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Ecossistema de Apps gerou quase 500 mil empregos, só nos EUA


Na última década o mundo não esteve lá muito bem das pernas em termos econômicos, principalmente os EUA. 11 de Setembro, Katrina, o derretimento das calotas polares de Wall Street, Bernie Madoff, 3 guerras, China batendo na porta cobrando o aluguel e Hilary dizendo que Obama saiu e não tem hora pra voltar…

Mesmo assim um setor cresceu MUITO, tenho praticamente surgido do zero em 2007, com o advento do iPhone: A área de desenvolvimento de Apps.

São 466 mil novos postos de trabalho, entre startups, pequenas softhouses e divisões mobile dentro dos estúdios mais tradicionais. E o mais interessante: 2/3 dessas posições estão fora do binômio NY/LA.

Enquanto a indústria de TI tradicional rastejava numa quase recessão, um monte de gente corria para aprender Objective-C e desenvolver apps para iPhone. Com a estabilização do Android como plataforma concorrente, os cursos de LOGO se encheram de alunos (not really) e milhares de Apps surgiam enriquecendo o ecossistema.

A explicação está no custo. O preço mais rasteiro para uma App de iPhone, ao menos nos primeiros anos no Brasil era de R$35 mil, e apps que qualquer programador decente faria em um dia. Eu, em 5. Por sorte esse modelo foi substituído por investidores E programadores isolados vivendo –e bem- de venda direta e publicidade.

O setor se tornou uma verdadeira meritocracia, onde os bons são recompensados por seu talento. No mundo do Blackberry por exemplo 13% dos desenvolvedores que distribuem seu trabalho na App Store da RIM ganham mais de US$100 mil por ano.

É uma volta aos primórdios da microinformática, quando indivíduos ainda faziam a diferença, jogos não custavam dezenas de milhões de dólares para ser feitos e uma boa idéia podia tomar o mundo. Minecraft está aí para provar que a Boa Idéia ainda vence.

Fonte: CN

Irã ameaça partir de Jihad pra cima da Samsung por causa de comercial israelense ofensivo

Por: em 07/02/12 na(s) categoria(s): Computação móvel, Mundo Estranho


O comercial, de um canal de TV a cabo israelense mostra um grupo de personagens de uma sitcom indo para uma festa no Irã. Os atolados encontram outro israelense por lá, perguntam se ele é do MOSAD (que também é gíria pra hospício) e começam a mexer no tablet do sujeito, que fica assistindo programas de TV On Demand, para se distrair.

Um deles roda uma App indevida, a usina nuclear iraniana próxima explode. “Ops, outra misteriosa explosão no Irã”.

É engraçadinho? É, mas não passa disso. Um anúncio de canal de TV, divulgando seu serviço em tablets, vendendo uns Galaxy Tabs no pacote, se aproveitando de uma situação geopolítica atual.

CLARO, Arsalan Fat’hipour, um deputado iraniano não gostou nada, e disse que a Samsung vai se arrepender do tal comercial. Ameaçou boicotar a empresa no país e se disse ofendido pela representação do Irã como uma sociedade primitiva no filme.

Tão primitiva que é incapaz de perceber que a Samsung não tem nada a ver com o caso, diga-se de passagem. De qualquer forma a Samsung já condenou o filme, disse que não foi consultada, e que o Hot, o tal canal é chato feio e bobo.

Fica a dica pro Irã: Identifique os verdadeiros culpados, antes de sair apontando dedos em mimimis diplomáticos. Ou –melhor ainda- aprenda a rir de si mesmo.

Contador Geiger no celular? Tem uma App pra isso™

Por: em 30/01/12 na(s) categoria(s): Celular, Ciência, Computação móvel


Radiação pode até ter efeitos secundários benéficos, como estimular a indústria da construção civil em Tóquio ou diminuir os casos de bullying envolvendo cientistas fracotes irritados, mas de um modo geral não é algo benéfico quando fora de controle, por isso qualquer dica para evitar exposição é bem-vinda.

