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Tony Stark e Mr Burns também apostam no iPad. Azar dos designers


"Meu outro brinquedo é um iPad"

O iPad tem se mostrado uma plataforma incrivelmente fértil para o mercado editorial. Pela primeira vez o leitor tem mobilidade e conteúdo rico. Convenhamos, o Kindle é excelente para livros mas nem sequer os jornais, os dinossaurescos jornais são mais em preto-e-branco.

Claro, websites podiam prover o mesmo conteúdo, mas quando você acessa um  site em um notebook nunca está fazendo só isso. Há janelas de Instant Messengers, alertas de widgets, ícones de email piscando, o Windows Update avisando de algum novo download e a tentação de um ALT+TAB para fazer outra coisa.

Não é culpa do site, é culpa da mídia. Um notebook é algo que foi feito para ser usado dessa forma. Já o iPad embora disponha de notificações, multitarefa, etc, é projetado para concentrar toda a atenção na aplicação principal. Assim como uma revista o resto do conteúdo está lá, mas você o acessa uma matéria por vez.

Mesmo com todo o Hype Marketing explicado no artigo anterior, faz bastante sentido os produtores de conteúdo migrarem suas publicações para o iPad. A plataforma permite recursos ricos, o custo de publicidade é atraente (pro publisher) e o público é altamente selecionado. O preço dos exemplares está equivalendo ao das edições impressas e ninguém está reclamando. Continue lendo »

Para Carl

Por: em 09/11/10 na(s) categoria(s): Ciência, Destaque


November 9, 1934 – December 20, 1996

★ 9-11-1934 - ∞ 20-12-1996

Para muita gente de minha geração o mundo se divide em AC e DC. Antes de Cosmos e Depois de Cosmos.

Em 1980 um documentário revolucionou a forma de se divulgar ciência, na verdade popularizando de vez a figura do Divulgador Científico, na figura do astrônomo Carl Sagan. Acostumados com documentários sem grande apelo visual, quase aulas disfarçadas, ficamos chocados (no bom sentido) com um programa cheio de efeitos visuais, trilha de Vangelis, rivalizando com tudo que o cinema da época trazia.

Cosmos, de Carl Sagan é uma História do Universo, com toda a grandiosidade de uma proposta assim. Em treze episódios somos apresentados a buracos negros, DNA, Evolução, Vida Alienígena, Curiosidade, Inventividade e o Método Científico.

Como uma vela acesa espantando a escuridão da Ignorância, durante 13 episódios vimos o triunfo do intelecto sobre a superstição, aprendemos com Carl que os átomos que nos compõe, como Carbono e Oxigênio são gerados no núcleo de  gigantes vermelhas. Não somos feitos de barro, mas de estrelas. Continue lendo »

Promoção Netgear WNR1000


Eu não devia, mas vou contar: nós temos uma agente infiltrada na Netgear. A menina é uma graça, inteligente e tem um dom de família: tocar viola. Esporadicamente, ela nos fornece um mimo para sortear entre os leitores e, desta vez, é um roteador Wireless WNR1000-N150.

Como é comum em equipamentos da marca, o design é um dos pontos altos: parecido com o WRG614, mas em tons mais escuros,  o roteador ficou com um jeitão “mais modernoso”. Na traseira, são 4 portas Ethernet 10/100, uma porta WAN (não tem modem integrado), o botão liga/desliga e a entrada de alimentação. Na frente, os leds indicadores comuns.

wnr1000

Na lateral ficam outros dois botões: uma para se desligar apenas o rádio Wi-Fi e outro para se ativar o recurso “Push’n’connect”.

O CD de instalação é simples e tem o conhecido “wizard” para a configuração inicial. Mesmo as nossas piores salsas conseguem terminar o processo e acessar o Meio Bit.

Usei o equipamento por quase uma semana e ele se comportou muito bem, sem travamentos com protocolos P2P (como Skype ou Bittorrent), nem reinicializações inesperadas. A área de cobertura do sinal é muito boa, cobrindo todo o apartamento (e o prédio é antigo, tem paredes grossas).

Pelo nome, já dá para imaginar que este é um equipamento 802.11n, certo? Errado… ele é um 802.11b/g, com “algumas características n”. Traduzindo: marketing. O manual diz que a velocidade máxima chega a 150Mb/s (aqui, não passou de 500kB/s). Nem pense em compartilhar arquivos grandes entre vários micros da sua rede doméstica, porque o desempenho será muito baixo. Ele não foi feito para isso.

