Direitos Autorais – um assunto complicado
Toda vez que discutimos direitos autorais em fotografia a coisa pega. Quem não está familiarizado com a Lei acaba achando um absurdo que uma imagem que está na internet não possa ser utilizada livremente em blogs ou até em trabalhos publicitários. Assim como a música e os filmes de Hollywood, as imagens são fruto de trabalho intelectual e são protegidas pela legislação em todo o mundo. Eu tinha uma postura bem rígida em relação a isso, mas o próprio caminho que a internet está tomando nos apresenta um mundo onde a propriedade intelectual acaba perdendo seu sentido já que tudo está disponível ao alcance de um clique.
Porém, um caso interessante se mostrou no Reino Unido sobre uma disputa sobre direitos autorais. O problema aqui não foi a utilização de uma foto, mas a cópia de um conceito. As fotos em questão representam uma vista do parlamento inglês com um ônibus a frente. O ônibus foi mantido colorido e o fundo foi transformado em preto e branco. O caso foi publicado pela Amateur Photographer e está causando um pouco de controvérsia. Justin Fielder acusou Nick Houghton de ter desrespeitado seus direitos autorais na imagem que produziu. A coisa fica mais complicada quando sabemos que as duas imagens foram utilizadas em campanhas publicitárias distintas.
Segundo o Juiz que julgou a causa, a criação intelectual residiu tanto nos elementos de composição da imagem e os aspectos de contraste. Ou seja, o tipo de edição da fotografia foi o que levou o juiz a dar ganho de causa para o reclamante. Embora alguns tenham apoiado a decisão, ficou um pouco complicado decidir se o juiz avaliou o conceito da imagem ou a sua construção. Conceito é uma coisa que a lei de direitos autorais não protege. Se fosse assim, ninguém mais poderia fotografar um ônibus vermelho em frente ao parlamento britânico. Outra coisa é que parte da decisão parece ter sido tomada por conta da técnica do photoshop utilizada, coisa que qualquer criança consegue fazer hoje em dia.
Eu particularmente acho que a segunda foto está bem melhor do que a original, levando em conta enquadramento, perspectiva e a própria composição da imagem.
Adobe Photoshop Lightroom 4 Beta
Claro que este é um processo evolutivo, mas já estava tão acostumado ao meu Lightroom 3 que fiquei até assustado com o anuncio de que a versão beta do Lightroom 4 já está disponível para download gratuito no site da Adobe. Fui lá dar uma conferida básica, afinal de contas é de graça e estava muito curioso para saber o que poderia ser melhorado em um programa que já acho quase perfeito. E não é que eles conseguiram melhorar a coisa mesmo.
Agora o novo Lightroom 4 oferece uma quantidade maior de ajustes na paleta de edição básica. Mais possibilidades de ajustes localizados e uma melhor aplicação da redução de ruído, balanço de branco e redução de aberrações cromáticas. O comando Claridade agora está absurdamente agressivo. Tem que utilizar com cuidado. Já se tornou uma tradição a constante melhora destes controles básicos. Agora o Lightroom já pode também fazer edições básicas em vídeos. Antes era possível importar e fazer poucas coisas. Agora podemos selecionar frames e aplicar correções básicas como cores.
Dois novos módulos foram introduzidos. Agora temos o módulo Mapa onde é possível inserir informações de georeferenciamento em suas fotos em uma integração com o Google Maps. O outro módulo é o Livro, onde você pode editar seu próprio fotolivro, inclusive com alguns modelos pré-prontos, e enviar diretamente para impressão. A adição do comando soft proofing no modulo revelação também garante um melhor ajuste do espaço de cor levando em conta o meio em que sua imagem será publicada (web, impressão, etc). Finalizando as novidades mais básicas, agora também é possível enviar uma imagem para um cliente ou amigo direto do Lightroom utilizando uma conta de e-mail de sua escolha.
Porém, para melhor entender tudo o que mudou, indico o longo texto escrito pelo Dpreview ou a indicação de Clício Barroso sobre os 10 pontos que ele destacou no novo programa. Vale a pena dar uma conferida.
Estão disponíveis as versões finais do Camera RAW 6.6 e Lightroom 3.6
Notícia rápida para você que edita os seus arquivos RAW nos programas da Adobe. Já estão disponíveis para download as versões finais no Adobe Camera RAW 6.6 e do Adobe Lightroom 3.6. Ao que parece, está nova atualização apenas adiciona compatibilidades com as novas câmeras lançadas nos últimos meses.
Agora é possível trabalhar com o RAW das câmeras Canon Powershot S100, Fuji Finepix X10, Leica V-LUX 3, Nikon 1 J1, Nikon 1 V1, Panasonic DMC-GX1, Ricoh GR Digital IV, Samsung NX5, Samsung NX200 e Sony NEX-7. Muito bom ver que as câmeras da Fuji finalmente estão se adaptando às tecnologias da Adobe. Até hoje estou esperando por um modo de converter o RAW da S200EXR. Junto com a atualização de câmeras também foi disponibilizado 30 novos perfis de correção de lente.
