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A falta que faz um amortecedor inercial

Por: em 26/02/12 na(s) categoria(s): Ciência


Em ficção científica, pelo bem da narrativa e do orçamento muitas realidades físicas costumam ser ignoradas, e o equipamento mais comum do Universo é o gerador de Gravidade, que curiosamente gera um campo de 1g só do chão pra cima, ninguém nos decks abaixo é atraído para o teto da nave, que também não afeta nada a sua volta, mesmo tempo um campo gravitacional equivalente a um planeta.

Outro fenômeno normalmente ignorado é a inércia. Naves aceleram para velocidades incríveis e o herói não vira uma sopa orgânica na parede.

Em Star trek isso é explicado com o uso de amortecedores inerciais, que removeriam os efeitos da aceleração, evitando a morte horrível citada anteriormente. Claro, em Star Trek também é comum gente de camisa vermelha jogada pelos ares, tripulantes caindo das cadeiras quando a nave leva tiros, etc.

A explicação é que os amortecedores só funcionam se você souber quando a nave será sacudida.

Costumamos não prestar atenção na inércia, mas se a Terra parasse de girar e você estivesse no Equador seria atirado a uma velocidade de 1600Km/h.

O vídeo acima, com os astronautas Mike Fossum, Furukawa e Sergei Volkov demonstra de forma didática o conceito.

Nele a Estação Espacial Internacional está executando uma manobra de reposicionamento. De vez em quando ela aciona os propulsores e se move para uma órbita mais alta, compensando o decaimento natural.

Quando faz isso tudo que não está ligado fisicamente à estação fica para trás. É a mesma coisa quando você anda rápido com um como cheio de Coca-Cola e para subitamente. Só que no caso a Coca-Cola são os astronautas.

A Estação está acelerando gentilmente e deixando os astronautas para trás, acabando com a ilusão de que estão dentro de um objeto imóvel. Não que realmente se preocupem com essa ilusão, tendo aquela magnífica cúpula pra ficar espiando a Terra:

cupula

Para evitar os erros de Avatar Pentágono quer refazer o projeto com Terminators.

Por: em 23/02/12 na(s) categoria(s): Ciência, Hardware


terminator

o quê poderia dar errado?

A DARPA, agência de pesquisas avançadas do Departamento de Defesa dos EUA, que conseguiu acertar muito nos dando a Internet e errar muito propondo a Bomba Gay existe para pensar tecnologia às vezes décadas no futuro, mais avançadas que os aliens que não existem na Área 51.

Curiosamente às vezes essa tecnologia vem da ficção. Nos anos 30/40 observadores das forças armadas visitaram os estúdios de Flash Gordon, atrás de idéias. Nos anos 60 a Marinha dos EUA fez várias visitas oficiais aos estúdios de Star Trek, queriam estudar a estrutura da ponte de comando da USS Enterprise, para aplicar a disposição tática de estações em um novo projeto de porta-aviões.

Aliens mostrou unidades de fuzileiros com câmeras e medidores de sinais vitais, o tempo todo em contato com o comandante, que tinha uma visão estratégica da operação. Não preciso dizer que as equipes SEAL hoje usam a mesma tecnologia…

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Como um homem sobreviveu 2 meses em um carro totalmente coberto por neve

Por: em 21/02/12 na(s) categoria(s): Ciência, Meio Bit


Como um homem sobreviveu a 2 meses preso em um carro coberto de neve

Era assim, só que pior.

Esse artigo merece ser quase totalmente traduzido (se eu fizesse isso seria meio plágio, não curto…). Em 19 de dezembro de 2011, um homem viajava nas ruas desertas de Umeaa, Suécia, provavelmente pensando em como seu Natal e Ano Novo seriam ótimos. Seriam é a palavra certa. De alguma forma, provavelmente com a pista muito coberta de neve, seu carro derrapou e ele terminou com o carro totalmente coberto de neve. E lá ele ficou por 2 meses, sem comida e com temperaturas extremamente baixas. Finalmente depois de malditos 2 meses, descobriram ele, vivo.

Quando a polícia chegou lá, viram o homem (cujo nome não foi divulgado) de 45 anos, fraco o suficiente para não conseguir falar algumas poucas palavras. Ele confirmou que ficou lá 2 meses, sem comer nada. Segundo dados do tempo, a temperatura naquela região chegou a 30 graus negativos durante o período que ele ficou lá dentro.

