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Rádio Flash Cactus V6 — algumas novidades

Por em 24 de julho de 2014

Se você faz ou está pensando em fazer strobist, então já deve ter pesquisado sobre a compra de um rádio flash. Anos atrás esses equipamentos custavam muito caro, mas com a invasão dos fabricantes chineses tudo ficou mais barato. É possível achar um rádio flash, hoje em dia, com receptor e transmissor por R$ 120,00. Porém, entre as diversas marcas que encontramos no mercado, muitos fotógrafos afirmam que o mais confiável é o Cactus. Conheço o equipamento desde a versão V3 e realmente ele nunca falhou durante uma sessão fotográfica. O único problema que ele possuía era o de ser muito frágil. Ao cair no chão, fatalmente deixaria de funcionar. Nada que uma pequena manutenção (feita em casa, se você entende um pouco de eletrônica) não resolveria.

O tempo passou, as versões foram ficando mais parrudas e nessa semana temos o lançamento do Cactus V6 com algumas novidades muito interessantes. O V6 continua sendo um radio flash que funciona apenas no modo manual, ou seja, ele não transmite a informação TTL da câmera para o flash, mas agora ele pode controlar a intensidade do flash. Ele possui integrado 30 perfis de fabricantes de flash e através do receptor você pode mudar a potência dos flash que estão sendo controlados por ele. Como ele é uma plataforma multimarcas, você pode inclusive trabalhar com um flash diferente da marca da sua câmera. Ou seja, você pode estar com uma câmera Canon e controlar as intensidades de flash da Nikon, Pentax e Sony, além de fabricantes independentes como a Metz. Eu achei a ideia muito produtiva. Pense na hipótese de você estar fotografando um evento e o seu parceiro de trabalho (que no meu caso é a minha esposa) está trabalhando com equipamentos de outra marca. Os dois podem controlar todos os flash escravos que estão no salão. Gostei. Cada receptor também possui uma sapata na parte superior para que um flash seja acoplado. Nesse caso, a transmissão de dados é TTL e vai funcionar com todos os fabricantes que estão registrados no perfil interno do equipamento.

Fechando o leque de novidades, o V6 tem mais uma característica interessante quando utilizado em conjunto com o flash RF60 da própria Cactus. Além de controlar a potência do flash, também é possível modificar o zoom interno da cabeça do flash via transmissor. Lembrando que o RF60 é um flash que possui um receptor interno de rádio e foi desenvolvido principalmente para ser uma unidade escrava. O V6 é alimentado por duas pilhas AA, possui entrada mini-USB para futuras atualizações dos perfis de flash e pode controlar até 16 unidades escravas divididas em 4 grupos. A empresa garante o dispositivo consegue disparar a unidade escrava em uma distância de até 100 metros.

A Cactus já está enviando o produto para Estados Unidos e Reino Unido diretamente da China. O valor de cada unidade (lembrando que você vai precisar de pelo menos duas) é de US$ 55,00.

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Fonte: Dpreview.

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Reflecta X9-Scan — reviva os seus negativos

Por em 16 de julho de 2014

Se você começou a fotografar na década de 1990 (assim como eu) então é provável que você tenha uma quantidade significativa de negativos em sua casa. Eu tenho uma pancada de negativos de eventos, ensaios, books e fotos familiares que estão lá no quartinho do estúdio.  Mesmo que a durabilidade da mídia onde eles se encontram seja incontestável, várias dessas imagens poderiam dar o ar da graça nas mídias sociais ou, simplesmente, passar por uma intervenção diferente em uma edição (coisa que poucos tinham acesso naquela época). Por isso que temos hoje em dia os escâneres de negativo com baixo custo. Eles possibilitam que você faça uma cópia digital do seu negativo (ou positivo) e tenha ela rapidamente no computador para ser compartilhada.

