existem mais recursos de edição na construção de Slideshows, a galeria de fotos web agora tem suporte HTML 5 e houve melhoria na precisão dos pincéis para ajustes locais. Ou seja, algumas boas novidades e melhorias de desempenho e precisão de modo geral.

O novo Lightroom CC (ou 6) já está disponível para compra, inclusive no site brasileiro da Adobe. Você pode comprar a assinatura mensal e ter acesso a última versão do Lightroom e do Photoshop CC por R$ 22,00 por mês. Não encontrei no site da Adobe a opção para comprar o programa completo (que não possui os módulos Web da versão CC, mas possui todos os novos recursos). No site americano essa versão está custando US$ 149,00.

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