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Meio Bit no Flickr – Fotos da Semana


Um toque para você que está começando na fotografia e quer mostrar seu trabalho para o mundo através do flickr. É muito positivo você dar um nome para a foto em vez de deixar o nome do aquivo que a câmera gera. Outro fato que ajuda na interpretação do observador é uma pequena descrição sobre a foto mostrada. Pequenas coisas que separam as fotos mais comentadas do resto.

A Foto da Semana é escolhida entre as imagens postadas em nosso grupo no Flickr. Já temos 1.827 participantes e um total de 38.287  itens compartilhados.

ATENÇÃO: pessoas que não permitem o compartilhamento de imagens no flickr podem mandar suas imagens para nosso grupo sem problema, mas ficam impossibilitadas de participar da escolha semanal de fotos.

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Fui ver a Lua

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Fotografando a Super Lua


Sei que o Cardoso nos propiciou um ótimo texto científico sobre toda a balela que estavam falando sobre a Lua Cheia do dia 05/05, mas claro que para mim foi mais uma oportunidade para pegar a mochila, chamar os amigos e sair para fotografar. Já escrevi um texto mostrando que fotografar a Lua não tem segredo. Muita gente pensa que o melhor é fazer uma longa exposição quando é exatamente o contrário. Você precisa levar para a brincadeira a sua câmera fotográfica, uma lente com distância focal de 200 ou 300mm (se quiser ter uma experiência bacana) e um tripé. Munidos desse equipamento nos dirigimos ao observatório do Parque Ecológico Cidade da Criança em Presidente Prudente. Não é o lugar mais alto da cidade, mas é o mais escuro.

Chegando lá encontrei com o astrônomo responsável pelo local e bati um papo com ele. Óbvio que ele confirmou tudo que o Cardoso colocou em seu texto. A diferença de uma Lua Cheia normal não seria tão grande assim. Nosso problema é que geralmente não olhamos para as estrelas, principalmente se moramos em uma grande cidade. Já fotografei luas em 2012 tão fantásticas quanto as de ontem. Mas, vamos ao trabalho. A Lua nasceu às 18h00min, enquanto o final do pôr-do-sol nos maravilhava do outro lado. Os tripés foram montados e começamos a fotografar. Com uma lente 300 mm (geralmente as 70-300mm mais baratas são bem aproveitadas nesse momento) é possível fazer uma foto muito boa, mas que depois necessita de um recorte para evidenciar a Lua (um bom uso para os trocentos megapixels da câmera). Se você tiver uma lente com distância focal menor, então sugiro uma longa exposição utilizando a paisagem como complemento da imagem.

Porém, a parte mais bacana foi observar a Lua com o telescópio de 1780mm que estava disponível para os visitantes no observatório. O modelo tinha a possibilidade de acoplamento de câmeras fotográficas, mas os acessórios que estavam disponíveis eram para as antigas câmeras reflex mecânicas com lentes de rosca. Se tivesse levado minha Zenit teria feito a festa. Como não foi possível tentei fazer a fotografia afocal, ou seja, encostei minha lente no focal do telescópio e tentei fazer a foto. Foi muito desconfortável e o foco foi um inferno de acertar, mas o resultado foi interessante. Meu objetivo agora é achar o acessório indicado para as câmeras digitais para poder fotografar com o telescópio. Fora a Lua, observamos outros astros como Marte, Saturno (impressionante poder ver os anéis), e Venus. A experiência foi muito legal e como fiquei animado com a coisa esperem mais textos sobre astrofotografia por aqui.

P.S. – A Lua cheia não é, nem de longe, o melhor momento para observar os astros e até a própria Lua. Muita luz, e os detalhes simplesmente desaparecem.

