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Flickr não suportou a pressão e parou de vender impressões Creative Commons

Por em 22 de dezembro de 2014

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Se você estava em órbita lunar nos últimos meses e não sabe desta polêmica, então aqui vai um pequeno resumo. O Flickr, um dos mais antigos serviços de compartilhamento de fotografias da internet, lançou um programa de impressão de fotos em grandes formatos intitulado Flickr Wall Art. O objetivo era simples: vender quadros para que fossem utilizados como decoração pelos usuários do serviço. No começo você poderia encomendar cópias (em tela ou madeira) de suas próprias fotos armazenadas no Flickr. Mas, logo depois, o Flickr começou a disponibilizar para impressão todas as fotos que estavam marcadas como Creative Commons em sua gigantesca base de dados. Porém, o que causou a polêmica, é que os autores das fotos não iriam receber nenhum centavo pela venda de suas imagens. O alarme vermelho tocou em toda Web e muita gente reclamou muito em blogs, no twitter e no facebook. Do ponto de vista legal, o Yahoo (dono do Flickr) não estava fazendo nada de errado, mas muitos questionavam a moralidade da coisa.

Ao que parece a polêmica desgastou a imagem do flickr perante a comunidade de fotógrafos (que já não era muito boa por conta de outras tretas envolvendo direitos autorais) e o Yahoo decidiu voltar atrás em suas decisões retirando as fotos com Creative Commons da lista de imagens do Flickr Wall Art. Ainda é possível pedir impressões de suas próprias fotos e de artistas licenciados. Quem teve suas imagens vendidas vai ser compensado financeiramente pelo Flickr. Para que suas imagens sejam disponibilizadas para todos os usuários do serviço é necessário, agora,  preencher um termo de solicitação onde existe uma autorização para a comercialização das imagens dentro do sistema que já estava sendo utilizado.

Esse é o tipo de ação que tinha o potencial de gerar uma gigantesca carga negativa para a reputação do serviço que, como disse, já não é das melhores. Mas, fica difícil de entender como funciona a cabeça de quem está no comando destas coisas.

Fonte: Dpreview

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Jornalistas ingleses se recusarão a tomar lugar de fotógrafos

Por em 17 de dezembro de 2014
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Uma das imagens icônicas da 2ª Guerra. Feita por Robert Capa, não um estagiário com um HiPhone.

O fotojornalismo está morrendo. E não é de hoje. Em 2013 noticiamos um jornal dos EUA que teve a idéia de jerico de fechar seu departamento de fotojornalismo, mandando os repórteres se virarem com celular, no melhor estilo “sobe qualquer bosta”.

Além de um desrespeito total com a figura do repórter fotográfico, é um desrespeito ao leitor. O jornalista que deveria apurar a matéria agora tem que jogar nas 12 e fazer fotinha também? Que tal pedir logo pra ele ao mesmo tempo tuitar, postar no Feici e fazer uns vídeos pro vlog do jornal, editando no ônibus enquanto volta pra redação?
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Tecnologias em transição: scan de fotos no atacado

Por em 17 de dezembro de 2014

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Mais rápido do que o DVD matou o VHS, as câmeras digitais substituiriam as tradicionais. Por um breve período de tempo antes dos celulares chegarem atropelando. Foi o fim de uma era que começou em 1888, quando a primeira Kodak voltada para o público amador foi lançada.

Com capacidade para 100 fotos, foco fixo e filme lacrado, já começou bem, com o conceito point and shoot. Ao final do filme você mandava a câmera para a Kodak, recebia de volta as fotos reveladas e um novo rolo de filme instalado. Desde então as pessoas acumularam toneladas de fotos em seus arquivos pessoais. A chegada da fotografia digital só resolveu o problema futuro, mas o arquivo antigo continuava lá.

Todo mundo que comprou scanners tinha a ilusão de digitalizar suas fotos antigas, mas quem tem tempo?
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Foto de Peter Lik é a mais cara do mundo

Por em 11 de dezembro de 2014

Já tivemos alguns textos por aqui falando das fotos mais caras do mundo e também da questão do valor da arte. As conclusões é que estamos andando em um terreno de subjetividades (pedradas lá nos comentários) e que muito da prática de comercialização de obras de arte é determinado por especulação e por avaliações contraditórias de uma mesma obra. Feita essa pequena introdução, gostaria de noticiar que foi batido o recorde de foto mais cara do mundo. O recorde pertencia ao fotógrafo Andreas Gursky que, em 2011, teve sua fotografia “Rhein II” comercializada por US$ 4,3 milhões. Agora, quem está no topo da lista é o fotógrafo australiano Peter Lik que teve sua fotografia “Phantom”, que retrata o Cânion Antelope no Arizona, vendida a um colecionador anônimo por US$ 6,5 milhões.

