Kindle fire se encaminha para atingir um nível de fracasso digno do iPad
O iPad, fato, não serve para nada. Todo bom hater pode explicar por motivos simples e lógicos que você não precisa de um iPad, ninguém precisa de um iPad, nem Steve Jobs precisava de um iPad. Ele também explicará que as vendas são pura propaganda, e que se todo mundo compra iPads, é pura moda, mesmo motivo da venda de iPhones. 90% de satisfação do usuário? Explicação simples: As pessoas ficam com vergonha de devolver.
Com a morte de Steve Jobs pelo visto a Apple está sublocando o Campo de Distorção da Realidade, pois outro tablet está indo pelo mesmo caminho. É o Kindle Fire, que não tem e-ink, a bateria não dura como a do Kindle normal, é pequeno e não enfatiza ser baseado em Android. É vendido apenas como tablet de mídia da Amazon.
Os analistas (ou melhor, os fanboys disfarçados que escrevem pra sites pretensamente sérios) estão arrancando os cabelos, pois da mesma forma que o iPad não iria vender (quem quer um iPod Touch grandão?) Da mesma forma que o iPhone 4S não iria vender (por fora ele não mudou nada, quem quer um iPhone todo novo por dentro, que fala, com câmera maravilhosa mas que parece um antigo?) o Kindle Fire NÃO vai vender.
Afinal ele não é um iPad.
O argumento é até válido, mas parte do princípio de que as pessoas só querem iPads. O Kindle Fire NÃO é um iPad, não é sequer um tablet. É um Kindle, um leitor de ebooks que agora toca filmes. O consumidor sabe disso, ele não é burro.
Curiosamente o consumidor burro também está sendo usado como justificativa pras vendas. Os “analistas” dizem que o Kindle Fire está sendo comprado por aquele tiozão que vai dar de presente um iPad pro filho, acha um PolyPad por R$400,00 no camelódromo e entende que “é tudo a mesma coisa”.
Os Kindles estão vendendo –antes da semana do Natal- um milhão de unidades por semana. O Fire é o produto mais bem-sucedido que a Amazon já lançou, Tem ocupado o posto de best seller por 11 semanas, mesmo assim “analistas” alertam que ele é ruim e que consumidores estão desapontados.
Só quem está desapontado é quem compra achando que por US$200,00 vai ter o mesmo desempenho que um iPad de US$600,00.
Vemos aqui um caso clássico da teimosia dos analistas, que de geeks digiinvoluiram para nerds e estão cegos por especificações. Consumidores não querem especificações, eles querem produtos que funcionam. O Kindle vai exibir livros e mostrar filmes, afinal é um Kindle. O TouchPad vai fazer o mesmo que o iPad, afinal é um… Pad. Se não fizer, vai pro buraco, como foi.
Fazer previsões bombásticas é complicado, pois exige que você aceite que pode estar errado. Ou você faz como os videntes de final de ano, e esconde suas previsões fracassadas sob uma pilha de novas previsões ou então passa pelo ridículo papel de dizer que um produto vendendo um milhão de unidades por semana é um fracasso.
Broadcom promete teclados Bluetooth que durarão 10 anos com apenas um par de pilhas
Pelo visto quando Tim Cook destruiu o último Horcrux de Steve Jobs o Campo de Distorção da realidade se espalhou pelo mundo. Parte dele foi parar na Broadcom, que está fazendo de tudo para promover seu chip BCM20730 (eles são ótimos em marketing).
O tal chip irá permitir que periféricos e aparelhos em geral tenham acesso a comunicação Bluetooth aproveitando a última versão do protocolo, que quando funciona é excelente, mas hoje se tornou algo meio que esquecido. Funciona no Wii e em vários outros equipamentos mas é algo de bastidores. Para muita gente “Bluetooth” ainda é o fonezinho de orelha.
Uma das características do novo chip é o baixo consumo, mas dessa vez o marquetingue exagerou. Dizer que o tal chip permitiria que um teclado funcionasse por dez anos usando duas pilhas foi complicado.
É o tipo de afirmação que ganha manchetes e depois vira motivo de piada, quando os produtos de verdade com o chip durarem 2 ou 3 meses (o que já é um avanço).
A menos que a Broadcom esteja usando a Escola Celular de Autonomia, onde os aparelhos antes dos smartphones bradavam 15 dias de stand-by mas não davam ênfase às 3h de conversação.
Fonte: TW
RIP Dell Streak
(mas tinha capinhas…)
Quando a Dell anunciou o Streak, seu tablet telefone revolucionário de 5 polegadas os MacHaters adoraram, começaram com o clássico discurso “chupa Apple”, afinal era um celulão, rodando Android (você era livre!) e cheio de specs superiores ao lixo que a Apple chama de telefone. Era questão de tempo.
Veio o tempo mas não vieram compradores. O Streak ficava na terra de ninguém, grande demais pra celular, pequeno demais para tablet. A Dell então correu atrás e lançou em Janeiro o Streak de 7 polegadas. AGORA VAI, se prepare Apple, tua casa vai cair, mermão!
Não caiu. Com vendas pífias a Dell se tocou que estava perdendo dinheiro, não arranhava o mercado de tablets e estava irritando seu maior parceiro, a Microsoft. Então em um ciclo de vida quase tão curto quanto o casamento da Kim Kardashian, a Dell enfiou o rabo entre as pernas e tirou de linha esta semana o Dell Streak 7 polegadas. O de 5 havia sido descontinuado em Agosto.
