Você está vendo os artigos na categoria “Artigo”

Os negócios vencem o sentimentalismo?

Por: em 17/02/06 na(s) categoria(s): Apple e Mac, Artigo


Yakov Epstein, um professor de psicologia da universidade de Rutgersestá convencido: a Apple irá abandonar o MacOSX e irá adotar o Windows em breve. Segundo ele as evidências disso já estão claras nas atitudes da companhia nos últimos tempos. Ele escreveu sobre suas idéias ao colunista John C. Dvorak (que aparece por aqui todos os meses na InfoExame) que preparou um artigo para a PC Magazine comentando o assunto.

Devo confessar que essa idéia me parece ridícula, mas que os fatos apresentados realmente são para deixar pensando. Será? Li o artigo umas 3 vezes e faz muito sentido. Olho para o mercado do MacOS X e penso que isso só pode mesmo ser bobagem. Então me pergunto: Se a 3 anos atrás me dissessem que os Macs usariam processadores Intel x86 (x86!!! isso já deveria estar morto há 5 anos, no mínimo), o que eu pensaria? Que a idéia me pareceria ridícula, claro….Resumindo o artigo, ele diz o seguinte. A Apple vai abandonar o MacOS X em prol do Windows XP porque:

1- Empresas maiores, com sistemas com maior participação de mercado que a Apple fizeram isso. A IBM abandonou o OS/2 em prol do Windows e o AIX em prol do Linux. Se a IBM não aguentou os custos de ter um sistema para competir com o Windows em PCs x86 porque a Apple aguentaria;
2- A campanha da Apple “Pense Diferente” acabou, ela não mais sugere ao público PC para trocar por um Mac, porque não há mais troca no hardware, e por isso não deve haver mais troca de software em um futuro;
3- Os iPods não possuem mais conexões Firewire. iPods nasceram para atrair usuários de PC para comprar um Mac, foi o iPod que foi atraído pelo mercado de PCs e adaptou-se para esse mercado, isso mostraria que a Apple rendeu-se ao poder do padrão;
4- A Apple migrou para processadores Intel, e em lugar de negociar a plataforma Itanium (encalhada em vendas) que poderia ser bom para ambas escolheu a x86, onde o Windows tem o seu único mercado consolidado;
5- Na última Macworld Expo um porta-voz da Microsoft disse que o MS Office continuará sendo desenvolvido para MacOS pelos próximos “cinco anos” e depois? Acaba o MS Office para MacOS? Ou acaba o MacOS?
6- A Adobe anunciará para Janeiro de 2006 versões de suas aplicações para MacOS x86. Janeiro acabou e essas versões não chegaram ao mercado;
7- Ficou claro para a maioria do público presente na última Macworld que os novos Macintel poderíam rodar uma versão do Windows agora, se ela estivesse disponível com EFI;
8- A Apple poderia ajustar ao máximo o MacOS para PowerPC, pois era uma plataforma de uso muito restrito. O x86 é aberto e amplo, a Apple tem pouco controle sobre que periféricos os usuários podem plugar nessas máquinas. Se esses periféricos não funcionarem a Apple terá que resolver esses problemas de compatibilidade com seu sistema operacional, o que será muito caro e pode afetar muito sua imagem de “empresa que faz coisas que funcionam”. O MacOS pode sofre do mesmo mal do Linux, onde em cada forum você vê dezenas de usuários perguntando “Como meu gravador de DVD funciona em Linux?”. Isso seria danoso para a marca da Apple e caro para seu departamento técnico;
9- A Apple sempre fez questão de afirmar que é uma empresa de hardware, não de software. Parar de fazer o sistema operacional (sem dúvida um dos tipos de software mais caros para se manter em desenvolvimento) e continuar apenas com o hardware seria chance de colher os frutos de suas boas idéias como o iPod, o iMac, o MacMini, etc. Assim a Apple poderia concentrar seus esforços em hardware e brigar de igual para igual com Dell, HP, Lenovo e os outros fabricantes de PC do mundo para melhorar seus atuais 5% de participação de mercado;
10- O que é considerado ponto forte do MacOS hoje (aparência e facilidade de uso) pode facilmente ser agregado ao Windows por meio de skins, temas e modificações superficiais, algo bem mais barato de se fazer que sustentar o desenvolvimento de todo o sistema.