Wedding Brasil 2012 – estandes da feira

Por: em 30/04/12 na(s) categoria(s): Áudio Vídeo Fotografia, Notícias


 

O Wedding Brasil veio e passou, mas ainda nos deixa algumas lembranças. Para finalizar a nossa cobertura vamos falar um pouco do que aconteceu no saguão de entrada do auditório do Memorial da América Latina nesses três dias. A primeira coisa a ser destacada foi o acontecimento do Núcleo de Tecnologia. Nada mais é do que várias pequenas palestras com temática técnica. Elas aconteceram ao mesmo tempo em que as palestras principais. Algumas foram muito interessantes, mas como sempre o som estava muito ruim no primeiro dia. Se você não estivesse do lado do alto-falante não conseguiria ouvir nada. Mas, temos que apontar que a acústica do saguão é muito desfavorável. Nos dois dias seguintes melhorou um pouco, mas mesmo assim estava complicado. O espaço reservado para o público também era bem pequeno, mas não vejo maneiras de resolver esse problema em um evento para 1.600 pessoas.

Destaques do Núcleo de Tecnologia vão para o Clício Barroso com a palestra “O poder do Lightroom integrado ao Photoshop“, Fernanda Sanches com a palestra “Como Fotografar Recém Nascidos“, Lauro Maeda com a palestra “Em busca da luz perfeita” e Kaká Rodrigues com a palestra “Como Definir o Valor do seu Trabalho“. Mais uma maneira de aumentar nosso conhecimento, embora não seja possível ver tudo.

No resto do saguão tivemos os estandes dos patrocinadores do evento. Embora seja apenas venda de produtos, tinha muita coisa bacana para se ver no local. O primeiro destaque fica por conta da Canon que era a principal patrocinadora do Wedding Brasil. No estante oficial era possível ter acesso aos principais lançamentos da empresa. Quem esteve no local conseguiu manipular a EOS 5D Mark III e a EOS 1Dx. Também estavam disponíveis as mais variadas lentes L da empresa. Foi no estande que tive acesso a lente EF 8-15mm f/4.0 L Fish Eye USM, uma lente fantástica com uma distorção incrível. Foi a melhor Olho-de-peixe que tive acesso. Em outro estande ao lado, a Canon estava fazendo limpeza externa de câmeras e lentes Canon e atualização do firmware dos equipamentos. Minha 50D ficou parecendo nova.

Também encontramos no salão estandes das encadernadoras Digipix, Quality e Indimagem. Hoje é possível fazer qualquer tipo de álbum encadernado e com os mais diversos preços. A Quality (empresa que me atende aqui em Presidente Prudente) possuí modelos com capa em madeira e com detalhes em metal. Muito bonitos e indicados para casamentos de alto valor. A Digipix evoluiu muito desde os tempos em que eu utilizava o serviço. As opções quadruplicaram e os álbuns de abertura em 180º são muito interessantes. A Indimagem apresenta sua linha feita em papel couchê laminado com alta gramatura. Destaque para o processo que eles chamam de 6 cores, onde a saturação fica muito mais bonita. Gostei do formato revista deles. Barato e provavelmente de fácil aceitação entre adolescentes.

A Hiti também estava presente no evento com sua linha de impressoras fotográficas de alto desempenho. O destaque era a P510K  que na verdade é um mini-quiosque digital que pode imprimir fotos entre os tamanhos 3x4cm até a 15x23cm. Também tínhamos a P510S que possui como extra o comando via Wi-fi. Também era possível ver as impressoras de pequeno porte, inclusive a mais barata, a S420. Eu comprei essa impressora alguns meses atrás e garanto a qualidade (em breve um pequeno texto sobre ela). Depois da Hiti passamos para o estande da Wacom que trouxe para o local as suas novidades em mesas digitalizadoras. Se você trabalha com edição de imagens então esse é o acessório obrigatório para o seu conforto e agilidade no fluxo de trabalho. Estavam disponíveis para teste tanto os modelos mais baratos (em torno de R$ 220,00) quanto a gigantesca Cintik 21UX com todos os seus recursos maravilhosos.

