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Lightroom 6 já está entre nós

Por em 23 de abril de 2015

lighroom 6

Uma das unanimidades no mundo da fotografia é a utilização do software Lightroom da Adobe. O programinha chegou discreto em sua versão inicial e se tornou um monstro que tem por objetivo organizar e dinamizar o fluxo de trabalho do fotógrafo profissional (ou amador). Fora a edição, que possuí ferramentas bem interessantes,  a grande pegada do Lightroom é organizar suas fotos de maneira sistemática dentro de uma biblioteca com a possibilidade de inserir tags, georreferenciamento e classificações. Tudo isso facilita muito na hora de achar temas específicos ou até mesmo pessoas em suas fotos.

Para felicidade geral da nação, a Adobe acaba de anunciar o lançamento do Lightroom 6, que também recebeu o nome de Lightroom CC para sua versão de assinatura mensal. O que tem de diferente? Muita coisa meu amigo. O que mais impressionou é que agora o Lightroom pode utilizar o desempenho de sua placa de vídeo para agilizar sua operação. Um problema que encontramos no programa é que ele é um consumidor voraz de memória, o que deixa computadores mais modestos bem lentos, transformando a experiência de uso do software em um inferno. Segundo a Adobe, dependendo de sua máquina, o Lightroom pode ficar até 10 vezes mais rápido (será?). Para mim só essa característica já valeria o investimento. Porém, tem mais.

O Lightroom 6 nos apresenta uma nova ferramenta para confecção de fotos em HDR. É possível mesclar diferentes fotos com exposições diferentes e criar uma imagem equilibrada ou aplicar efeitos artísticos. Da mesma forma, é possível criar imagens panorâmicas mesclando várias imagens em sequência (gostei disso), podendo utilizar imagens em RAW e salvar o resultado final em RAW DNG também. Fechando as coisas absurdas com a ferramenta de reconhecimento facial, o que facilita você encontrar as imagens de uma determinada pessoa dentro de um lote de fotografias ou de sua biblioteca inteira.

A Adobe aponta que agora existem mais recursos de edição na construção de Slideshows, a galeria de fotos web agora tem suporte HTML 5 e houve melhoria na precisão dos pincéis para ajustes locais. Ou seja, algumas boas novidades e melhorias de desempenho e precisão de modo geral.

O novo Lightroom CC (ou 6) já está disponível para compra, inclusive no site brasileiro da Adobe. Você pode comprar a assinatura mensal e ter acesso a última versão do Lightroom e do Photoshop CC por R$ 22,00 por mês. Não encontrei no site da Adobe a opção para comprar o programa completo (que não possui os módulos Web da versão CC, mas possui todos os novos recursos). No site americano essa versão está custando US$ 149,00.

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ENHANCE! FLIR lança câmera com efeito CSI de visualização

Por em 8 de abril de 2015

Normalmente a gente fala da tecnologia mas deixa pro final a demonstração. Dessa vez não. A imagem acima é boa demais, é parte do sistema da FLIR FX, uma câmera Full HD sem fio que pretende competir com as GoPros. Custa US$ 199,00 e tem recursos como Wi-Fi direto (conexão AdHoc), HDR e campo de visão de 160 graus, mas o melhor é o RapidRecap.
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As fotos do Telescópio Hubble são feitas em preto e branco. Você sabia?

Por em 25 de março de 2015

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Pausa para um pequeno vídeo bacana e muito interessante. Isso se você gosta de astrofotografia, é claro. Como fã incondicional de ficção científica e cinema de aventura, imagens do universo sempre me fascinaram. Embora não seja um grande praticante de astrofotografia, já dei os meus pulos nessa arte e acompanho notícias e alguns fóruns sobre o tema. Já tinha ouvido de alguns fotógrafos mais entendidos sobre o assunto deste texto, mas nunca tinha visto nada oficial. A National Geographic publicou um vídeo em seu canal do Youtube mostrando alguns dos segredos do pós-processamento das imagens feitas pelo telescópio Hubble.

Na verdade, por uma questão técnica, todas as fotos feitas pelo grande telescópio são, na verdade, capturadas em preto e branco. Isso é feito para manter o máximo de informações em suas fotos. São feitas várias fotos em P&B e depois, no pós-processamento, são aplicados filtros coloridos. Um azul para evidenciar a luz do oxigênio, um verde para a luz do hidrogênio e um vermelho para a luz do enxofre. Depois, essas três imagens são mescladas no photoshop para gerar as fotos que são divulgadas pelo site da NASA.

Vejam abaixo em 3 minutos como a mágica acontece. A foto trabalhada é a “Pillars of Creation” que foi relançada pela NASA no ano passado para celebrar os 20 anos da captura original. Confira o vídeo abaixo:
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Beyoncé, o Photoshop e a inocência das pessoas

Por em 20 de fevereiro de 2015

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Depois de 15 anos fazendo ensaios fotográficos de mulheres, fica apenas uma certeza: ninguém é perfeito. Tirando a psicologia feminina que as fazem acreditar que nada está bom, mesmo estando, também tenho o meu olhar crítico. Pessoas possuem pequenos defeitos, seja de pele, postura, desproporção dos olhos ou qualquer outra coisa, mas que no fim nos definem. Ou seja, até nossos pequenos defeitos fazem parte da beleza do conjunto. Dito isso, fico cada vez mais surpreso com as polêmicas envolvendo celebridades quando fotos sem retoque digital acabam por “vazar” na internet. A bola da vez é a cantora Beyoncé, que teve fotos sem retoques digitais reveladas ao público.

