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Hasselblad H5D 200c MS — 200 megapixels com sensor CMOS

Por em 23 de agosto de 2014

A notícia não é nova, mas está se estendendo a quase toda a linha Hasselblad de câmeras de médio formato. A mudança dos sensores CCD para sensores CMOS agora abrange todas as vertentes das câmeras de médio formato da empresa e, embora não tragam ganho de preço para o consumidor (é justamente o contrário), deixam as câmeras mais flexíveis para utilizações externas. Para quem não sabe, as câmeras de médio formato eram lentas e com pouca sensibilidade ISO (chegavam a ISO 800) o que limitava o seu uso a situações com iluminação controlada (estúdio fotográfico ou locações com muito flash). O CMOS trouxe mais velocidade e uma sensibilidade ISO que chega a 6400.

Agora chegam ao mercado as H5D 50c MS e a  H5D 200c MS, câmeras que podem chegar a 200 megapixels de resolução máxima e que executam, para isso, 4 e 6 disparos, respectivamente. A tecnologia não é nova, pois já foi utilizado em um modelo anterior, mas agora temos a velocidade e versatilidade de um sensor CMOS equipamento as câmeras. Assim como nos modelos tradicionais, o sensor possui 50 megapixels de resolução máxima. A resolução de 200 megapixels é alcançada com disparos consecutivos onde o sensor se move (no tamanho exato de 1 pixel) em cada imagem. Assim as 6, ou 4, imagens são unidas, gerando um arquivo de alta resolução. Como muitos já perceberam, esse tipo de uso é bem restrito. A Hasselblad cita, no release oficial, a reprodução em alta resolução de obras de arte que se encontram em museus.

Outra vantagem do processo é aumentar, consideravelmente, a captura de detalhes de cor. Isso se explica pela movimentação da matriz bayer do sensor e a captura em todas as três cores primárias (vermelho, verde, azul) do mesmo ponto, diminuindo assim a necessidade de interpolação de cores. O sensor possui tamanho físico de 43,8 × 32,9 mm com pixels de 5,3 microns. As imagens geradas possuem 8272 × 6200 pixels que geram um arquivo RAW de 75 MB (modo de disparo único). Imagens captadas no modo de 6 disparos geram um arquivo com 16.544 × 12.400 pixels que podem chegar a um tamanho de 400 MB em RAW e 600 MB em TIFF. Existe o modo aberto da captura em 6 disparos, onde não existe nenhum tipo de rédea no tamanho do arquivo, onde cada foto pode chegar a 1,2 GB. Mesmo tendo a limitação do tamanho do arquivo, que obviamente necessita de uma unidade de gravação externa de dados, o fato da câmera ser mais rápida (comparada com o modelo anterior) vai permitir o seu uso em ambientes onde a luz não seja absolutamente controlada. Um avanço para quem trabalha com ensaios externos.

Agora as más notícias. Embora, teoricamente, o sensor CMOS seja uma tecnologia mais barata do que o CCD, os valores das novas versões continuam salgados. A H5D 50c MS tem valor anunciado (no Reino Unido) de £ 23.895 (mais impostos) e a H5D 200c MS deve chegar ao consumidor por £ 29.895 (mais impostos). Ainda não existem preços para o mercado americano. Uma bela facada em seu orçamento.

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Fonte: Dpreview.

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Fotógrafo disputa autoria de foto com macaco? Entenda esse rolo

Por em 6 de agosto de 2014

Direitos Autorais de imagem, um assunto espinhoso em tempos de internet. Imagens postadas em mídias sociais, blogs ou sites, acabam circulando pelo globo com a velocidade do Papa Léguas e ninguém fica sabendo, em alguns casos, a verdadeira autoria das imagens. Conheço fotógrafos que estão paranoicos com isso e estão instalando sistemas que impedem a cópia das imagens e outras firulas tecnológicas. A verdade é que não há maneira de impedir a cópia se a pessoa estiver motivada. Essa é uma característica dos nossos tempos. Relaxa e goza. Na melhor das hipóteses você vai ganhar uma graninha processando quem utilizar sua imagem indevidamente. Porém, existem alguns casos que são emblemáticos (ou até engraçados) e merecem um pouco de nossa atenção e avaliação.