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Paradoxo de Monty Hall–ou: Você não entende Game Shows, quer entender o Universo?

Por: em 07/02/12 na(s) categoria(s): Ciência


portadosdesesperados

Pode não parecer, mas Ciência é útil até se você se encontrar na nada invejável situação de participar de um game show de televisão, daqueles bem clichês. No caso, um daqueles clássicos “escolha a porta certa”.

A dinâmica é bem simples. O apresentador pede para você escolher uma das três portas. Ele sabe de antemão atrás de qual está o prêmio. Você escolhe a por 1, sabendo que tem 1/3 de chances de acertar. O apresentador te instiga, pergunta se quer mudar de porta. Ele abre a porta 3, não há prêmio.

A tensão aumenta, sua última chance, fica com a porta 1 ou vai para a porta 2. Bem, são só duas portas, 50% de chance de estar em cada uma, qual a vantagem de mudar? Você fica, e ganha ou não.

Só que não 50% das vezes.

COMO ASSIM, BIAL?

O Paradoxo de Monty Hall tem esse nome em homenagem a um apresentador popular da Game Shows nos EUA, e foi proposto pela primeira vez em 1975, mas se tornou popular em 1990, quando Marilyn Vos Savant publicou uma coluna na revista Parade sobre ele.

Literalmente milhares de leitores, muitos matemáticos e PHDs escreveram reclamando que o Paradoxo estava errado, que não fazia sentido você ter duas portas e os resultados entre elas não ficarem em exatos 50%.

Realmente vendo assim não faz sentido, mas como o Leo Jaime diz, o Universo não te deve tapete vermelho, e –acrescento eu- muito menos explicação. O Cosmos não tem obrigação de fazer sentido pra você, seu macaco pelado fruto de uma instabilidade entrópica!

Vejamos com outros olhos o problema:

Temos as portas A, B e C. Cada uma tem 1/3 de chances de conter o prêmio. DUAS portas têm 2/3 de chance. No momento em que você escolhe UMA delas, você compete com 1/3 e elas com 2/3.

Quando o apresentador abre a 3a porta, que não contém o prêmio, as chances NÃO MUDAM, aquele conjunto ainda é o conjunto inicial com 2/3 de chance de ser premiado. Portanto você tem uma porta que vale 1/3 e outra que vale 2/3.

Quando o apresentador perguntar, você muda de porta e DOBRA suas chances.

Contra-intuitivo, né? O bastante para um monte de gente inteligente demorar pra aceitar a explicação. Até os Mythbusters fizeram um segmento onde determinam se realmente é vantajoso mudar de porta.

Spoiler: Sim, é absurdamente vantajoso.

Cientistas Holandeses criam Velhinha Biônica

Por: em 06/02/12 na(s) categoria(s): Ciência


“Cavalheiros, nós podemos reconstruí-lo. Melhor, mais forte, mais rápido. Nós temos a tecnologia”

Não há como saber se a velhinha de 83 anos se lembrou da clássica abertura do Homem de Seis Milhões de Dólares, quando acordou após 4 horas de cirurgia, mas definitivamente ficou grata do que era pura ficção científica em sua juventude ter se tornado realidade, debaixo de seu nariz.

Portadora de uma infecção séria, que comprometeu boa parte de sua mandíbula, a paciente não-identificada tinha um prognóstico sombrio. Como qualquer médico de padaria pode explicar, qualquer intervenção em pacientes idosos mais complexa que depilação do buço é contra-indicada. Cirurgias pesadas só em último caso.

O procedimento normal seria remover parte do osso afetado, fazer enxertos ósseos e no final isso significaria 10h de cirurgia reconstrutora. Ela não resistiria.

Aí entra o pessoal do Instituto de Pesquisa Biomédica da Universidade Hasselt, na Bélgica. Eles desenvolveram técnicas para escanear em detalhes estruturas ósseas e projetar substitutos artificiais.

Com os dados da paciente modelaram uma mandíbula 3D com todas as estruturas necessárias para passagem de vasos sanguíneos e nervos, fixação de músculos, gengivas e dentes. Como usaram um scan 3D em alta resolução do crânio da paciente, não há aquela chatice de ficar limando pra encaixar, igual seu dentista neandertal ainda faz com sua ponte móvel, vovô.

