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Câmara dos Deputados aprova regulamentação para profissão de Fotógrafo – será?

Por em 15 de abril de 2014

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Hoje os sites, blogs, listas de discussão e as mídias sociais que lidam com o tema fotografia foram invadidas pela notícia de que a Câmera dos Deputados havia aprovado a proposta de regulamentação da profissão de fotógrafo. Ou seja, fujam para as montanhas. Bem, mas não creio que o caso tenha sido esse. O projeto, ao que parece, não passou por nenhuma votação no plenário e, pelo que eu saiba, ele estava em discussão nas comissões que analisam os projetos antes da votação final. O próprio texto das várias notícias publicadas em blogs afirmam que “A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na última terça-feira (8) proposta que regulamenta a profissão de fotógrafo em âmbito nacional. De autoria do deputado Fernando Torres (PSD-BA), o projeto (PL 2176/11) segue para o Senado”. Ou seja, ainda não vamos nos desesperar.

E por que desesperar? Bem, embora um monte de gente desconhecida esteja fazendo campanha para que o projeto seja aprovado o mais rápido possível, também temos uma quantidade expressiva de fotógrafos conhecidos (e reconhecidos) levantando a discussão de que o projeto está muito mal redigido e que não vai ajudar em nada a profissão de fotógrafo. Pela proposta, somente quem possuir diploma de curso superior, curso técnico, ou estar trabalhando na área pelo menos a dois anos, na data de promulgação da Lei, vai poder exercer a profissão de fotógrafo. E é só isso. Do jeito que está ele apenas vai criar uma reserva de mercado para quem já trabalha ou que gastou uma grana em um curso superior. Isso é muito pouco, ainda mais em uma profissão onde a sensibilidade e olhar artístico são importantes para o bom desenvolvimento das atividades. Várias dúvidas são levantadas em como vai ficar a atividade profissional de uma quantidade gigantesca de fotógrafos que atuam em uma igualmente gigantesca variedade de serviços fotográficos.

Talvez nossa amada fotografia seja algo impossível de ser regulamentada. Como criar parâmetros para determinar quem pode e quem não pode ser fotógrafo, uma vez que temos profissionais brilhantes que nunca passaram por uma faculdade de fotografia? O que vejo é o medo de muito profissional de que o mercado seja ainda mais fragmentado por uma quantidade enorme de novos profissionais que estão começando a trabalhar. Mas, o problema do mercado não é a quantidade de pessoas trabalhando, e sim a Educação Financeira de cada um. Quem cobra muito barato morre na praia. O problema é quando profissionais mais experientes passam a cobrar barato também. Ou seja, nós somos culpados pelo ciclo vicioso e creio que nenhuma lei, sindicato, associação ou carteira profissional vão mudar isso.

 

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Feira Fotografar 2014

Por em 14 de abril de 2014

Você conhece a Feira Fotografar?  Não? Então está na hora de conhecer. O evento foi realizado pela primeira vez em 2007 e foi capitaneado pela revista FHOX, publicação que é referência dentro do meio profissional da fotografia. A proposta era reunir diferentes segmentos da fotografia profissional em um lugar bem organizado para que houvesse a troca de informações e contatos profissionais. Na época acreditamos que seria apenas uma cópia da Photo Image Brasil, mas a coisa se desenvolveu de uma maneira muito satisfatória. Na Feira Fotografar, justamente pelo aspecto mais compacto e melhor direcionado, você pode realmente conversar com o seu fornecedor de álbuns, fotopresentes, equipamentos fotográficos ou de estúdio. Lá é possível fazer negócios e encontrar a galera do design, da fotografia de casamento, de formatura, do book e de todas as possibilidades que envolvem o nosso mercado. Visitei a feira algumas vezes e sempre sai de lá muito satisfeito.

A Fotografar deste ano começa amanhã, dia 15 de abril, e vai se realizar mais uma vez no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca, em São Paulo. As portas vão se abrir às 13:00 e você pode visitar o evento até as 20 h. Serão três dias com os melhores expositores do mercado e com entrada gratuita. Você só precisa fazer o credenciamento no site do evento (o credenciamento foi encerrado no site, mas vai estar liberado nas portas do centro de convenções). Em 2013 foram 28 mil visitantes que tiveram a sua disposição 9 mil metros quadrados de espaço para a feira com 80 expositores representando 150 marcas.