O Reflecta X9-Scan é um destes equipamentos que estão disponíveis no mercado para que você possa digitalizar sua coleção de negativos de maneira fácil e rápida. Só lembrando que existem equipamentos profissionais para digitalizar negativos que custam uma bela facada, mas possuem recursos para entregar uma cópia digital com definição gigantesca e mantendo todos os mínimos detalhes. O Reflecta X9 pertence a uma categoria bem mais básica. Ele entrega um arquivo digital com 5 megapixels, o que é mais do que suficiente para um uso doméstico, pequenas impressões e mídias sociais, mas não seria o indicado se você precisa fazer uma grande ampliação. O Reflecta trabalha com uma bateria autônoma e pode digitalizar uma foto em 1 segundo com 1.800 dpi e profundidade de cor de 24 bits. A foto pode ser vista automaticamente no monitor LCD de 2,4 polegadas e salvas em um cartão de memória SD/SDHC (compatível com cartões de até 32 GB). Porém, o escâner pode ser utilizado conectado diretamente no computador via USB, sendo que o Reflecta é compatível com Windows e Mac.

Eu já vi um escâner desta categoria trabalhando e o resultado é muito aceitável, principalmente por conta do investimento. O Reflecta X9-Scan já está disponível para compra e o preço do equipamento é de aproximadamente US$ 130,00.

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Fonte: Photography Blog.

 

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Transcend CFast 2.0 CFX 650/600

Por em 9 de julho de 2014

Tendo especificamente o tema deste blog, a fotografia, hoje não podemos falar em câmeras fotográficas apenas para a finalidade da captura da imagem sem movimento. Quando as primeiras câmeras reflex com capacidade de filmagem foram lançadas no mercado uma barreira caiu. A fotografia teria que conviver com o vídeo a partir daquele momento e, querendo ou não, várias outras características também precisaram se adaptar. Uma delas é a velocidade de gravação dos cartões de memória. Muito útil na fotografia um cartão de memória com velocidade de leitura e gravação elevadas, mas para o vídeo isso é primordial. Por isso que existe uma concorrência entre os fabricantes para criar o cartão com leitura e escrita mais veloz do mercado. Isso implica em conforto na hora da filmagem. Com o lançamento das primeiras câmeras amadoras com gravação de vídeos em 4K outra necessidade foi colocada para os fabricantes de cartões de memória. O espaço de armazenamento. Gravar em Full HD já ocupava um belo de um espaço, imagine as câmeras com vídeo em 4K.

Por isso que se torna digno de destaque esse lançamento da Transcend. Os cartões CFast 2.0 CFX 650 e 600 são alardeados pela empresa como os cartões de memória mais rápidos do mercado no momento. Lançados para quem trabalha profissionalmente com a produção de vídeo, eles trazem o melhor para suprir as necessidades de quem já está trabalhando com a resolução de 4K. Tanto o CFX 650 quanto o 600 trabalham com interface SATA III e o que vai diferenciar os dois modelos é a velocidade de gravação e leitura. Enquanto o CFX 600 trabalha com 370 MB/s de velocidade de leitura e escrita, o CFX 650 chega até 510 MB/s. Uma velocidade invejável. Outro ponto é a capacidade de armazenamento que chega até 250 GB no CFX 650 e 512 GB no CFX 600. Ao que parece, a maior velocidade de leitura e escrita impede maiores capacidades de armazenamento no CFX 650, ou é apenas uma questão do valor se tornar inviável.

Como dito, a questão do valor é o único ponto negativo nestes dois lançamentos. O CFX 600 estará disponível nas capacidades de 128 GB (US$ 249,00), 256 GB (US$ 499,00) e 512 GB (US$ 949,00). Já o CFX 650 chega ao mercado com capacidade de 128 GB (US$ 499,00) e 256 GB (US$ 949,00). Só lembrando que a Transcend oferece garantia de 3 anos para seus cartões de memória e alegam que todos eles são exaustivamente testados. Nada mais justo pelo preço pedido por cada um deles.

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Fonte: Photography Blog.

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Nova – flash externo para seu smartphone

Por em 13 de junho de 2014

Certo, eu tenho que dar o braço a torcer. Aliás, eu já fiz isso em outras ocasiões. Quem me conhece sabe que eu sempre tive desprezo por fotografias feitas com celulares. Sempre afirmei que a qualidade das câmeras dos telefones não conseguiria alcançar a de uma câmera compacta e quem apostava nisso estava maluco. Por um tempo essa minha afirmação se manteve, mas nos últimos anos ela meio que caiu por terra. A maior parte dos smartphones ainda é um lixo no quesito fotografia, mas existem os top de linha que alcançaram uma qualidade aceitável para a fotografia doméstica. Já tem artista fazendo exposição com fotos destes pequenos aparelhos e eles vão, literalmente, obliterar o mercado de câmeras compactas.