Aqui entra em cena a LayerWise, uma empresa especializada em impressão 3D, mas não aquelas bobagens de prástico que a gente vê no Make.Com. Eles usam Lasers de verdade, derretendo camadas de 1/33 de mm em Titânio em pó.

Camada a camada a mandíbula foi sendo criada. Ao final foi recoberta com uma biocerâmica porosa, que aumenta a fixação aos tecidos adjacentes.

Com meras 4 horas de cirurgia a mandíbula podre da velhinha foi retirada, a 0KM de Titânio foi colocada no lugar e a paciente, que poderia passar o resto da vida sem mandíbula (não google por isso, sério) falou normalmente assim que a anestesia passou e no dia seguinte já estava comendo normalmente.

Em breve serão aparafusados fixadores para uma mega-power dentadura e a velhinha poderá arrancar dedos dos netinhos, com sua mandíbula 1/3 mais pesada e várias vezes mais forte que a normal.

Em 4 dias ela recebeu alta e foi pra casa. Pense nisso: Arrancam sua mandíbula, enfiam outra no lugar e você vai pra casa em 4 dias.

O procedimento além de tudo é econômico, tanto em termos de tempo quanto em custos de equipe cirúrgica e pós-operatório.

Fonte: BBC

Cientistas que não assistiram A Coisa prestes a acessar lago 4Km sob o gelo da Antártica, isolado por 25 milhões de anos.

Por: em 06/02/12 na(s) categoria(s): Ciência


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Estação de Pesquisas Russa do Lago Vostok, onde todos morrerão horrivelmente.

Nos Anos 80 os dois principais fatores que deixavam os adolescentes acordados durante a madrugada eram o Sala Especial no SBT e A Coisa – Enigma de Outro Mundo, de John Carpenter.

O filme conta a história de uma expedição na Antártica, onde cientistas desenterram uma nave alienígena contendo uma criatura que se esconde no corpo das vítimas, gerando o clássico suspense “ninguém é confiável”. Além do terror psicológico o filme tinha cenas nojentas, como esta.

Corta para a “realidade”:

Há mais de 200 lagos subglaciais na Antártida, são regiões debaixo do gelo onde calor de fontes geotermais mantém a temperatura acima do ponto de congelamento. O maior deles é o Lago Vostok, fica embaixo da estação de pesquisas russa do mesmo nome. Por lago não entenda aquela poça do Ibirapuera. O Vostk tem 250Km de comprimento, chega a 50Km de largura em algumas partes e a profundidade média é de 344 metros. Isso tudo a 4Km abaixo da superfície do gelo.

A concentração de Oxigênio no Vostok é 50 vezes maior que a média de lagos equivalentes na superfície. Amostras de gelo próximas à superfície do lago trouxeram bactérias, o que ajuda na teoria de que haja vida no Vostok.

Ou seja: Um lago subterrâneo (ou subgelâneo), sem luz, com temperatura de -3C, a uma pressão de 350 atmosferas, repleto de Oxigênio. Isolado do resto do mundo por 25 milhões de anos. Ninguém tem a menor idéia do que pode sair dali.

Nem o grupo de cientistas russos que estava a 15m da superfície do Vostok, alguns dias atrás e parou de perfurar para discutir perigos de contaminação e outros procedimentos. Valery Lukin, líder da expedição disse: “É como explorar um mundo alienígena onde ninguém foi antes. Nós não sabemos o que vamos encontrar”.

Agora o Inverno está chegando (ou você acha que há Outono por lá?) e a estação Vostok ficará isolada. Para piorar, cientistas americanos na Estação McMurdo avisaram que tem 5 dias que não conseguem qualquer comunicação com os russos.

Isolados pelo clima, sem comunicação, escavando um lago onde a Evolução teve 25 milhões de anos para criar… qualquer coisa?

Já vi esse filme. Chamem o Kurt Russell.

[atualização] Pelo menos duas estações de pesquisa na Antártica fazem exibições anuais do filme de John Carpenter -e d’O Iluminado- depois que o último avião parte, deixando as bases isoladas durante o Inverno. Portanto, não tem desculpa!