Vejam o caso do fotógrafo de natureza David Slater. Em 2011 ele estava na Indonésia fotografando Macacos Pretos com Crista (um animal endêmico daquele país e que se encontra em perigo de extinção) quando um dos animais pegou sua câmera e fez várias fotos dele mesmo. Seria o primeiro autorretrato (selfie) feito por um animal selvagem. Tirando o uso de termos da moda, a foto percorreu no mundo deixando o fotógrafo muito famoso. O problema começou quando a imagem foi colocada na Wikipedia Commons, ou seja, ficou disponível para utilização com direitos livres. David Slater não gostou nada disso, pois ele afirma que teve gastos elevados para fazer a foto e não está ganhando nada com a divulgação da imagem. Ele fez um pedido formal para que a Wikimedia (mantenedora da Wikipedia Commons) retirasse a foto do site e respeitasse o seu direito autoral. Porém, a resposta da Wikimedia foi negativa, pois ela afirma que, uma vez que quem fez a foto foi o macaco, a autoria da imagem não pertence a Slater, e sim ao macaco. Para sustentar a sua posição, a empresa se utiliza da Lei de Direitos Autorais dos Estados Unidos que afirma categoricamente que trabalhos que não são originados de trabalho humano não podem ser registrados. Dentro deste ponto entram as obras feitas por máquinas (processos mecânicos aleatórios) ou que se originem em forças da natureza.

Embora a pendência agora seja resolvida (provavelmente) nos tribunais, não podemos deixar de notar que se trata de uma questão interessante. De quem é o Direito Autoral da Imagem? Do fotógrafo, que neste caso figura apenas como o dono da câmera, ou do macaco que efetivamente fez um auto registro?

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Fonte: Dpreview

Um pequeno Update

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Usando exemplos da vida real para mostrar as diferenças entre RAW e JPEG

Por em 21 de julho de 2014

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Eu sei, você gosta de fotografia e acha que imagens no formato JPEG já servem para você. “Não sou nenhum fotógrafo profissional”, você diz para si mesmo, certo?

Não é novidade para ninguém que arquivos RAW possuem muito mais informações que fotografias JPEG.

Para muitos, isso fica apenas em um nível teórico e pouca gente sabe de verdade quanto se perde ou se ganha ao optar por um ou outro padrão.

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Conheça o fotógrafo oficial dos Thunderbirds

Por em 10 de julho de 2014

Fotografia é uma arte? Às vezes sim, e às vezes não. Mas, não podemos negar a sua utilidade primordial: o registro. Ela serve para registrar e mostrar para os que não estiveram presentes um determinado fato ou acontecimento importante. Por isso que a existência da figura do fotógrafo institucional em uma empresa ou repartição pública é o que indica que aquela instituição tem uma grande preocupação com o registro de sua história e a manutenção de sua memória. Podem pesquisar as grandes instituições e perceber a importância de um amplo registro fotográfico em sua história.

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Uma destas instituições que está amplamente preocupada com o registro de sua trajetória é a Força Aérea dos Estados Unidos. Em uma cobertura fotográfica de rotina para os Thunderbirds da Força Aérea Americana, o fotógrafo Jaron Schneider percebeu um soldado fotografando a apresentação dos Caças. Nada de estranho, pois era um evento importante e nada mais justo do que enviar alguém para fotografar. Porém, ao conversar com o Sargento Larry Reid Jr. Ele descobriu que o trabalho principal do jovem fotógrafo é registrar os diversos momentos e atividades dos Thunderbirds. Ou seja, um trampo de fazer cair o queixo de muita gente. Afinal de contas, não é todo dia que você encontra uma pessoa que tem como atividade remunerada registrar o voo de um caça F16 Thunderbird de dentro de outro caça F16. O trabalho fotográfico do sargento chamou tanta atenção que acabou virando um minidocumentário, feito ali mesmo durante o evento.

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Os Thunderbirdes são um esquadrão de demonstração da Força Aérea dos Estados Unidos. Eles viajam todo o território americado e outras partes do mundo fazendo acrobacias e outras demonstrações. Desde 1983 eles se utilizam de caças F-16 em suas demonstrações.

