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Nikon D600, sujeira de sensor, erro de projeto e… final feliz?

Por em 9 de abril de 2014

nikon_d600

Agora sim, esse é o último prego no caixão desta história. Depois de todo mundo constatar que a Nikon D600 possuía um defeito grave de projeto que deixava o sensor imundo, a empresa foi forçada (via ação judicial nos Estados Unidos) a fazer um grande Recall para resolver um problema que ela mesma criou. O X da questão é que a empresa precisou ser acionada judicialmente  e levar um cartão vermelho do Governo da China para tomar uma providência e, mesmo assim, ainda não admite que o problema existe, pois afirma que ó algumas câmeras possuem a anomalia (eles também não chamam de defeito). Ou seja, nós não estamos errados e os consumidores que se virem. Assim que a notícia do Recall se tornou pública, o André Fachetti, leitor do Meio Bit, entrou em contato com a Nikon do Brasil perguntando se também valia para os consumidores brasileiros. Depois da epopeia toda, eu pedi para ele escrever um pequeno relato sobre a experiência de mandar a câmera para manutenção no Brasil. O texto abaixo deve ser utilizado por todos os consumidores brasileiros sobre como agir em relação ao problema encontrado na D600.

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Resenha – Sem Medo do Flash de José Antonio Fernández

Por em 31 de março de 2014

Olha só que bacana. Tenho em minhas mãos esse grande lançamento da iPhoto Editora, o livro Sem Medo do Flash do fotógrafo José Antonio Fernández. O assunto é delicado e ao mesmo tempo cativante. Vejo muita gente dizendo por ai que não gosta de utilizar flash porque elimina a naturalidade da cena. Desconfio que 99% destas pessoas, na realidade, não sabem utilizar o acessório, visto que ele pode melhorar em muito a sua imagem. Os fotógrafos iniciantes pecam justamente no uso do flash e é por esse motivo que os workshops sobre o assunto sempre lotam e todos ficam correndo atrás de informações que parecem ser até de cunho místico. Aprender flash não é difícil, você só precisa de um pouco de raciocínio lógico e entender algumas teorias matemáticas.

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3º Newborn Photo Conference – Alguns destaques

Por em 25 de março de 2014

Etapa final de inscrição para o 3º Newborn Photo Conference que chega para levar conhecimento e aprimoramento para os fotógrafos que desejam ingressar neste tipo de fotografia. Eu não tenho o mínimo talento para esse tipo de fotografia, pois não envolve apenas técnica. É preciso ter uma carga gigantesca de sensibilidade, paciência e realmente gostar e ter jeito com crianças. Ou seja, nada de entrar nesse barco apenas pelo dinheiro.

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A 3º edição do Newborn Photo Conference vai acontecer em São Paulo nos dias 10 e 11 de abril de 2014. O evento é patrocinado pelo IIF (Instituto Internacional de Fotografia) e funciona no esquema de palestras. A novidade nesta versão do evento é a participação de uma atração internacional, a norte americana Lauriel que vem dividir com os participantes do evento as suas avançadas técnicas de iluminação. Ótimo saber como trabalha uma fotógrafa conceituada que vem direto do país que criou toda essa onda de newborn. O evento também reunirá os fotógrafos brasileiros mais renomados, como Cristiano Borges, Gisele Fap, Cinara Piccolo, Silvia Martins, Weronica Eler e Marcus Aurélio (Digachis Fotografia).