Finalizando, porém não menos importante, encontramos o estande da Nik Software que trouxe toda sua linha de softwares voltados para edição de imagem. Na verdade, cada um é um complemento para Photoshop ou Lightroom e se encontram na forma de filtros ariscos para serem aplicados na imagem. Encontramos muito disso na internet, mas ver as apresentações ao vivo é uma coisa diferente. De tudo que foi mostrado gostei e me impressionei com o Color Efex Pro 4. Vários efeitos interessantes e o conceito de edição localizada sem máscara que funciona muito bem. Não resisti e comprei essa edição (em breve review) que estava sendo vendida com 20% de desconto no local para os congressistas.

E terminamos mais uma cobertura do Weddind Brasil. Como sempre meus agradecimentos ao pessoal da Editora Photos que proporcionou essa oportunidade para o Meio Bit. Para ver como foram as palestras dos três dias é só visitar os links abaixo.

Wedding Brasil – 1º Dia

Wedding Brasil – 2º Dia

Wedding Brasil – 3º Dia

Nikon D3200 – 24 megapixels e Wi-Fi


Nos últimos três dias muita coisa vazou na internet sobre as especificações do novo lançamento da Nikon. Como a experiência já me ensinou, alguns rumores não devem ser levados muito em consideração, mas a maioria deles se mostrou verdadeiro. A nova Nikon 3200, que veio para assumir o posto de câmera mais barata da empresa, chega ao mercado com impressionantes 24 megapixels de resolução máxima. Sério mesmo? A Nikon anda conversando muito com a Sony. Somente essa explicação para dar conta da atual gula da empresa por megapixels. Estou falando isso por conta de que as câmeras da Nikon sempre se mantiveram dentro de patamares confortáveis de resolução. Agora parece que as porteiras se abriram definitivamente. Só espero que toda essa densidade de pixels não atrapalhe o rendimento da câmera em situações de velocidade ISO elevada.

As mudanças no equipamento, em relação ao modelo anterior, são poucas, mas valem uma conferida. A primeira, e mais evidente, é a resolução máxima. A Nikon D3100 possui 14 megapixels de resolução máxima enquanto a D3200 chegou aos 24 megapixels. São 10 milhões de pixels a mais no sensor APSC da câmera. Infelizmente não temos informações mais detalhadas sobre o sensor, mas provavelmente também é fabricado pela Sony. A segunda mudança é referente a filmagem em Full HD que agora é feita em 30 fotogramas por segundo contra os 24 fotogramas por segundo do modelo anterior. O visor LCD passou a ter 920 mil pixels, o que deve garantir uma visualização mais nítida das fotos e do menu. O corpo da câmera sofreu poucas alterações, sendo que a região do botão disparador parece um pouco mais rebaixada e arredondada.

Porém, a maior mudança, se bem que não sei se sua utilidade vai ser tão espetacular assim, é a capacidade de acoplar a câmera um dispositivo Wi-Fi. Pouca informação foi liberada sobre isso, mas ao que parece, o WU-1a tem a capacidade de conectar a câmera a um Smartphone. Através de um aplicativo que vai estar disponível em Maio para Android, e apenas no final de ano para o iOS, será possível disparar a câmera por controle remoto e visualizar as fotos tanto em VGA quanto em resolução máxima. Porém, ao que parece, não poderá ser utilizado para ajustar as configurações do equipamento. Eu achei muito pouco. Se não agregar mais algumas funções ao acessório Wi-Fi ele vai ser uma coisa um pouco decepcionante.

A nova Nikon D3200 deve chegar ao mercado ao final de Abril com o preço sugerido de US$ 700,00 apenas o corpo. O adaptador WU-1a deve ser vendido por US$ 60,00. É possível ver fotos oficiais do equipamento no site da Nikon.

Canon EOS 5D Mark III – infiltração de luz


Bem, a novela é um pouco longa. Todo mundo estava esperando ansiosamente pela EOS 5D Mark III por conta da qualidade que a série do equipamento já mostrou. Porém, ninguém poderia esperar que a câmera mostrasse um defeito tão esquisito. No começo, alguns usuários começaram a notar um comportamento estranho da câmera. Quando se ligava a câmera, sem colocar a lente, e escolhido uma certa velocidade de obturador, ao acionar a luz do visor LCD superior a velocidade caia pela metade. Esquisito? Muito, mas todos diziam que isso acontecia quando o equipamento estava sem a lente. Em uma situação real de fotografia isso não aconteceria.