Embora a Feira seja gratuita, existem eventos paralelos que possuem inscrição e pagamento para poder participar. O primeiro é o Congresso Fotografar que aposta na fórmula consagrada de palestras para poder passar o conhecimento para o expectador. São três dias de apresentações com profissionais nacionais e internacionais sobre os mais variados temas , mas com destaque para o que está na moda dentro da fotografia, como o casamento e o newborn. Também teremos os Workshops práticos, onde os temas estão girando entre marketing, casamento, aniversário infantil e casamento. Nessa parte também temos profissionais internacionais e nacionais. Cada workshop possui um valor específico, que vai variar de acordo com a nacionalidade e fama do fotógrafo. Também vai estar ocorrendo dentro destes três dias o 5º Forum Brasileiro das Empresas de Formatura, oportunidade para se atualizar dentro deste ramo que vem crescendo muito nos últimos anos. E por fim, porém não menos importante, o Fórum Fine Art Inside que se mostra a oportunidade de discutir a questão do preço na fotografia autoral e os principais desafios do mercado.

Uma boa oportunidade para enriquecer os conhecimentos.

feira fotografar 2014

 

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Adobe Lightroom 5.4 e o Lightroom Mobile

Por em 8 de abril de 2014

Hoje, ao abrir o Photoshop Lightroom, recebi uma notificação de atualização. Isso já se tornou normal, visto que novas câmeras estão chegando ao mercado e tal atualização periódica se torna necessária, mas uma novidade chamou atenção na lista de novas funcionalidades. Estou falando da compatibilidade com o Lightroom Mobile. A Adobe lançou a versão do aplicativo para iPad e o mesmo se mostra muito competente em executar várias opções de edição de imagem e se mostra importante na organização dos arquivos de imagens do iPad, assim como a versão desktop. O interessante é que você pode sincronizar os seus arquivos entre o iPad e o desktop utilizando a nuvem.

É possível sincronizar edições, coleções e metadados entre os catálogos do iPad e do computador (Mac ou Windows). O aplicativo faz importação automática das fotos feitas pelo iPad e sincroniza com o programa do computador. Também é possível fazer a edição off-line das imagens. Porém, a brincadeira só funciona com o Lightroom 5.4 e o iPad a partir da segunda versão rodando o iOS 7. O download do Lightroom mobile é gratuito, porém (sempre existe um porém) é necessário que você tenha uma assinatura do Creative Cloud para que ele funcione. Nos Estados Unidos, a assinatura mais atrativa é a  Photoshop Photography Program onde você tem o Lightroom 5, o Photoshop CC, o Lightroom Mobile e 20 GB de armazenagem na nuvem pela fortuna de US$ 9,90 por mês. Pelo menos hoje (08/04) a mesma oferta parece estar disponível para os brasileiros no site da Adobe do Brasil.

Junto com a nova atualização do Lightroom, a Adobe também liberou a nova versão do Adobe Camera RAW (versão 8.4). Além de corrigir bugs das versões anteriores, o novo Camera RAW oferece suporte para as novas câmeras lançadas (como a Nikon D4s) além de implementar algumas novas funcionalidades. Uma pequena observação é que a nova versão do Camera RAW não vai funcionar no Windows XP, no Windows Vista ou no Mac OSX 10.6.

lightroom mobile

Fonte: Dpreview.

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Feira de Fotografia – oportunidade para vender suas imagens

Por em 31 de março de 2014

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Hoje muito se fala em fotografia Fine Art. Muitas definições são encontradas na internet sobre o tema e cada um joga sua opinião. De um modo ou de outro, e de forma resumida, a fotografia Fine Art tenta vender a imagem fotográfica como uma obra de arte. Embora a fotografia não seja uma das Belas Artes principais, está se abrindo um mercado para a venda e compra de fotografias produzidas para o mercado artístico. E quais são as características destas fotos? São principalmente voltadas para a produção autoral de cada fotógrafo. Sei que isso tudo é muito subjetivo, mas se você quer saber um pouco mais sobre o tema é bom dar uma olhada neste texto do Clicio Barroso.

Mas, quem compra uma fotografia como obra de arte? Hoje o mercado está aquecido e temos como consumidores os colecionadores de arte, outros fotógrafos e o mercado de decoração de interiores. É possível comprar obras de fotógrafos nacionais reconhecidos por valores que começam em R$ 500,00. Para o público comum pode parecer caro, mas tem muita foto bacana por ai que realmente vale esse valor (e até mais). Outro ponto positivo é que comprar arte não é um custo, é um investimento. Você pode pagar uma quantia pela imagem e ela estar valendo o dobro em algum tempo. Lembrando que toda imagem vendida como Fine Art possui um acabamento especial (tanto nas tintas da impressão quanto no papel utilizado) além de serem imagens numeradas (a baixa tiragem garante o valor) e com atestado de autenticidade assinado pelo autor.