Assim, com esses argumentos o professor Yakov Epstein afirma que em breve a Apple anunciará a adoção do Windows. O único problema são os usuários de Mac, que já ficaram descontentes com a adoção de processadores Intel. Mas, segundo Dvorak, como Jobs é um showman isso não será problema. Ele subiria em um palco, com a face de Bill Gates em um telão ao fundo, e diria que agora tudo pode rodar em um Mac. Diria que agora o usuário Apple tem o melhor dos dois mundos, que esse Windows não é o mesmo do consultório do seu dentista, é uma versão modificada, trabalhada pela Apple, que pode fazer muito mais do que um Windows comum faria em um PC. Receberia algumas vaias, é verdade. Mas seriam as últimas vaias de sua vida. Essa cena parece familiar?

O que é um MacIntel?

Por: em 17/02/06 na(s) categoria(s): Artigo


Estou tentando responder uma pergunta, racionalmente. Qual a diferença entre o MacIntel e um IBM PC hoje em dia? Falando sério, pensei um pouco sobre esse assunto e até cheguei a uma conclusão (que aposto que não será universalmente aceita) e acho que seria muito legal ouvir o que outras pessoas tem a dizer. Então vou explicar meu ponto de vista e dar algum combustível para que você, leitor do meiobit.com, possa também pensar sobre isso. Depois de ler o artigo, fique à vontade para falar sobre isso em nosso forum.Sei que estou entrando em uma área delicada. Sei que falar sobre Macs pode ser pior que publicar charges de Maomé. Mas como sempre tive pouco (ou até nenhum) medo de entrar nesse tipo de assunto, gostaria mesmo de desenvolver esse diálogo.

A pergunta é: Qual a diferença racional entre um MacIntel e um IBM PC, hoje em dia.

Pensei muito sobre isso, e como a questão deve ser racional devemos tentar nos livrar dos pontos de vista pessoais (tarefa muito difícil) e manter-nos focados no que possa ser tangível, mensurável ou qualificado. Coisas como X é melhor que Y não são válidas, já adianto, pois se você não pode acrescentar um estudo, análise, dados, ou provas de que X é mesmo melhor que Y e porquê, então é apenas sua opinião. E sua opinião não terá mais valor que a opinião de outros (isso é democracia) e portanto a coisa pode tornar-se uma discussão sem sentido, que não é o objetivo aqui.

Tenho um notebook da HP, um típico PC, com processador x86 da AMD de núcleo simples. A placa mãe dele é um modelo proprietário da HP, desenhado por ela produzido por alguma empresa de algum tigre asiático, provavelmente. A BIOS dele também é HP, desenhada e escrita por funcionários da HP, e provavelmente gravada em algum desses tigres asiáticos. Isto é um notebook PC típico. Vamos por um momento agora pensar em um novo MacBook Pro. Ele vai ter uma placa mãe projetada pela Apple e construída em algum tigre asiático (provavelmente) e uma BIOS escrita pela Apple para esse modelo de máquina. E usa um processador x86 da Intel de núcleo duplo. O que é um MacBook Pro então? Usando a lógica booleana, se algo parece com um gato, anda como um gato, cheira como um gato e mia como um gato, provavelmente é um gato.

Assim vejo os novos Macs. Eles se parecem (em termos de arquitetura) com um PC, funcionam como um PC, usam processadores de PC, dispositivos de PC e rodam sistema operacional que é compatível com PC… são portanto PCs! Um MacBook Pro é apenas um notebook PC feito pela Apple, assim como o meu é um notebook PC feito pela HP. A Apple agora faz PCs, como a Dell, a Lenovo, a HP/Compaq, a Itautec, a Asus, enfim. A Apple tornou-se uma montadora e distribuidora de máquinas IBM PC.

Vamos fundamentar isso agora. Pegue um novo Asus W5F, note da Asus com Intel CoreDuo. Coloque-o do lado de um MacBook Pro e vamos brincar de jogo dos 7 erros. Tanto o Asus como o Apple usam a mesma memória, o mesmo HD, o mesmo vídeo, o mesmo chipset, o mesmo processador, o que muda? A placa mãe e a BIOS, apenas isso. A placa mãe do Asus é da própria Asus, assim como a placa mãe do Mac é da Apple. A BIOS do modelo da Asus é Award, ou Trend, ou Phoenix. Tirando essas pequenas diferenças as máquinas são idênticas, inclusive com componentes intercambiáveis. Se a máquina da Asus é um IBM PC, porque eu não poderia chamar esse Apple de IBM PC também? Na verdade eu posso, porque é o que ele é de verdade.