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Embora seja normal que os preços fiquem cada vez mais altos no mercado de arte, não podemos negar que existem polêmicas envolvendo essa venda. Lembram no começo do texto quando citei que esse mercado é cercado de subjetividades?
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WedPics — fotografia Crowdsourced se popularizando

Por em 9 de dezembro de 2014

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Essa é para você, fotógrafo profissional, que trabalha em casamentos. Uma das grandes reclamações que tenho visto dos colegas que estão na luta é a inconveniência dos convidados de casamentos, e festas em geral, que entram no frente do fotógrafo oficial do evento para registrar um momento com o seu celular ou tablet (sim meus amigos, o hábito de fotografar com tablet não começou na última conferência da Apple, isso já existe no Brasil há muito tempo). São momentos importantes do casamento que perdemos por conta destas intromissões. Eu costumo não reclamar, pois é uma realidade que vai se consolidar cada vez mais, então nos resta apenas a adaptação. Porém, uma coisa interessante em tempos de mídias sociais é que na mesma noite do casamento e no dia posterior, o Facebook é invadido por centenas (ou milhares) de fotos do evento (algumas boas e outras toscas) e que vão ser o primeiro registro que os noivos vão ver de seu casamento, já que o fotógrafo vai entregar o trabalho muito tempo depois.

Já que isso é uma corrente sem volta, então o melhor é capitalizar com essa característica. Foi o que o WedPics fez. A idéia aqui é simples. Eles criaram um aplicativo que permite o compartilhamento  das fotos que você fizer de um casamento com o seu Smartphone. Os noivos criam um cadastro e depois divulgam para os convidados a novidade. No dia seguinte, todas aquelas fotos que estariam espalhadas em vários perfis do facebook estarão disponíveis em um único lugar. A popularidade do serviço está tão grande que a empresa conseguiu um financiamento de US$ 4,25 milhões para investir em seu crescimento. E os números mostram que esse pode ser um investimento certeiro. O WedPics está adicionando entre 25 mil e 30 mil novas noivas por mês. No último verão (hemisfério norte), os 175 mil convidados dos 6 mil casamentos cadastrados compartilharam uma média de 1 foto por segundo. Atualmente o serviço conta com 400 mil casais cadastrados e um total de 2,5 milhões de usuários. Esses números não são pouca coisa.

Cadastro e compartilhamento de fotos no aplicativo são gratuitos, o que explica essa forte adesão ao produto. O WedPics tem a sua monetização ao vender cópias impressas para os noivos. Segundo Justin Miller, CEO da empresa, eles estão vendendo uma média de 20 mil cópias impressas por semana. Dois pontos interessantes aqui. Eles estão ganhando dinheiro com as fotos feitas por outras pessoas. Deve rolar um termo de cessão de direitos patrimoniais da foto na hora do cadastro no aplicativo (que pouca gente deve ler). O segundo ponto é que um serviço nascido da Era Digital e do compartilhamento de imagens turbinado pelas mídias sociais, tem como sua única fonte de renda a impressão de fotos em papel, uma prática que quase desapareceu com a fotografia digital e que agora vem ganhando força novamente. Embora o WedPics trabalhe exclusivamente com casamentos, a empresa não descarta entrar no ramos de outros eventos no futuro. Fico pensando quando uma empresa brasileira vai entrar nesse ramo.

Vejam abaixo um vídeo do produto oferecido pela empresa.

Fonte: Petapixel.

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Dell lança monitor com 4K por apenas US$ 700,00

Por em 4 de dezembro de 2014

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O mundo maravilhoso da fotografia e do vídeo digital trouxeram novas necessidades para os fotógrafos e vídeomakers profissionais e amadores avançados. Agora, além de fotografar e filmar, também temos que editar nossos próprios trabalhos, revelar o arquivo RAW, nos preocupar com fidelidade de cores (pelo menos essa deveria ser a preocupação de todos) e entregar o serviço da melhor maneira possível. Algumas coisas são importantes para essas preocupações, entre elas podemos destacar a necessidade de um bom monitor. E bons monitores geralmente custam caro. Porém, a Dell sempre foi famosa por ter monitores com preços interessantes e característica avançadas, mesmo em sua linha de entrada.