Tudo bem, já entendemos essa parte, mas como começar? Esse é o grande problema. Muita gente não sabe como começar a oferecer suas imagens para venda e nem qual caminho seguir. Você pode ir até as galerias especializadas e tentar vender o seu peixe ou montar um site particular e começar a divulgar seu trabalho para venda. Independente da forma escolhida, o caminho não vai ser fácil. Dentro desta perspectiva, estava passeando por sites na internet e me deparei com o Feira de Fotografia. O intuito do site é vender imagens Fine Art de autores brasileiros. Para fazer parte do acervo, o fotógrafo deve entrar em contato com a administração do site e enviar suas imagens que serão analisadas por um grupo de curadores. Se passarem pelo teste de qualidade elas entram para o acervo que está disponível para venda on-line.

A Feira de Fotografia é uma loja virtual de iniciativa da Fundação Hassis de Florianópolis-SC e tem a intenção de divulgar as fotografias do artista plástico Hassis e fotografias de tantos outros fotógrafos amadores e profissionais para a venda no site. As fotografias disponíveis são de diversos temas, diversos preços e podem ser adquiridas em tiragem limitada ou exclusivas. Todas as fotos são impressas em papel 100 % algodão, Ragh Photographique 310 gr e são enviadas pelo correio sem moldura.

Pode ser uma oportunidade interessante de enviar suas fotos para uma análise e, quem sabe, fazer parte da galeria. Maiores instruções podem ser encontradas aqui.

P.S.: este não é um post publicitário.

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Flickr disponibiliza para todos o “New Photo Experience”

Por em 28 de março de 2014

Tudo bem, nem para todo mundo. Mas, todos que utilizam o serviço em língua inglesa já podem ter acesso a essa nova funcionalidade (quer ver como funciona é só mudar a linguagem do serviço para inglês na barra inferior). Alguns usuários já estavam utilizando a versão beta do serviço, mas agora liberou geral. Faz algum tempo que o flickr mudou radicalmente a sua interface e disponibilizou para todos os usuários um espaço gigante de 1TB para armazenamento de fotos. Muitos reclamam do flickr por conta de suas políticas de uso de imagem, mas o facebook faz a mesma coisa e todo mundo continua por lá. Para falar a verdade, o flickr é o único serviço/rede social voltada para fotografia que eu consigo utilizar. Já tentei outros, o que resultou em um monte de contas abandonadas.

Mas, voltando para a nova funcionalidade, ela se chama simplesmente de New Photo Experience e está aqui para mudar a maneira como você visualiza uma imagem. O design geral da galeria não mudou, mas quando você clica em uma foto específica tudo fica melhor. A foto toma quase todo o monitor e no lado direito temos as informações que tradicionalmente se encontravam na parte de baixo da imagem. Ficou legal, com um grande destaque para a descrição da imagem. Aliás, muita gente posta imagens absurdamente lindas e tem preguiça de colocar uma descrição sobre ela. Alguns não colocam nem título, deixando o nome do arquivo que a câmera gerou. Um cuidado nessa parte pode agregar valor à sua imagem. Além disso, o anuncio oficial aponta que foi dada atenção especial para a velocidade de transição de uma foto para outra. A operação ficou 20 vezes mais rápida (segundo o flickr). Aliás, esse foi um dos problemas do novo design, tudo ficou mais pesado e lento.

Continuando falando da barra lateral, temos as informações da foto, as imagens que estão antes e depois, os comentário e, a parte mais bacana, um exif em forma de ícones. O flickr identifica a câmera utilizada, a lente, o modo de foto, além de velocidade de obturador, abertura do diafragma e ISO. Ao clicar em “Show All Exif” é possível ver todas as informações (até coisa que você nem sabia que existia). Ao fim, é possível editar informações da própria foto, como adicionar tags, mudar a classificação da imagem, adicionar local e ativar ou desativar comentários. Foram mudanças estéticas, mas ficou muito legal. Se você quer dar uma olhada nas novas funcionalidades é só mudar o seu flickr para inglês e se divertir. Em breve o novo design deve estar disponível para todas as linguagens.