E aqui vamos falar um pouco dos destaques do evento. Cristiano Borges vai estar palestrando no evento pela terceira vez (ou seja, participou de todas as edições do congresso) e o mesmo se consagrou como um dos melhores e mais requisitados fotógrafos de Newborn do Brasil. Nessa edição ele vai abrir o evento com a palestra intitulada “Ensaio Newborn: O fluxo completo”, onde a promessa é passar para os participantes como proceder desde o primeiro contato com os pais até a finalização do ensaio. Bom para quem está começando na área e não sabe muito bem como a coisa se desenrola. Já Weronica Eler e Marcus Aurélio estão chegando diretamente do Mato Grosso para mostrar uma parte essencial para o fotógrafo de recém nascidos. Com a palestra “Família em Foco: Interação Antes, Durante e Depois do Ensaio” eles vão abordar como receber e dialogar com os pais antes do ensaio, como se portar para transmitir segurança durante o ensaio e, principalmente, o que irá facilitar o trabalho e a vida de qualquer fotógrafo depois da sessão. E também temos a Cinara Piccolo que vai trabalhar a palestra “Tratamento de Imagens para Fotografia de Recém-Nascidos” que também se torna muito importante, pois muitas das poses do Newborn são, na verdade, montagens e a pele dos bebês necessita de um tratamento todo especial. Ou seja meus amigos. Não é só colocar um bebê para dormir e fazer fotos bonitinhas. Existe toda uma metodologia especial.

As inscrições para o 3º Newborn Photo Conference estão abertas e podem serem feitas no site oficial do evento. O valor do investimento está em R$ 1.000,00.

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Nikon D600 não pode mais ser vendida na China

Por em 17 de março de 2014

Ei, sei que não é legal chutar cachorro morto, mas essa história fica cada vez mais deliciosa. Mais um capitulo na saga da Nikon D600 e seu sensor imundo. Resumo da ópera para quem foi abduzido ou estava preso em uma mina de carvão. A Nikon D600, câmera full frame de entrada, chegou ao mercado causando alarde, mas logo se transformou em um pesadelo. Muitos usuários começaram a relatar que a câmera ficava com o sensor sujo depois de poucos cliques. Pior, o sensor ficava sujo mesmo com a lente acoplada ao equipamento. Ou seja, por onde a poeira estava entrando? Depois de ser taxada como aspirador de pó em alguns vídeos do youtube, logo se descobriu que a sujeira encontrada no sensor era um tipo de óleo lubrificante que se desprendia (espirrava) do mecanismo do obturador. Mesmo com todas as provas, a Nikon se fez de morta e só veio reconhecer o problema (parcialmente) depois de um ano. Mentira, nem parcialmente, pois o que se entende pelo anúncio oficial é que algumas poucas câmeras apresentaram o problema e que a empresa seria magnânima em fazer uma análise do equipamento dos consumidores que reclamarem ao seu departamento de manutenção.

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A coisa rendeu muitos vídeos irados na internet, reclamações em sites especializados e algumas firmas de advocacia montaram grupos de consumidores para processar a empresa. Ou seja, tudo normal para a Nikon. Agora, a nova pancada meio da China. O programa 3.15 (um programa investigativo) da rede estatal China Central Television teve como tema o problema com a Nikon D600. O programa acontece apenas uma vez por ano (no Dia do Consumidor chinês) e quase sempre tem como alvo as empresas estrangeiras que atuam no país. Para falar a verdade, todas ficam em alerta na época do programa e, invariavelmente, a empresa alvo precisa de políticas de controle de danos imediatamente. Desta vez o alvo foi a Nikon. O programa acusou a Nikon de vender um produto sabidamente com defeito e fez filmagens com câmeras escondidas de funcionários das lojas se negando a receber de volta ou trocar equipamentos alegando que a culpa é da poluição atmosférica. A coisa caiu como uma bomba e o governo chinês emitiu uma ordem onde exigia que o equipamento fosse proibido de ser vendido na China. Mediante tamanha propaganda negativa, a empresa retirou das prateleiras todas as câmeras que ainda estavam por lá e, praticamente, admitiu a culpa no cartório, algo que ainda não tinha acontecido. Só no ano passado a Nikon faturou 1,16 bilhões de dólares na China. É uma grande falta de visão colocar em risco o faturamente deste tamanho por conta da propaganda negativa gerado por um equipamento que todo mundo sabia que possui defeito e que ainda está nas prateleiras das lojas.

Finalmente a Nikon admitiu o problema e disse que todos os consumidores serão atendidos pelo programa de reparos da empresa, que já havia sido anunciado para os Estados Unidos e Europa. Porém, o que pegou foi a recusa dos funcionários locais em receber a câmera de volta. Por conta disso, as ações da Nikon cairam mais 1,7% na Bolsa de Valores de Tóqui acumulando, somente neste ano, uma queda de 14%. Continuo afirmando que, em minha opinião, a Nikon produz atualmente as melhores câmeras do mercado, mas é uma coisa extremamente amadora essa pataquada toda com a D600.

