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Digital Drops Blog de Brinquedo

Americanos desenvolvem viagem no tempo e bombardeiam Afeganistão no passado

Por em 30 de janeiro de 2014

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Existe uma ilusão, que persiste mesmo em tempos de internet e Photoshop, de que imagens são confiáveis, são provas aceitáveis e inquestionáveis, e que realmente valem por mil palavras. Só se for um trecho da biografia da Ex-Vice Miss Bumbum. Na realidade imagens são perfeitamente manipuláveis, e não é de hoje.

Uns 10 minutos depois de a fotografia ter sido inventada, Daguerre pensou “humm vou photoshopar umas gostosas do meu lado nesse selfie e mandar pros brothers”. Uma foto famosa de Abraham Lincoln usou o corpo de outro sujeito. Na 1ª Guerra Mundial fotos compostas de elementos de diversas outras imagens para dar um tom épico e dramático eram publicadas como factuais. O Camarada Stalin por sua vez popularizou o ato de remover desafetos de fotos (e da existência, mas das fotos era mais complicado).
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emArtigo Manipulação digital Mundo Estranho

JPEG padrão recebe uma turbinada e agora suporta profundidade de cor de 12 bits e compressão sem perdas

Por em 24 de janeiro de 2014

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Todo fotógrafo ou entusiasta de fotografia (eu, incluso) já se perguntou ao menos uma vez na vida se vale a pena usar RAW ou JPEG ou até mesmo o formato TIFF. A principal vantagem do RAW quando comparado ao JPEG é que o que está registrado é a imagem crua (ah vá!), sem perda, do jeito que ela foi captada pelo sensor.

No caso do padrão JPEG, há uma compressão, o que gera ruído e perda de informação. Ao menos, gerava.

Isso porque um grupo Leipzig Institute for Applied Informatics, responsável pelo padrão original, acaba de divulgar uma evolução para o formato. Eles lançaram uma versão totalmente nova da biblioteca (9.1), que vem com algumas habilidades poderosas. Um verdadeiro show. E assim nasce um funk. Mentira, felizmente.

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emÁudio Vídeo Fotografia Explicando a Foto Manipulação digital Notícias

Novidade: a Manipulação Digital de Bilaus

Por em 24 de janeiro de 2014

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Nos Anos 80 a AIDS dizimou o mundo pornô. A expectativa de morte certa não era muito agradável, e o público não aceitava a idéia de preservativos em cena. O mercado começou a se adaptar, criando exigências rígidas de exames médicos, padrões de saúde, e no começo do Século XXI a incidência de casos de HIV entre profissionais do mercado pornô era praticamente zero.

Aí aconteceu o mesmo que com vacinas: na falta de doença começam a questionar a necessidade da medida profilática. Isso foi especialmente forte no mercado pornô gay, que exige suas cenas sempre bareback, sem camisinha. Convenhamos, é estranho aquela camisinha que se materializa já encaixada, e depois some de forma igualmente mágica.
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emÁudio Vídeo Fotografia Entretenimento Manipulação digital

Aerie Real – fotografia de publicidade sem photoshop

Por em 22 de janeiro de 2014

Mais um capítulo nesta discussão que, em terras tupiniquins, parece não ter nenhum efeito. Pelo menos eu não vejo nenhum movimento neste sentido. Existe uma preocupação cada vez maior, em países civilizados, quanto a quantidade de pós-processamento digital aplicados em fotos publicitárias. Essa preocupação fica maior ainda quando se tratam de produtos ou serviços direcionados para adolescentes. A base desta preocupação está ligada a pessoas que aparecem nestas campanhas publicitárias com corpos perfeitos, em grande parte por conta de mecanismos de edição, e que possam influenciar esses adolescentes a buscar uma forma física perfeita, que na realidade, não existe. Já trabalhei com esse tipo de campanha e, mesmo antes da existência do Photoshop, temos que ter em mente que isso é fantasia utilizada para vender conceito, e não apenas produtos. Claro que nos tempos do Photoshop a quantidade de edições e transformações mágicas atingiram um nível nunca visto antes na história, mas ainda me espanta o quanto uma pessoa comum pode ser influenciada por uma campanha publicitária nitidamente baseada na fantasia visual (e um pouco de falta de noção de quem faz a edição, como no caso da Susana Vieira)