Dois grandes destaques que a Netgear faz questão de mencionar sempre são o “Push’n’connect” e o “Parental Control”. O primeiro permite adicionar dispositivos à rede Wi-Fi com muita facilidade. Já o segundo é realmente muito útil para quem filhos pequenos (ou nem tão pequenos assim): usando um  programa de configuração baixado separadamente (e uma conta no OpenDNS), é possível criar vários perfis de acesso à Internet, com limite de horários e restrição de sites. Recurso bem bacana.

A página de configuração do WNR1000 é simples, mas completa o suficiente para uma rede doméstica. Nada muito além do comum, mas há um “medidor de tráfego” bem interessante, onde se pode marcar o limite máximo de dados trafegados mensalmente, diariamente ou a cada conexão.

Um ótimo equipamento para o que se propõe: acesso caseiro à Internet.

Agora, a parte boa da história: o sorteio!

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Corra nVidia, corra! “Tira logo esse atraso”, pois as Radeon HD 6000 vêm aí


Após quase três anos de bons serviços na fatia popular do mercado de processadores gráficos DirectX 10 para desktops, parece que a nVidia finalmente “aposentará” as GPUs derivadas do G92.

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Um motivo é a GeForce GTS 450, que representa o 5º lançamento desktop em GPUs DirectX 11 da camaleão verde de Santa Clara: tal processador gráfico dedicado será o principal componente de placas de vídeo na faixa dos 130 dólares, basicamente a metade do preço de uma placa de vídeo com a GeForce GTX 465 e pouco mais de um quarto do investimento para conseguir outra placa com a GeForce GTX 480.

Outro detalhe que faz tal GPU ser um lançamento digno de nota: a GeForce GTS 450 é diretamente derivada da GF106. Só que esta e a GF104 (GeForce GTX 460) têm uma coisa em comum: ambos os processadores gráficos foram redesenhados em relação ao chip Gráficos Fermi 100 original.

O plano inicial da nVidia era que o GF104 e o GF106 fossem, respectivamente, a metade e o quarto da capacidade do projeto original do Fermi. O porém foi a “incontestável liderança” das GeForce GTX 480 e 470 nos quesitos temperatura e consumo, facto que obrigou a nVidia a modificar bastante os chips sucessores, até para melhorar o desempenho ante a concorrência direta contra a AMD+ATi.

E a principal modificação foi logo no interior do módulo constituinte de tais chips, a unidade de Múltiplo Processamento em Fluxo Gráfico (SM):

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TechEd – Dia 1 – Habemus Kinect

Por: em 14/09/10 na(s) categoria(s): Destaque, Indústria, Internet


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Ontem a TechEd foi aberta e de cara, três notícias que por mais confirmadas ou boatadas que estejam, é reconfortante ouvir da boca do lobo: Kinect no Brasil até o final do ano, Xbox Live no Brasil idem e Windows Phone, sem data mais vai chegar. igual a Vivo fez com Godot, meu iPhone.

Como conferência técnica, já na abertura deu para ver qual o foco da Microsoft: Nuvem, com Azure e Virtualização. Não é um mercado onde estão mordendo pelas beiradas, estão dentro do prato e abocanhando todas as pontas. Apresentaram até o conceito de Nuvem Privada.

A parte de virtualização está atingindo níveis assustadores, monstraram ferramentas para virtualizar milhares de servidores, on the fly, gerenciar tudo e não ficar louco com isso. A insanidade só se estabelece quando se pensa no hardware necessário pra suprir esse nível de demanda.

Foi mostrada uma tecnologia que tem tudo pra economizar uma grana forte em muita empresa, inclusive pequena: Virtualização de recursos de hardware. O exemplo mostrado: O cidadão abriu uma janela do Windows Server, com uma janela de uma aplicação virtualizada no datacenter. A aplicação? Guitar Hero. Espetou uma guitarra USB no thin client, ela foi reconhecida pela USB virtualizada, entregue pro servidor. Já o Guitar Hero acessava uma GPU no servidor, renderizava o jogo e passava esses dados pro thin client.

 

O resultado é um sujeito rodando Guitar Hero em uma janela, virtualizado, usando recursos de aceleração gráfica de uma GPU no datacenter.