P.S.: já tive indicação de pelo menos um consumidor brasileiro que enviou a sua D600 para a manutenção da Nikon no Brasil por conta do defeito. A câmera foi recebida pela empresa e não exigida nota fiscal. O equipamento está em análise e a resposta se haverá recall ou não ainda é uma incógnita.

Fonte: Business Week

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Nikon D4s – rápida e com menos ruído

Por em 25 de fevereiro de 2014

Finalmente, para você que é fã da Nikon, ou tem bala na agulha para realmente ter uma câmera destas, a empresa nipônica está colocando no mercado (depois de uma grande espera) a sua nova câmera top de linha. Estamos falando da D4s, que vem para tomar o lugar da D4, uma câmera que já era um espetáculo de qualidade. A promessa é que agora tudo é melhor e mais rápido. Faz tempo que a Nikon vem soltando apenas algumas notas sobre a nova câmera, apenas promessas. Muitas especificações vazaram e, várias delas, se mostraram verdadeiros enganos. Mas, agora tudo está revelado.

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A D4s é apenas uma melhoria da câmera, um pequeno upgrade. Não é a próxima geração de câmeras profissionais da Nikon. O que temos de novidade é um novo sensor de 16 megapixels que vem com a promessa de ser bem melhor na captação da luz. Ou seja, menos ruído nas baixas luzes, mesmo que a D4 já fizesse esse trabalho com muita competência. Aliás, a Nikon exagera nos megapixels de todas as suas câmeras, menos na câmera mais cara. Se você paga uma fortuna por um equipamento Top, o mínimo que a empresa pode fazer é entregar a melhor qualidade de imagem possível, e isso se resume na baixa densidade de pixels do sensor. Algo para se pensar. A câmera também está equipada com o processador EXPEED4 que deve, pelo menos em teoria, deixar a câmera 30% mais rápida, isso tudo embalado por  um novo sistema de foco automático que vai garantir a nitidez de suas fotos tanto no modo foto quanto no modo vídeo. Ou seja, tudo o que importa para um fotógrafo profissional: qualidade de imagem e rapidez. Como brinde, a câmera agora faz vídeos em Full HD com 60 fotogramas por segundo.

Para se ter uma ideia da coisa, a câmera pode entregar imagens não comprimidas de 12 bits do ISO 100 até o ISO 25.600. Se quiser expandir o ISO, você pode chegar até a incrível marca de 409.600. O novo sistema de foco automático contínuo pode acompanhar 5 pontos diferentes para garantir que um objeto em movimento continua em foco. E isso não é pouca coisa. Finalizando, a câmera vai estar equipada com uma nova bateria, que vai acrescentar um pouco mais de peso ao equipamento, mas vai garantir um tempo bem maior de  trabalho para o fotógrafo. A Nikon garante que uma carga de bateria é suficiente para fazer 3.200 fotos.

A Nikon D4s vai estar disponível ao consumidor em 06 de março pelo singelo valor de US$ 6.500,00.

Fonte: Petapixel

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Livro Direito Autoral para Fotógrafos de Marcelo Pretto

Por em 18 de fevereiro de 2014

Acabei de ler um dos livros técnicos de fotografia mais bacanas dos últimos tempos. E não estou falando de um livro que ensine técnica fotográfica ou arte. Estou falando do livro Direito Autoral para Fotógrafos escrito pelo Marcelo Pretto e lançado pela iPhoto Editora. Em minha opinião esse é um assunto muito importante para nossa profissão, e até para quem não tem a fotografia como profissão, mas se considera um amante do mundo das imagens. Em tempos em que uma imagem pode circular o mundo em apenas alguns cliques e que a privacidade é colocada a prova quase todos os dias, se torna necessário saber o que podemos fazer com nossas imagens, o que podemos fotografar, o que podemos divulgar, nossos direitos e nossos deveres. Mesmo com o tema sendo muito importante, vejo muitos fotógrafos não dando atenção para coisas básicas como contratos de serviço e entender até onde vão os seus direitos.