Isso mesmo, o Streak anunciado em Janeiro durou até 2 de Dezembro. YAY!
A decisão não é surpresa para quem conhece a Dell. Eles sabem ser MUITO cruéis quando querem. Na época em que os PDAs começaram a dar sinal de enfraquecimento ela decidiu simplesmente OBLITERAR DA EXISTÊNCIA o Dell Axim x51v, o melhor PDA que já existiu e até hoje um hardware respeitável.
Por mais que eu tenha odiado a Dell por isso, entendo perfeitamente a decisão do ponto de vista estratégico. Por isso mesmo acho complicado a mesma Dell patinar no mercado de tablets, onde nem deveriam ter entrado.
Dizem eles que vão se concentrar nos tablets Windows 8, com previsão para 2012. Tomara. O hardware da Dell costuma ser muito bom, fora exceções o suporte é excelente e tirando os produtos da moda, os preços são decentes.
O complicado é comprar sabendo que amanhã o louco do Michael acorda com oveiro virado e desce o machado na linha de tablets de novo.
Fonte: AT
Pode me chamar de ecochato, mas essa Little Printer ainda é uma idéia idiota
Hello Little Printer, available 2012 from BERG on Vimeo.
Todos os futurólogos de respeito e mesmo os menos respeitáveis apontam para um futuro sem papel, ao menos sem desperdício. O uso de tablets e celulares já diminuiu muito as anotações eventuais. IPads e Kindles salvaram mais árvores do que o Greenpeace em toda sua história (sem falar nos gastos com ortopedista).
Por menos preocupado com o planeta que o sujeito seja, ele pode apreciar a redução de custos e a diminuição das florestas de replantio, que tirando ser verdes não tem nada de “naturais”. Principalmente busca-se pela eficiência, e não há nada mais ineficiente que informação morta, estática, impressa em papel.
Diante disso confesso que me impressionei como em pleno 2011 alguém ouse lançar uma besteira como essa Little Printer.
Essa atrocidade fofinha transforma informação digital, dinâmica em… papel. A idéia é que ela está ligada a um hardware controlador que por sua vez conecta em seu roteador doméstico. O tal hardware gerenciaria suas assinaturas, sites de notícia, Foursquare. etc.
No vídeo os exemplos são constrangedores. Uma hora o sujeito imprime uma lista de amigos do Foursquare. Quem DIABOS faz isso? Stalkers?
Pior: Mostram o cara vendo a lista NO IPHONE e mandando pra impressora. Também mostram uma tripa com as “notícias do dia” do lado de uma xícara de café, afinal ninguém tomaria café da manhã com um iPad, iPhone ou mesmo um bom e velho jornal impresso.
A idéia desse troço é pegar tudo que conquistamos em mobilidade, interatividade, instantaneidade e jogar fora. Também tira a facilidade de uso e o conteúdo de um jornal clássico. Só falta uma aplicação para imprimir twitters.
CLARO que o negócio é projeto de um estúdio de design, está em fase avançada de protótipo e deverá ser vendido ano que vem. Vendido, não comprado.
E antes que alguém pergunte, nem praquilo ele serve, o papel é muito estreito.
Fonte: HYST
App do Dia: Autodesk ForceEffect
Imagine a situação: Você está numa ilha deserta, sendo perseguido por um T-Rex que misteriosamente sobreviveu à Grande Extinção. Sua única chance é construir uma ponte estilo Hollywood que aguente seu peso mas desabe quando o T-Rex estiver bem no meio, para acentuar o efeito dramático. Como fazer?
Em qualquer coisa próxima da vida real você teria uma morte patética como o advogado que foi devorado na privada em Jurassic Park, mas no nosso mundo hipotético tiraria da mochila seu iPad e calcularia a estrutura da ponte com o Autodesk Force Effect.
Essa pequena App de iPad é algo lindo. Permite que você faça análise de sistemas estáticos usando diagramas de corpo livre. Entendeu? Se entendeu adorou, se não entendeu faça como eu, baixe e fique futucando no programa sem entender mesmo, ainda é legal.
Firma Canadense quer transformar Playbook no KITT
A RIM está meio que levemente desesperada para desencalhar os Playbooks, seu tablet iPad Killer que só sai em promoção compre 3 pague 2, mas como do ponto de vista técnico ele não é um equipamento ruim, há gente investindo para faturar um trocado em cima do bicho.
É o caso da Mobile Innovations, uma empresa especializada em informatizar forças policiais através de equipamentos mobile.
A rigor polícia usando tablet não é novidade, a PM de São Paulo usa direto, como podemos testemunhar no Polícia 24h, da Bandeirantes.
A novidade aqui é que a empresa vai muito além de ligar um tablet a uma rede 3G acessando uma extranet da polícia. O Playboy no Dodge Charger de demonstração acima está ligado a um hub USB de oito portas, conectando o tablet a uma impressora, scanner de carteira de motorista, câmeras, um SSD no porta-malas para backup e armazenamento de dados offline, teclado e até a rede de dados do próprio carro.
A polícia canadense costuma usar notebook, a um custo de até US$5 mil cada, migrar para tablets mesmo com essa integração toda sairia bem mais barato.
Resta saber se há interesse. Até o fim do ano serão 5 carros de demonstração visitando departamentos de polícia pelo país. Só espero que tenham mais a demonstrar do que apenas o carro visto de fora:
Fonte: BBCool