Imagine um escritório que tenha várias máquinas rodando Autocad, mas algumas como os gerentes só fazem uso eventual. Há necessidade de uma placa gráfica de US$2 mil nessas máquinas?  Há, dirão os gerentes, mas com sorte os diretores pensarão diferente.

Muitos anos atrás visitei uma empresa do ramo de tabaco. Descobri que todo dia de manhã um job reescrevia noa HDs as imagens dos PCs, assim tudo que os usuários tivessem instalado seria apagado. Para a época era uma boa solução, mas hoje isso é resolvido com virtualização. Pense no trabalho que não terão, acaba com parques heterogêneos e facilita MUITO a atualização de componentes. Pelo que ouvi as ferramentas atualizam 1000 máquinas virtualizadas por hora.

No final da apresentação, entrou Galileu Vieira, Gerente de Coisas Legais da Microsoft. Ele falou da plataforma Windows Live, mostrou como o Messenger, aquele IM que é cool odiar mas todo mundo tem está se tornando um hub de Social Media (estão comendo BONITO pelas beiradas, nessa) com agregação E envio de conteúdo para várias redes socias. Rolou um vídeo do Halo Reach, que está localizado e dublado em português, sendo lançado hoje, mas o que todo mundo queria ver era o Kinect.

Desta vez não havia 12544 japoneses na platéia tirando fotos desesperadamente, então os flashes não atrapalharam.

Fica assim: é lindo. MUITO lindo. É ficção científica, e não me interessa que o professor Stallmovich da Universidade da Bulgária Setentrional criou uma interface de controle por gestos em 1975, o que interessa é que esse negócio custa US$150 e está estourando nas lojas.

O Kinect (e isso é um elogio, Microsoft!) lembra algo da Apple, a simplicidade está mais que nos detalhes, está nos detalhes ausentes. Exemplo: Para o jogo mudar de um para dois jogadores, basta o segundo jogador entrar no campo de visão da câmera. Lembra quando algum idiota vai atender o telefone no FPS, e fica respawnzando toda hora, congelado? Nào tem isso, no Kinect se você sair do campo de visão, seu avatar graciosamente se esvanece em purpurina.

A movimentação está muito fluída, é assustador ver tanto processamento em tempo real, até porque boa parte é feita no XBOX, que não é hardware topo de linha pelos padrões atuais. Só prova que nada substitúi bom código.

Estou com os vídeos aqui, mas é ingrata a vida de quem tenta renderizar alguma coisa num netbook. Agora com licença, vou à luta. Hora do café da manhã, depois mais palestras. Ah, faltou falar do Windows Phone, mas tentarei uma resenha exclusiva do celular do Galileu. Se conseguir aprender o trque mental Jedi OU comprar um taco de baseball.

História de Uma Vida Mobile

Por: em 11/09/10 na(s) categoria(s): Artigo, Artigo, Celular, Destaque, Especial


It’s been a long road. Getting from there to here“, já dizia a canção na abertura de Star Trek – Enterprise. É verdade. E como toda boa viagem, o percurso é tão ou mais importante do que o Destino. Foi o que descobri ao escrever este texto, relembrando todos os celulares que já tive.

Não é uma comparação crua sobre quem é melhor ou pior. Não é uma competição. Todos tiveram seu tempo, todos trouxeram alegrias e tristezas, todos valeram como experiência.

Vou me ater a celulares, sem listar PDAs, pagers, agendinhas eletrônicas e equipamentos genéricos. É um apanhado de telefones que me acompanharam em mais anos do que estou disposto a contar. Alguns eu ganhei, a maioria comprei. Cada um tem sua história.

Os aparelhos estão listados em ordem mais ou menos cronológica, alguns com certeza estão trocados e sempre que possível omiti datas, é complicado lembrar o quê fiz ontem à noite (mentira, o mesmo que faço todas as noites), que dirá quando comprei tal celular.

As especificações técnicas estão na Internet, a função deste texto é basicamente relembrar os velhos tempos. Sem saudosismo, sem aquela hipocrisia de “antigamente era melhor”.  Pelo contrário, a evolução desses celulares inteligentemente projetados é evidente. Assustador é pensar que tão pouco tempo se passou.

Portanto, se quiser entrar no Bonde da Memória, clique em continuar lendo e divirta-se…

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