Marcelo Pretto é advogado especialista em Direitos Autorais pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Atua como professor de fotografia e consultor jurídico de fotógrafos em São Paulo. É autor do módulo “Direitos Autorais, Direito de Imagem e Direito de Fotografar”. Através de sua experiência como fotógrafo conviveu no dia a dia com as dificuldades e dúvidas sobre como trabalhar com os direitos autorais. A partir disso, criou uma bagagem riquíssima que compartilha e usa para orientar fotógrafos e profissionais de imagem. O livro possui 146 páginas, com papel de qualidade e vem ricamente ilustrado com figuras e exemplos práticos de todos os assuntos tratados.

Garanto que, mesmo não sendo uma leitura a que os fotógrafos estejam acostumados, não é nada chato ou entediante, pois estamos tratando de assuntos que nos importam. Óbvio que não é possível escapar de termos jurídicos ou da transcrição de leis, mas tudo é muito bem explicado e não há margem para dúvidas. O livro começa basicamente batendo em um assunto importante para quem fotografa: a questão do direito de imagem e a definição do que é uma pessoa pública. Pode parecer assuntos simples, mas não são. O livro segue determinando o que é Lugar Público e onde podemos fotografar, ou não. Esse é outro assunto muito recorrente em fóruns e listas de discussão de fotografia. Depois desta parte bem bacana, entramos realmente no assunto de direitos autorais da imagem e as definições de direito moral, direito patrimonial, o que são obras protegidas e não protegidas, direitos conexos e direitos de equipe. Coisas que muitos não sabem que existem. Outra discussão interessante é a respeito do portfólio on line e as limitações do que pode ou não pode ser publicado na internet. De quebra, jovem Padawan, você leva de lambuja vários modelos de contratos de prestação de serviços e de direitos de uso de imagem.

Porém, uma parte especialmente deliciosa do livro, são os casos verídicos de problemas jurídicos que são mostrados na parte final do livro. São 12 casos que aconteceram recentemente, tanto no Brasil quanto no exterior, de disputas que chegaram até a justiça. Com essa análise acabamos por perceber como a Lei Brasileira de Direitos Autorais e que as decisões judiciais nem sempre seguem o caminho que esperamos. É só acompanhar os jornais diariamente que poderemos encontrar notícias envolvendo Direitos Autorais. Essa é uma matéria que não podemos mais deixar de lado. O livro termina com uma lista de perguntas frequentes que todo fotógrafo já deve ter feito, como, por exemplo, o que acontece quando perdemos os arquivos, por quanto tempo temos que guardar as imagens de um serviço e participação em concursos fotográficos. Além de citar todas as leis que fazem parte da questão dos direitos autorais, o livro trás na íntegra a Lei 12.853/2013 (Lei de Direitos Autorais), que faz diversas alterações na Lei 9.610/1998.

Se você é profissional, ou leva a fotografia muito a sério, esse é o livro para ter na escrivaninha. Vai se tornar uma importante fonte de consultas para as diversas situações do dia a dia.

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Quando o Equipamento é Importante?

Por em 13 de fevereiro de 2014

Perguntas que sempre chegam no meu e-mail e até via Facebook: qual câmera comprar? qual equipamento é o melhor? Quais lentes devo ter? A maioria dos fotógrafos iniciantes (e até alguns mais avançados) se prendem muito a questões relacionadas ao equipamento. Gastar, gastar e gastar é importante para ter tudo do bom e do melhor. A postura de quase 100% das pessoas que ensinam fotografia (cursos ou workshops) é dizer para você que equipamento não é importante, que quem faz a foto é o fotógrafo e não a câmera, e que é prioritário investir na formação do olhar. Mas, quase 100% destes professores, após dizerem essas palavras, tiram da bolsa uma câmera com uma lente top de linha. Ai fica uma pergunta: o equipamento realmente é secundário? O importante mesmo é o fotógrafo e seu conhecimento? Posso me dar bem com qualquer equipamento? Como diria meu amigo Jack, o estripador, vamos por partes, pois a resposta não é simples.

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