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Nike ganha disputa sobre direito autoral de foto icônica

Por em 24 de junho de 2015 - 53 Comentários

Lembram do fotógrafo que estava processando a Nike por quebra de direitos autorais? A história é mais ou menos assim. Em 1984 Jacobus Rentmeester registrou uma das primeiras fotos de Jordan fazendo seu famoso salto para a revista Life. A foto foi publicada em uma página dupla e, para realizá-a, o fotógrafo se utilizou de uma Hasselblad e flash estroboscópico. A foto, do jeito que foi publicada na revista, está representada abaixo. Aproveitando a incrível qualidade da foto, a Nike pagou em agosto de 1984 para o fotógrafo a quantia de US$ 150,00 para utilização temporária da imagem em suas campanhas publicitárias.

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Sony A7R II — Full Frame com 42 megapixels e filmagem em 4K

Por em 11 de junho de 2015 - 38 Comentários

Ontem tivemos o ótimo lançamento da Leica com sua nova linha Q de câmeras compactas com sensor full frame, e hoje temos aqui a notícia de novos lançamentos da Sony com novidades realmente interessantes. A Sony evoluiu muito no campo da fotografia. Se voltarmos 10 anos no tempo, a marca era considerada uma piada para os fotógrafos profissionais (assim como também era a Samsung). Câmeras com imagem horrível e ruido em ISO baixo. Depois disso compraram a Minolta, adquiriram conhecimento de fabricação de câmeras reflex e hoje são referência nesse campo. Ainda mais se pensarmos que 40% dos sensores fotográficos vendidos em 2014 foram produzidos pela empresa.

A Sony nos brinda agora com três novas câmeras. Claro que a mais impressionante é a A7R II. A câmera é uma mirrorless com sensor full frame e incríveis  42,4 megapixels de resolução máxima. Porém, isso não é o mais impressionante. Essa é a primeira câmera mirrorless (ou até mesmo reflex) a utilizar um sensor CMOS retroiluminado (BSI) em tamanho completo 35 mm. Para quem não lembra, o CMOS retroiluminado começou a substituir o CCD nas câmeras compactas e celulares alguns anos atrás. A promessa era de que o sensor teria a mesma qualidade de imagem de um sensor CCD, mas com as vantagens do sensor CMOS (baixo consumo de energia). Então é seguro dizer que esse é o sensor Full Frame mais avançado do mundo.

Sony A7R II

Essa tecnologia permite que o sensor cheque até o ISO 102.400 e tenha uma velocidade de foco automático 40% mais rápido do que sua antecessora graças aos 399 pontos de foco com detecção de fase e aos 25 pontos de contraste. Segundo a Sony, o sensor BSI permite que a câmera tenha alta resolução, grande sensibilidade e velocidade. E não é só isso, também temos a promessa de um processamento mais rápido, um obturador que gera menos vibração e com durabilidade de 500 mil fotos, sistema de estabilização de imagem com 5 eixos (na câmera) e ausência do filtro low pass gerando mais nitidez nas imagens. Fechando o pacote a câmera pode fazer vídeos em 4K em diferentes formatos e compressões. Claro que ela vai cair nas graças dos profissionais da área de vídeo.

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Leica Q — compacta full frame (só para Semi-Deuses)

Por em 10 de junho de 2015 - 62 Comentários

Leica Q (1)

A Leica  demonstrou nessa semana a sua nova câmera fotográfica compacta com sensor full frame. Sim, esse tipo de câmera se tornou uma constante no mundo da fotografia e praticamente todo fabricante possui sua versão. Desde o começo das câmeras digitais, o grande sonho da galera era que todos os equipamentos fossem full frame, mas com um preço que não envolvesse pactos com o demônio.

A Leica Q apresenta o típico design da Leica. Corpo que lembra as rangefinders do passado (aliás, existe uma grande discussão sobre o conforto de utilização dessas câmeras com jeitão retrô) só que com as comodidades do mundo digital. A parte superior da câmera é trabalhada em um único bloco de alumínio enquanto o resto do corpo é feito de liga de magnésio. Resistência do corpo da câmera não parece ser um problema.