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P.S. Para quem quiser ver a imagem em destaque em tamanho normal é só clicar aqui.

Fonte:  Flickr

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Mãe e filha aprendem juntas que não existe controle sobre o compartilhamento de fotos na Internet

Por em 26 de março de 2014

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Ah, a Internet. Essa entidade/ambiente/universo no qual pessoas podem manter contato a quilômetros de distância, podem evitar contato a metros de distância, ideias e informação podem circular livremente – às vezes – e no qual pessoas de opiniões opostas debatem por horas e horas sem chegar a lugar algum.

É também um espaço para idolatrar gatos, para bradar que ateus são adoradores do demônho, que tal partido político é o responsável por algo grotesco, sem ler à respeito de quem é de fato o culpado, nem se existe culpado, nem se algo errado foi feito e sequer saber o que significa a palavra “grotesco“. O importante é compartilhar, dar like. Aprender e adquirir algum tipo de cultura de fato é algo secundário.

Mesmo com a aprovação do Marco Civil, que lista direitos e deveres de pessoas físicas e jurídicas que utilizam a Internet no Brasil, podemos dizer que a Web, de forma geral, é terra de ninguém. De certa forma. Ok, nem tanto, mas uma coisa é certa: ninguém tem controle do que é postado na Internet.

Uma foto pode passar a ser compartilhada centenas de milhares de vezes, e a pessoa que publicou a imagem original não vai conseguir impedir essa corrente digital na base do “não gostei, apaga“. Tem gente que apela pro “Foi Ráquer”, mas fica a critério de cada um ponderar a respeito.

Dona Hudson, uma mãe do Colorado, nos Estados Unidos, resolveu explicar isso pra filha, Amia, que tem apenas 12 anos. A garota queria criar contas no Instagram e Facebook. A mãe disse que ela não poderia ainda ter perfis nestas redes sociais, pois sua imagem poderia ser exposta e utilizada indiscriminadamente.

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Hasselblad que foi a Lua é vendida por quase US$ 1 Milhão – Será?

Por em 25 de março de 2014

Eu não sei vocês, mas gosto muito de tudo relacionado a astronomia e também da história do homem na Lua. Bem, parece que essa história também deixa muita gente animada. No dia 22 de março foi leiloada na casa de leilões Westlicht, em Viena, uma Hasselblad EDC por um preço aproximado de US$ 1 milhão. Mas, qual o fato que levou a câmera a valer tanta grana? Bem, a casa de leilão afirma, simplesmente, que está é uma das câmeras utilizadas pela NASA em uma missão que foi até a Lua. Mais especificamente pela Apollo 15.  Vejam o comunicado da casa de leilões:

“”Essa Hasselblad usada na quarta missão da NASA [pouso na Lua] entre 26 julho – 7 agosto de 1971 fez seu caminho de volta para a Terra, finalmente desembarca na casa de leilões WestLicht ”

Esse modelo de câmera foi o preferido pela NASA nas missões APOLLO, mas a maioria dos equipamentos utilizados nas missões a Lua foram abandonados por lá para dar lugar a minerais que foram trazidos para análise. Porém, reza a lenda, que quatro câmeras teriam retornado a Terra e, essa em questão, seria uma delas e que foi utilizada pelo astronauta James Irwin da APOLLO 15.

Porém, existem várias dúvidas sobre se o item realmente é verdadeiro. Ninguém sabe como a câmera deixou de ser propriedade federal e passou para a mão de um colecionador particular. Em 2012 uma Lei Federal americana autorizou os astronautas da Era APOLLO a venderem os equipamentos que tivessem guardado como lembrança. Porém, a câmera nunca fez parte desses equipamentos e nem era propriedade de James Irwin, então fica uma grande dúvida sobre a sua origem. Outro ponto levantado é que essa câmera já tinha sido leiloada a dois anos atrás pela RR Auction e não havia nenhuma menção ao fato da câmera ter ido até a Lua. Havia apenas uma carta de um ex-fotógrafo da NASA dizendo que a câmera havia voado no módulo lunar. Ou seja, ficou em órbita e nunca desceu ate a Lua.   Para falar a verdade, a câmera leiloada agora está com uma lente e magazine diferentes do que a dois anos atrás.

Mesmo com esse monte de dúvidas, o empresário japonês Terukazu Fujisawa desembolsou 660.000 € pelo equipamento. Uma bela quantia se na verdade isso se tratar de uma trapaça.

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Fonte: Dpreview e Petapixel

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