Windows 7: From Redmond With Love
Uma das coisas que mais nos orgulhamos no MeioBit é do relacionamento que temos com nossos parceiros. Em nenhum momento sofremos qualquer tipo de interferência editorial, mas nem por isso mantemos uma postura fria e distante. Não é nosso estilo.
As empresas mais próximas criaram uma relação de confiança onde se sentem a vontade para chamar o MeioBit para eventos onde até então só ia a Grande Imprensa. Em todos esses NUNCA houve qualquer tipo de discriminação, como a famigerada Ala dos Blogueiros, na 1a Campus Party.
Elas sabem que nosso estilo entusiasmado funciona para o bem e para o mal, mas preferem acreditar (corretamente) que quando falamos mal não é por implicância. Nem com o Linux implicamos a sério, e ai de quem falar mal dele em servidores!
Claro, somos apenas um blogueenho, no Grande Esquema das Coisas nossa operação é tão insignificante para essas empresas como a colônia mineradora de Bespin era para o Império. Mesmo assim é bom ver que sabem de nossa existência.
Aliás, é ótimo. Por isso ficamos muito felizes quando chegou isto aqui pelo correio:
Yes, é uma caixa personalizada, enviada pela Microsoft para o MeioBit. Na lombada há inclusive nosso nome. Dentro…
Uma edição Windows 7 Ultimate Darth Ballmer Edition e um textinho de agradecimento.
Essa, lamento informar, é para consumo interno. Depois de profundas deliberações ficou decidido que a caixa irá direto para São Francisco, para a coleção de troféus do Leo Faoro, nosso estimado fundador e quem menos ganha coisas por aqui. Como o Leo é Macfag usuário de sistemas operacionais alternativos, Dori Prata ganhará a cópia do Windows. É um bom prêmio, vai animá-lo depois que descobriu que o Dreamcast que comprou de um tal de Leonam veio com defeito.
E antes que alguém estranhe todo esse desprendimento de minha parte, abrindo mão da caixa e do Windows em benefício do Próximo, fiquem tranqüilos. Não é caridade cristã, é que também ganhei a minha.
Blogueiros terão que indicar conteúdo pago
Ao menos, na terra do Tio Sam. Os blogueiros estadunidenses deverão, a partir de dezembro, deixar bem claro que o conteúdo foi pago. Mesmo os casos onde não houver “pagamento”, mas um “presentinho” for dado, deverão ser explicitamente declarados, deixando clara qual é a relação entre o blog e o patrocinador.
Deveria ser assim sempre, não?! Mesmo sem a lei, lá no fundo, todo mundo sabe que esse deveria ser o caminho a seguir. Aqui no Meio Bit, levamos ao extremo a idéia: nada de “post pago”, “plubieditorial” ou “artigo patrocinado”. E, quando recebemos algo para análise, ou devolvemos, ou sorteamos (estamos leiloando agora). Não condenamos quem faz, desde que deixe bem claro ao leitor, mas achamos que é a única forma de mantermos a isenção.
Enquanto lá a multa para quem não seguir essa diretriz pode chegar a US$ 11.000,00, aqui na Terra Brasilis a coisa segue meio que “deixemos como está para ver como é que fica”.
[via Mashable]
La censura objetable: “¡Soy loco por ti, Sudamérica!”
Todo mundo sabe, ou pelo menos deveria saber, que o direito de expressar uma determinada opinião, sobre algo ou alguém, termina quando tal liberdade de expressão apresenta algum tipo de calúnia e/ou fere a privacidade da vida alheia.
Quando tal opinião baseia-se em bons argumentos, ela ganha força, credibilidade, e pode merecer a divulgação dela nos diversos meios de comunicação, onde o público destes julgarão se tal modo de pensar é aceitável ou não.
Aqui no Brasil, aqueles que propõem novas leis deveriam legislar a nosso favor, ao manter a liberdade de opinião.
Mas, segundo o caro Luís Sucupira do FórumPCs, muitos de nossos representantes lá no Planalto Central não querem que nós, os eleitores, expressemos livremente nossas opiniões sobre as atitudes dos excelentíssimos senhores que trabalham duramente em Brasília.
Excelentíssimos representantes esses que vez por outra propõem que a internê possa ser controlada que nem outros meios de comunicação, cujos maiores anunciantes são os órgãos públicos…
Resumindo a situação toda: dentre outros “absurdos” propostos no passado recente, nossos representantes desejam que o streaming de áudio e vídeo pela internê siga as mesmas regras que limitam o (ab)uso dos espaços “gratuitos” nas rádios e TVs.
