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Filmes fotográficos da época da 2ª Guerra são encontrados e mostram conteúdo espetacular

Por em 20 de janeiro de 2015

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Já ouvimos histórias parecidas com essa nos últimos anos. Negativos perdidos de um momento importante da história do século XX são encontrados e demonstram conteúdo relevante para entendermos o dito período. Aliás, fica aqui uma observação. Enquanto fotografias digitais são perdidas aos milhares em HDs ou cartões de memórias defeituosos, as cópias em negativo ou papel de décadas atrás se mantém firmes e fortes, sofrendo a ação do tempo, é claro, mas ainda testemunhos impressionantes da nossa história, seja social ou familiar.

Dentro desta visão, é bacana descobrir que existem projetos como o The Rescued Film. Capitaneado pelo fotógrafo Levi Bettweiser, o objetivo do projeto é procurar pelo mundo filmes ainda não revelados, de qualquer tema ou qualquer idade, e trazer essas fotos ao conhecimento do público. Claro que muito do que é encontrado é apenas registro familiar (eu mesmo encontrei alguns rolos de negativos não revelados na última faxina do estúdio), mas algumas surpresas ainda podem ser encontradas.

Uma delas aconteceu no final de 2014. Ele adquiriu em um leilão em Ohio 31 rolos de filmes preto e branco que foram utilizados por um soldado durante a 2º Guerra Mundial. Não havia indicação do nome do soldado que fez as fotos e nem as datas específicas, mas vários dos rolos estavam marcados com nomes de locais, como Boston Harbor, Lucky Strike Beach, LaHavre Harbor. É o tipo de coisa que você acaba comprando sem saber no que vai dar. Os negativos podem estar em perfeitas condições, ou não.

Segundo Bettweiser o primeiro rolo a ser revelado é sempre o mais angustiante, pois ele pode ser uma indicação do estado de conservação do lote inteiro. Felizmente, ele foi bem sucedido e revelou uma quantidade enorme de imagens que mostram um pouco do cotidiano das tropas durante o período. Com certeza um tesouro histórico inestimado. O próprio Levi Bettweiser gravou um vídeo fantástico de 10 minutos sobre essa aventura que pode ser encontrado na página do projeto.
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Pau de Selfie é líder de vendas nas compras de fim de ano

Por em 8 de janeiro de 2015

O selfie veio para ficar. Pelo menos por enquanto. A prática se tornou comum com a massificação dos dispositivos móveis com câmeras fotográficas, mas se engana quem acha isso uma novidade. O autorretrato é comum no mundo da pintura e da fotografia desde que estas formas de representação do mundo real foram criadas. O lance agora é que foi determinado um nome bonitinho que bombou nas mídias sociais. Aliás, falando em mídias sociais, o tal do selfie foi um rei absoluto na época do Orkut. A gente só não sabia como nomear isso. Por falta de um nome específico a maioria chamava apenas de fotografia tosca. Uma coisa para massagear o Ego.

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Porém, agora, a coisa explodiu e, invariavelmente, o sistema achou uma maneira de ganhar dinheiro com isso inventando acessórios e outras perfumarias que os usuários são levados a acreditar que são indispensáveis. Um deles é o chamado Pau de Selfie (que alguns jornais e meios de comunicação mais pudicos estão chamando de bastão ou vara de selfie), cuja existência eu comprovei em um evento que fotografei em novembro. Não sabia o que era aquilo, mas achei que fosse uma antena de Fusca adaptada para acoplar uma GoPro. Depois disso o acessório se tornou onipresente nas mídias sociais e sites de notícias.
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Fotógrafo usa sua arte para incentivar a adoção de cães abandonados

Por em 30 de dezembro de 2014

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O britânico Stuart Holroyd é um cara apaixonado por fotografia e cães. E quem somos nós para culpá-lo, não é verdade? Poucas coisas nesse mundo me causam esse tipo de sentimento e essa devoção, pra ser sincero. Eu diria fotografia, cachorros, videogames e o Corinthians. E se você vier com comentários como “mulher que é bom…” eu só preciso dizer que se fotografia ou seu time de futebol têm a mesma importância pra você que sua namorada ou namorado ou equivalente, você precisa de tratamento.

Bom, em março de 2014 o fotógrafo se mudou para a lindíssima ilha do Chipre, no sul da Turquia. Lá, ele ouviu falar de uma mulher chamada Kayte Wilson-Smith, que gerencia um pequeno centro de resgate de cães abandonados ou que sofreram algum tipo de abuso, chamado Bay Tree Rescue. Esse centro tem uma capacidade de abrigar, no máximo, 60 animais e é financiado basicamente por doações e a pensão de Kayte.

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O Flickr vai vender suas fotos — e você não vai ganhar nada

Por em 2 de dezembro de 2014

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Eu tento defender o Flickr, vocês sabem, mas as vezes fica difícil. Tenho conta no serviço desde 2005 e postava minhas fotos escaneadas, já que a fotografia digital ainda era um sonho distante. Para falar a verdade, é o único serviço que tenho paciência de atualizar com minhas fotos. Já tentei outros e não deu certo. Nos últimos anos o Flickr vem sendo bombardeado com acusações de possuir termos abusivos de utilização das fotos postadas por lá. Muita gente brada sobre o desrespeito para com alguns pontos dos direitos autorais. Concordo em parte com as críticas, já que a maioria das redes sociais possuem os mesmos termos considerados abusivos e todo mundo acaba utilizando. Mas, agora temos uma nova situação que serve de munição para quem critica o serviço.