Uma prova deste movimento é a Verily Magazine que surgiu para brigar no mercado de moda e tendência para mulheres com idade entre 18 e 35 anos, o segmento que mais utiliza de edição nas imagens de suas matérias e na publicidade. Mas, a Verily tem uma política de valorizar a mulher real, mesmo que ela não seja perfeita. Tanto que o slogan da revista é ”Menos de quem você deveria ser, mais do que você é.” Essa abordagem também se aplica a todo material publicitário divulgado na revista. Pode parecer um direcionamento perigoso no mercado editorial, mas existem pessoas que apoiam essas iniciativas e, com certeza, muita gente vai começar a perceber que o real pode ser tão atraente quanto o fantasioso. Outra prova do movimente, e pegando carona nessas novas abordagens, temos a fábrica de lingeries Aerie, que tem em seu público consumidor mulheres com idade variando entre 15 e 21 anos, justamente a faixa etária mais bombardeada por imagens “photoshopadas”. Toda a campanha possui o slogan  “Time to Think Real, Time to Get Real, No Supermodels, No Retouching, Because… The Real You is Sexy.” E, por mais que isso fuja do padrão da indústria da publicidade, tudo ficou muito bacana, descolado e com uma abordagem realmente jovem.  Para ver um pouco do que rolou nos bastidores da campanha a empresa liberou um vídeo feito pelo artista John Urbano.

É um trabalho revolucionário? Não, mas eu gostei. Como fotógrafo eu gosto da iniciativa, pois é possível fazer belos retratos com luz e maquiagem profissional, mas sem a necessidade de uma intervenção radical no pós produção. Que fique claro que não tenho nada contra a pós-produção, pois é parte importante do processo de criação da fotografia. Mas, existem exageros que deveriam, e podem, ser evitados. Além do mais, toda mulher possui sua beleza, e compete ao fotógrafo descobrir isso. Veja mais sobre a campanha da Aerie clicando aqui.

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emDestaques Manipulação digital

Photoshop CC recebe ferramenta Perspective Warp

Por em 17 de janeiro de 2014

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Duas coisas vão se comprovando conforme o Photoshop vai evoluindo. A primeira, e já comprovado em alguns momentos, é que o Photoshop realmente é coisa do Demo. Eles estão se superando em produzir cada vez mais ferramentas automatizadas de alguns processos. O que garante que leigos e usuários sem muito conhecimento profundo do programa consigam realizar tarefas que antes necessitavam de horas de retoques. Para mim isso é ótimo, pois nunca me tornei um grande conhecedor do programa, principalmente depois do lançamento do Lightroom. A segunda comprovação é que a promessa da Adobe de evoluir o programa durante a sua existência on line está se comprovando. Uma das grandes propagandas do lançamento do Creative Cloud é que você compra uma licença de uso da suite e, 12 meses depois, você está usando um programa completamente diferente, pois ele vai evoluindo constantemente e não só no lançamento de uma nova versão, como acontecia com a venda do programa fechado.

Nessa semana a Adobe colocou algumas novas ferramentas para atualização do Photoshop. A primeira é um assistente para impressão em 3D, que vai ser utilizado para agilizar o processo de prototipagem rápida. Por conta da especialização dessa atividade, creio que não vai ser uma das mais festejadas novas funcionalidades do programa. A segunda novidade é a adição de Smart Objects, que vai proporcionar o controle de arquivos em vários documentos. Muito bom para quem trabalha com a construção de layouts web. Porém, a ferramenta que realmente vai fazer sua cabeça dar voltas é a Perspective Warp. Antes de falar alguma coisa, é só dar uma olhada no vídeo abaixo.