E, infelizmente, não termina por aí:
A recente reforma eleitoral permite que portais de notícias e blogs possam ter propagandas políticas pagas, desde que não “ousem” revelar e criticar “detalhes desagradáveis” da vida pública de alguns dos candidatos, rivais ou não, durante o período das campanhas eleitorais. Campanhas essas cujos doadores só poderiam ser revelados após as eleições, tarde demais em alguns casos…
Aqui en la Sudamérica não é difícil encontrar outros “bons” exemplos de censura, principalmente quando os governantes de tais países irmãos (ab)usam (d)o poder econômico, gerado, por exemplo, pela extração de recursos naturais não-renováveis, como o petróleo, para calar diversos meios de comunicação.
O século XXI teve início com um ataque terrorista e tal evento, apesar de incomodar o mundo até hoje, oito anos depois, não calou sátiras e outras “calorosas” homenagens na internê aos candidatos à presidência do país mais rico do mundo.
Lógico que lá, nos Estados Unidos, a liberdade de opinião na web é administrada de forma bem diferente da suposta liberdade vista ao sul do equador, até porque o 11 de setembro nesta região marcou o início de mais uma outra ditadura militar, há 36 anos atrás, contemporânea ao chamado “milagre econômico” proporcionado pelo governo militar brasileiro.
Atualmente, quem vive, verdadeiramente, seu “milagre econômico” é a China, que além de ser reconhecida por fabricar e comercializar diversas bugigangas à preços módicos, sempre é lembrada pelo bloqueio de diversos serviços online, sob o pretexto de proteger seus cidadãos da “corrupção moral que a internê representa”.
O Brasil é considerado uma superpotência emergente e não pode e nem deve se portar como uma ditadura neste atual momento pós-crise, já que, ao contrário do que ocorreria numa empresa privada, os funcionários que representam este nosso país deveriam prestar à população todos os esclarecimentos sobre as decisões que aprovam ou deixam de aprovar lá na Câmara e no Senado.
E tais esclarecimentos devem ser amplamente divulgados, inclusive aqui, na enorme teia global que é a internê. Afinal, apesar de muitas informações relativamente recentes desaparecerem misteriosamente em diversos buracos-negros digitais, a internê ainda possui menos problemas de esquecimento que a maioria dos eleitores. E adivinha? Nós, os eleitores, ainda podemos opinar e comentar sobre quaisquer atitudes de nossos representantes. Afinal, o Brasil ainda é uma democracia. Ainda.
Agora pergunto à você, caro leitor do MeioBit, o que você gostaria de ler sobre seu parlamentar favorito?
Só tenha muito cuidado para não citar muitos nomes daquela lista que o Luís Sucupira colocou, já que os “censores da web” podem “estar de olho”!
TechCrunch não vem ao Brasil – Reciprocidade is a bitch!
Quanto tempo um reles mortal brasileiro demora para conseguir um visto americano de turismo sem o uso de “despachantes”? Uns 3-4 meses e ele ainda pode ser negado sem o motivo ser revelado e você obviamente perde o depósito de 131 dólares.
Uma autora do TechCrunch, Sarah Lacy, subiu nas tamancas porque o governo brasileiro deu uma pisadinha na bola em atrasar a entrega do visto para entrar no Brasil. Com isso, ela perdeu tempo e dinheiro, mas insistiu mesmo com o marido pedindo para ela não visitar um país assolado por violência e sequestros.
Resumo da ópera: ela tentou um visto de última hora, não conseguiu e acusou o governo brasileiro. Mudou a viagem para a China e talvez tente voltar aqui ano que vem.
Agora imagine que você comece a planejar sua viagem para a Disney, em Julho de 2010 e resolve “mexer” com o visto de entrada nos EUA em meados de Junho, umas 2 ou 3 semanas antes do embarque. Que tal? Pois foi o que a moça fez,deu com a cara na porta da burocracia, não gostou e resolveu reclamar com o mundo:
Ela diz que para os negócios, é muito ruim, pois é mais complicado vir ao Brasil do que para a China. Mas o que ela esquece ou não sabe é que o governo brasileiro trata os cidadãos de outros países da mesma forma que os seus são tratados. Reciprocidade, palavra bonita que significa trato os seus como você trata os meus. Europeus tem muito mais facilidade de trânsito por aqui porque é uma via de mão dupla.