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Reid aponta que o trabalho é complicado, pois fotografar a esquadrilha em pleno ar pode ser um desafio, principalmente quando o registro deve ter como plano de fundo algum monumento famoso. Às vezes é uma única chance de fotografar em uma paisagem que não vai se repetir tão cedo. O conjunto de imagens apresentados na matéria é espetacular, por conta da composição, da situação e do olhar apurado do fotógrafo, porém o próprio Reid aponta que, talvez, esse seja um tipo de foto que está com os dias contados na Força Aérea Americana pelo fato de a maioria dos jatos de combate estar sendo substituído por aviões com apenas um assento. Logo não será possível pegar carona em um caça e fazer fotos estonteantes que mata de inveja qualquer um que goste de fotografia, ou de aviões. Vejam o vídeo abaixo e comprovem que a oportunidade para uma boa fotografia está em todos os lugares.

From Jet to Jet- Being the USAF Thunderbirds Official Photographer from Jaron Schneider on Vimeo.

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Nikon D810 – Só para os fortes

Por em 26 de junho de 2014

Boatos já vinham correndo a internet nas últimas semanas de que a Nikon teria uma substituta para a D800 no forno. Ao que parece a indústria do boato se tornou uma nova ciência e possuí uma taxa de acertos elevadíssima. Mas, voltando ao lançamento, a nova câmera é uma substituta tanto para a D800 quanto para a D800E. Isso mesmo, sem mais diferenciação, pois tudo foi unido no mesmo equipamento. A câmera chega ao mercado com um novo sensor de 36,3 megapixels de resolução máxima e tamanho equivalente ao antigo fotograma de 35 mm (full frame). O novo sensor não vai ter, a exemplo da D800E, o OLPF (optical low pass filter) o que, segundo a Nikon, vai garantir um nível de nitidez nunca visto antes em uma câmera DSLR. O OLPF é o responsável por evitar (na maior parte das câmeras fotográficas) o aparecimento do efeito moire e de cores falsas. Porém, ele diminui sensivelmente a nitidez das imagens. A Nikon foi uma das primeiras empresas de produção de câmeras a eliminar o filtro em alguns equipamentos, mas sempre com a ressalva de que o fotógrafo deve reconhecer situações onde poderiam acontecer algum problema. Mas, desta vez eles garantem que o novo processador da câmera, o Expeed 4 (também encontrado na Nikon D4s) vai dar conta de resolver o problema de moire e das falsas cores.

Ainda falando de processador, o Expeed 4 promete que todos os processos realizados pela câmera serão mais rápidos e melhores. A gama de velocidade ISO foi ampliada. A velocidade ISO nativa ficou de 64 a 12.800. Utilizando o modo Lo-1 é possível fotografar com ISO 32 e com o modo Hi-2 é possível chegar até o ISO 51.200. Além da melhoria do processamento e da qualidade de imagem, a D810 possui o sistema chamado 91.000-pixel 3D Color Matrix Meter III que vai garantir uma maior precisão no processo de fotometria. O sistema avalia a cena a ser fotografada e reconhece cores, brilho e rostos humanos. Dentro deste sistema a câmera determina o tipo de assunto que o usuário está registrando, compara com um banco de dados interno e escolhe a exposição, foco automático, balanço de branco e o controle do flash i-TTL.

A câmera agora pode fazer vídeos em Full HD com 60, 30 e 24 fotogramas por segundo. Outra novidade é uma saída HDMI para vídeo não comprimido com o objetivo de gravar o vídeo em uma unidade externa. Você pode ver o vídeo que está sendo gravado no monitor LCD da câmera e gravar, ao mesmo tempo, o vídeo com compressão no cartão da câmera e uma versão sem compressão em uma unidade externa. Vai ser uma boa para quem trabalha com vídeo profissional.