É possível baixar gratuitamente tanto o Ligthroom 3.6 (Mac e PC) quanto o Adobe Camera RAW 6.6 (Mac e PC) direto da página da Adobe.
JPEGmini–Startup refina de forma impressionante compressão de imagens
O mundo dos formatos de imagem anda meio parado. Fotógrafos se casaram para sempre com o RAW, designers amam seus PNGs, designers a sério não vivem sem seus TIFFs, mães precisam de BMPs para enviar por email com seus Powerpoints e gente normal usa e abusa do JPEG.
Dá para melhorar, claro, mas convencer todo mundo a abandonar formatos antigos, instalar plugins até os navegadores se adequarem, esperar que câmeras e celulares ganhem atualizações é inviável.
Bom mesmo é o que essa tal de JPEGmini está fazendo.
Eles criaram um algoritmo baseado na visão humana. Comprimem menos onde nós veremos artefatos com mais facilidade e comprimem mais onde eles não serão tão visíveis.
O arquivo final ainda é um JPEG normal, dentro do padrão, mas comprimido em taxas variadas. Os resultados variam, claro, mas é possível conseguir redução de quase 6 vezes no tamanho do arquivo original, mesmo este sendo um JPEG, já vindo comprimido.
No teste que fiz, usando uma imagem completamente aleatória de 939×1212 parti de um arquivo de 669KB e terminei com um JPEG otimizado de 116KB. Você pode comparar, aqui está o original e aqui o otimizado.
Pode-se achar que em tempos de banda larga e HDs maiores ainda esse tipo de otimização seria preciosismo. Eu mesmo pensei isso inicialmente, mas lembre-se: O mundo real não funciona como as maravilhosas propagandas das operadoras 3G, e cada byte conta (e é cobrado). Otimizar as imagens de um site pode render uma economia substancial de banda para quem acessa mobile. Principalmente, tornará o acesso por esses dispositivos bem mais ágil.
O serviço é gratuito. Há opção de enviar arquivos em lotes, o que facilita a vida de todo mundo.
Só esperemos que não sejam massacrados por patentes, como costuma acontecer.
Fonte: Techcrunch
FilmPack 3 – de volta aos bons tempos
Uma das partes mais bacanas de quando comecei na fotografar era justamente revelar os filmes preto e branco. O laboratório era quente, abafado e os produtos químicos certamente deviam fazer um grande mal a saúde, mas ninguém conseguia sair do lugar por conta da fascinação que todo o processo trazia. Sem falar que era muito bacana ver as tonalidades do preto e branco sendo alteradas pela maneira como aplicávamos o processo de revelação ou as maravilhosas granulações quando puxávamos o ISO de 400 para 1600 ou 3200. Coisas que poucos possuem acesso hoje em dia. Provavelmente 80% dos leitores aqui do Meio Bit nunca ouviram falar da expressão “Puxar o ISO”, mas a evolução tecnológica não pode ser parada e ficar com saudosismo não leva a nada. Temos que tocar o barco para frente.
Porém, existe a possibilidade para as gerações atuais, ou para a antiga, de rever os efeitos, tonalidades e contrastes que conseguíamos com o filme preto e branco. E essa possibilidade é via edição com softwares específicos. É só procurar pela internet que existem dezenas de receitas de como simular o seu filme preto e branco favorito no Photoshop. Mas, agora a DxO Labs está colocando no mercado o FilmPack 3, software específico para simulação de filmes preto e branco ou coloridos em suas imagens digitais. E a coisa não é um simples programinha, pois se mostra bem complexo nas conversões. Com o programa é possível simular os efeitos de mais de 60 filmes preto e branco ou coloridos que se tornaram famosos na história da fotografia. A conversão é baseada na consultoria prestada por fotógrafos profissionais com grande experiência nessa área e, segundo a empresa, o software é o mais preciso simulador existente nessa atualmente.
Agora também é possível trabalhar com a edição dos canais de cores, tornando algumas das características de cada filme mais evidentes do que as outras. Mudanças em relação a edição anterior também trazem a possibilidade de aplicar vinheta nas fotos (um recurso interessante, mas quando usado de forma irresponsável se torna um saco) e também é possível criar seu próprio perfil de filme perfeito misturando os canais e características de diferentes filmes. Imagine misturar a cor de um filme Reala com a granulação de um Tri-X.
O FilmPack 3 pode ser comprado como um software independente ou como um plug-in para Lightroom, Photoshop, DxO Optics ou Aperture. A disponibilidade do novo programa é para o Verão Americano e o investimento deve ficar em torno de US$ 80,00.
Essas imagens mudarão para sempre a sua opinião sobre GIFs animados
Quando alguém lhe diz “GIF animado”, qual imagem vem à sua mente? De certo, desenhos bobinhos, o indefectível “under construction” dos primórdios da web, variações móveis dos ClipArts do Office 97. É, o passado negro do formato é bem triste…
Até o GIF animado, porém, se encaixa naquela ideia de que não é a tecnologia, mas sim o talento das pessoas, que determina a qualidade dos resultados. A dupla Jamie Beck e Kevin Burg, fotógrafo e artista gráfico, respectivamente, dá um magnífico exemplo de como essa máxima é verdadeira.