Inclusive a App que está sendo desenvolvida pelo Helmholtz Research Center, de Munique. A idéia é muito simples: Tampando a lente de um celular (no caso, Android) você bloqueia os fótons de baixa energia, mas não os de alta, nem partículas realmente decididas. Quando essas partículas atingem o sensor, este reage normalmente, gerando a pequena carga elétrica que é decodificada como um pixel. Por uma fração de segundo, um ponto pisca na tela.

Medindo a frequência com que os pontos no sensor CMOS são excitados (uia!) e levando em conta a área de superfície do mesmo, é possível calcular, de forma aproximada a dose de radiação incidente. Claro, não é possível determinar o tipo de radiação, mas é um começo.

A App está sendo vendida meio que a sério, mas é mais uma curiosidade. Alguns vão achar caros os US$4,99 pedidos mas ainda está dentro da faixa de “extravagâncias eventuais” da maioria dos compradores de apps.

Por enquanto só está disponível no Android Market, mas versão para iOS já está em desenvolvimento.

Para fins de curiosidade, veja o vídeo acima, com uma fonte radioativa “a sério”, e compare com a exposição dos raios-x de aeroporto, neste vídeo aqui:

Fonte: LH

Grindr – Aplicativo gay faz sucesso na App Store

Por: em 11/01/12 na(s) categoria(s): Celular, Computação móvel, Mobile, Software


Depois do Cardoso declarar que teria o maior orgulho de dizer que o Meio Bit é o primeiro blog de tecnologia com um autor openly gay (e que não é ele), resolvi trazer uma pauta voltada ao público, ou mesmo para quem se interessa sobre a App Store. Existe um aplicativo para relacionamento entre homossexuais chamado Grindr, que já possui mais de 3 milhões de usuários em todo mundo em 192 países.

Obviamente dizer que o Grindr é apenas uma rede social para relacionamento sério e amizade é pra vender e ser aceito na App Store. Grande parte dos que entram na rede procuram sexo loucamente. Talvez a principal razão seja o lance da geolocalização, é possível encontrar com um parceiro que está a metros de você. E olha, aqui em Recife existe uma grande aderência do aplicativo (sério, achei que aqui no Brasil ele não ia pegar, como o WhosHere que é sucesso lá nos Estados Unidos e é voltado para todos os públicos), imagina em São Paulo, por exemplo (vou fazer o teste quando for pra Campus Party).

Desde que o aplicativo se lançou para iPhone, outras versões também sugiram como para Android, Blackberry e iPad. Sem falar que eles possuem uma versão paga que é baseada em assinatura, ou seja, você paga eternamente (ou até achar o amor da sua vida).

O mais curioso é que existe usuários em locais em que a homossexualidade é crime, como o Irã. E outras em que é visto com outros olhos, como Afeganistão, Etiópia, Haiti, Iraque, Ruanda, Sri Lanka e Yemen. No total em todos os países, são cerca de 8 mil novos usuários por dia.

Obviamente eles não informam o quanto ganham por essa versão Xtra, como eles chamam. Mas considerando que até o aplicativo é pago, e ainda existe uma assinatura, eu não duvido que esteja na casa dos milhões. Ah, e para quem não sabe, o público consumidor gay é bem mais “fiel” do que o heterossexual, por isso que existem ações voltadas ao público.

Ah vá, você pensou que tudo isso, de ser “gay-friendly” era apenas por apoiar a causa? Focar no público homossexual é ótimo, mas tem que conhecer bem o seu público para não fazer besteira e cair nos clichê. Eu mesmo, por exemplo, não sou afeminado, gosto das músicas que “todos” os gays gostam, mas se eu ouvir Jamie Cullum ou Alexander Rybak tocando na minha frente, eu viro outro. Ou o modo de se vestir, à lá Restart, ou como eles encaram o mundo, ou tudo.