Os novos MacIntel da Apple são lindos, cheios de estilo. São máquinasmuito boas, sem dúvida. Mas são apenas IBM PCs, como os que qualquer outra integradora de sistemas vende.

Segurança no UNIX: não acredite na verdade!

Por: em 07/02/06 na(s) categoria(s): Artigo


Existe uma imagem de segurança envolvendo os sistemas Unixes e suas variantes, como o Linux e o BSD. Se você perguntar à adminisradores de sistemas qual plataforma é mais segura: UNIX ou Windows; a maioria provavelmente responderá que é o UNIX a mais segura das plataformas atualmente usadas. Isso pode ser verdade, mas Thom Holwerda discute a validade dessa segurança em um interessante artigo para o OSnews. O argumento é muito criativo. Para Holwerda a segurança implicita em um sistema UNIX/Linux/BSD onde o usuário só tem pleno acesso aos arquivos que estão sob sua propriedade é mais um embuste que algo real. É sabido que em sistemas Windows domésticos um usuário normal possui poderes de Administrador. Isso significa que ao navegar na internet e clicar em um link malicioso arquivos de sistema podem ser danificados, todo tipo de software malicioso pode ser instalado, enfim o computador pode transformar-se em uma verdadeira bomba e o sistema operacional pode implodir sem nenhum aviso. Para usuários de Windows softwares como anti-virus, anti-spyware, firewall não são apenas comuns, mas também uma necessidade de grande urgência.

Usuários de sistemas UNIX em ambientes desktop não preocupam-se com isso, para eles o fato de usar uma conta com privilégios reduzidos (algo padrão no mundo UNIX) significa que qualquer tipo de malware afetaria apenas os arquivos do próprio usuário, sem que o sistema fosse danificado. Assim, mesmo sem anti-virus, anti-spyware, e firewalls bem configurados, usuários UNIX de desktop sentem-se seguros, pois o sistema continuará funcionando não importa o que aconteça.

Mas são mesmo os arquivos de sistema a coisa mais importante guardada em seu HD? E as fotos de suas últimas férias, seus entes queridos, e-mails importantes da empresa, aquela tese para a pós-graduação na qual você vem trabalhando nos últimos meses. São todos arquivos que estão sob sua propriedade e que podem ser danificados por algum malware que afete seu UNIX. No desktop UNIX não existe a cultura de backup, pois afinal o sistema é bastante seguro para que isso não seja uma prioridade. Então sob a ação de um malware, mesmo que todos os seus arquivos pessoais sumam do mapa o sistema ainda estará funcionando sólido como uma rocha, e a segurança do UNIX cumpriu sua função. Mas de que adiantaria o sistema permanecer funcionando, sem um reboot sequer, se todos os seus arquivos pessoais, que estavam em seu /home, foram para o limbo? Quão util a segurança intrínseca do UNIX lhe pareceria.

Talvez fosse melhor que a verdade da segurança superior do UNIX fosse mesmo desacreditada e que seus usuários desktop se tornassem mais precavidos e conscientes e percebecem que a segurança do UNIX é para proteger o sistema e não os seus dados.

Linux – o respeito ao perfil de uso é importante, sim senhor.

Por: em 04/02/06 na(s) categoria(s): Artigo


Você prefere um médico que aprendeu a digitar textos no Word e mandar e-mails, para se dedicar totalmente ao aprendizado e melhoria do seu ofício e revisão de técnicas cirúrgicas, ou prefere um médico preocupado com o lançamento do novo kernel de um sistema operacional e explorar tudo o que pode ser feito nele? Um deles vai abrir seu joelho em 2 dias.