Mas, uma coisa ainda se mantém neste mundo. A fotos com pouca iluminação continuam sendo um problema. Como o flash encontrado nestes smartphones nem sempre possui potência (ou qualidade), fotos em que seja necessário a utilização desta fonte de luz não ficam grande coisa. Tentando resolver parte deste problema (e ganhar uma graninha, é claro) temos o lançamento deste Nova que é, simplesmente, um flash externo para seu smartphone. O produto é composto por LEDs e é pouco menor do que um iPhone. Já que mobilidade é o segredo da coisa, o Nova é acionado via conexão Bluetooth e pode ser disparado de uma distância de até seis metros. O aplicativo do Nova pode ser instalado em iOS e Android (nem pensar em Windows Phone) e permite controlar a intensidade do flash e também a sua temperatura de cor. São 40 LEDs que ficam acoplados atrás de um painel difusor e uma carga de bateria (através de conexão USB) é suficiente para 150 disparos. Não encontrei em nenhum local indicações sobre velocidades de sincronismo, mas parece ser um acessório interessante para quem gosta de fazer retratos e fotografar pequenos objetos.

O Nova está à venda no Photojojo (um dos maiores centros de quinquilharias voltados para a fotografia) e o custo do brinquedo é de US$ 59,00.

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MBLOCK — memória externa para suas fotos

Por em 28 de maio de 2014

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A fotografia digital nos trouxe muitas coisas positivas. Possibilidades criativas, ver a foto na hora que a fazemos, correção de Equilíbrio de Branco e o controle da velocidade ISO. Coisas maravilhosas que simplesmente mudaram a cara da fotografia. Porém, criou-se um problema muito sério. Armazenar negativos e fotos em papel era relativamente fácil. Armazenar arquivos digitais requerem dispositivos específicos e não 100% confiáveis. Espaço de armazenamento passou a ser o nosso novo pesadelo. E não estou falando apenas do armazenamento final. Sair para fotografar e ficar sem espaço para as imagens é uma angustia constante, ainda mais quando estamos falando de tablets e celulares. O problema não possui solução 100% definitiva, mas alguns acessórios podem facilitar a sua vida. O MBLOCK pode ser um deles.

O pequeno aparelho veio para suprir a sua necessidade de memória de armazenamento nos dispositivos que você usa no dia a dia. A pequena caixa funciona com um sistema operacional próprio, possui capacidade de armazenamento de até 250 GB e possui autonomia de bateria de até 300 horas. Os dados são armazenados com criptografia de 128 bits e com uma velocidade de transferência de 24 MB/s. Não existe necessidade de conexão com a internet para que o aparelho funcione. Tudo é gerenciado através da conexão Bluetooth, no caso de transferências entre tablets e telefones, e com a entrada USB para notebooks. Claro que ele suporta todos os tipos de arquivos, e não só fotos, mas é uma solução interessante para imagens, ainda mais com as câmeras com resolução gigantesca de alguns celulares da atualidade. Existem aplicativos para iOS e Android que vão gerenciar de forma fácil e prática o envio de arquivos para o MBLOCK. Com o desenvolvimento do projeto existe a promessa de se produzir aplicativos para outras plataformas (Windows Phone). Ele também pode ser utilizado para transmitir arquivos de um dispositivo para outro e permite que até 07 pessoas transmitam arquivos simultaneamente.

O MBLOCK é mais um projeto de financiamento coletivo que está disponível no Kickstarter. O período de arrecadação acaba em 16 de junho e eles já conseguiram US$ 102.000,00 dos US$ 120.000,00 necessários para colocar as engrenagens da produção industrial em movimento. Para ter direito a uma versão do MBLOCK com 128 GB é necessário contribuir com US$ 189,00 e para pegar a versão com 256 GB o valor da contribuição é de US$ 279,00.