O Grindr por ser um aplicativo voltado ao público gay, já fez sucesso em si. E com o notificações de eventos e de causas (como aquela que era a favor do casamento gay nos Estados Unidos), faz mais sucesso ainda (perdi de ir a um evento deles durante o SXSW). Sem falar que, só quem entra no Grindr é gay ou bissexual, ou seja, as pessoas sentem-se mais à vontade de mostrar seus rostos e muitos não são assumidos. Ou você ficou curioso com o artigo, vai pegar seu Android/iPhone e baixar o Grindr, ah vá. Para o público geral, existe uma ferramenta da mesma empresa chamada Blendr.

Não sou gay, meu namorado é que é. Ah, precisava terminar esse artigo com uma frase clichê e imbecil, inventada por gays que são quase assumidos e querem criar polêmica. Aos gays que lêem o Meio Bit (eu sei que tem, que eu sou amigo de vários), um artigo pra vocês. Para o público hétero que lê o MB, não sintam-se incomodados com essa invasão gay no site, prometo que quando meu tripé chegar, vocês terão ótimos reviews ;)

[CES 2012] Motorola Droid Xyboard 10.1 e Droid Xyboard 8.2

Por: em 11/01/12 na(s) categoria(s): Computação móvel, Meio Bit


A Motorola resolveu alterar o nome do Xoom para Xyboard, eu sinceramente preferia o anterior. Durante o CES, ela anunciou o lançamento de duas novas versões do tablet, o Xyboard 10.1 e o Xyboard 8.2, os dois rodando Android 3.2 Honeycomb. O primeiro vem com tela de 10,1 polegadas e o segundo com tela de 8,2 polegadas, esse último, mesmo com uma tela menor, oferecerá 1200×800 pixels de resolução.

Motorola Xoom, ooops. Motorola Droid Xyboard

As especificações técnicas do aparelho incluem processador de 1.2 GHz dual-core, 1GB de memória RAM e câmera de 5MP. Eles funcionam com a rede 4G (LTE) da Verizon, mas deve ser feita uma versão brasileira do tablet, com suporte apenas para 3G. O Xyboard 10.1 vem com três opções de capacidade de armazenamento: 16GB (US$ 530), 32GB (US$ 630) e 64GB (US$ 730). Já o Xyboard 8.2 possui duas opções: 16GB (US$ 430) e 32GB (US$ 530). Esses valores são os vendidos com contrato de dois anos com a Verizon, mas creio que esse seja o valor dele “desbloqueado”, afinal, se for mais caro, será mais caro do que o iPad 2 desbloqueado, ou seja, not a good deal.

Gostei do design deles, espero que as dimensões sejam iguais as da foto e que ele não seja muito pesado. Mas o design é bem bonito mesmo. Não foi divulgado disponibilidade do aparelho, nem se ele virá ao certo ao Brasil.

Microsoft patenteia método pra evitar que você vá parar no buraco quente

Por: em 04/01/12 na(s) categoria(s): Computação móvel, Software


bat_country

Normalmente patentes de software são coisas idiotas e genéricas, mas dessa vez a idéia é boa o suficiente para merecer o registro.

Quem usa GPS sabe que eles não têm semancol. Se você não prestar atenção corre risco de se meter em muita chatuba, muito buraco quente, muita zona do agrião, pois para o software rua é rua, mesmo que passe no meio da… “comunidade”.

A patente da Microsoft, registrada em 2007 prevê que um software de navegação teria uma opção onde você informaria que não quer passar por áreas com alto grau de criminalidade. Uma fonte remota de dados atualizaria constantemente essas informações, e a sua rota seria desviada desses pontos de risco.

Quem é morador nativo não precisa, mas esse tipo de funcionalidade seria excelente para turistas meio perdidos correndo risco de sem-querer caminhar direto pro Beco do Crime, pra Cozinha do Inferno ou pro Rio de Janeiro.

Infelizmente o sistema nunca foi implementado, possivelmente por medo da repercussão negativa junto às comunidades, ao identificar através de estatísticas e dados factuais que a região é propensa a crimes.

Fonte: GW