O que me parece, em princípio, é que há um equívoco entre os defensores do software livre e no Linux na abordagem de quem é o usuário comum. Se a pessoa teve a curiosidade de perguntar qual distro ela deveria tentar primeiro, escolha a que você acha melhor e indique. Não adianta dizer: tem o sabor A e o B. Tem também o Aa, BA, C, D, E… você vai ter que tentar alguns deles e ver qual gosta mais. Pare! A pessoa não está interessada em aprender sobre o sistema operacional ou como ele funciona e testar 5 distribuições diferentes. Não há tempo pra isso e não é prático mudar de sistema operacional 5 vezes, nem mesmo usando um VMWare da vida, já que cada distro parece algo completamente novo (sabemos que não é, mas vai convencer um leigo). Ele ou ela possuem prazos em seus ramos de atividade que não permitem ficar testando e fuçando um sistema operacional. Eles precisam dele para acessar o hardware e fazer algo mais, simples assim.
Se um advogado resolve usar Linux no escritório dele, pede para o responsável pelo seus sistemas: quero Linux, o nosso prazo é x e são 20 máquinas. Ele tem dúzias de processos na mão e não quer realmente saber, e de fato não precisa, o kernel usado ou qual a interface. Ele precisa redigir 50 petições até o fim da semana e ponto final. Não é importante para ele saber a filosofia do Linux, mas ele mata você se não puder imprimir o documento de forma correta.

Muitos fórums de discussão, tanto no Brasil quanto no exterior, vejo xiitas tecnológicos condenando as pessoas que tem dificuldade com um sistema operacional não-Windows e preferem usar o que já conhecem. Julgam-os com alguns adjetivos indecorosos como incapazes, incompetentes, ignorantes, preguiçosos, indiferentes, apáticos, desinteressados ou simplesmente burros demais para trabalhar com um sistema operacional inteligente e que não saber configurar a impressora ou uma porta serial é porque essa “gentalha” não merece um sistema não-Windows e serão condenados eternamente ao mundo de ignorância e insegurança.

São palavras fortes, eu sei. Mas em todos esses anos, já tive acalorados debates com gente assim e é muito complicado convencê-los que o sistema operacional deve se adaptar ao humano, não o contrário. As pessoas têm no Linux uma oportunidade ímpar de permitir a tipos completamente diferentes de usuários, usufruir de um sistema operacional: o que gosta de estudar o Linux, aprender sobre o sistema e suas funcionalidades e o usuário que não quer o Linux no caminho dele para produzir alguma coisa. A usabilidade das distros melhorou muito de uns anos para cá e espero realmente que continue a melhorar. Achar que qualquer um deva saber configurar uma rede ou um firewall é assumir que qualquer um deva saber como construir um navio. A maioria sabe utilizar as dependências do navio. Outros, sabem operá-lo em nível mais alto e outros, podem ir na casa das máquinas mudar uma ou duas peças, mexer no controles de engenharia com desenvoltura e ainda operar o navio.

Algo interessante também é observar que quanto mais facilidades, como automação de tarefas e simplicidade de comandos, há uma aceitação do usuário comum e rejeição pelos power users. O primeiro, quer plugar uma câmera digital, uma impressora e uma webcam e eles simplesmente se auto-instalarem e quando ligar um programa apropriado, eles funcionarem. Já o outro, quer saber exatamente quais os drivers estão sendo instalados, versão, onde, e quais processos serão chamados por ele, tendo total controle para desabilitar esse ou aquele recurso. A comunidade Linux fica bastante dividida entre as interfaces Gnome e KDE, por exemplo. Uns dizem que o Gnome foi simplificado demais e trata os usuários como antas e que o KDE é muito melhor. Outros dizem que a complexidade do KDE afasta os usuários comuns, mas é adorado por quem é profissional ou usuário experiente do sistema. Essa é uma discussão muito tola e problemas como melhor suporte de drivers parecem ficar em segundo plano.

Talvez o que falte aos profissionais e alguns desses pseudo-defensores do software livre, é mais humildade em aceitar as diferenças e preferências dos usuários. Se uma pessoa gosta de algo diferente e você não concorda, não a condene ou faça desdém. Argumentos são sempre melhores, mas esteja preparado para aceitar a derrota. Sacuda a poeira e tente novamente em outra oportunidade.

Avaliação / Review – Soul Calibur III (Playstation 2)

Por: em 04/02/06 na(s) categoria(s): Artigo, Games


Link: Comunidade de Soul Calibur no orkut.

Para os novatos: Soul Calibur é uma série de jogos 3D de luta da Namco, mesma firma que faz o igualmente (talvez mais) famoso jogo Tekken. A diferença é que os personagens lutam com armas, e o jogo é uma mistureba de cavaleiros, samurais, piratas, ninjas, e alguns lutadores inexplicáveis, como o Voldo, um lutador cego, surdo e mudo que usa garras que lembram o Wolverine e tem os golpes mais bizarros que já vi em um jogo de luta. E, nesta geração, Soul Calibur II foi o jogo de luta que mais joguei (só perde para meus velhos tempos de Street Fighter II).