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FlashQ – um radio flash feito pela Apple – ou não

Por em 7 de maio de 2014

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Desculpem, mas não resisti a fazer a piada do título. Mas, vocês devem concordar comigo que esse novo radio flash tem tudo a ver com o design mais clean da Apple. O flashQ está sendo oferecido dentro de um destes sites de financiamento coletivo, no caso o Indiegogo. A ideia é simples e nada revolucionária. O que temos aqui é um rádio flash. Esses pequenos aparelhos já existem nos mais diversos formatos, modelos e preços. A função deles é disparar um flash fora da sapata da câmera, de forma remota. Nem precisamos falar dos benefícios positivos de se utilizar o flash fora da câmera (mas, se você não sabe então veja aqui nosso pequeno texto de introdução ao strobist), mas é preciso um pouco de prática e conhecimento de luz para trabalhar dessa forma. Ainda mais que o FlashQ não é um sistema TTL.

Se o FlashQ não apresenta nenhuma novidade do ponto de vista técnico, então qual o atrativo para o financiamento coletivo? Os desenvolvedores estão vendendo o aparelho como o companheiro ideal para sua câmera compacta ou mirrorless (desde que ela tenha sapata hot shoe para flash). O destaque do equipamento é, sem dúvida, o design e o tamanho diminuto. Tanto o receptor quanto o transmissor são bem pequenos e com os mínimos controles necessários. O FlashQ trabalha com o sistema de emissão radioelétrico e um transmissor pode controlar até 8 receptores. Para facilitar a vida do usuário, a escolha de canais é feita de maneira automática. É só plugar, ligar e utilizar. Além de fazer o disparo de um flash compacto, o aparelho também possui conexão para contato PC, facilitando a utilização com flash de estúdio ou com flash compacto que tenha a entrada.  O FlashQ é alimentado com uma pequena bateria CR2302 que, segundo os projetistas, garante mais de 100 mil disparos, ou 180 dias em Stand By.

Só lembrando que trabalhar com flash manual não é tão fácil como no vídeo demonstrativo do proturo. Precisa entender de potência do flash e fotometria. Se bem que vai ser um incentivo para os fotógrafos iniciantes aprenderem sobre esses aspectos técnicos tão importantes.

O projeto todo foi orçado em US$ 25.000,00 para entrar em produção. Hoje eles já arrecadaram US$ 29.959,00. Ou seja, já tem dinheiro suficiente para as primeiras unidades saírem da fábrica. O prazo para contribuição acaba no dia 18 de maio. Quem contribuir com US$ 39,00 vai levar para casa um transmissor e um receptor. Quem aplicar US$ 55,00 leva um transmissor e dois receptores. Existem várias opções de cores e, já que se trata de um radioflash manual, a compatibilidade deve ser total com todas as marcas de câmeras.

Vejam abaixo o vídeo explicativo e se assustem (assim como eu) com o ânimo da narradora.

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Ideia idiota do dia (ou não) para nunca mais perder a tampa da lente

Por em 19 de abril de 2014

HACKxTACK

Tenho que ser sincero. Sou um descuidado para com meu equipamento fotográfico. Já perdi a conta de quantas tampas de lente foram para o saco em minha vida. É de se pensar que com o tempo as pessoas vão ficando mais cuidadosas com essas pequenas peças, mas comigo não funciona. Em qualquer lugar que chego para fotografar eu nunca me dou conta o que aconteceu com a tampa da lente. Logo depois fico procurando onde foi que deixei. Acho que a fonte da preocupação não é maior pelo fato de elas serem relativamente baratas (lembrando que nada ligado a fotografia é realmente barato). Já tentei prender a tampa com cordinhas que são vendidas em lojas de fotografia, mas o fato de ela ficar balançando me irritava profundamente. Ou seja, um problema sem solução.

Pelo menos até agora, pois um projeto irritantemente simples que está captando fundos no Kickstarter promete resolver de vez esse problema. O HACKxTACK é uma presilha estilosa que pode ser presa na roupa do fotógrafo ou na própria alça da câmera. Dentro desta presilha existe um ímã que vai ser responsável por prender a tampa da lente. Para isso funcionar, uma pequena haste de metal tem que ser colada na tampinha. Uma coisa simples, que ninguém pensou até agora. O projeto necessita de US$ 25.000,00 para entrar em produção. Faltando 19 dias para encerrar o prazo de captação de recursos, eles conseguiram US$ 14.422,00. Sinceramente, eu apostaria na ideia.

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