Agora a empresa está provando isso mais uma vez. Alguns dias atrás eles liberaram informações sobre o lançamento dos monitores P2415Q e P2715Q. O primeiro possui 24 polegadas e o segundo 27 polegadas e ambos possuem resolução de 4K (3840 × 2160 pixels). Uma ótima oportunidade para entrar em um outro patamar de edição para suas fotos e vídeos. Ambos são IPS (ótimo para fotos) com taxa de atualização de 60 Hz (bom para vídeo) e cobertura de 99% do sistema sRGB e capacidade de representar 1,07 bilhão de cores. Os dois equipamentos possuem 1 entrada DisplayPort, 1 saída DisplayPort, 1 conector DisplayPort-mini, entrada HDMI, saída para fones de ouvido e 4 entradas USB 3.0. Ou seja, um belo equipamento para começar suas edições profissionais de fotografias e vídeo.

A qualidade dos monitores Dell eu conheço e aprovo e, embora esses dois equipamentos apresentem características extremamente interessantes, o que chamou a atenção foram os preços anunciados pela empresa. O P2415Q (que já seria mais do que suficiente para começar nesse mundo) vai ser comercializado por US$ 599,99. Já o P2715Q (sonho de consumo a partir de agora) vai custar a bagatela de US$ 699,99. Agora deu vontade de morar no mundo civilizado. Se tivermos sorte a Dell do Brasil vai trazer esses brinquedos para terras tupiniquins, mas esperem um preço bem mais salgado.

Fonte: Blog da Dell.

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O Flickr vai vender suas fotos — e você não vai ganhar nada

Por em 2 de dezembro de 2014

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Eu tento defender o Flickr, vocês sabem, mas as vezes fica difícil. Tenho conta no serviço desde 2005 e postava minhas fotos escaneadas, já que a fotografia digital ainda era um sonho distante. Para falar a verdade, é o único serviço que tenho paciência de atualizar com minhas fotos. Já tentei outros e não deu certo. Nos últimos anos o Flickr vem sendo bombardeado com acusações de possuir termos abusivos de utilização das fotos postadas por lá. Muita gente brada sobre o desrespeito para com alguns pontos dos direitos autorais. Concordo em parte com as críticas, já que a maioria das redes sociais possuem os mesmos termos considerados abusivos e todo mundo acaba utilizando. Mas, agora temos uma nova situação que serve de munição para quem critica o serviço.

Nessa semana, ao abrir meu painel de controle do Flickr me deparei com a propaganda de vendas de imagens em grandes impressões. Segundo o baner publicitário “Mais de 50 milhões das mais lindas fotos do Flickr agora em sua parede”. O programa, chamado de Wall Art, foi anunciado há algum tempo pelo Yahoo (dono do Flickr), mas ninguém sabia muito bem o que era. Com o tempo ficamos sabendo que se tratava de um serviço de venda de grandes impressões utilizando as fotos do Flickr. A primeira coisa que veio a minha mente é que eu poderia imprimir minhas fotos nesse formato com qualidade e um preço bacana. Assim que tudo foi revelado, ficamos sabendo que a grande sacada do serviço é vender, para fins de decoração, algumas das melhores fotos que estão armazenadas no Flickr. Tem muita coisa de domínio público e, para quem gosta de ciência, existe o álbum de imagens da NASA que faria qualquer nerd pagar o valor para ter qualquer das fotos na parede. Porém, a grande pancada veio da notícia que o Flickr iria colocar a disposição no Wall Art todas as fotos postadas no sistema de Creative Commons e que o autor da imagem não iria ganhar nada pela venda de sua foto.

Agora entendemos a causa da chiadeira generalizada que encontramos na internet sobre o tema. Levando em conta o aspecto legal da coisa, o Flickr não está fazendo nada de errado, mas no aspecto moral já é outra coisa. Além de xingar muito no Twitter e no Facebook, os fotógrafos que se sentiram ofendidos podem simplesmente deletar sua conta ou desmarcar a opção CC de suas imagens, mas do jeito que a coisa foi feita eu digo que o Flickr vai ficar com mais uma mancha em sua reputação. Só lembrando que lá no fim da página da loja do Wall Art existe a opção para usar suas próprias fotos na impressão dos quadros, mas quase não chama a atenção.

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