A série Soul Calibur sempre se destacou por três motivos principais:

1) O clima épico das batalhas e as historinhas decentes dos personagens (para um jogo de luta);

2) O fato de ser um jogo exatamente no ponto entre um jogo de luta extremamente técnico e hardcore (série Virtua Fighter) e um jogo button-masher, ou seja, aqueles em que você tem chance de ganhar de um adversário experiente detonando os botões do controle (série Tekken);

3) O jogo é extremamente balanceado. Em qualquer fórum sobre, digamos, Soul Calibur 2, você não vê unamimidade dos jogadores sobre quem é o melhor lutador – não é como Street Fighter 2, que 90% vai dizer Ryu ou Ken, ou Tekken 4, que 90% vai dizer Eddie – o da capoeira – ou o cara do vale-tudo que não lembro o nome, eu só consigo ganhar deles contra um jogador experiente, de vez em quando, usando o Hwoarang, mas isso porque eu jogo com o Hwoarang há anos. Felizmente isso melhorou muito com o Tekken 5, mas este ainda continua na categoria de button-masher (mas é um excelente jogo de luta, de qualquer forma, e obrigatório na coleção de qualquer fã do gênero).

soul_calibur_3_1.jpg
‘Yes, nós temos peitos!’
Já o terceiro game da série causou reações contraditórias: alguns gostaram, outros não. A principal razão foi que não o jogo foi mais para o lado do Virtua Fighter que do Tekken, não está mais no ‘equilíbrio quase exato’ entre os dois. É mais difícil dar Guard Impact (uma defesa que deixa o inimigo vulnerável se você pressionar o botão de defender bem no momento em que o ataque dele vai te atingir), assim como não é mais tão fácil jogar o inimigo para fora do ringue. Ou seja, o jogo já não está tão acessível quanto o segundo, o que pode ser bom se seus amigos já sabem jogar Soul Calibur II, mas pode ser ruim se você é razoavelmente bom no jogo e joga contra um novato. Não ocorrem as divertidas surpresas do SCII de novato ganhar às vezes (digo divertidas porque o jogo sempre foi tão balanceado que isso não era tão frequente, eu achava até bacana quando acontecia). Ou seja, por bem ou por mal, Soul Calibur ficou mais hardcore.

Todos os personagens de SCII estão de volta, e, com o desenrolar da história do segundo, Raphael agora é um vampiro (ele foi possuído pela Soul Edge), Siegfried se livrou da maldição e agora não é mais o Nightmare, que é um novo personagem. Os três personagens realmente novos são Zasalamel, Tira e Setsuka. Zasalamel é o famoso ‘apelão’, com golpes devastadores com sua foice e fácil de jogar, Setsuka é rápida e tem alcance médio, ficando entre Mitsurugi e Taki, e Tira é uma personagem simplesmente fantástica, que usa uma lâmica em forma de disco e tem um belíssimo estilo de luta – ela parece estar dançando quando luta. Ela não é muito popular entre os jogadores por ser extremamente complicada de jogar.

soul_calibur_iii_2.jpg
Setsuka detona Mitsurugi com seu letal… Guarda-chuva.

Os modos de jogabilidade básicos são os de sempre: Survival, Campeonato, Versus, tudo o que um jogo de luta moderno exige, você tem neste jogo. Então, vou falar sobre os novos modos.

1) Tales of Souls (o jogo básico de 1 jogador, em que você escolhe seus caminhos até chegar no último chefe). A grande diferença deste modo para o do SC2 é que através dele você pode desbloquear personagens secretos se pegar o caminho correto (secretos *mesmo*, como as vendedoras das lojinhas, que você nunca iria imaginar que seriam lutadoras no jogo) e, para cada personagem, há um caminho correto para chegar ao ‘verdadeiro’ chefe, ou seja, sem um guia para o jogo, 95% das vezes você vai chegar no chefe ‘meia-boca’. E o grande barato é que desta vez os finais são animados (alguns muito legais, inclusive), e, se você apertar a combinação de botões que aparece durante o final de cada personagem, você vê o final ‘bom’ dele – ou seja, cada personagem tem ao menos dois finais, ambos animados.

