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My Passport Wireless — ideal para quem vai fotografar e viajar

Por em 9 de setembro de 2014

Essa é uma dica muito bacana, principalmente se você precisa de um meio de armazenamento de imagens durante uma viagem, ou mesmo uma sessão externa onde muitas fotos são realizadas. A opção mais fácil é levar um notebook, mas eles são grandes, dependem de baterias que nem sempre duram muito e podem se transformar em um inconveniente durante a sessão fotográfica. Claro que já existem unidades portáteis de armazenamento para esse tipo de situação, mas creio que a Western Digital conseguiu dar um passo adiante neste tipo de equipamento.

O My Passport Wireless é um HD externo sem fios. Ele funciona com tecnologia Wireless para transferência de fotos, mas não é só isso. Creio que é o primeiro HD externo que já vem com uma porta conectora para cartão SD. Isso mesmo. Você pode conectar o seu cartão SD ao HD e fazer a transferência automática de suas fotos para o disco rígido. Isso no meio de uma floresta ou outro ponto distante de computadores pode ser a salvação para quando seu cartão de memória está cheio, ou mesmo fazer aquele backup rápido no meio de um evento importante.

A transferência Wireless pode ser acessada por até 8 pessoas simultaneamente (ótimo para equipes de fotógrafos) e ele também possui a funcionalidade FTP para transferência automática de imagens de uma câmera que esteja ligada a rede. Você pode gerenciar e visualizar todas as fotos que estão armazenadas através do aplicativo mobile WB My Cloud que está disponível para Android e iOS. O equipamento se conecta ao computador via porta USB 3.0 e possui uma bateria interna que, segundo a Western Digital, pode durar até 6 horas em uso constante e até 20 horas em standby.

O My Passport Wireless estará disponível em Setembro com os valores de US$ 129,99 (500 GB), US$ 179,99 (1 TB) e US$ 219,99 (2 TB). Não é um preço absurdo pelo equipamento, mas fico pensando quando chegar no Brasil.

my_passport_wireless

Fonte: Dpreview.

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Descanse em paz Kodak BW400CN

Por em 25 de agosto de 2014

Nessa semana vou desenvolver uma atividade de pin-hole com um grupo de crianças na cidade de Teodoro Sampaio, no oeste do Estado de São Paulo. Para construir uma pin-hole com caixa de fósforo são necessários alguns materiais. Entre eles precisamos do bom e velho rolo de filme fotográfico. Desde 2008 não comprava um rolo de filme fotográfico e, sem muita esperança, liguei no laboratório fotográfico com que trabalho para saber se conseguiria comprar uma grande quantidade de filmes (pelo menos 4 caixas) e fazer a revelação de todo esse material. Tive uma grata surpresa ao ser informado que ainda existem vários profissionais na região que ainda trabalham exclusivamente com filme fotográfico e havia um grande estoque na loja. Isso mesmo, em plena Era Digital ainda temos pessoas que desenvolvem atividades profissionais com a película fotográfica. Revelar os filmes não era problema, mas comprar em grande quantidade o filme virgem era. Então eu estava salvo.

Mas, esse não é o principal assunto deste texto. Semana passada, a Kodak Alaris fez um anúncio muito triste para quem gosta de produzir fotos em preto e branco com câmeras analógicas (sim, eu sei que esse termo é errado, mas facilita a compreensão). Em algum ponto do final da década de 1990 (não vou me lembrar precisamente), uma boa notícia animou aos fotógrafos que gostariam de fazer fotografias em preto e branco, mas não tinham conhecimento ou dinheiro para manter um quarto escuro para revelação de suas imagens. Estou falando de filmes que fotografavam em escala de cinza e podiam ser revelados no processo C-41 utilizado nos filmes fotográficos coloridos. Ou seja, você poderia fotografar em preto e branco e revelar o seu filme em qualquer minilab tradicional.

O BW400CN é um destes filmes. Infelizmente a sua caminhada chegou ao fim. Em um comunicado feito ao público, a Kodak Alaris afirma sentir muito ao tomar essa decisão, mas a queda do consumo deste filme tornou a sua existência impossível. A roda do capitalismo não pode parar. A empresa garante que ainda existem estoques para manter a venda por mais 6 meses. Se você nunca fotografou com filme preto e branco e quer saber qual a sensação utilizando um filme barato, então a sua praia é o BW400CN. Aproveitem enquanto ele ainda existe.

Kodak_bw400cn

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Suas fotos no Tumblr vão dar lucro… para o Tumblr

Por em 19 de agosto de 2014

Marissa Mayer Tumblr

Hoje em dia se compartilha tudo e mais um pouco na internet, e o Tumblr quer aproveitar-se desse detalhe para aumentar o faturamento. A partir de agora, toda e qualquer imagem postada no site será escaneada em busca de marcas e sentimentos associados a elas. Isso é resultado da parceria com o Ditto Labs, especializado no assunto.