Eu sou um viajante e odeio burocracia, mas é um mal necessário, afinal, são as regras deles e devemos respeitá-las. Quem precisa de um visto, consulte o website da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. São vários passos, regras, formulários e taxas. O governo brasileiro faz o mesmo de volta. Um pouco mais estúpido, é verdade, o princípio vale para qualquer país. Lembram do imbróglio com a Espanha?
Eu sou o primeiro crítico dos entraves que jogam CONTRA os negócios e principalmente a área tecnológica. A Grande Imprensa faz pouco caso, o governo finge que dá apoio com programinhas limitados de estímulo da terceira maior indústria do mundo, Games. Comprar hardware é caro, custeio de empresas mais ainda, impostos são acachapantes, mas pombas, se vai passar meses viajando, planeje os vistos os mesmos meses de antecedência.
É claro que a história dos vistos atrasarem porque o governo mudou o sistema e fez tudo nas coxas é bem típico e sinceramente, acredito nela. E a regra número 1 para mitigar riscos é planejar e se organizar. Um dos comentaristas do TechCrunch apontou a falha da argumentação dela: estudou português por 4 meses, mas só resolveu mexer com a papelada burocrática em cima da hora? Epic Fail seu também, moça.
Office Web e o Enigma do Príncipe
Ainda que eu tenha certeza que minha estréia no Meio Bit não se comparará em sucesso aos milhares de teens que foram ao cinema ontem assistir a estréia do "novo" filme do meninorapaz bruxinho que agora beija na boca, quero ressaltar alguns dados.
Todos sabemos que o que mais se destaca no sexto filme da série Harry Potter não são seus poderes Jedis made in China, mas o marketing por trás do filme, tornando a série uma das mais bem sucedidas da história (por incrível que pareça) tanto na venda de livros, quanto em arrecadação e bilheteria.
O anúncio da Microsoft nesta semana trouxe esperanças de redenção a muitos officenéfilos na luta com o Google. Mas em terra de gigantes (e no futebol) nem sempre o melhor vence. O Market Share do Office é indiscutível, fruto de um posicionamento inicial muito bem sucedido (lembram do Word 2.0, era excelente!).
Por mais que J. R. R. Tolkien esteja anos luz à frente de J. K. Rowling (quem discordar, por favor, nem comente) o fato é que o trabalho da Time-Warner na série da loira dá muito mais resultado.
Imaginar que o Office na Web será melhordiferente do que já temos disponível em serviços como o famoso Google Docs, ou o excelente Zoho, é pura ficção teen. O que se pode mudar em um pacote de aplicativos office nos dias atuais? Nada, a não ser mudar as ferramentas de lugar e colocar o serviço na Web – mesmo que limitado e copiando os já existentes.
Ainda assim, como as filas que você viu ontem na entrada do cinema testificam, deverá ser um sucesso.
Segue abaixo um trailer do filme. Nele você poderá ver Gandalf. Só não achei ainda Sauron :-/
Meio Bit, 5 anos de informações relevantes e muita opinião
No dia 31 de maio de 2004 era fundado o Meio Bit, maior blog de tecnologia na língua portuguesa. Esta data histórica marca o começo da trajetória de um blog nacional que tem números muito melhores do que vários blogs internacionais, com mais de 25 mil assinantes do feed RSS, 800 mil visitantes únicos e 1 milhão e meio de pageviews/mês, tudo graças a qualidade do seu conteúdo. Outra razão do sucesso do Meio Bit são os nossos leitores. O público do Meio Bit é um caso a parte, porque com exceção de algumas salsinhas é altamente qualificado, inteligente e participativo, incluindo muitos formadores de opinião.
Eu acompanhei de perto a história do Meio Bit ao longo destes anos, sempre com muita admiração pelos posts escritos por pessoas como o Leo, Cardoso, Moardib e Marcellus, entre tantos autores e autoras. Desde que comecei a blogar, sempre tive uma grande vontade de escrever no Meio Bit, mesmo sem saber se estava a altura, e consegui realizar este sonho no ano passado. Hoje em dia eu faço parte da editoria do Meio Bit, e não podia deixar passar em branco uma data tão importante.
Para comemorar o nosso aniversário de 5 anos (ainda que atrasado), estamos sorteando um vale compras do Submarino no valor de R$ 50. O sorteio vai acontecer assim que atingirmos 200 comentários, e para participar basta comentar neste post.
Update: Chegamos ao final da promoção e o vencedor por sorteio é o usuário Leo_Koester.