2) Chronicles of the Sword: uma tentativa de misturar um pouco de estratégia com um jogo de luta que poderia ter sido muito legal se não fossem os loading times ENORMES e o jogo se desenrolar no ritmo de uma lesma. Achei totalmente dispensável, um pé no saco mesmo, e o pior de tudo é que você tem que jogar ele todo se quiser destravar todos os acessórios, rostos, estilos de cabelo, etc, no modo de criar seu personagem. Bem mais chato que o fantástico modo história do SC2.

Soul Calibur III - Review por kioshi - http://kioshi.org
Pegue um bom livro antes de começar a jogar este modo para não jogar seu controle na parede.

Mas essa abominação no meio de um jogo tão bom é compensada pelo excelente modo de criar o seu personagem. Você escolhe entre diferentes roupas, rostos, há um bom número de opções (não absurdo, mas o suficiente para criar personagens bem interessantes.

Soul Calibur III - Review por kioshi - http://kioshi.org
‘A gente é genérico mas sabe dar porrada!’

Soul Calibur III - Review por kioshi - http://kioshi.org
‘Isso é Soul Calibur ou Street Fighter?’

A jogabilidade continua maravilhosa, apesar de exigir mais reflexos e estar mais técnicas, os personagens antigos estão bem renovados em alguns casos (Mitsurugi é o que me parece o mais modificado em jogabilidade) e todos têm golpes novos (minha favorita, Cassandra, continua fantástica).

Soul Calibur III - Review por kioshi - http://kioshi.org
O Zasalamel é quem a moçada novata vai escolher para dar pau em quem já sabe jogar.

A Namco usou outro engine gráfico, fazendo-os ainda melhores, do nível do Tekken 5. Simplesmente não há o que reclamar deles. A música? Bem, não senti diferença de qualidade para o segundo, que já era boa, assim como os efeitos sonoros. Mas os gráficos e animações… Os modelos dos personagens são fantásticos e extremamente detalhados (o Zasalamel impressiona neste aspecto), a animação mais fluida e rápida que nunca e os cenários, mais amplos e de tirar o fôlego do que o segundo, se é que isso é possível.

Soul Calibur III - Review por kioshi - http://kioshi.org
A Ivy continua muito boa,se é que você me entende.

Resumindo, você tem um jogo de luta extremamente refinado, com os melhores gráficos, junto com Tekken 5, do gênero no PS2, som e animações topo de linha, e ainda por cima um modo de criar seu personagem que pode te divertir demais. Ou seja, um jogo que você precisa ter. Mas você também precisa ter saco para jogar o modo Chronicles of the Sword para ter todas as possibilidades de criação de personagem. E paciência, porque a I.A. (Inteligência Artificial) está muitas vezes melhor, ou seja, o computador é um oponente muito, muito difícil nas últimas batalhas. Não estou exagerando, é MUITO mais difícil que no segundo jogo.

E vamos às notas:

Apresentação: 8.5 – História boa para um jogo de luta e finais bem feitos, muito melhores que no segundo.

Gráficos: 10 – Os melhores gráficos que já vi em jogos de luta junto com Tekken 5. Provavelmente só superados por Dead or alive 4 do Xbox 360.

Som: 9 – Efeitos sonoros, música e vozes excelentes. Se você conhece SCII, sabe bem como é.

Jogabilidade: 9.5 – Não vai agradar a todos, mas está mais técnica, mais rápida e precisa, fazendo o jogo ficar menos amigável para os novatos. Parao jogador mais hardcore, é um manjar dos deuses.

Valor: 10 – Apesar de colocar o terrível modo de estratégia no lugar do modo de história do SCII, o fato de poder criar seus próprios personagens já garante diversão por muito tempo.

Minha Nota
(não é uma média dos valores acima):

9.3

Comentário final: Um jogo que, assim como Metal Gear Solid 3, God of War, Sly 3, Ratchet 3 e 4, Shadow of the Colossus, entre outros, mostra que o Playstation 2 está longe de ‘morrer’ como muitos dizem. Um dos melhores jogos de PS2 e merecedor de estar na coleção de qualquer jogador que se preze.