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Cartão de Visita para Fotógrafos com conexão USB

Por em 17 de agosto de 2014

swivelCard

Cartão de visitas sempre foi uma coisa complicada na vida dos fotógrafos iniciantes. Afinal de contas, podemos entender muito da construção de uma boa fotografia (ou não, em alguns casos), mas geralmente não entendemos nada da questão da identidade visual. Sempre declaramos que para fotos você deve procurar um profissional em fotografia, mas na hora de construir a identidade visual poucos vão contratar um profissional de design. O que na verdade é um erro. Por isso que temos aqueles cartões de visita bizarros com uma tonelada de fotos coloridas e que tornam a visualização muito desagradável. Outro ponto crucial é o que colocar de informação neste cartão. Apenas o nome? Telefone, e-mail, site, pagina do facebook, nome da mãe, do cachorro, da sogra? Já vi coisas grotescas em nome de divulgar o máximo possível o próprio nome.

Mas, ao que parece, os nossos problemas podem estar acabando com uma ideia que, atualmente, está captando recursos no Kickstarter. Estou falando do SwivelCard, que na realidade é um cartão de visitas (muito bonito) que ao ser dobrado se transforma em uma espécie de PenDrive para ser conectado a qualquer computador. A ideia aqui não é armazenar dados no cartão e sim que ele abra um link direto para informações sobre o seu trabalho na internet. Ou seja, um caminho direto para o seu portfólio online, sem a necessidade de que o seu possível cliente tenha que digitar um endereço de internet no navegador. Junto com os cartões existe um programa onde você pode controlar e receber estatísticas sobre os acessos que os cartões distribuídos estão realizando. Outra vantagem, segundo os desenvolvedores, é que você pode mudar o destino de acesso de todos os cartões ou de um específico. Por exemplo. Se você entrega um cartão para um possível cliente para fotografia de casamento, você pode definir que o link daquele cartão caia especificamente na página de fotografia de casamento do seu site em vez da página inicial. Isso é interessante.

Para começar a produção, os desenvolvedores fixaram a meta de arrecadar US$ 10.000,00. Faltando ainda 23 dias para encerrar a captação de recursos, já foram arrecadados US$ 73.000,00. Ficou interessado no produto? É só dar uma olhada no kickstarter e conferir as possibilidades deste novo conceito em divulgação para fotógrafos.

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Alexandre Severo se foi, mas a sua obra permanece

Por em 15 de agosto de 2014

Todo mundo está falando (ainda) do acidente de avião que vitimou o ex-governador de Pernambuco, e candidato a Presidência, Eduardo Campos. Aliás, deve ser a única notícia no Brasil nos últimos dias, pois nada mais é noticiado nos telejornais. Mas, é bom notar que havia uma galera junto com ele no avião e que também acabou perdendo a vida. Dentro deste grupo, e que faziam parte da equipe de campanha do político, se encontravam os fotógrafos Alexandre Severo e Marcelo Lyra.

Quem gosta de acompanhar o que está acontecendo na produção artística da fotografia brasileira deve conhecer o nome de Alexandre Severo. Em 2009 ele ficou conhecido com o ensaio À Flor da Pele (que foi publicado no portal do jornal Zero Hora), onde registrou o cotidiano de uma família de negros em Olinda (Grande Recife) que tiveram 3 filhos albinos. O ensaio ainda está disponível no site do fotógrafo, e ele mesmo os define da seguinte forma:

Nasceram sem cor, numa família de pretos. Três irmãos que sobrevivem fugindo da luz, procurando alegria no escuro. O mais novo diz que é branco vira-lata. Os insultos do colégio viraram identidade. A mãe cochicha que são anjinhos.
 
Eles têm raça sim. São filhos de mãe negra. O pai é moreno. Estiraram língua para as estatísticas e, por um defeito genético, nasceram albinos. Negros de pele branca. A chance dos três nascerem assim na mesma família era de uma em um milhão. Nasceram. Dos cinco irmãos, apenas a mais nova é filha de outro pai. Esta é a história do contrário.”

As imagens são muito bacanas e renderam ao fotógrafo menção honrosa no 31º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Além deste ensaio, podemos encontrar vários outros de grande qualidade em seu site. Severo também tinha publicações na Revista Time, exposições na 5ª Bienal Argentina de Fotografía Documental, no Paraty em Foco de e no Tate Modern, em Londres.

Alexandre Severo tinha 36 anos, morava atualmente em São Paulo e estava trabalhando como fotógrafo na campanha eleitora de Eduardo Campos. Ele parte desta vida, mas sempre será lembrado pelo seu trabalho.