Nessa semana, ao abrir meu painel de controle do Flickr me deparei com a propaganda de vendas de imagens em grandes impressões. Segundo o baner publicitário “Mais de 50 milhões das mais lindas fotos do Flickr agora em sua parede”. O programa, chamado de Wall Art, foi anunciado há algum tempo pelo Yahoo (dono do Flickr), mas ninguém sabia muito bem o que era. Com o tempo ficamos sabendo que se tratava de um serviço de venda de grandes impressões utilizando as fotos do Flickr. A primeira coisa que veio a minha mente é que eu poderia imprimir minhas fotos nesse formato com qualidade e um preço bacana. Assim que tudo foi revelado, ficamos sabendo que a grande sacada do serviço é vender, para fins de decoração, algumas das melhores fotos que estão armazenadas no Flickr. Tem muita coisa de domínio público e, para quem gosta de ciência, existe o álbum de imagens da NASA que faria qualquer nerd pagar o valor para ter qualquer das fotos na parede. Porém, a grande pancada veio da notícia que o Flickr iria colocar a disposição no Wall Art todas as fotos postadas no sistema de Creative Commons e que o autor da imagem não iria ganhar nada pela venda de sua foto.

Agora entendemos a causa da chiadeira generalizada que encontramos na internet sobre o tema. Levando em conta o aspecto legal da coisa, o Flickr não está fazendo nada de errado, mas no aspecto moral já é outra coisa. Além de xingar muito no Twitter e no Facebook, os fotógrafos que se sentiram ofendidos podem simplesmente deletar sua conta ou desmarcar a opção CC de suas imagens, mas do jeito que a coisa foi feita eu digo que o Flickr vai ficar com mais uma mancha em sua reputação. Só lembrando que lá no fim da página da loja do Wall Art existe a opção para usar suas próprias fotos na impressão dos quadros, mas quase não chama a atenção.

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Livro Lightroom 5 para Fotógrafos Digitais de Scott Kelby

Por em 30 de novembro de 2014

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Depois de um longo tempo lendo este livro, finalmente estou aqui para compartilhar com vocês as minhas impressões. Todo mundo sabe que o Lightroom se tornou uma ferramenta muito importante na vida da maioria dos fotógrafos profissionais. A Adobe acertou em cheio ao criar um programa, derivado do Photoshop, que atendesse as necessidades dos fotógrafos. Porém, assim como o Photoshop, a ferramenta também possui inúmeras funcionalidades complexas que, nem sempre, são utilizadas pelo fotógrafo. É neste ponto que o livro de Scott Kelby, que está sendo lançado pela iPhoto Editora em território nacional, tenta focar. A proposta é trazer as funcionalidades que os fotógrafos realmente irão utilizar e mostrar a maneira correta de utilizá-las.

O livro é impresso em papel de boa qualidade e dividido em 12 capítulos, somando mais de 500 páginas de informação. O texto é simples e rápido, explicando de forma tranquila todos as partes do programa e tudo é ricamente ilustrado. Aliás, a forma como o autor escreve é o grande trunfo desta publicação, pois parece que estamos tendo uma conversa informal sobre tudo o que está sendo ensinado. Em nada se compara aos diversos manuais técnicos e chatos que encontramos no mercado.
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Perfeitamente Normal – Fotografia autoral com sensibilidade

Por em 10 de outubro de 2014

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Olha o tipo de notícia que tenho prazer em colocar aqui. O André Fachetti, leitor do MeioBit e que já contribuiu com um pequeno texto sobre a polêmica do sensor sujo da Nikon D600, tem uma carreira fotográfica em fotografia publicitária e se dedica (de maneira competente) na fotografia autoral. Aliás, é possível comprar essas imagens autorais no site do fotógrafo. Porém, o que motiva esse texto é um projeto muito bacana que está sendo desenvolvido por ele e que foi lançado neste mês. O Projeto Perfeitamente Normal tem por objetivo acompanhar pacientes que lutam contra o câncer e ser uma forma de vencer preconceitos e também de ajudar na auto estima destas pessoas. Segundo o release oficial de lançamento do projeto: ” Perfeitamente Normal – O Projeto, é o início do trabalho fotográfico autoral com pacientes em tratamento de câncer, num confronto com estigmas, medos e preconceitos, numa lição a partir da superação, do debate e da aproximação. A pura realidade humana. Perfeitamente normal.”

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F/Stop vs T/Stop — veja a diferença

Por em 30 de setembro de 2014

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O vídeo foi publicado ano passado, mas parece que a galera veio descobrir essa pequena vídeo aula apenas agora. Embora a informação não seja essencial para sua fotografia, saber como isso funciona pode dar um indicativo sobre qual lente você vai comprar. A coisa funciona assim. Cada lente possui a sua abertura máxima de diafragma que é representado por um f seguido de um número. Essa representação nos chamamos de f/stop. O que entorta um pouco a cabeça de alguns iniciantes é que o f/stop possui uma relação inversa. Quanto maior o número menor a quantidade de luz que entra pela lente. Nesse caso, a lente com f/2,8 deixa passar mais luz do que quando o diafragma está em f/5,6 (não vamos falar nesse texto sobre Ponto de Luz para não enrolar a cabeça das pessoas mais ainda, mas fica para um futuro próximo).

De modo geral, o tal do f/stop é um número conseguido pela divisão da distância focal da lente pelo diâmetro do diafragma. Desse modo temos a circunferência do diafragma que vai deixar entrar mais luz (mais aberto) e menos luz (mais fechado) Pensando nesta lógica, toda lente com diafragma f/2,8 deixaria passar a mesma quantidade de luz, não é verdade? Bem, isso não acontece.
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