Sim, agora é possível corrigir a perspectiva de uma foto separando ela em blocos e editando uma área da foto sem alterar a outra. Tudo bem, não é um processo completamente automatizado (precisa ter um trampo para deixar tudo bonitinho), mas está anos-luz a frente de qualquer outra coisa que estava disponível no programa. Porém, unir duas imagens e poder tralhar a perspectiva entre as duas é outra coisa bem interessante. Prevejo várias montagens bem mais realistas no Facebook e outras redes sociais. Claro que podemos dar vários usos para a Perspective Warp, que vão do amador ao artístico profissional. Para comemorar essa atualização do programa, a Adobe resolveu fazer um mimo para todos os possível clientes e zerou o tempo de teste de 30 dias para todo mundo. Se você já se utilizou de seus 30 dias de teste do Photoshop é só baixar a nova versão e utilizar mais 30 dias gratuitamente. Eu vou lá conferir.

Fonte: PopPhoto

emÁudio Vídeo Fotografia Manipulação digital

Algoritmo constrangedor do dia pode te identificar mesmo em fotos sem marcação alguma

Por em 3 de janeiro de 2014

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O trabalho desenvolvido pela equipe do Professor de Engenharia Elétrica da Universidade de Toronto foi apresentado em dezembro último no Simpósio Internacional em Multimídia. A ferramenta usa tags distribuídas para quantificar as relações entre os indivíduos, mesmo aqueles que não foram marcados nas fotos.

Imagine que você e sua mãe são fotografados juntos, construindo um castelo de areia na praia e ambos estão marcados na foto. Na próxima foto, você e seu pai estão comendo pipoca e vocês dois estão marcados. Por causa desta estreita relação de “marcação” tanto com sua mãe na primeira foto, quanto com seu pai na segunda, o algoritmo pode determinar que existe uma relação entre os dois e quantificar o quão forte ela pode ser. Em uma terceira foto você aparece brincando com seus pais, mas apenas a sua mãe está marcada. Dada a força de seu relacionamento de “marcação” com seus pais, quando você procurar fotos de seu pai, o algoritmo pode mostrar a foto sem marcação devido a probabilidade muito alta de que ele esteja lá.
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emCiência Manipulação digital Web 2.0

Photoshop levado ao extremo (e com muito bom humor)

Por em 20 de dezembro de 2013

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Se vocês bem se lembram, o ano de 2012 foi o ano da demonização do Photoshop (e por consequência os outros programas de edição de imagem). Teve gente criticando as edições exageradas em revistas, as ilusões que o programa pode criar e até Leis exigindo avisos  de edição de imagens aos consumidores foram propostas e, em alguns lugares, aprovadas. Claro que todo mundo esquece que o Photoshop (ou outro programa) não faz nada sozinho. Tem uma pessoa operando os controles e o resultado é voltado para um público específico. Fico imaginando se o público que clama por mais realidade no mundo da publicidade iria gostar de um nu orgânico nas páginas da Playboy.

Mas, uma das grandes verdade da internet é que, todo assunto sério pode virar uma boa zoação. Algumas pessoas vão se lembrar de um vídeo chamado Body Evolution – Model Before and After, onde é mostrada a evolução de um ensaio fotográfico desde o posicionamento da modelo, a maquiagem, montagem da luz e, posteriormente, o pós-processamento da imagem. Nada de assombroso, mas é impactante para quem não conhece esse fluxo de trabalho. O vídeo foi bancado pela Global Democracy, visando justamente dar força aos argumentos das propostas que visavam coibir esse tipo de edição.

Muito bem, aproveitando-se das festas de fim de ano, e tendo o citado vídeo como base, a agência de publicidade Victors & Spoils decidiu fazer uma pequena brincadeira, utilizando o Photoshop, para dar uma amostra de que é possível ir bem mais longe do que o vídeo base mostrou. A apresentação começa com a frase “Agências vão a pontos extremos para criar a imagem perfeita”, e logo depois emenda “Acho que nós não somos diferentes”. Vejam o vídeo e se divirtam.

emManipulação digital