A pequena câmera está equipada com um sensor CMOS full frame de 24 megapixels que chega até ISO 50.000 e pode capturar até 10 fotos por segundo em resolução máxima. Isso coroado pela velocidade do foco automático que a Leica garante ser o mais rápido entre as compactas com sensor full frame. O equipamento trabalha com uma lente fixa Summilux de 28 mm com abertura máxima de diafragma em f/1,7 e com estabilização de imagem, além de um modo macro interessante. A Leica também garante que essa é a lente mais clara de todo o segmento.
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Lily — um drone para chamar de seu

Por em 13 de maio de 2015 - 38 Comentários

E os drones estão invadindo o mundo. Embora ainda não existam regras claras para utilizar esse pequeno brinquedo (alguns não tão pequenos assim) na maior parte dos países do mundo, a moda pegou e muitos estão loucos para ter um. Outra coisa que as pessoas descobriram é que drones e fotografia são duas coisas que combinam muito bem. Afinal de contas, nem todo mundo tem grana para fretar um avião para fazer umas fotos aéreas. O problema é que são equipamentos caros e necessitam de um certo treinamento para serem manuseados. Ou não.

Drone_Lily

Apostando no desenvolvimento da tecnologia, e no desejo das pessoas de serem o centro das atenções, está chegando ao mercado a Lily, um drone (que na verdade é uma câmera voadora) que promete ser o companheiro ideal para quem gosta de registrar suas atividades e que não possui nenhum controle complicado para ser utilizado. A promessa aqui é simples: em vez de um controle, o drone possui uma unidade GPS que deve ficar com o seu controlador (em um suporte de pulso ou mesmo no bolso).

O drone vai identificar esse controlador e vai segui-lo (ou ficar a frente), mantendo o seu usuário sempre no centro das fotos ou da filmagem. Muito interessante para quem pratica algum esporte radical ou qualquer atividade que necessite de movimento.
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Super foto da Lua feita por um astrônomo amador

Por em 6 de maio de 2015 - 33 Comentários

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Se você, assim como eu, cresceu vendo filmes de ficção científica, então deve olhar com carinho para as estrelas e o universo. No caso da fotografia, temos um contingente gigantesco de pessoas espalhadas pelo mundo apontando duas câmeras para o céu e registrando as estrelas. Os astrofotógrafos não são necessariamente astrônomos, mas com o desenvolvimento da atividade você acaba buscando informações e tentando entender o que está registrando. Outros, além de câmeras, investem em telescópios e equipamentos específicos para registrar detalhes que a simples câmera fotográfica não consegue alcançar.

Foi o que fez o artista/astrônomo amador polonês Bartosz Wojczyński. Ele se equipou de uma câmera  ZWO ASI174MM, o seu tripé Sky-Watcher HEQ5 (indicado para astrofotografia) e o telescópio Celestron C9.25 (com uma lente equivalente, na fotografia, a uma 2.350 mm com abertura de diafragma em f/10). Como a câmera é monocromática e com baixa resolução (2,3 megapixels), foram realizadas 32.000 fotos que foram posteriormente empilhadas via software. Para trabalhar a cor foi utilizado filtros coloridos, uma metodologia que até o Hubble executa. Segundo o fotógrafo, na imagem final foram empregadas técnicas avançadas de processamento com mapeamento infravermelho dos canais azul e vermelho. O resultado final ficou com uma saturação de cores bem forte, o que permite identificar a composição do solo lunar pelas cores. Bartosz aponta, por exemplo, que as áreas azuladas são regiões ricas em titânio.

Ao final de 6 horas de processamento, o que se conseguiu foi uma imagem com 14 megapixels e rica em detalhes. As fotos foram feitas na varanda da casa do fotógrafo e, segundo ele, foram gastos US$ 3.500,00 de equipamentos. Eu diria que é um investimento justo (só não conte para sua esposa). Você pode ver a foto original em resolução máxima clicando aqui.