A câmera, como a sua antecessora, é um tanque de guerra. Grande, resistente e com uma resolução gigantesca. Aliás, a principal propaganda da Nikon para a câmera pode também ser sua maior fraqueza. A empresa afirma que a câmera é uma concorrente “barata” para os equipamentos de médio formato. Resolução e nitidez para grandes impressões. Mas, este é um uso muito específico. A maior parte dos fotógrafos profissionais se utilizam de impressões muito menores. Utilizar a câmera para fotografar eventos, ou no dia a dia de um estúdio fotográfico vai exigir uma grande estrutura para armazenamento de imagens. Conheço amigos que desistiram da D800 em favor de uma câmera mais simples justamente por este fato.

A Nikon D810 vai chegar ao mercado no final do mês de julho e o valor sugerido é de US$ 3.299,95.

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Fonte: Dpreview.

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MeioBit (10 Anos) e a Fotografia

Por em 10 de junho de 2014

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Sei que esse texto deveria ter sido publicado na semana passada, mas antes tarde do que nunca. Minha história com o MeioBit foi bacana e um tanto traumática no começo. Os leitores que acompanham meus textos devem ter percebido que o mundo da tecnologia (que não seja a fotográfica) é um grande mistério para mim. Então foi um choque receber o convite para escrever justamente para um site de tecnologia. Bem, tudo aconteceu através do intermédio do Carlos Camargo, que na época era leitor e participava ativamente dos comentários do Blog. Ele indicou ao Leonardo Faoro que tinha um amigo que poderia escrever sobre fotografia digital no blog. Eu estava escrevendo sobre o tema em meu blog pessoal e com um relativo sucesso. Depois de um prévio contato, mandei alguns textos por e-mail que foram publicados pelo Cardoso (eu não tinha cadastro no blog). Sinceramente, não gostei da abordagem xiita de alguns comentários e deixei a ideia de lado. Algum tempo depois o Leonardo entrou em contato novamente e decidi aceitar a empreitada. A missão era escrever dois textos por semana e o objetivo era ensinar aos leitores os recursos de suas câmeras digitais (nem todo mundo tinha) e falar dos lançamentos da área.

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Sony Cybershot RX100 III – uma compacta de respeito

Por em 19 de maio de 2014

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Dizer hoje em dia que uma câmera pertence a categoria das compactas não é mais nenhum demérito. Se você não está no caminho da fotografia profissional, existem câmeras compactas (mas, com preço de câmera reflex) que podem te atender muito bem. A grande pegada é poder ter qualidade de imagem em uma câmera compacta e leve. Ou ter uma funcionalidade que em uma reflex seria muito mais caro como, por exemplo, a fotografia macro.

É nesse espírito que a Sony chega com a terceira versão de sua compacta RX100, e com algumas novidades bem interessantes. Entre as compactas com sensor pequeno, creio que esta é uma das mais avançadas que temos no mercado. Ela se utiliza de um sensor CMOS BSI de 1 polegada (13,2×8,8mm) com 20 megapixels de resolução máxima. Na verdade, é o mesmo sensor da versão anterior da câmera, porém agora ela é equipada com o novo processador Bionz X, o que deve garantir um pouco mais de velocidade e qualidade na hora de processamento da imagem. Outra novidade é que agora a câmera possui um visor eletrônico pop-up que fica na parte superior da câmera, e o LCD traseiro (WhiteMagic TFT) é agora articulado com uma possibilidade de inclinação de até 180º. Porém, o maior destaque do novo modelo é a sua lente. Ela perdeu em distância focal, mas ganhou em abertura de diafragma. Se você prefere o destaque pela qualidade de imagem, então foi uma ótima troca. Nos dois modelos anteriores a lente era equivalente a uma 28-100mm com abertura de diafragma em f/1,8-f/4,9. A nova RX100 III apresenta uma lente Zeiss Vario-Sonnar T* equivalente a uma 24-70mm com abertura de f/1,8-f/2,8. Eu diria que essa foi uma grande melhoria e que eleva o equipamento a um patamar superior.

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A câmera também possui conexão via Wi-Fi, é compatível com a PlayMemories APP e grava vídeos em Full HD com 60 ou 24 fotogramas por segundo e agora suporta o formato XAVC S com taxa de bits de 50mbps.

A nova Cybershot RX100 III vai chegar ao mercado em junho com preço médio de US$ 800,00.

Fonte: Dpreview

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