Review: Microsoft Wireless Laser Mouse 6000

Por: em 29/01/06 na(s) categoria(s): Artigo, Periféricos


O Microsoft Wireless Laser Mouse 6000 é um mouse que pretende melhorar o que já é muito bom. Por muitos anos tenho um mouse óptico, porém há tempo quis experimentar um mouse wireless e com sensor laser, que promete ser muito mais responsivo e preciso. Após uma extensa busca, passando por modelos da Logitech e Razer, acabei escolhendo o modelo da Microsoft por ter um bom preço e cujo design mais se adaptou com o meu jeito de usar. Comprei via Amazon e dois dias depois o produto estava em minhas mãos.Embalagem

A embalagem não tinha nada de muito especial, alias o formato da caixa é um tanto fora de padrão. A caixa contem um CD, o mouse, o sensor wireless, 2 baterias AA e um curto manual.

caixa_mouse.JPG

Instalação

Utilizando um sistema com o Windows XP SP2, a instalação não poderia ter sido mais simples. Simplesmente inseri o CD, escolhi o modelo de mouse que estava instalando, escolhi a sensibilidade do sensor e da scrollwheel. Permitiram-me também customizar o que cada um dos botões faz, e em seguida fui instruído a conectar o sensor a uma porta USB. Tudo foi detectado sem problemas, e o mouse começou a funcionar imediatamente.

instalacao.jpg

mouse_properties.jpg

Funções e design

O Microsoft Wireless Laser Mouse 6000 vem com um acabamento em prata, com a parte central mais reluzente e as laterais foscas. Ele é feito para ser usado com a mão direita, e a mão repousa confortavelmente em contato total com o mouse. Ele desliza muito bem em uma mesa de madeira, ou mesmo em outras superfícies (papel ou plástico).

mouse.JPG

O mouse conta com os 2 tradicionais botões esquerdo e direito, uma scrollwheel sem dentes e com navegação em 4 direções (tilt wheel). Além disto, conta com 2 botões extras, acessíveis com o polegar direito. Um dos botões vem configurado como “pagina anterior” do Internet Explorer. Este primeiro botão é bastante fácil de se alcançar, e a força necessária para acioná-lo é adequada. O segundo botão, mais próximo ao topo do mouse, vem configurado como um “zoom”, que pode ser útil a alguns usuários. Certamente é mais difícil de alcançar com o polegar, mas nada exagerado, e algo perfeitamente compreensível, já que é algo que presumivelmente o usuário usará menos.

mouse_lado.JPG

Detalhe do Zoom:

zoom.jpg

A scrollwheel é algo bastante refinado neste modelo. Para rolar a tela funciona divinamente, porém o scrollwheel não tem dentes, o que pode ser inconveniente para gamers. Mas conta com um sistema de aceleração, que sente quando o usuário quer chegar mais rapidamente a uma parte da tela e acelera a rolagem da página. Este sistema funciona com perfeição. Claro que a scrollwheel também funciona como um botão central, o qual eu uso com muita frequência ao navegar com o Firefox. Para acionar o botão, porém, é necessária muita força, o que torna a operação deste botão desconfortável.

mouse_sup.JPG

O sensor wireless é razoavelmente grande (do tamanho do mouse), porém conta com um cabo longo. O design é discreto. Segundo o fabricante, o sistema foi desenvolvido para uso a até 6 pés (1.8m) de distância, não sendo possível o uso do mouse como controle remoto para o PC. Em nossos testes, o sinal foi excelente a até 1.5m de distância, mais do que suficiente para uso normal.

O mouse funciona com 2 baterias AA, fornecidas na caixa, o que é um grande ponto para a Microsoft, pois nada mais frustrante do que chegar em casa e ter que sair novamente para comprar baterias. O fabricante relata que as baterias duram em média 6 meses.

mouse_inf.JPG

A primeira impressão é que o mouse é extremamente sensível e preciso. Precisei reajustar a sensibilidade para meu uso, e com isso ficou excelente. Os botões funcionam adequadamente, com exceção do botão do meio, citado acima. Não houve interferência com nenhum dos meus outros dispositivos (rede Wi-Fi, telefone sem fio, celular, Bluetooth).

Conclusão

O Microsoft Wireless Laser Mouse 6000 é um mouse sólido, principalmente para aplicativos Office e Internet. Devido a sua scrollwheel não ter dentes, talvez não atraia muito os gamers. A sensibilidade, precisão e ergonomia são superiores.

Pontos positivos
- Design
- Sensibilidade e precisão
- Função de zoom
- Excelente instalação

Pontos negativos
- Tamanho do sensor
- Botão do meio muito duro

Nota: 9
Homepage do fabricante: Microsoft
Preço: US$ 43.69
Onde comprar: Amazon.com