As fotos, que supostamente foram feitas em 2013 para uma campanha da marca de cosméticos L’Oréal, parecem realmente parte de uma sessão publicitária, e mostram o rosto da cantora com as mesmas marcas que encontramos no rosto de qualquer mulher normal. Claro que a reação da internet, principalmente no Twitter, foi devastadora. Várias críticas, zoações, fãs defendendo que as fotos são falsas e o retorno da velha discussão sobre os malefícios do uso do photoshop em campanhas publicitárias. Devemos então levar alguns pontos em conta para poder trabalhar de maneira satisfatória essa questão.

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Photoshop completa 25 anos em ótima forma e mais relevante do que nunca

Por em 19 de fevereiro de 2015

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O Adobe Photoshop completou 25 anos de vida, e para marcar esta data tão especial, a Adobe lançou um vídeo comemorativo que mostra a evolução dos ícones e da barra de tarefas, além de vários “milagres” feitos com um dos aplicativos mais legais de todos os tempos. Os arquivos PSD desta montagem foram animados frame a frame, ou melhor, camada a camada para produzir o vídeo. A trilha de Dream On do Aerosmith é muito apropriada, pois a evolução do aplicativo ainda está bem longe de terminar, já que o Photoshop faz parte da nossa cultura, pro bem ou pro mal.

Como ferramenta que é, o PS pode usado para produzir desde verdadeiros desastres a incríveis obras de arte, e a manipulação de imagens com trucagens fotográficas é uma arte antiga, bem ilustrada pelo caso clássico de Leon Trótski sendo apagado das fotos oficiais da União Soviética por ordem de Josef Stalin. O Mashable inclusive fez um post muito interessante sobre o mundo da manipulação fotográfica sobre o tema, com imagens de 1850 a 1950.

Embora a primeira versão do Photoshop seja de 1988, pouca gente usou, pois ela era privada e não foi lançada comercialmente. A primeira versão oficial com o nome Photoshop foi lançada em fevereiro de 1990 para Macintosh, e foi exclusiva do sistema por mais 2 anos, até chegar no Windows no DOS. Hoje em dia, o PS está na versão Creative Cloud, e já chegou inclusive ao Chromebook.

Hoje em dia o aplicativo é usado de todas as maneiras possíveis por veículos online e da velha mídia, e continua mais relevante do que nunca. Na verdade é usado até demais, pois neste ano, 20% dos indicados ao prêmio World Press Photo foram desclassificados pelos juízes por manipulação, um número 3 vezes maior do que no ano passado.

Da minha parte, aproveito para deixar um agradecimento em nome do Meio Bit Foto a todos os envolvidos na criação e atualização deste software precioso, que merece todas as comemorações pelos seus primeiros 25 anos. Que venham mais 25!

Clique abaixo para ver o vídeo.
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1º ministro da Índia moderniza Aécio de Papelão e cria Cabine de Selfie

Por em 5 de fevereiro de 2015

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Um dos poucos memes divertidos da última campanha eleitoral foi o Aécio de Papelão. Originalmente um mobile em tamanho real fazendo hoverhand, que as pessoas usavam para tirar fotos, o negócio se tornou foco de zoações incríveis, do nível do meme das viagens do Lula.

Diz a assessoria que o negócio não foi feito pra enganar ninguém. Eu acredito, o recorte é propositalmente evidente, era uma brincadeira. Políticos utilizam técnicas bem mais avançadas, com matrizes para mesclar apertando mão de candidatos minoritários no Photoshop, videos em fundo verde. Da série de mentiras que todo mundo comete em campanhas políticas, de longe essa é a mais inocente.
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Adobe processa Forever 21 por uso de software pirata

Por em 2 de fevereiro de 2015

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Eu ministro aula para fotógrafos iniciantes desde 2008. Comecei nas Oficinas Culturais do Estado de São Paulo em cursos oferecidos gratuitamente. Umas das constantes, com o crescimento da fotografia digital, foi a questão da edição das imagens. Todos os melhores softwares são pagos e, mesmo oferecendo opões gratuitas, os alunos não abriam mão de ter um Photoshop pirata instalado em seus computadores. A maior parte dos fotógrafos reclama muito quando alguém utiliza uma foto sua de modo indevido, mas não acha errado trabalhar com software pirata. A desculpa é sempre a mesma: “o software é muito caro”. Hoje a questão do preço mudou. Ter uma licença do Photoshop CC e do Lightroom CC custa a bagatela de R$ 22,00 (preço da mensalidade no Brasil). Embora manter os melhores softwares de edição de imagem de forma legal custe o mesmo que um lanche e um refrigerante, ainda tem gente que se aventura pelos domínios do lado negro.

Agora vem uma notícia bacana lá da terra do Tio Sam. Embora esse seja um caso corporativo, não deixa de ser interessante. Se grandes empresas tentam resolver sua situação com o típico jeitinho brasileiro, imagine o usuário doméstico.
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