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Livro sobre Lightroom 5 de Scotty Kelby chega ao Brasil

Por em 13 de agosto de 2014

Acho que estou falando de uma grande unanimidade no mundo da fotografia digital. O Adobe Photoshop Lightroom chegou para trazer dinamismo ao fluxo de trabalho do fotógrafo digital e eliminar entraves no processo de edição e finalização dos trabalhos. Todos que conheço que levam a fotografia a sério estão utilizando o programa que, ao contrário do Photoshop, é uma ferramenta pensada para o fotógrafo e não custa o valor de seu fígado. Embora seja um software sem muitos segredos, existem pormenores no processo de importação e edição que podem passar despercebidos dos navegantes de primeira viagem. É nesse ponto que uma capacitação pode ser necessária para que todo o potencial do software seja utilizado.

É nesse ponto que fico muito feliz em ver o lançamento, no Brasil, do livro Adobe Photoshop Lightroom 5 para Fotógrafos Digitais de autoria de Scotty Kelby. Quem está trazendo a obra para o Brasil é a iPhoto Editora, que vem mantendo a tradição de pelo menos um lançamento de impacto por semestre no mercado de fotografia digital.

Segundo o Press Release oficial da Editora, “Este livro é o primeiro a abordar todo o fluxo de trabalho de um fotógrafo na edição de imagens de forma clara, concisa e visual. Com uma linguagem simples e dinâmica, o autor explica em detalhe todas as técnicas e configurações que realmente funcionam para obter resultados incríveis.

São 15 capítulos de informação, tutoriais passo a passo, dicas e ilustrações, por meio dos quais o autor revela todas as técnicas para fazer do Lightroom o melhor aliado do fotógrafo.”

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Campanha Newborn Responsável: Eu faço

Por em 11 de agosto de 2014

Então chegamos a um ponto em que o Newborn se tornou a nova galinha dos ovos de ouro dentro da fotografia. Até alguns anos atrás, o casamento era o principal filão de procura para recém-profissionais ganharem o seu dinheirinho. Agora as coisas mudaram. Não que o casamento não continue uma atividade rentável, mas o Newborn está crescendo rapidamente para se tornar a estrela mais brilhante da fotografia para aqueles que decidiram abraçar a profissão agora. Isso pode ser comprovado, pelo menos de minha parte, no crescimento da procura por cursos e dicas sobre fotografia de recém-nascidos. Creio que o crescimento de profissionais neste mercado está marcado pelo sucesso dos que apostaram primeiro no filão, na garantia de boas vendas (pois tudo que envolve crianças é comprado pelos pais) e pelo aparente baixo investimento para começar (tem gente fotografando bebês em praças públicas).

Mas, não é bem assim. Quem já teve o privilégio de conhecer o trabalho de um profissional do ramo, sabe que o investimento é até bem alto e, principalmente, a responsabilidade da atividade é gigantesca. Mas, o principal ponto é determinar, realmente, o que é esse tal de Newborn. Observando as fotos de pessoas que já são reconhecidas no ramo, como a Simone Silvério, eu observo um padrão no que se convencionou a chamar de Newborn. São fotografias onde o foco é o bebê, claro, mas percebo uma preocupação absurda com a produção de arte do cenário. Tudo se encaixa para criar uma atmosférica quase etérea, uma representação de um universo onírico. Essa seria uma definição bacana, a representação de um sonho. Uma foto que você colocaria na parede sem pensar duas vezes. Um verdadeiro fine art. Se você está fotografando recém-nascidos e não está trabalhando a sua produção de arte, então você não está fazendo direito. Fotografia de crianças existe há muito tempo, o Newborn é algo diferente.

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Pensando em trabalhar essa diferenciação, e fazer um movimento de utilidade pública, a ABFRN (Associação Brasileira de Fotógrafos Recém-Nascidos) está lançando a campanha Newborn Responsável: Eu faço. Aqui entramos em um ponto importante deste tipo de fotografia. O seu objeto fotográfico é uma criança com 8 ou 10 dias de vida. É um ser humano frágil ainda e são necessários cuidados e práticas que não causem desconforto ou algum tipo de lesão. O foco da campanha é mostrar para os fotógrafos de inicio de carreira que a maioria das fotos que são feitas com os bebês são, na verdade, montagens de várias fotos. As crianças ainda não possuem estrutura óssea para ficarem em posições que são mostradas nessas fotos. Os associados da ABFRN estão publicando em seus sites e páginas das redes sociais imagens que mostram como as fotos são feitas e o resultado final. Por incrível que pareça, existem pessoas que tentam fazer as poses das fotos de verdade com o bebê, pois não possuem ideia da pós-produção necessária.

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Uma iniciativa bacana e que pode abrir a cabeça de muitos fotógrafos, além de poupar alguns aborrecimentos.

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