Fonte: Petapixel.

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Radio Flash Yongnuo Yn 622 e Yn 622 TX

Por em 13 de abril de 2015 - 17 Comentários

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Existe uma nova tendência na fotografia de eventos que ensina que flash bom é o flash fora da câmera (palavras do fotógrafo Allan Ely). Não sei se em todos os momentos do trabalho profissional podemos seguir essa premissa, mas já sou conhecedor da técnica de strobist desde o começo da minha carreira (mesmo antes do digital). O flash é uma constante em minha vida e eu o utilizo até em fotografias externas. Armando Vernaglia Jr. aponta em seu livro Fotometria e Flash TTL que você deve utilizar o flash em 3 situações: a) quando não existe outra fonte de luz para iluminar o assunto e o flash se torna a fonte principal de iluminação; b) para contornar defeitos que podem aparecer com a fonte principal, como em um flash de preenchimento; c) para criar efeitos dramáticos em sua cena. A terceira opção é a que cai mais em meu agrado.

Embora a minha câmera possa disparar o flash externo de forma remota, existem algumas complicações. Durante o dia o sistema é muito falho e muitas fotos são perdidas. Quando existem obstáculos entre o flash e a câmera a coisa também não funciona e, por último, a questão da distância entre os dois equipamentos. Durante muito tempo acabei me utilizando de radio flash, um equipamento que dispara o flash a distância. Porém eram simples e o flash tinha que ser utilizado sempre no manual. Agora, depois de muito tempo, acabei adquirindo um conjunto de rádios com a tecnologia TTL. O que muda? Muita coisa meu amigo.

O equipamento escolhido foi o Yongnuo 622c. A escolha se deve pelo fato da marca chinesa ter se mostrado de confiança, o que levou um número muito grande de fotógrafos profissionais a adotarem esse produto. A caixa contém dois transceivers, ou seja, cada unidade pode funcionar como transmissor ou como receptor. Eles podem transmitir o disparo utilizando a tecnologia TTL, e-TTL, i-TTL, Manual e Multi. Ou seja, você pode fotografar com o flash fora da câmera e manter todas as comodidades do sistema TTL. É possível controlar 3 canais de flash com 3 grupos cada um. Suficiente para qualquer tipo de situação.

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As fotos do Telescópio Hubble são feitas em preto e branco. Você sabia?

Por em 25 de março de 2015 - 15 Comentários

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Pausa para um pequeno vídeo bacana e muito interessante. Isso se você gosta de astrofotografia, é claro. Como fã incondicional de ficção científica e cinema de aventura, imagens do universo sempre me fascinaram. Embora não seja um grande praticante de astrofotografia, já dei os meus pulos nessa arte e acompanho notícias e alguns fóruns sobre o tema. Já tinha ouvido de alguns fotógrafos mais entendidos sobre o assunto deste texto, mas nunca tinha visto nada oficial. A National Geographic publicou um vídeo em seu canal do Youtube mostrando alguns dos segredos do pós-processamento das imagens feitas pelo telescópio Hubble.

Na verdade, por uma questão técnica, todas as fotos feitas pelo grande telescópio são, na verdade, capturadas em preto e branco. Isso é feito para manter o máximo de informações em suas fotos. São feitas várias fotos em P&B e depois, no pós-processamento, são aplicados filtros coloridos. Um azul para evidenciar a luz do oxigênio, um verde para a luz do hidrogênio e um vermelho para a luz do enxofre. Depois, essas três imagens são mescladas no photoshop para gerar as fotos que são divulgadas pelo site da NASA.

Vejam abaixo em 3 minutos como a mágica acontece. A foto trabalhada é a “Pillars of Creation” que foi relançada pela NASA no ano passado para celebrar os 20 anos da captura original. Confira o vídeo abaixo:
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