Porém, albuns usuários começaram a fazer alguns experimentos em situações reais e se descobriu que mesmo com a lente acoplada existe uma variação de até 2/3 na exposição, independente do modo de disparo que está sendo usado. Vídeos e textos começaram a percorrer a internet, mas até poucos dias a Canon não havia se pronunciado. No dia 13 de abril a Canon divulgou um comunicado admitindo o problema e explicando que “Em ambientes extremamente escuros, se o painel LCD acende, o valor da exposição apresentada pode mudar como resultado de detecção do sensor AE (Auto Exposição) de luz do painel LCD.” Ou seja, existe uma infiltração de luz do visor LCD para dentro da câmera. No mesmo comunicado a empresa avisa que está trabalhando em uma solução.

Todos apontam que existem duas saídas. A primeira, que seria a mais barata, seria uma solução via firmware que tentasse equilibrar a exposição quando a luz do LCD for ativada. Ou seja, um lance bem Tabajara. A segunda, bem mais cara e trabalhosa, seria recolher todos os equipamentos já vendidos e executar os reparos necessários, o que seria a melhor solução para o consumidor. Hoje aconteceu mais um capítulo nessa novela. A Canon suspendeu oficialmente e de forma temporária a distribuição da 5D Mark III para os representantes de venda no Reino Unido. Em grandes lojas como Amazon e B&H Vídeo não é mais possível encontrar o equipamento para venda. Ele está temporariamente fora do estoque. Ao que parece a Canon vai reparar o defeito nos equipamentos ainda não vendidos e, você que já comprou, se prepare para embrulhar em plástico bolha e mandar para a assistência técnica.

 

Comparativo de vídeo – D800 x 5D Mark III


Acho que todo mundo estava se perguntando qual das novas câmeras full frame que chegaram ao mercado fazem o melhor vídeo. A coisa está tomando proporções que eu nunca poderia esperar. Depois dos megapixels e qualidade em ISO elevado, o que manda na corrida pela preferência do consumidor agora é a qualidade do vídeo em Full HD. E não é para menos. A Canon 5D Mark II deu início a todo um mercado de vídeo que se utiliza das câmeras DSLR para produzirem peças publicitárias, filmes, documentários e filmagem de eventos de forma profissional. Isso se deve ao relativo preço baixo dos equipamentos (se comparados às câmeras de vídeo profissionais) e também pela grande disponibilidade de lentes de alta qualidade no mercad0 de novos e usados.

Depois desse início a Nikon também entrou na briga e agora temos a Nikon D800 batendo de frente com a Canon 5D Mark III. Como não poderia deixar de ser, já temos um primeiro comparativo entre a capacidade de filmagem das duas câmeras. O vídeo está disponível no Vimeo e foi postado pelo usuário Joe Marine. O comparativo ainda tem como bônus a participação da 5D Mark II, que foi a câmera que começou tudo isso. Todos os equipamentos filmaram a mesma cena com a mesma quantidade de luz. Também foi utilizada uma única lente para as três câmeras, a Nikkor 85mm f/1,4. A metodologia é bem simples. O processo de gravação foi feito com temperatura de cor em 3200K e com velocidade do obturador em 1/50s. A velocidade ISO foi sendo aumentada gradativamente começando em 500 e terminando em 25.600. Vejam abaixo o resultado.

Embora o ISO seja definido por um padrão internacional e, teoricamente, deveria ser igual para todos os equipamentos, notamos que a Nikon D800 consegue uma melhor captação de iluminação e de detalhes. Provavelmente se trata de algum elemento de software. Porém, isso tem um preço (também por conta da maior densidade de pixels), pois o ruído gerado é mais palpável. Mesmo em ISO 25.600 a 5D Mark III ainda mantém uma qualidade aceitável de imagem e, pelo menos em minha opinião, uma melhor representação das cores. Porém, cada um deve tirar sua própria conclusão.